E sucedeu, passados dous annos de dias, que Par‘ô, rei do Egipto, teve hum sonho portentoso e de mui alta significação. Eis que estava elle em pé junto ao rio Ye’or, e do seio das águas subiam sete vaccas gordas, mui formosas de vista e de carnes abundantes, que pastavam brandamente entre os juncos do rio [Bereshit 41:1–2].
E após ellas, do mesmo rio, emergiram sete vaccas magras, feias de rosto e esquálidas de corpo, que devoraram as vaccas gordas, e Par‘ô despertou, perturbado em seu espírito [Bereshit 41:3–4].
E dormindo novamente, sonhou outra vez: eis que sete espigas de trigo, cheias e boas, cresciam num só talo; e eis que detrás dellas brotavam sete espigas mirradas e queimadas pelo vento oriental (ruaḥ kadim), e as espigas mirradas devoraram as cheias. E despertando Par‘ô, viu que era sonho [Bereshit 41:5–7].
Pela manhã, agitou-se-lhe a alma, e mandou chamar todos os magos (chartumei Mitzrayim) e os sábios do Egipto, e narrou-lhes seus sonhos, mas nenhum pôde dar-lhe interpretação que satisfizesse o seu coração [Bereshit 41:8].
Então o sar hamashqim, copeiro-mór, ergueu a voz diante de Par‘ô, e disse: “Recordo hoje as minhas culpas. Quando o Rei se indignou contra seus servos, lançou-me a mim e ao padeiro-mór na prisão da casa do capitão da guarda. E alli estava connosco hum jovem hebreu (na‘ar ‘ivri), servo do capitão da guarda; contámos-lhe nossos sonhos, e elle os interpretou a cada um segundo o seu sonho. E aconteceu que, conforme nos interpretou, assim foi: eu fui restituído ao meu posto, e o outro foi suspenso na forca.” [Bereshit 41:9–13]
Então Par‘ô apressadamente mandou chamar Yosêf, e o fizeram sair das masmorras. E barbeando-se e trocando suas vestes, apresentou-se elle diante de Par‘ô, o Rei do Egipto [Bereshit 41:14].
Assim se conclui a primeira leitura.
A Guemará testifica que a expressão “dous annos de dias (yamim)” significa dous annos completos e inteiros [Talmud Bavli, Rosh Hashaná 11a]. E o Midrash perguntou: “Que novidade há em dizer ‘Par‘ô sonhou’, se todo homem sonha?” Respondeu o Midrash: “Porque o sonho de hum rei é presságio para todo o mundo, pois das resoluções dos reis dependem as sortes das nações” [Bereshit Rabá 89:1].
Disseram os Sábios: “Hum sonho é huma sexagésima parte da profecia” [Talmud Bavli, Berachot 57b]. E Rabi Ḥanan ensinou: “Ainda que o Mestre dos Sonhos diga a hum homem que morrerá no dia seguinte, não cesse elle de orar, pois está escrito: ‘Na multidão dos sonhos há vaidades e muitas palavras; mas teme tu a D’us’” [Kohelet 5:6; Berachot 55a].
Rabi Shmuel bar Naḥmani, em nome de Rabi Yonatan, declarou: “O homem não vê em sonho senão o que revolve em seu coração quando desperto”, como está escrito: “Os teus pensamentos vieram à tua mente, estando deitado… para que conheças os pensamentos do teu coração” [Daniel 2:29–30; Berachot 55b].
Quando Shmuel tinha hum pesadelo, dizia: “Os sonhos falam falsamente” [Zekharia 10:2]; mas quando sonhava bom sonho, recordava a palavra divina: “Falo com elle em sonho” [Bamidbar 12:6]. E Rava resolveu esta aparente contradição, ensinando que o versículo de Bamidbar fala dos sonhos que vêm por meio de hum anjo, e o de Zekharia, dos sonhos inspirados por espírito impuro [Berachot 55b].
Rabi Yoḥanan disse: “Os ímpios põem-se sobre seus deuses, como Par‘ô, que estava em pé sobre o rio; mas o Santo, bendito seja, põe-Se sobre os justos, como está escrito: ‘E eis que HaShem estava sobre elle’” [Bereshit 28:13; Bereshit Rabá 89:1]. Pois os idólatras velam por seus ídolos, e o Altíssimo vela por Seu povo.
Outro Midrash diz que, nas palavras: “Eis que subiam do rio sete vaccas”, D’us já revelava a Par‘ô o sentido do sonho — que a abundância e a fome viriam por meio do Ye’or [Bereshit Rabá 89:2]. Rabi Yehudá explicou que o “espírito perturbado” de Par‘ô [Bereshit 41:8] significa que elle ardia em desejo de conhecer a verdadeira interpretação [Tanchuma, Miketz 3]. E o Midrash Tanchuma esclarece que os magos do Egipto (chartumei Mitzrayim) eram homens que consultavam os mortos (doresh el ha-meitim) [Tanchuma, Miketz 4].
Rabi Yehoshua de Siknin, em nome de Rabi Levi, ensinou que havia intérpretes em abundância, porém nenhum agradou a Par‘ô. Disseram-lhe que as sete vaccas boas eram sete filhas que teria, e as sete feias, sete filhas que morreriam; ou que as sete espigas boas eram sete províncias conquistadas, e as mirradas, sete que se rebelariam. Mas não encontrou contentamento o Rei nestas palavras, e assim se cumpriu: “O escarnecedor busca sabedoria e não a acha; mas o entendimento é fácil ao prudente” [Mishlei 14:6; Bereshit Rabá 89:6].
E o Midrash conclui que o Altíssimo dispôs tudo isto para elevar Yosêf, pois se este fora chamado de começo, menor louvor receberia. Porém, vindo por fim, achou graça e foi engrandecido perante todos [Bereshit Rabá 89:7].
O Zôhar haKadosh ensina que “hum sonho é huma sexagésima parte da profecia”, pertencendo ao grau do anjo Gavri’el, supervisor dos sonhos. E porquanto todo sonho é mistura de verdade e falsidade, cumpre-se segundo a boca que o interpreta, como está escrito: “E aconteceu que, como nos interpretou, assim foi” [Bereshit 41:13; Zôhar, Vayeishev 184a].
O Ramban (Naḥmanides) comenta que as vaccas significam a lavoura, e as espigas, a ceifa, conforme: “Não haverá lavoura nem colheita” [Bereshit 45:6]. O ruaḥ kadim, vento oriental, é o sopro abrasador que trará fome e esterilidade [Hoshea 13:15; Comentário do Ramban sobre Bereshit 41:2].
E Rabi Avraham ibn ‘Ezra advertiu que, no dizer “E recolheu toda a comida” [Bereshit 47:48], não se deve entender “toda” em sentido absoluto, pois Yosêf não poderia ter tomado tudo sem causar fome ao povo; tomou elle o necessário para a subsistência da terra. Mas o Ramban discorda, afirmando que Yosêf, homem de prudência divina, centralizou o sustento de todo o Egipto, repartindo-o com equidade, segundo a medida de cada um [Comentário do Ramban ad loc.].
Diná (דִּינָה) é a única filha mencionada nominalmente entre os filhos de Yaakov (Jacó) e Leá, nascida após seis filhos homens (Bereshit/Gênesis 30:21). Seu nome vem da raiz hebraica din (דִּין), que significa “juízo” ou “justiça”. O Midrash Bereshit Rabbah (72:1) ensina que Leá, ao ver que dera seis filhos a Yaakov, orou para que o próximo filho fosse uma menina, para que Rachel também pudesse ter um número igual de tribos. Em resposta à sua oração, o feto de Yosef e o de Diná foram trocados milagrosamente no ventre, e assim nasceu Diná — um ato de misericórdia divina e justiça maternal.
Os comentaristas, como Rashi (Bereshit 34:1), descrevem Diná como uma jovem curiosa e sociável, “uma filha que saía para ver as filhas da terra” — uma expressão que o Midrash interpreta como herança do caráter aberto e ativo de sua mãe, Leá, que também “saiu” ao encontro de Yaakov (Bereshit 30:16). Essa curiosidade, porém, foi interpretada pelos sábios como um traço neutro: a mesma qualidade de iniciativa que pode ser sagrada se direcionada ao bem, mas perigosa se exposta a más influências.
O relato mais conhecido sobre Diná encontra-se em Bereshit 34. Ao visitar as jovens de Shechem, foi raptada e violentada por Siquém ben Chamor, príncipe da cidade. O texto diz que Siquém “se apegou a Diná e falou-lhe com ternura”, sugerindo que ele desejava legitimá-la por meio do casamento.
Os irmãos de Diná — Shimon e Levi, filhos de Leá — reagiram com indignação e planejaram vingança. Fingiram aceitar a proposta de casamento com a condição de que todos os homens da cidade se circuncidassem. No terceiro dia, quando estavam enfraquecidos, os dois irmãos entraram na cidade e mataram todos os homens, libertando Diná (Bereshit 34:25-26).
Rashi, citando Bereshit Rabbah 80:10, explica que Diná foi levada à casa de Siquém e mantida em cativeiro até ser resgatada por seus irmãos. O Midrash Tanchuma (Vayishlach 8) enfatiza que Shimon a tirou pessoalmente e prometeu protegê-la, chegando a casar-se com ela posteriormente, para restaurar sua dignidade — um ato de responsabilidade familiar e expiação moral.
O Zôhar (Vayishlach 177b) vê uma dimensão mística nesse episódio: Diná representa a Shechiná, a presença divina exposta às forças impuras, e sua libertação simboliza a restauração da santidade de Israel. Por isso, o ato de Shimon e Levi não é somente vingança, mas também uma reparação espiritual — um tikun (retificação) contra a corrupção moral das nações de Canaã.
Outros comentaristas, como Ramban (Nachmânides), analisam o episódio sob um prisma ético e político: o erro de Siquém não foi somente individual, mas coletivo, pois toda a cidade consentiu com o crime, e por isso a punição foi coletiva.
O destino de Diná após o episódio é envolto em tradições variadas:
Midrash Bereshit Rabbah (80:11) relata que Diná teve uma filha de Siquém, chamado Asenat (Osnat). Quando Diná temeu a vergonha, Yaakov colocou a criança sob um arbusto fora do acampamento. Um anjo a levou para o Egito, onde foi adotada por Potifera, sacerdote de On. Mais tarde, essa mesma Asenat se casaria com Yosef (José) (Bereshit 41:45), seu meio-irmão por parte de mãe, unindo assim a linhagem de Diná com a futura liderança espiritual de Israel. → Assim, Diná é ancestral direta de Efraim e Menashé, tribos de Yosef, e portanto participa indiretamente na formação das Doze Tribos de Israel.
Seder Olam Rabbah e o Midrash HaGadol sugerem que Diná viveu longamente, permanecendo sob a proteção da família e sendo respeitada por sua piedade e força moral.
Na tradição judaica, Diná se tornou símbolo da mulher vulnerável diante da corrupção moral do mundo, mas também da possibilidade de redenção. Seu nome — “juízo” — é visto como reflexo da justiça divina que age através da história, mesmo em meio à dor. Os sábios ensinam que a tragédia de Diná advertiu Yaakov sobre os perigos da assimilação e reforçou a necessidade de proteger a santidade do lar israelita.
O Midrash Lekach Tov interpreta o episódio como uma lição sobre a responsabilidade coletiva: quando uma filha de Israel é profanada, todo o povo deve sentir a dor e buscar reparação — não pela violência, mas pela santificação dos valores.
Diná representa, para os mestres chassídicos, a alma judia que sai em busca de revelar santidade no mundo exterior. O Baal Shem Tov ensina que “cada Diná” em nós é a parte sensível e pura que precisa ser resgatada e reintegrada ao serviço de D’us (avodá). Sua história, portanto, não termina na tragédia, mas na transformação: a partir de sua descendência virá a continuidade do povo que revelará a luz divina até os confins da terra.
Estudo Diário Chitas para Bnei Noach: (Chumash do dia, Tehilim do dia, Tanya do dia, Hayom yom do dia, porção do Guia Bnei Noach do dia, uma ramificação das Sete Leis por dia, 1 capítulo do código Divino do Rabino Moshe Weinner por dia, uma porção sobre Mashiach e Redenção por dia).
“Bendito sejas Tu, ó Eterno, que me ensinas Teus preceitos. Meus lábios enumeram todas as leis que proclamaste. Meditarei sempre sobre Teus preceitos, para seguir Teus caminhos. Desvenda meus olhos para que eu possa perceber as maravilhas de Tua Torá.” (Tehilim 119:12,13,15,18).
Chumash
Todos os dias aprendemos uma passagem da porção semanal da Torá correspondente àquele dia com comentários RASHI contendo as explicações mais valiosas e profundas do significado da Torá Escrita.
Parashat Especial Pessach: Êxodo 12:21-51
21 Embora o Todo-Poderoso tivesse dado instruções a Moisés e Arão tanto sobre o sacrifício de Pessach como sobre a observância do feriado de Pessach que o povo celebraria no futuro, Moisés decidiu primeiro transmitir apenas as leis relativas ao sacrifício, uma vez que era um período agitado. , e apenas essas leis eram imediatamente pertinentes. (Sichot Codesh 5741 , vol. 2, páginas 462-463.) Moisés convocou os anciãos de Israel. O Todo-Poderoso havia dito a Moisés e Arão para se dirigirem ao povo juntos. Cada um deles cedeu ao outro, pedindo-lhe que iniciasse o discurso até que, milagrosamente, a mensagem de Deus foi emitida do espaço entre eles, dando a impressão de que ambos estavam falando simultaneamente. (Rashi no v. 3, acima) Dessa forma, Moisés e Arão contaram-lhes os detalhes do sacrifício pascal mencionado anteriormente, além do seguinte, que O Todo-Poderoso também havia dito a Moisés : “Afastem -se da idolatria e substituam seu vício nela pela atividade de cumprir os mandamentos. , (Rashi no v. 6, acima) da seguinte maneira: Separem cordeiros ou cabritos para suas famílias de seus próprios rebanhos, se os tiverem, ou adquiram- nos no mercado, e abatam a oferta de Pessach.22 Tomarás então um molho de três talos de hissopo e mergulhará-o no sangue recolhido na bacia, e aplicarás um pouco do sangue da bacia na verga e nas duas ombreiras da porta. Mergulhe o pacote no sangue antes de cada aplicação. Embora O Todo-Poderoso tenha prometido poupá-los, nenhum de vocês — mesmo aqueles que não são primogênitos — pode sair da entrada de sua casa até de manhã , porque à noite os anjos destrutivos reinam livremente e não distinguem entre os justos e os ímpios , e se algum de vocês perecer, os egípcios alegarão que a garantia do Todo-Poderoso de que nenhum de vocês será prejudicado (Acima, 11:7) não foi cumprida. 23 O Todo-Poderoso passará pelo Egito para iniciar a sua redenção; a primeira parte deste ato será Ele atacar o Egito matando todos os seus primogênitos. (Acima, v. 12)Ele verá que você colocou o sangue na verga e nas duas ombreiras da porta. Neste mérito, O Todo-Poderoso passará pela entrada de suas casas , e não permitirá a praga destrutiva entre em suas casas.24 Você observará as práticas e o sacrifício de Pessach como um estatuto para você e seus filhos para sempre , uma vez que você tenha entrado na Terra de Israel. 25 Somente quando você entrar na terra que O Todo-Poderoso lhe dará, como Ele falou, você deverá manter este serviço. Enquanto você estiver em trânsito a caminho da Terra de Israel, você não será obrigado a observar este feriado, a menos que O Todo-Poderoso lhe diga explicitamente para fazê-lo. 26 E acontecerá que, quando seus filhos lhe perguntarem sobre a oferta de Pessach, poderá haver entre eles filhos rebeldes que formulem a pergunta : ‘Qual é este seu serviço?’ Eles se referirão ao serviço como “ seu ” para sugerir que eles próprios prefeririam não participar dele. (Rashi em 13:5, abaixo). 27 Respondereis: É a oferta de Pessach ao Todo-Poderoso, que passou por cima das casas dos israelitas no Egito, quando feriu os egípcios e poupou as nossas casas. “ Quando ouviram o que Moisés disse aos anciãos, o povo curvou-se e prostrou-se em agradecimento pela promessa da redenção, Sua reiteração de Sua promessa de dar-lhes a Terra de Israel e de abençoá-los com a promessa de filhos. 28 Os israelitas resolveram imediatamente cumprir estas instruções no seu devido tempo e, portanto, O Todo-Poderoso considerou como se eles fossem e o fizessem imediatamente . Ele os creditou por suas boas intenções, suas ações louváveis e até mesmo pelos esforços que fizeram na preparação para cumprir Sua vontade. Quando chegou a hora, os israelitas fizeram tudo exatamente como O Todo-Poderoso havia instruído a Moisés e Arão, sem omitir um único detalhe. E Moisés e Arão também fizeram o mesmo . 29 Foi exactamente à meia-noite do dia 15 de Nisan que o Todo-Poderoso, em concordância com a corte celeste, matou todos os primogénitos na terra do Egipto,desde o primogénito do Faraó sentado no seu trono para o primogênito do prisioneiro na masmorra, bem como para todo animal primogênito. (Veja acima, 11:5). A única exceção foi o próprio Faraó: embora fosse primogênito, O Todo-Poderoso o poupou para que testemunhasse o milagre da abertura do mar e depois se afogasse. Esta praga não durou uma semana inteira, como as outras; aconteceu em um único momento. (Likutei Sichot , vol. 31, pág. 35, nota 19). 30 Faraó levantou-se de sua cama durante a noite: primeiro ele, e depois acordou todos os seus cortesãos em suas casas. E todos os egípcios também acordaram, e houve um grande clamor no Egito, porque não havia casa onde não houvesse alguém morto. Se houvesse filho primogênito em casa, ele morria; caso contrário, o chefe da família (que pode figurativamente ser chamado de “primogênito”) morreu. Além disso, visto que os egípcios estavam mergulhados no adultério, muitas vezes havia muitos primogênitos na mesma casa, cada um primogênito da dona de casa com outra amante. 31 Faraó vasculhou todas as entradas da cidade e chamou durante a noite por Moisés e Arão. Quando os encontrou, ele disse: “Levantem-se e saiam do meio do meu povo, vocês adultos e também os jovens de Israel, e vão e sirvam ao Todo-Poderoso como vocês disseram!32 Levem os seus rebanhos e o seu gado, como vocês disseram — e não como eu disse, para que vocês não possam ir, (Acima, 5:2) para que apenas os seus adultos possam ir, (Acima, 10:8) para que os seus rebanhos não possam ir (Acima, 10:24) — e vão! E abençoe-me também , para que eu não morra, pois também sou primogênito !” Havia alguns israelitas que estavam relutantes em partir, porque tinham medo de se aventurar no deserto árido e desconhecido. Eles sentiam que agora que os egípcios tinham sofrido tanto com as pragas, eles estariam mais inclinados a tratar melhor os israelitas. Mas essas pessoas não tiveram chance de permanecer no Egito, porque o Faraó ficou tão perturbado com a praga final que expulsou à força todos os israelitas do país. Mesmo assim, o Faraó enviou alguns dos seus oficiais com o povo para garantir que eles ficassem fora apenas por três dias, como haviam dito.33 Alguns dos judeus hesitaram em partir, mas os egípcios incitaram o povo, apressando-os a sair da terra, pois disseram: “Estamos todos morrendo! É pior do que Moisés disse que seria: não apenas os primogênitos, mas o resto de nós – às vezes dez na mesma casa – também estamos morrendo “ Eles não perceberam que todos aqueles que estavam morrendo eram tecnicamente primogênitos. (Acima, v. 30)34 O povo comeu sua matzá com a oferta de Pessach, como lhes havia sido ordenado, na primeira metade da noite. Agora, de manhã cedo, o povo começou a assar pão para o novo dia. Mas os egípcios os apressaram em seu caminho, então o povo pegou a massa antes que ela tivesse fermentado – então o pão que comeram naquele dia também era matzá – com os restos de comida (a matzá e as ervas amargas que sobraram da refeição da noite anterior). enrolados em suas roupas sobre os ombros. Eles poderiam ter feito com que seus animais carregassem essas sobras, mas preferiram carregá-los eles mesmos porque os valorizavam, pois os usaram para cumprir o mandamento de Deus. 35 Além de terem pedido aos egípcios utensílios e roupas antes da praga dos primogênitos, (Acima, 11:2-3. Sefer HaSichot 5751 , vol. 1, pág. 271, nota 5.) os israelitas fizeram novamente como Moisés havia dito, e pediram aos egípcios utensílios e roupas de prata e ouro . De tudo, o povo era o que mais valorizava a roupa. No entanto, eles próprios não carregavam esses artigos, mas sim os carregavam em seus burros. (Rashi em 13:13, abaixo)36 Deus concedeu-lhes favor aos olhos dos egípcios, de modo que eles atenderam ao seu pedido, e até lhes deram mais do que pediram, e assim drenaram a riqueza do Egito. (Êxodo 3:22.) Além disso, as mulheres estavam confiantes de que Deus realizaria milagres por elas e trouxeram tamboris suficientes para todas elas celebrarem. (Rashi em Êxodo 15:20, abaixo; Sichot Codesh 5741 , vol. 2., pp. 221-224, 231-232.) José havia ordenado ao povo que retirasse seus restos mortais do Egito junto com os de seus irmãos quando eles partissem. (Gênesis 50:25 ; Êxodo 13:19, Rashi ad lo) Moisés foi agora cumprir esta diretriz. Como o caixão de José estava no fundo do rio Nilo, (Veja em Gênesis 50:26 ) Moisés teve que usar meios sobrenaturais para recuperá-lo. Ele escreveu um Nome Divino e as palavras “Levanta-te, boi! Levanta-te, boi!” em um prato e jogou no rio. (Essas palavras eram uma forma alternativa de pronunciar as palavras “sobre a parede” na bênção de Jacó a José. Gênesis 49:22 ) O caixão subiu à superfície. Enquanto Moisés o tirava da água, Miquéias (Êxodo 6:1) foi buscar secretamente o prato. (Rashi em Êxodo 32:4, Midrash Tanchuma , Ki Tisa 19; Rashi no Sanhedrin 103b.) Os corpos de todos os filhos de Jacó estavam intactos, exceto o de Judá , cujos ossos rolaram dentro do caixão enquanto este era carregado. Isso ocorreu porque sua promessa de ser excluído da vida após a morte se não devolvesse Benjamin ao pai (Gênesis 43:9 , 44:32) nunca foi anulada. (Veja Deuteronômio 33:7 ) 37 Deus enviou um anjo para mostrar ao povo que caminho seguir. (Rashi em Êxodo 14:19) Na manhã do dia 15 de Nisan, eles se reuniram em Ramsés vindos de todas as partes de Góshen, num tempo milagrosamente curto. (Rashi em Êxodo 19:4) Os israelitas viajaram então de Ramsés para um local que em breve seria chamado de Sukot , na costa ocidental do braço ocidental do Mar dos Juncos. Moisés os contou; (Likutei Sichot , vol. 8, pág. 3, nota 13) eram cerca de 600 mil homens com 20 anos ou mais a pé, além de mulheres e crianças do sexo masculino com menos de vinte anos . Embora fossem 120 mil (240.000 côvados, cerca de 115 quilómetros ou 72 milhas – uma viagem de três dias) de Raamsés a Sukot, o povo milagrosamente fez esta viagem num curto espaço de tempo. Ao partirem, os egípcios estavam ocupados enterrando seus primogênitos. (Números 33:4) 38 Além disso, uma multidão mista de pessoas de outras nações pediu a Moisés que se juntasse às fileiras dos israelitas. Moisés não consultou a Deus, mas aceitou-os por sua própria autoridade, raciocinando que seria bom para eles estarem apegados à presença de Deus. (Rashi em Êxodo 32:7) Esta multidão subiu com eles, bem como rebanhos e gado, uma grande quantidade de gado. O povo também cortou as acácias que Jacó havia plantado quando chegou ao Egito e disse aos seus filhos que avisassem a sua descendência para levarem consigo quando partissem. (Veja em Gênesis 46:6 , Êxodo 25:5). 39 Em Sukot, os israelitas assaram a massa que haviam trazido do Egito em bolos de matzá, uma vez que não havia fermentado, pois haviam sido expulsos do Egito e não podiam demorar, nem prepararam quaisquer outras provisões para si mesmos. Embora estivessem viajando para o deserto, eles confiaram em Deus para sustentá-los. Deus considerou isso como seu mérito duradouro. Milagrosamente, o pão que eles cozinhavam era suficiente para 61 refeições, (Êxodo 16:2), e era tão saboroso quanto o maná que eventualmente receberiam de Deus. (Rashi em Êxodo 16:35) 40 O tempo total que os israelitas viveram no Egito e em outros lugares como estrangeiros desde a profecia de Deus a Abraão “entre as partes” em 15 de nisã de 2018 foi exatamente 430 anos: 30 anos desde quando Deus fez a aliança até o nascimento de Isaque. , 60 anos desde o nascimento de Isaque até o nascimento de Jacó, 130 anos desde o nascimento de Jacó até sua chegada ao Egito, e 210 anos no Egito. 41 E ao final de 430 anos, naquele mesmo dia, todas as hostes de Deus deixaram a terra do Egito. Chegado o tempo determinado, Deus não atrasou o Êxodo nem por um instante. 42 A noite anterior a este dia foi uma noite de expectativa para Deus , pela qual Ele esperou ansiosamente todos esses anos, para cumprir Sua promessa de tirá-los da terra do Egito. Esta foi a noite a que Deus se referiu quando disse a Abraão: “Nesta noite redimirei os teus descendentes ” . Esta noite continua sendo um período anual de proteção para todos os israelitas contra todas as forças de destruição ao longo de suas gerações.43 Anteriormente, na manhã do dia 14 de Nisan, Deus disse a Moisés e Arão: “Esta é uma parte adicional da lei do sacrifício pascal: Nenhum estrangeiropode comer dele. Isso inclui um não-judeu que não se converteu ao judaísmo e um judeu apóstata. 44 Se houver um escravo não-judeu, a quem um judeu comprar por dinheiro, circuncida-lo-ás, e então ele poderá comer dele. Os escravos não-judeus devem ser circuncidados. A falha em circuncidar o escravo desqualifica-o – ou, de acordo com outra opinião, o seu senhor – de comer o sacrifício de Pessach. 45 Será declarado atualmente que nenhum incircunciso pode comer o sacrifício pascal. Além disso, nem um estrangeiro residente (ou seja, um não-judeu que se comprometeu a observar o código de leis de Noé e, portanto, está autorizado a residir na Terra de Israel) nem um trabalhador contratado não-judeu podem comer dele , mesmo que qualquer um deles seja circuncidado, pois não se converteram. Porém podem comer dos outros elementos do Seder. 46 Como foi dito anteriormente, será consumido por um único grupo. Uma vez formado este grupo, vocês não poderão dividi-lo em dois grupos, dividir a oferta e comê-la em dois grupos. Além disso, você não deve tirar nenhuma carne do grupo para comê-la separadamente, nem quebrar nenhum de seus ossos que contenham um kezayit ou mais de carne. 47 Embora desta vez eu tenha exigido que vocês formassem grupos familiares para comer a oferta de Pessach, não exigirei que os grupos sejam familiares no futuro. Pelo contrário, qualquer pessoa de toda a comunidade de Israel poderá juntar-se a qualquer grupo que desejar, oferecê -lo e comê-lo juntos. 48 Se um convertido morar entre vocês e quiser oferecer o sacrifício de Pessach a Deus, todos os homens de sua família serão primeiro circuncidados e só então ele poderá se aproximar para oferecê-lo junto com o resto da comunidade . Ele não deve oferecê-lo imediatamente após a conversão, mas esperar até o momento apropriado e, nesse aspecto, ele será como um nativo da terra. Embora existam pessoas que estão isentas da exigência de serem circuncidadas — como por exemplo alguém cujos dois irmãos mais velhos morreram como resultado da circuncisão — no entanto, nenhum homem incircunciso pode comer da oferta de Pessach, mesmo essas pessoas. 49 Um convertido está sujeito às mesmas leis que um israelita nato, não apenas no que diz respeito à oferta de Pessach; em todos os aspectos, haverá uma lei para o nativo e para o convertido que vive entre vocês.”50 Também no que diz respeito a estas leis, todos os israelitas resolveram imediatamente cumprir estas instruções no seu devido tempo e, portanto, Deus considerou isso como se o fizessem imediatamente . Ele os creditou por suas boas intenções. Quando chegou a hora, os israelitas fizeram tudo exatamente como Deus havia instruído a Moisés e Arão, sem omitir um único detalhe. E Moisés e Arão também fizeram o mesmo . 51 Nessa época, alguns egípcios começaram a reconsiderar a ideia de deixar os judeus irem e tentaram impedi-los de partir. No entanto, eles não conseguiram detê-los, e assim, foi nesse mesmo dia em que os egípcios tentaram detê-los que Deus tirou os israelitas da terra do Egito com todos os seus exércitos.
Tehilim (Salmos de David)
Salmo nº 20 (כ)
(1) O líder [dos músicos]. Cântico de David. (2) Que D’us lhe responda no dia da angústia, e que o nome do Todo-Poderoso de Jacó o fortaleça. (3) Que Ele lhe envie ajuda do santuário e que Ele o apoie desde Sião. (4) Ele se lembrará de todas as suas ofertas, seus holocaustos se transformarão em cinzas para sempre. (5) Ele lhe dará conforme o desejo do seu coração; (6) Nos regozijaremos na Tua salvação, em nome do nosso Todo-Poderoso levantaremos nossas bandeiras. Que o Todo-Poderoso atenda a todos os seus pedidos. (7) Agora sei que o Todo-Poderoso salvou Seu ungido. Ele lhe responde desde os céus dos Seus santos (lugares) com o poder da Sua mão direita salvadora. (8) Alguns confiam em [suas] carruagens, outros em cavalos, mas mencionamos o nome do nosso Todo-Poderoso. (9) Eles se curvaram e caíram, mas nós nos levantamos e nos erguemos. (10) Todo-Poderoso, salve-nos! Que Adonai nos responda no dia em que clamarmos.
Todos os dias é costume ler um capítulo, cujo número de série corresponde à idade do Lubavitcher Rebe Rei Mashiach:
Salmo nº 123
(1) Canção da Ascensão. Elevo meus olhos para Ti, ó Aquele que habita no céu! (2) Eis que, assim como os olhos dos escravos estão [voltados] para as mãos de seus senhores, como os olhos da escrava estão para as mãos de sua senhora, assim os nossos olhos estão para nosso Todo-Poderoso, até que Ele tenha misericórdia de nós. (3) Tem misericórdia de nós Todo-Poderoso, tem misericórdia de nós, pois estamos saturados de desprezo. (4) Nossa alma está saturada de reprovação dos arrogantes e da humilhação dos orgulhosos opressores.
Lendo Salmos para hoje:
Salmo nº 69
(1) Para o líder [dos músicos] em Shoshanim- David [música]. (2) Salva-me, ó Senhor, pois as águas alcançaram [meu] fôlego. (3) Estou atolado em um pântano profundo e não há nada em que me apoiar; Entrei nas profundezas das águas – sua corrente rápida me leva embora. (4) Eu estava exausto de chorar, minha garganta estava seca, meus olhos estavam cansados de esperar pelo meu Todo-Poderoso. (5) Aqueles que me odeiam sem culpa são mais do que os cabelos da minha cabeça; meus inimigos, que querem me destruir com mentiras, tornaram-se mais fortes; O que não tirei, eu devolvo! (6) Onipotente! Você conhece minha tolice; meus pecados não estão escondidos de você. (7) Não sejam envergonhados por minha causa todos os que confiam em ti, ó Senhor, Deus dos exércitos. Que aqueles que te buscam não sejam envergonhados por minha causa, ó Onipotente [D’us] de Israel! (8) Por amor de ti sofro injúria; (9) Tornei-me um estranho para os meus irmãos, um estranho para os filhos de minha mãe, (10) porque o zelo pela tua casa me consome, a calúnia daqueles que te caluniam recai sobre mim. (11) Choro no jejum da minha alma – isso se tornou uma vergonha para mim. (12) Se eu vestir saco em vez de roupa, serei um exemplo para eles. (13) Os que estão sentados no portão falam de mim, os que bebem vinho cantam canções. (14) E em minha oração volto-me para Ti, ó Deus, em tempos de favor, ó Onipotente, de acordo com a Tua grande misericórdia, responde-me na verdade da Tua redenção. (15) Tira-me do lamaçal, para que eu não afunde [nele]. Vou me livrar daqueles que me odeiam, das águas profundas. (16) Não deixe que a correnteza das águas me leve, não deixe o abismo me engolir, não deixe o abismo fechar sua boca sobre mim. (17) Responde-me, ó Deus, porque boa é a tua misericórdia; De acordo com a multidão de Tuas misericórdias, volta-te para mim. (18) Não escondas a tua face do teu servo, porque estou em apuros; (19) Aproxime-se da minha alma, liberte-a; diante dos meus inimigos, salva-me. (20) Tu conheces a minha desgraça, a minha desgraça e a minha desgraça; todos os meus opressores estão diante de ti. (21) A vergonha esmagou meu coração, e eu estava exausto, esperei por compaixão, mas não havia nenhum, nenhum consolador, mas não encontrei. (22) Deram-me absinto para comer e, na minha sede, deram-me vinagre para beber. (23) A mesa deles será uma armadilha para eles, e um banquete pacífico será uma armadilha. (24) Seus olhos ficarão escuros e não poderão ver; seus lombos estarão sempre fracos. (25) Derrama sobre eles a tua indignação, deixe que as chamas da tua ira os alcancem. (26) Fique vazio o seu palácio, e ninguém habite nas suas tendas. (27) Porque eles também perseguem aqueles que mataste, e contam os sofrimentos dos teus caídos. (28) Acrescenta maldade à maldade deles, para que não alcancem a Tua justiça. (29) Sejam riscados do livro dos vivos; não sejam inscritos com os justos. (30) Mas estou oprimido e sofrendo; [somente] Tua ajuda, ó Todo-Poderoso, me levantará. (31) Louvarei o nome do Todo-Poderoso com cânticos, exaltá-lo-ei com ações de graças. (32) Isto será mais agradável a Deus do que um boi, um bezerro com chifres e cascos. (33) Os humildes verão isso, eles se alegrarão, seu coração será vivificado, buscadores do Todo-Poderoso. (34) Pois Deus ouve os pobres, Ele não despreza os Seus presos. (35) Os céus e a terra, os mares e tudo o que neles pulula, O glorificarão. (36) Pois o Todo-Poderoso salvará Sião, reconstruirá as cidades de Judá,e [os filhos de Israel] habitarão ali e tomarão posse deles. (37) E os descendentes dos Seus servos os herdarão;
Salmo nº 70
(1) Ao líder [dos músicos. Cântico de David, em memória. (2) Todo-Poderoso, salve-me, ó Deus, apresse-se em meu auxílio. (3) Que aqueles que desejam minha alma sejam envergonhados e desonrados! Que aqueles que me desejam mal recuem e sejam ridicularizados! (4) Eles retornarão seguindo os passos de sua vergonha Falando [sobre mim]: “Sim! Sim!” (5) Todos aqueles que têm sede de Ti se regozijarão e se regozijarão em Ti, e aqueles que amam a Tua salvação dirão continuamente: “Que o Todo-Poderoso seja engrandecido!” (6) Sou pobre e necessitado, ó Onipotente, apresse-se até mim! Você é minha ajuda e meu libertador; Deus, não seja lento!
Salmo nº 71
(1) Em Ti, ó D’us, coloquei minha confiança, para que nunca mais me envergonhe. (2) Em Tua justiça, livra-me e liberta-me; inclina Teu ouvido para mim e salva-me. (3) Seja uma fortaleza para mim, um refúgio onde eu sempre possa ir. Você ordenou que me salvasse, pois minha rocha e minha fortaleza é você. (4) Meu Todo-Poderoso! Livra-me das mãos do malfeitor, das mãos dos ímpios e do opressor, (5) pois Tu és a minha esperança, ó Senhor Deus, a minha esperança desde a minha juventude. (6) Confio em Ti desde o ventre; desde o ventre de minha mãe você me levou; Sempre Te Louvarei. (7) Tenho sido um exemplo para muitos, mas Tu és o meu refúgio seguro. (8) Minha boca se encherá do Teu louvor, o dia todo com o Teu esplendor. (9) Não me abandone na minha velhice; quando minhas forças se esgotarem,não me deixe. (10) Porque os meus inimigos falam contra mim, os que armam ciladas para a minha alma aconselham-se entre si, (11) dizendo: “O Todo-Poderoso o abandonou; persiga-o e prenda-o, pois não há quem o salve”. (12) Onipotente, não se afaste de mim! Meu Todo-Poderoso, apresse-se em me ajudar! (13) Que aqueles que são hostis à minha alma tenham vergonha e desapareçam, que aqueles que me desejam mal sejam cobertos de vergonha e desgraça! (14) E sempre confiarei e aumentarei toda glória a Ti. (15) A minha boca proclamará a tua justiça o dia todo, a respeito da tua salvação, porque não sei quantos são. (16) Virei pelo poder do Senhor Deus, lembrarei da tua justiça – somente sua. (17) Todo-Poderoso! Tu me ensinaste desde a minha juventude e até hoje proclamo as tuas maravilhas. (18) E até que eu envelheça, até que fique grisalho, não me abandones, ó Onipotente, até que eu proclame a [força] do teu braço a [esta] geração, a todos os que hão de vir, do teu poder. (19) Tua justiça, ó Todo-Poderoso, até às alturas, fizeste grandes obras; Onipotente, quem é como você? (20) Você, que me mostrou muitos e maus problemas, reviva-me novamente, tire-me novamente dos abismos da terra. (21) Aumentando minha grandeza, você me consolará. (22) E eu te louvarei com a harpa, a tua verdade, meu Todo-poderoso; Cantarei louvores a Ti com a harpa, ó santo [D’us] de Israel! (23) A minha boca cantará quando eu te louvar, e a minha alma, que tu livraste, (24) e a minha língua falará a tua justiça o dia todo, pois aqueles que me desejam mal serão envergonhados e envergonhados.
Tania
O livro “Tanya” apresenta o conhecimento da Cabala e do Chassidismo – em relação aos problemas da nossa vida cotidiana.
Likutei Amarim, meio do Capítulo 41
E ao colocar tsitsit, que ele pretenda, como está escrito no livro “Zohar”, estender para si o Reino Dele, do Abençoado, o Reino de todos os mundos, etc., a fim de nos unir a Ele. com a ajuda deste mandamento, e isto é semelhante ao que está escrito: “ Coloque um rei sobre você.” E então, mesmo que ainda não esteja dominado pelo temor e pelo tremor, sentido no coração, no entanto, visto que tomou sobre si o Reino dos Céus e atraiu para si o temor Dele, o bendito, por uma clara manifestação em seus pensamentos e desejos, que estão no cérebro, esta aceitação é sem dúvida verdadeira, pois é natural para todo judeu não se rebelar contra o Rei Santo, bendito seja Ele. E a Torá que ele estuda, ou a mitsvá que ele cumpre pelo poder dessa aceitação e da atração do temor em seu cérebro, é chamada de serviço perfeito, como qualquer serviço de um escravo ao seu mestre e rei.
HaYom Yom
O livro HaYom Yom, compilado pelo Rebe Rei Mashiach sob a direção do Rebe anterior, inclui um ditado chassídico para cada dia.
13Nissan
Dia de elevação da alma do Rebe Tzemach Tzedek. Ele deixou o mundo em 5626 (1866) em Lubavitch. Ele foi enterrado lá.
O Rebe MAARASH nos contou que o Tzemach Tzedek começou a escrever estudos sobre a porção revelada da Torá e os ensinamentos do chassidismo aos 12 anos de idade.
Notas:
Quando Tzemach Tzedek tinha treze anos, ele se casou com sua prima Rebetsin Chaya Mushka, filha do Miteler Rebe. Pouco depois do casamento, o Alter Rebe perguntou à jovem rebetzin se ela lhe mostraria alguns dos escritos de seu marido. Ela trouxe-lhe a primeira versão do tratado, intitulada “A Fonte do Mandamento da Oração”. Olhando para o manuscrito, o Alter Rebe ligou para seu assistente e pediu-lhe que ligasse para R. Yehuda Leib, irmão do Alter Rebe, e R. Pinchas Reizes, um dos chassidim. Ao entrarem, o Alter Rebe mostrou-lhes o tratado e recitou a bênção “Aquele que nos deu a vida até agora”.
Guia Bnei Noach
Prefácio, página 12,13 parágrafo 4sss
“Quando estudamos Halachá (aplicação da lei judaica), nos deparamos muitas vezes com diversas opiniões, algumas mais rígidas e algumas mais lenientes. Por esse motivo, encontramos dentre o povo judeu, comunidades com costumes e regras diferentes, como por exemplo as diversas diferenças que existem entre a comunidade Ashkenazi e Sefaradi, porém todos os costumes ascendem a D’us, cada um pelo seu devido portão. Da mesma forma, é possível que o leitor encontre em outras fontes Noéticas, mesmo compiladas por rabinos religiosos e ortodoxos diferentes condutas, algumas mais rígidas e restritas, algumas mais lenientes e acessíveis, porém estando baseadas em uma fonte sagrada, todas elas acendem a D’us.”
Sefer Halachot
Lição 14 – Não erguer um Monumento para a Idolatria
Avodá Zarah – Não Praticar Idolatria
Referência:“E ordenou Deus ao Homem: Não Terás outros deus diante de Mim” (Gênesis 2:16, Êxodo 20:3 interpretado pela Torá oral no Tratado Sanhedrin 56b)
Lista baseada no Livro “As Sete Leis do Altíssimo” do Rabino Moshe Weiner.
■ 14ª Ramificação – Os Descendentes de Noé são proibidos de erigir obeliscos, que são um edifício ou uma coluna, ou qualquer sinal proeminente, cujo objetivo é chamar as pessoas para adorar ídolos.
■Aplicação aos gentios: Obrigatório
■Punição por violação: Pelas mãos dos Céus
■Descrição breve:
Não erguer um pilar ou pedestal de pedra para fins religiosos. Os adoradores de deuses falsos estabeleceram o costume de erguer tais colunas e colocar ídolos sobre elas, para elevá-las diante das massas para adoração. A Torá proíbe, portanto, o uso de tal pilar mesmo quando não há adoração de ídolos envolvida, de modo a nem mesmo se assemelhar aos costumes pagãos.
■Fontes: Rabino Moshe Weiner, o Código Divino, Parte II, página 159, Capítulo 5, Tópico 12,13:
“É proibido estabelecer um”pilar” (como é chamado na Torá), que é uma estrutura, coluna ou pedra que está sendo designada para grupos de pessoas se reunirem para fins de seus cultos de adoração. Obviamente, é proibido erguer uma coluna cujo único propósito seja a adoração de ídolos. Mas mesmo que o seu propósito seja apenas servir a Deus, é proibido. Isto aplica-se quer se construa o pilar e o estabeleça, quer se designe uma determinada pedra ou estrutura existente, para ser usada como pilar.[Rambam, Leis de Reis 9:2] Um pilar é proibido se for designado para localizar qualquer tipo de culto. Isto se aplica mesmo que também seja usado no serviço – seja para sacrificar um animal sobre ele, [Deuteronômio 16:22 com Sheva Mitsvot Gadol Mitsvá Negativa 41] ou para derramar libações sobre ele (como Jacó fez antes que os pilares fossem proibidos; ver Gênesis 28:18), ou para queimar incenso sobre ele. ou curvar-se ao seu redor ou ao lado dele, ou chamar as pessoas para orar ou pregar sermões sobre ele, ou usá-lo para qualquer outro propósito relacionado à adoração. Disto concluímos que é proibido conectar um pilar a qualquer aspecto do culto de adoração. Também é proibido designar uma pedra fixa especial para se curvar. Portanto, embora um gentio possa curvar-se e prostrar-se diante de Deus em qualquer lugar decente (ver Parte I, tópicos 6:5-6), e em qualquer tipo de piso (incluindo piso de pedra), é proibido designar uma pedra específica. , ladrilho ou outro objeto fixo sobre o qual se curvar. O conceito essencial de um pilar proibido é que é proibido estabelecer um objeto para uso fixo e duradouro (em oposição a ser um marco temporário), como um monumento designado para culto comunitário (até mesmo para Deus). Isto se aplica quer seja um objeto natural (por exemplo, uma pedra, um toco de árvore ou um tronco), ou algo que é cinzelado (como em madeira ou pedra), moldado (como em argila), fundido (como em metal fundido), moldado (como de ouro batido), formado (como de concreto ou plástico), ou montado a partir de múltiplas peças de qualquer tamanho (por exemplo, tijolos, pedras ou pedaços de madeira), ou mesmo se for um arranjo de múltiplos pilares em um local (por exemplo, , como era feito nos tempos antigos no local de Stonehenge). Este é o tipo de pilar que foi erguido por Jacó para designar um local de adoração comunitária a Deus (antes que os pilares se tornassem proibidos), como diz (Gênesis 28:18-22): [ele] o estabeleceu como um pilar,… dizendo:… “esta pedra que coloquei como coluna se tornará uma casa de Deus…” Uma razão para esta proibição é que um grupo de pessoas pode eventualmente vir a ver e honrar o próprio objeto como “a pedra”, ou “ o pilar” ou “o lugar” que eles designam como objeto ou local sagrado por meio de um estatuto religioso inovador (ver Parte I, Capítulo 3). Além disso, alguns podem começar a adorar o próprio pilar. Apesar do fato de Jacó ter erguido uma coluna para servir a Deus (Gênesis loc. cit.), quando a Torá foi dada no Monte Sinai, a construção de colunas para fins de qualquer tipo de adoração foi proibida por Deus, porque era tornou-se odiado por Ele, como diz (Deuteronômio 16:22): “E não erguereis para vós uma coluna que o Senhor, vosso Deus, odeia”. Os Sábios explicaram que embora esta prática fosse amada por Deus quando foi feita por Sua causa por Jacó, mais tarde tornou-se odiosa para Ele quando as tribos cananéias fizeram disto uma prática habitual para a sua adoração de ídolos. 13. Um gentio que faça estátuas ou imagens de ídolos, seja para adoração ou decoração, ou que erga uma coluna para designar um local de adoração, não é passível de punição por um tribunal físico. No entanto, um tribunal de Noé deveria impedir as pessoas de se envolverem nestas práticas.[Rambam, Leis de Reis 9:2]
Rambam, Mishnê Torá, Leis de Reis, 9:2
“Um Descendente de Noé que adora deuses falsos é responsável, desde que os adore de maneira como os adoradores daquela idolatria o praticam.”
“Um Descendente de Noé é condenado a pena capital por todo tipo de serviço estranho (idolatria) que um tribunal judaico consideraria digno de pena capital um judeu. Contudo, um Descendente de Noé não é condenado a morte por um tipo de serviço estranho (idolatria)que um tribunal judaico não consideraria digno de pena capital um judeu(como aquelas que são aplicadas somente açoites a um judeu).No entanto, mesmo que um Descendente de Noé não seja executado por essas formas de adoração, ele está proibido de se envolver em todas elas.”
“Não devemos permitir que ergam um monumento, ou plantem uma Asherah(árvore cultual), ou façam imagens e coisas semelhantes, mesmo que sejam apenas por uma questão de embelezamento.”
Sefer haChinuch, 493
“Não erguer uma matsevá em qualquer lugar. E sobre isso é afirmado (Deuteronômio 16:22 ): “E não erguerás para ti uma matsevá que o Senhor, teu Deus, odeia”. E Rambam, que sua memória seja abençoada, escreveu (Mishneh Torá, Leis de Culto Estrangeiro e Costumes das Nações 6:6) que o conteúdo da matsevah que a Torá proibiu é uma estrutura alta de pedras ou de terra; como era costume dos adoradores da idolatria construí-lo e reunir-se em torno dele para seu mau serviço. E, portanto, a Escritura nos distanciou para que não devêssemos fazer isso – e até mesmo adorar a Deus, bendito seja Ele, sobre isso – a fim de distanciar e fazer esquecer toda a questão da idolatria entre nossos olhos e nossos pensamentos. [É] como a razão pela qual escrevemos ao lado sobre o plantio de uma árvore no Templo, de acordo com Rambam, que sua memória seja abençoada. E a construção do altar [central] não está incluída nesta proibição; como é afirmado explicitamente sobre isso (Deuteronômio 27:6), “Pedras inteiras construireis o altar, etc.” Em vez disso, [é] que não o fazemos em outros lugares.
E esta proibição é praticada em todos os lugares e em todos os momentos por homens e mulheres. E aquele que a transgride e ergue uma matsevá com a intenção de adorá-la – até mesmo a Deus, abençoado seja – está sujeito a chicotadas.”
■Exemplos:
Não visitar a Pedra Ka’ba em Meca, na Arábia Saudita, como fazem os muçulmanos.
Não construir um local, ou edifício para fins idólatras.
Código Divino por Rabino Moshê Weinner
A proposta é ler um capítulo do Código Divino por dia .
A Proibição de recorrer a adoração de ÍdolosCapítulo 2, Páginas 135-139
Os adoradores de falsos deuses compuseram muitos textos relativos aos seus serviços, cada seita descrevendo qual é a essência do seu serviço, que práticas estão envolvidas e quais são os seus estatutos, é proibido a uma pessoa ler esses livros, ou pensar sobre eles ou qualquer assunto relacionado com eles (exceto para fins específicos descritos abaixo). Sobre este assunto é dito (Lev. 19:40, “Não se voltem para os ídolos”. Por isso é até proibido fixar o olhar na imagem de um ídolo.[rambam, ibid. 2:2. Do Rambam, Leis dos Reis 9:2, todas as formas de idolatria são proibidas aos gentios. Veja também Sefer HaĤinuĥ Mandamento 26]
É proibido ouvir a música dos cultos de adoração de ídolos, ou cheirar o aroma dos ídolos ou de seus incensos, ou contemplar as decorações e o esplendor do ídolo ou de seus ornamentos, porque uma pessoa se beneficia de todas essas coisas, e é proibido beneficiar-se da adoração de ídolos ou recorrer a ela. Se uma pessoa encontra coisas desta natureza, não é obrigada a fazer um desvio para evitá-las, desde que não pretenda beneficiar dessas coisas ou contemplá-las atentamente.[Shulĥan Aruĥ Yoreh De’ah final do cap. 142] É evidente que é proibido entrar numa casa de adoração de ídolos.[Shulĥan Aruĥ Yoreh De’ah 142:10 e 150:1; Bircai Yosef 142:15.] A razão para estas proibições é proteger-se contra o perigo de olhar favoravelmente para quaisquer ídolos, para que ninguém seja atraído para o seu serviço, ou para acreditar neles ou nas lendas das suas acções.
É geralmente proibido participar de um evento de casamento que seja realizado em uma casa de adoração de ídolos, ou como uma reunião em algum outro lugar, se a cerimônia de casamento for realizada através de seus sacerdotes, uma vez que eles louvam e reconhecem seus ídolos. . mas se a cerimônia for totalmente secular, e eles só fizerem a celebração com reunião em salão social (não no santuário que é usado para seus cultos), e não houver culto a ídolos envolvido, é permitida a participação, mesmo que um sacerdote esteja presente no evento. Mas se surgirem sentimentos ruins, raiva ou ódio se alguém não participar de um casamento que esteja relacionado à adoração de ídolos – por exemplo, se um irmão ou irmã vai se casar em uma casa de adoração de ídolos, e a maior parte da família será participação – é permitido participar mesmo que os outros se envolvam na adoração de ídolos em homenagem à ocasião. Obviamente, é proibido a um indivíduo participar de qualquer tipo de cerimônia ou oração em que o ídolo seja mencionado. [veja shulĥan aruĥ yoreh de’ah 148:9,12] No entanto, se a maior parte do casamento ou reunião estiver centrada na adoração de ídolos – por exemplo, se os participantes forem muito devotos na sua idolatria, e em cada parte da celebração louvarem o seu ídolo e se envolverem na sua adoração – então mesmo que sentimentos ruins serão despertados, a pessoa não poderá participar.[Veja o Tratado Avodah Zarah 8a, que comer de um sacrifício a um ídolo é considerado uma participação real em sua adoração. Portanto, mesmo evitar a raiva ou o ódio não pode ser aceito como uma razão válida para ser tolerante.] quem come comida que foi usada em um serviço ao ídolo é considerado como se aceitasse seu serviço.[Rashi em Êxodo 34:15.] comer e beber (especialmente bebidas alcoólicas) com os celebrantes pode levar alguém a realmente servir o ídolo, como é afirmado (Números 25:2): “E eles chamaram o povo para vir aos sacrifícios de seus deuses, e o povo comeram e se curvaram aos seus deuses.” Da mesma forma, é proibido participar de cerimônias em que idólatras iniciam uma criança ou qualquer pessoa no serviço de suas crenças. Mesmo que o façam apenas como um costume dos seus antepassados, é considerado um verdadeiro serviço ao ídolo.[[Ver Meiri no Tratado Sanhedrin 64, sobre a idolatria de Moleĥ, em que uma criança é induzida a servir aqueles que acreditam em Moleĥ. Disto pode ser derivada uma proibição contra qualquer ação semelhante dentro da idolatria]
todos os livros dos desviantes (ver tópico 1:7 na Parte I) são proibidos de serem lidos (exceto para propósitos específicos), pois estão cheios de idolatria e negação do Deus Verdadeiro. É obrigatório destruí-los, para que não permaneça nenhuma lembrança da adoração de ídolos e da heresia.shulcĥan arucĥ oracĥ cĥayim 334:21. Veja o capítulo 7 abaixo; Os gentios são ordenados a destruir (ou anular) a adoração de ídolos e todos os itens usados em seu serviço.] A razão pela qual alguém não pode ler os livros dos crentes desviados é por causa da proibição “Não se volte para os ídolos”, o que significa que é proibido contemplar como servir aos seus ídolos. Contudo, é permitido aprender as ações e preceitos da adoração de ídolos nesses livros (ou daqueles que os servem), se for para se manter afastado dessas coisas, como os Sábios explicam o versículo (Deuteronômio 18:9). ), “Não aprendam a seguir as abominações destas nações,” – é proibido aprender para fazer, mas é permitido aprender, compreender e ensinar para ter cuidado com um falso profeta ou mágico que realiza aparente milagres por magia em apoio a alguma idolatria.[Tratado Shabbat 75a, e Rashi.] Também é permitido aprender tais coisas para ter cuidado com elas e para evitar transgredir erroneamente a proibição da adoração de ídolos.[Torá temimah em Deuteronômio 18:9]
É proibido estudar qualquer coisa de um des-viado que faz proselitismo a outros para servir o ídolo que ele adora, pois isso leva alguém à heresia.[Isto se refere ao estudo do próprio proselitista] Da mesma forma, a permissão para aprender sobre práticas idólatras a fim de evitá-las cuidadosamente, mencionada no tópico anterior, só se aplica quando não envolve aprender com alguém que tenha forte apego à adoração de ídolos; em vez disso, aplica-se apenas ao aprendizado de informações factuais sobre tópicos de feitiçaria ou adoração de ídolos que alguém possa encontrar, e geralmente isso pode ser aprendido em livros sobre esses assuntos.[Tratado Shabat 75a e Rashi; Shulĥan Aruĥ Yoreh De’ah, final do cap. 179].
É proibido envolver-se em debates sobre questões de fé com crentes desviantes (aqueles especificamente mencionados na parte I, tópico 1:7) e apóstatas (aqueles que apenas seguem os pensamentos do seu próprio coração e mente, e que não (não assumir a obrigação de reconhecer o Criador e aceitar a observância de Seus mandamentos para os gentios). Também é proibido ouvir as suas heresias [Isto inclui, por exemplo, palestras gravadas (mas veja o tópico 4 acima] ou discutir com eles sobre a verdadeira fé, porque em geral os seus pensamentos ainda estão ligados à adoração de ídolos ou ao ateísmo, respectivamente. [Rambam, leis de adoração de estrelas [e ídolos] 2:5.] Também é proibido confraternizar estreitamente com eles,[Tosefta, citado no Sefer Mitzvot Gadol (SMa״G) e Hagahot Maimoniot.] pois podem desviar-nos dos seus caminhos.[Tratado Avodá Zará 27b]
É proibido a uma pessoa ponderar em seu coração sobre conceitos de adoração de ídolos, ou pesquisar conceitos idólatras na tentativa de descobrir se são verdadeiros ou não (já que certamente são falsos). Estes estão incluídos na proibição da Torá, “não se volte para os ídolos…” não é apenas a adoração de ídolos que é proibido de se desviar. Também é proibido que uma pessoa se detenha em qualquer pensamento em seu coração que a faça abandonar um dos fundamentos da fé da Torá (para os gentios, estes são explicados na parte I, capítulo 1). Se alguém refletir sobre tais pensamentos e ideias sem tentar afastar sua mente deles, poderá começar a ser atraído pela falsidade. Pois o conhecimento de uma pessoa é limitado e nem todas as mentes podem compreender completamente a verdade de Deus num nível intelectual. Se cada indivíduo seguisse as fantasias de seus próprios pensamentos, o mundo seria destruído por sua falta de espírito. Como assim? às vezes uma pessoa se desvia da adoração de ídolos; às vezes ele questiona a unidade de Deus, se ele é realmente um ou dois, ou se tem um corpo. Uma pessoa pode às vezes pensar em uma falsa profecia, questionar se ela é verdadeira ou não. Se não conhecer por si mesmo os caminhos para chegar ao conhecimento da verdade, cairá na apostasia se se recusar a aceitar o que é fundamental.[Isto inclui os fatos históricos da revelação de Deus no Monte Sinai, o Seu discurso dos Dez Mandamentos à nação judaica e a Sua nomeação de Moisés para transmitir a Torá Escrita e Oral.] isto é o que a Torá diz:[Números 15:39] “Não se desvie do seu coração e dos seus olhos, pelos quais você se desvia”, o que significa que uma pessoa não deve ser atraída pela sua falta de espírito e chegar a pensar que pode chegar intelectualmente a verdade.
Quem aceita um ídolo como verdadeiro, mesmo que não o sirva, é como quem amaldiçoa e profana o santo e poderoso Nome de Deus.[Rambam, Leis da Adoração das Estrelas [e Ídolos] 2:6.]
Embora estes pensamentos envolvam sérias proibições, visto que podem fazer com que uma pessoa se afaste de Deus a ponto de passar a servir ídolos, ou podem transformá-la num crente des-viado ou num apóstata, eles não são puníveis com uma corte terrena, visto que são apenas causa de adoração de ídolos, mas não são uma ação proibida. Um gentio só é responsável pela proibição principal de realmente servir ídolos, conforme explicado no próximo capítulo.[É claro que todas as proibições mencionadas neste capítulo não fazem parte da proibição principal contra servir ídolos e, portanto, não são pecados capitais. No Mandamento Mincĥat Ĥinucĥ 213, ele explica isso da mesma forma em relação à proibição: “Não se volte para os ídolos…”]
Aquele que pensou sobre a adoração de ídolos e decidiu adorar ativamente o ídolo, mas não conseguiu realizar seu ato planejado de adoração, é punido pelo Céu por seus maus pensamentos.[Tratado Kiddushin 39b].
“Mashiach e Redenção” para todos os dias
Mashiach e o Sábio: qual a diferença?
Fonte: “Sefer haSichot” 5751, 2º dia de Shavuot
Como já foi dito mais de uma vez, toda a Torá foi transmitida pelo Todo-Poderoso a Moshe no Monte Sinai. E ainda assim, ao longo de todas as gerações houve sábios que encontraram algo novo na Torá. Graças à sua inteligência e perseverança, eles “pegaram” cada vez mais “pérolas” no mar da Torá, descobrindo nele coisas novas que encantam o coração!
Este foi o caso durante a época do Talmud. Todos os tipos de sábios reuniram então um enorme mar de Torá oral e colocaram-no nas encadernações dos livros. Esses sábios são chamados de “discípulos sábios”. Então, qual é a diferença entre as suas descobertas na Torá e aquelas que o Rei Mashiach irá revelar?
A grandeza de Mashiach é que ele será capaz de extrair da Torá partes dela que ainda estão escondidas de nós. Mashiach revelará segredos da Torá que mesmo os maiores sábios não conseguem revelar. E é por isso que é chamada de “Nova Torá”.
Por Equipe Bnei Noach Chabad | Leitura: 21 Minutos
CHUMASH (porção semanal da Torá com comentário RASHI )
Metsora15:16 – 28
Sexto dia
16. E o homem que ejaculou o seu sêmen lavará todo o seu corpo com água e será impuro até a tarde.
17. E toda roupa e toda pele em que houver fluxo de sêmen serão lavadas com água e serão impuras até a tarde.
18. E a mulher com quem o homem se deitar com emissão de sêmen lavar-se-á com água e será impura até a tarde.
e lavar-se com água. Isto é o que o Rei decretou: uma mulher fica impura devido à relação sexual. O motivo é não tocar na semente (o que a torna impura), porque (neste caso) o contato é interno [Nida 41b].
19. E se uma mulher tiver um fluxo, o seu fluxo for sangue na sua carne, então ela será separada por sete dias, e qualquer que a tocar será impuro até à tarde.
se irá expirar. Talvez de algum de seus membros (por exemplo, da orelha ou do nariz)? Portanto é dito: “e ela abriu a fonte do seu sangue” [20:18] – somente o sangue da fonte o torna impuro.
o seu sangue será o seu fluxo na sua carne. Seu fluxo é chamado assim e o torna impuro somente se for vermelho [Nida 19a].
em sua excomunhão (suspensão). Da mesma forma, “eles o expulsarão do universo” [Jó 18:18], pois ela está separada, afastada do toque de cada pessoa (ou seja, separada para que ninguém a toque).
20. E tudo sobre o que ela se deitar na sua excomunhão será impuro; e tudo em que ela se sentar ficará impuro.
21. E todo aquele que tocar na cama dela lavará as suas roupas e se banhará em água, e será impuro até a tarde.
22. E qualquer que tocar em alguma coisa em que ela se sentar lavará as suas roupas e se banhará em água, e será imundo até a tarde.
23. E se ele estiver na cama ou na coisa em que ela está sentada, então, tendo tocado nela, ficará impuro até a tarde.
e se ele está na cama. (Isso significa) deitar ou sentar na cama ou no assento, mesmo que ele não tenha tocado neles (porque há colchas ou outras coisas sobre eles); ele também está sujeito à lei da impureza declarada no versículo anterior e é ordenado a lavar suas roupas.
nas coisas. (Objetiva) incluir (na regra geral) a sela.
tocando isso. Refere-se a uma sela que está incluída (na regra geral) pelas palavras “na coisa”.
24. E se um homem se deitar com ela, então a excomunhão dela será sobre ele, e ele ficará impuro por sete dias, e toda cama em que ele se deitar ficará impura.
então a excomunhão dela recairá sobre ele. Talvez se aplique a ela (por conta dela) se ele entrar nela no quinto dia de sua excomunhão, então ele ficará impuro apenas por três dias (ou seja, o quinto, o sexto e o sétimo), como ela? Portanto é dito: “e ele ficará impuro por sete dias”. O que significa “e a excomunhão dela cairá sobre ele”? Assim como torna impuros uma pessoa e um vaso de barro, também torna impuros uma pessoa e um vaso de barro [Sifra; Nida 33].
25. E se uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora do período de sua excomunhão, ou se ela tiver um fluxo de sangue além de sua excomunhão, então todos os dias de seu fluxo ela será tão impura quanto nos dias de sua excomunhão. , ela ficará impura.
muitos dias. Três dias (mínimo, já que o menor plural de “dias” é dois, e por “muitos dias” queremos dizer um mínimo de três) [Sifra].
não durante sua excomunhão (suspensão). Após sete dias de sua excomunhão.
ou se irá expirar. Durante estes (acima mencionados) três dias.
além de sua excomunhão (suspensão). Um dia (provisório) separa-a do desmame. Este é “Zava”, e a lei a respeito dele é definida nesta seção, em contraste com a lei a respeito de “Nida”, pois neste (o primeiro caso) são prescritas a contagem de sete (dias) puros e a oferta de sacrifício. , mas no caso de “Nida” a contagem não é prescrita limpa (sete dias), mas sete dias ela permanece em sua excomunhão, quer veja (sangue) ou não veja (se no sétimo dia ainda houver saída , e aí parou, ela está limpa no oitavo dia após a lavagem). E eles interpretaram (nossos sábios deduzem) desta seção que há onze dias entre o fim da excomunhão e o início da (próxima) excomunhão, se durante esses onze dias (uma mulher) vê (a expiração de) três dias em seguida, então ela é “zava” (e não “nida”)
26. Todo leito em que ela se deitar durante todos os dias da sua expiração será para ela um leito de excomunhão; e tudo o que estiver assentado será impuro, como a imundícia da sua separação.
27. E qualquer que os tocar será imundo, e lavará as suas vestes, e se banhará em água, e será imundo até a tarde.
28. E quando ela estiver limpa (libertada) do seu fluxo, ela contará para si sete dias, e então ficará limpa.
Tehilim (Salmos de David)
O horário para ler Tehilim é imediatamente após a oração da manhã e antes do pôr do sol. Se por algum motivo você não teve tempo de ler neste horário, poderá compensar a leitura no mesmo dia, após a meia-noite.
Salmo nº 20 (כ)
(1) O líder [dos músicos]. Cântico de David. (2) Que D’us lhe responda no dia da angústia, e que o nome do Todo-Poderoso [D’us] Jacó o fortaleça. (3) Que Ele lhe envie ajuda do santuário e que Ele o apoie desde Sião. (4) Ele se lembrará de todas as suas ofertas, seus holocaustos se transformarão em cinzas para sempre. (5) Ele lhe dará conforme o desejo do seu coração; (6) Nos regozijaremos na Tua salvação, em nome do nosso Todo-Poderoso levantaremos nossas bandeiras. Que D’us atenda a todos os seus pedidos. (7) Agora sei que Deus salvou Seu ungido. Ele lhe responde desde os céus dos Seus santos com o poder da Sua mão direita salvadora. (8) Alguns confiam em [suas] carruagens, outros em cavalos, mas mencionamos o nome de D’us, nosso Todo-Poderoso. (9) Eles se curvaram e caíram, mas nós nos levantamos e nos erguemos. (10) Deus, salve-nos! Que Adonai nos responda no dia em que clamarmos.
Todos os dias é costume ler um capítulo, cujo número de série corresponde à idade do Lubavitcher Rebe Rei Mashiach:
Salmo nº 123.
(1) Canção da Ascensão. Elevo meus olhos para Ti, ó Aquele que habita no céu! (2) Eis que, assim como os olhos dos escravos estão [voltados] para as mãos de seus senhores, como os olhos da escrava estão para as mãos de sua senhora, assim os nossos olhos estão para Deus, nosso Todo-Poderoso, até que Ele tenha misericórdia de nós. (3) Tem misericórdia de nós, ó Deus, tem misericórdia de nós, pois estamos saturados de desprezo. (4) Nossa alma está saturada de reprovação dos arrogantes e da humilhação dos orgulhosos opressores.
Lendo Salmos para hoje:
Salmo nº 60.
(1) Ao líder [dos músicos], emShushan eidut. Coroa de Ouro de David, para aprendizagem. (2) Quando ele lutou contra Aram Naaraim e Aram Zobah, quando Joabe, voltando, feriu Edom – doze mil [pessoas] no Vale do Sal. (3) Onipotente! Você nos deixou, Você nos esmagou, Você estava com raiva: [agora] volte-se para nós! (4) Tu abalaste a terra, tu a dividiste; cura as suas feridas, porque está desolada. (5) Tu fizeste o Teu povo sofrer uma grave [queda]; (6) Concede [de agora em diante] uma bandeira aos que te temem, para que a levantem para sempre por causa da verdade. (7) Para que o Teu amado seja libertado, salva com a Tua mão direita e responde-me! (8) O Todo-Poderoso falou em Sua santidade, [que] triunfarei, dividirei Siquém, medirei o vale de Sukot. (9) Gileade será minha, Menashe será minha, Efraim será a força da minha cabeça, Judá, meu legislador, (10) Moabe, meu lavatório, porei meu castelo em Edom. Adonai, alegre-se em mim! (11) Quem me trouxe para a cidade fortificada? Quem me levou a Edom? (12) Afinal, é Você, o Onipotente, Quem [anteriormente] nos rejeitou, e o Onipotente não saiu à frente de nossos exércitos. (13) Ajude-nos em [nossa luta contra] o inimigo, pois a defesa humana é em vão. (14) Criaremos força com o Todo-Poderoso – Ele pisoteará nossos inimigos.
Salmo nº 61.
(1) Ao líder [dos músicos], emneginat, [música] de David. (2) Ouça, ó Todo-Poderoso, meu clamor, preste atenção à minha oração! (3) Desde os confins da terra clamo a Ti no desânimo do meu coração;e retome em uma pedra fora do meu alcance. (4) Pois tu tens sido meu refúgio, uma poderosa fortaleza diante do inimigo. (5) Habitarei na tua tenda para sempre, abrigado sob o abrigo das tuas asas para sempre. (6) Pois você, ó Todo-Poderoso, ouviu meus votos e deu herança aqueles que temem o Teu nome. (7) Dias até os dias do rei adicionar, os seus anos [sejam] como os de cada geração. (8) Que ele permaneça para sempre diante do Todo-Poderoso, a misericórdia e a verdade [sua] o protegerão. (9) Assim louvarei o teu nome para sempre, cumprindo diariamente os meus votos.
Salmo nº 62.
(1) Ao líder [dos músicos] de Jeduthun, o cântico de David. (2) A minha alma confia apenas no Todo-Poderoso: Dele vem a minha salvação. (3) Só ele é minha rocha e minha salvação. Ele é o meu refúgio: não serei muito abalado. (4) Até quando você conspirará contra o homem? Todos vocês serão mortos, [tornando-se] como um muro inclinado, como uma cerca abalada. (5) É somente por causa do seu orgulho que eles planejam me derrubar, eles lutam por mentiras, abençoam com os lábios, mas amaldiçoam em seus corações. (6) Confie somente no Todo-Poderoso, minha alma, pois Nele está minha esperança! (7) Só ele é minha fortaleza e minha salvação. Ele é o meu refúgio: não serei abalado. (8) No Todo-Poderoso está a minha salvação e a minha glória; A força da minha força e da minha esperança estão no Todo-Poderoso. (9) Confiem Nele em todos os momentos, ó povo, abram-Lhe o vosso coração: O Todo-Poderoso é o nosso refúgio para sempre! (10) Os filhos dos homens são apenas vaidade; os filhos dos homens são enganosos; se você colocá-los na balança, todos juntos são mais leves que o vazio. (11) Não confie no roubo e não seja vaidoso no roubo; quando a riqueza aumentar, não se esforce por isso de coração. (12) Uma vez o Todo-Poderoso disse, duas vezes ouvi, que o poder pertence ao Todo-Poderoso. (13) E contigo, Adonai, está a misericórdia, pois recompensas a cada um segundo as suas obras.
Salmo nº 63.
(1) Cântico de David, quando ele estava no deserto da Judéia. (2) Onipotente! Tu és meu [Deus] Todo-Poderoso, eu te procuro, minha alma tem sede de Ti, minha carne anseia por Ti [como se] estivesse em uma terra deserta, seca e sem água. (3) Assim, no santuário posso te ver, [desejando apaixonadamente] ver o teu poder e a tua glória. (4) Porque a tua benignidade é melhor do que a vida; a minha boca te louvará. (5) Então te abençoarei por toda a minha vida; levantarei minhas mãos ao teu nome. (6) Como minha alma se farta de gordura e banha, meus lábios te louvarão com voz alegre. (7) Quando me lembro de Ti na minha cama, medito em Ti em guarda noturno. (8) Pois tu tens sido a minha ajuda; à sombra das tuas asas cantarei. (9) Minha alma se juntou [para seguir] você. Sua mão direita me apoia. (10) E aqueles que buscam a destruição da minha alma descerão às planícies da terra. (11) Eles os matarão à espada; eles se tornarão presas de raposas. (12) O rei se alegrará no Todo-Poderoso; todos os que juram por Ele serão louvados, pois os lábios dos que falam mentiras serão tapados.
Salmo nº 64.
(1) O líder [dos músicos]. Cântico de David. (2) Ouve, Adonai, a voz da minha lamentação, por medo do inimigo salve rminha vida. (3) Esconda-me dos planos dos traiçoeiros, da rebelião daqueles que praticam a iniqüidade, (4) que afiaram a língua como uma espada, direcionaram suas flechas – uma palavra sarcástica, (5) – para atirar secretamente no inocente. De repente eles atiram nele, sem medo. (6) Confirmaram as suas más intenções, aconselharam-se a esconder as armadilhas, dizendo: quem as verá? (7) Eles procuram inverdades, conduzem investigação após investigação, mesmo na vida interior de uma pessoa e nas profundezas do coração. (8) Mas o Todo-Poderoso os atingirá com uma flecha; (9) Eles se ferirão com a língua, e todos os que os virem se afastarão deles. (10) E todos os povos temerão e proclamarão a obra do Todo-Poderoso, e [todos] compreenderão que esta é a Sua obra. (11) Os justos se regozijarão em Deus e confiarão Nele. E todos os honestos de coração serão glorificados.
Salmo nº 65.
(1) O líder [dos músicos]. Cântico de David. (2) A Ti, Adonai, [habitando] em Sião,selah- Louvado seja, e o voto é dado a Você. (3) Você ouve a oração, toda a carne corre para você. (4) As ações pecaminosas prevalecem em mim, mas Tu purificarás as nossas transgressões. (5) Feliz é aquele a quem escolheste e trouxeste para habitar nos teus átrios. Fiquemos satisfeitos com as bênçãos da Tua Casa – o Templo Sagrado. (6) Responda-nos com ações maravilhosas em [Sua] justiça, ó Todo-Poderoso [D’us] da nossa salvação, [Você], a esperança dos [habitantes] de todos os arredores da terra e mares distantes. (7) Você estabelece as montanhas com a sua força, [Você], cingido com poder. (8) O som domesticado dos mares, o som das suas ondas e a rebelião das nações. (9) Os habitantes das periferias da terra temerão os teus sinais. Saindo de manhã e à noite Lhe-glorificarão. (10) Você se lembra da terra e sacia sua sede, enriquece-a abundantemente: o riacho do Todo-Poderoso está cheio de água; Você prepara o pão, pois foi assim que você fez; (11) Você satura seus sulcos, satisfaz suas acumulações, suaviza-o com gotas de chuva, abençoa seus crescimentos. (12) Tu coroas o ano com a Tua bondade; os teus caminhos estão cheios de gordura; (13) os prados do deserto estão cheios de gordura; (14) As pastagens estão cobertas de rebanhos, os vales estão cobertos de pão, eles se alegram e cantam.
“Tânia”
11 Nissan
“E eis que o Altíssimo está acima dele”, e “Sua glória enche toda a terra”, e “Ele olha para ele e prova seus rins e coração”, se ele O serve como deveria. E, portanto, deve-se servi-Lo com temor e tremor, como alguém que está diante de um rei.
Uma pessoa deve mergulhar profundamente neste pensamento e dedicar a ele tanto tempo quanto seu cérebro e pensamentos forem capazes e tanto tempo quanto ele tiver antes de estudar a Torá ou cumprir uma mitsvá, como, por exemplo, antes de colocar um talit. e tefilin.
“HaYom Yom” (calendário chassídico “Dia a Dia” )
O livro HaYom Yom, compilado pelo Rebe Rei Mashiach sob a direção do Rebe anterior, inclui um ditado chassídico para cada dia.
11Nissan
No dia do seu aniversário, a pessoa tem a responsabilidade de se aposentar, relembrar as ações cometidas no ano passado e refletir sobre elas. E em relação àquelas ações que necessitam de correção e arrependimento, suas consequências devem ser corrigidas e o arrependimento deve ser feito.
Guia Bnei Noach
Em virtude do progresso que o mundo ocidental vem atravessando, muitas pessoas hoje se aproximam da conduta noética em suas vidas particulares, por motivos de moral e ética. Historiadores mostram, por exemplo, que a taxa de homicídios na idade média era 100 vezes maior do que a taxa contemporânea. Vários Brasileiros, hoje, acreditam em um Deus Único, não praticam homicídios, não roubam e são fiéis as seus cônjuges, mesmo sem pertencerem ativamente a alguma definição religiosa.
Porém, em vários discursos (Itvaduiot, 5752,pág.272; Likutei Sichot, vol. 20,pág.141), o Rebe de Lubavitch, tem repetido e insistido para que um Ben Noach, guarde seus preceitos não por motivos éticos e morais, mas sim como algo religioso, que se relaciona com Moisés, a Torá e com o Monte Sinai.
Em outras palavras, é importante que um Ben Noach não roube, não assassine, e cuide de sua família, não somente porque entende com sua lógica de que esta seria a conduta para um mundo civilizado, para uma melhor qualidade de vida, porque a sociedade desaprova ou pelo medo de punição civil, mas sim, de que um ben Noach não guarde seus preceitos, por motivos religiosos.
“Mashiach e Redenção” para todos os dias
Lições do livro, que contém trechos de discursos sobre Mashiach e Redenção…
Acima da razão, mas com compreensão!
Fonte: “Likutei Sichot” 5751, 2º dia de Shavuot
Como já descobrimos, o próprio Todo-Poderoso nos ensinará a nova dimensão da Torá. E se sim, então por que Mashiach deveria revelar esta Torá, e não o próprio Todo-Poderoso?
A revelação dessa dimensão da Torá através de Mashiach enfatiza a importância dos segredos nela contidos que serão revelados após o início da Redenção. A Torá é o pensamento e a vontade Dele, o Abençoado, e está acima do nosso limitado mundo material. É por isso que é dito: “Uma Torá virá de Mim.” A Torá vem diretamente do Todo-Poderoso, Bendito seja Ele. E para quem o Todo-Poderoso traz isso? Para nós! Somos pessoas limitadas pela agitação do mundo. Como a Torá, tão espiritual, é transmitida a criaturas materiais como nós?
SOBRE! Esta pergunta é para Mashiach! O Redentor combina esses dois opostos dentro de si. Por um lado, Mashiach é um grande Profeta. Seu espírito profético é o espírito do Altíssimo, que está além da nossa razão e compreensão. Por outro lado, é dito sobre Mashiach que sua sabedoria é superior à sabedoria do rei Shlomo. Mashiach tem uma mente muito sublime. Mas a sua mente é capaz de compreender e abraçar o nosso mundo material.
Essa nova dimensão de Torá que será revelada a Mashiach em um nível espiritual sagrado, através da profecia. Mas ele estudará isso com a mente humana material. Portanto, é Mashiach quem nos revelará essa dimensão de Torá, a fim de unir o nível espiritual mais elevado com o nível mais baixo da nossa materialidade.
Já começamos a revelar uma nova dimensão de Torá no mundo. Afinal, já temos um profeta! Este é o nosso Rebe – Rei Mashiach!
Estejamos atentos às nossas palavras, enterrando as palavras impuras(negativas) e permitindo que as palavras puras(positivas) voem livremente ao nosso redor
43 Minutos de leitura
Metzora , Metzorah , M’tzora , Mezora , Metsora , M’tsora , Metsoro , Meṣora ou Maṣoro ( מְצֹרָע – hebraico para “alguém que está doente”, a nona palavra e a primeira palavra distintiva, na parashah) é a 28ª porção semanal da Torá ( פָּרָשָׁה , parashah ) no ciclo judaico anual de leitura da Torá e a quinta no Livro de Levítico .
A parashah trata da impureza ritual. Aborda a limpeza de doenças de pele ( צָּרַעַת , tzara’at ), casas com peste eruptiva, descargas genitais masculinas e menstruação . A parashah constitui Levítico 14:1–15:33. A parashah é composta de 4.697 letras hebraicas, 1.274 palavras hebraicas, 90 versos e 159 linhas em um Rolo da Torá ( סֵפֶר תּוֹרָה , Sefer Torá ).
Leituras
Primeira leitura – Levítico 14:1–12
Na primeira leitura, Deus contou a Moisés o ritual para limpar alguém com doença de pele. (Levítico 14:1–2) Se o sacerdote visse que a pessoa havia curado, o sacerdote encomendaria dois pássaros vivos e limpos, madeira de cedro , material carmesim e hissopo . (Levítico 14:3–4) O sacerdote ordenava que uma das aves fosse abatida em água doce e então mergulhava a ave viva, a madeira de cedro, a matéria carmesim e o hissopo no sangue da ave abatida. (Levítico 14:5–6) O sacerdote então aspergia o sangue sete vezes sobre aquele que deveria ser purificado e depois libertava o pássaro vivo. (Levítico 14:6–7 ) Aquele a ser purificado lavaria então suas roupas, rasparia o cabelo , banharia-se em água e então ficaria limpo. (Levítico 14:8) No oitavo dia depois disso, aquele que estava sendo purificado deveria apresentar dois cordeiros, uma cordeira, farinha escolhida e óleo para o sacerdote oferecer. (Levítico 14:9–12 ).
Segunda leitura – Levítico 14:13–20
Na segunda leitura, o sacerdote deveria matar o cordeiro e colocar um pouco de seu sangue e óleo na ponta da orelha direita, no polegar direito e no dedão do pé direito]] daquele que estava sendo purificado, e depois colocar mais do óleo em sua cabeça . (Levítico 14:13–18)
Terceira leitura – Levítico 14:21–32
Na terceira leitura, se o purificado fosse pobre, poderia trazer duas rolas ou pombos no lugar de dois cordeiros. (Levítico 14:21–22).
Quarta leitura – Levítico 14:33–53
Na quarta leitura, Deus então contou a Moisés e Arão o ritual para limpar uma casa com uma praga eruptiva. (Levítico 14:33–34) O proprietário deveria avisar o sacerdote, que ordenaria a limpeza da casa e depois a examinaria. (Levítico14:35–36) Se a praga nas paredes fosse esverdeada ou avermelhada profundamente na parede, o sacerdote deveria fechar a casa por sete dias. (Levítico 14:37–38) Se, depois de sete dias, a praga se espalhasse, o sacerdote ordenaria que as pedras com a praga fossem arrancadas e lançadas fora da cidade. (Levítico 14:39–40) A casa deveria então ser raspada, as pedras substituídas e a casa rebocada. (Levítico 14:41–42) Se a praga estourasse novamente, a casa seria demolida. (Levítico 14:43–45) Se a praga não voltasse, o sacerdote deveria declarar a casa limpa. (Levítico 14:48) Para purgar a casa, o sacerdote deveria pegar dois pássaros, madeira de cedro, material carmesim e hissopo, abater um pássaro em água doce, borrifar a casa sete vezes com o sangue do pássaro e depois soltar o pássaro vivo. livre. (Levítico 14:49–53)
Quinta leitura – Levítico 14:54–15:15
Na quinta leitura, Deus então contou a Moisés e Arão o ritual para limpar uma pessoa que tinha corrimento genital. (Levítico 15) Quando um homem tinha fluxo nos órgãos genitais, ele ficava impuro, e qualquer roupa de cama sobre a qual ele se deitasse e todo objeto sobre o qual ele se sentasse seriam impuros. (Levítico 15:2–4) Qualquer pessoa que tocasse seu corpo, tocasse sua roupa de cama, tocasse um objeto sobre o qual ele estivesse sentado, fosse tocado por sua saliva ou fosse tocado por ele antes de enxaguar as mãos deveria lavar suas roupas, banhar-se em água e permanecer impuro. até a noite. (Levítico 15:5–11) Um vaso de barro que ele tocasse deveria ser quebrado, e qualquer instrumento de madeira deveria ser enxaguado com água. (Levítico 15:12) Sete dias após o término da alta, ele deveria lavar suas roupas, banhar seu corpo em água doce e ficar limpo. (Levítico 15:13) No oitavo dia, ele entregaria duas rolas ou dois pombos ao sacerdote, que os ofereceria para fazer expiação. (Levítico 15:14–15)
Sexta leitura – Levítico 15:16–28
Na sexta leitura, quando um homem tivesse emissão de sêmen, ele deveria tomar banho e permanecer impuro até a noite. (Levítico 15:16) Todo material sobre o qual o sêmen caísse deveria ser lavado em água e permanecer impuro até a noite. (Levítico 15:17) E se um homem tivesse relações carnais com uma mulher, ambos deveriam tomar banho e permanecer impuros até a tarde. (Levítico 15:18) Quando uma mulher tivesse fluxo menstrual, ela permaneceria impura durante sete dias, e quem tocasse nela ficaria impuro até a tarde. (Levítico 15:19) Qualquer coisa sobre a qual ela se deitasse ou se sentasse era impura. (Levítico 15:20) Qualquer pessoa que tocasse em sua roupa de cama ou em qualquer objeto em que ela estivesse sentada deveria lavar suas roupas, banhar-se em água e permanecer impura até a tarde. (Levítico 15:21–23) E se um homem se deitasse com ela, sua impureza lhe seria comunicada e ele ficaria impuro por sete dias, e qualquer roupa de cama em que ele se deitasse tornava-se impura. (Levítico 15:24) Quando uma mulher tivesse um fluxo irregular de sangue, ela deveria ficar impura enquanto durasse o fluxo. (Levítico 15:25–27) Sete dias após o término da alta, ela deveria estar limpa. (Levítico 15:28)
Sétima leitura – Levítico 15:29–33
Na sétima leitura, no oitavo dia, a mulher entregava duas rolas ou dois pombos ao sacerdote, que os oferecia para fazer expiação. (Levítico 15:29–30) Deus disse a Moisés e Arão para colocarem os israelitas em guarda contra a impureza, para que não morressem contaminando o Tabernáculo de Deus . (Levítico 15:31)
Levítico capítulo 14
O Tratado Negaim na Mishná e Tosefta interpretou as leis das doenças de pele em Levítico 14. (Mishná Negaim 1:1–14:13 ; Tosefta Negaim 1:1–9:9)
Levítico 18:4 exorta os israelitas a obedecer aos “estatutos” de Deus ( חֻקִּים , chukim ) e “ordenanças” ( מִשְׁפָּטִים , mishpatim ). Os rabanim em um Baraita ensinaram que as “ordenanças” ( מִשְׁפָּטִים , mishpatim ) eram mandamentos que a lógica teria ditado que seguíssem mesmo que as Escrituras não os ordenassem, como as leis relativas à idolatria, adultério, derramamento de sangue, roubo e blasfêmia. E “estatutos” ( חֻקִּים , chukim ) eram mandamentos que o Adversário nos desafia a violar como além da razão, como aqueles relacionados à purificação da pessoa com doença de pele ( צָּרַעַת , tzara’at , em Levítico 14), lã-linho misturas ( שַׁעַטְנֵז , shaatnez , em Levítico 19:19 e Deuteronômio 22:11), libertação do casamento levirato ( חליצה , chalitzah , em Deuteronômio 25:5-10), e o bode para Azazel (em Levítico 16). Para que as pessoas não pensem que essas “ordenanças” ( מִשְׁפָּטִים , mishpatim ) sejam atos vazios, em Levítico 18:4, Deus diz: “Eu sou o Eterno”, indicando que o Eterno fez esses estatutos, e não há direito para questioná-los. (Yoma 67b ; veja também Sifra Aharei Mot pereq 13, 194:2:11)
O Midrash disse que muitas coisas parecem humildes, mas Deus ordenou que muitos preceitos fossem cumpridos com elas. O hissopo, por exemplo, parece não ter valor para as pessoas, mas seu poder é grande aos olhos de Deus, que o colocou no mesmo nível do cedro na purificação do leproso em Levítico 14:4-6 e na queima. da Vaca Vermelha em Números 19:6, 18, e a empregou no Êxodo do Egito em Êxodo 12:22. (Êxodo Rabá 17:2)
O Rabino Yohanan disse em nome do Rabino Yosef ben Zimra que qualquer um que contar histórias malignas ( לשון הרע , lashon hara ) será visitado pela praga da doença de pele ( צָּרַעַת , tzara’at ), como é dito no Salmo 101 :5: “Quem calunia seu próximo em segredo, eu o destruirei ( azmit ).” A Gemara leu azmit para aludir a צָּרַעַת , tzara’at , e citou como Levítico 25:23 diz “em perpetuidade” ( la-zemitut ). E Resh Lakish interpretou as palavras de Levítico 14:2, “Esta será a lei da pessoa com doença de pele ( metzora )”, significando: “Esta será a lei para aquele que traz à tona um nome maligno ( motzi shem ra ).” E a Gemara relatou que na Terra de Israel ensinavam que a calúnia mata três pessoas: o caluniador, aquele que a aceita e aquele sobre quem a calúnia é contada. (Arakhin 15b)
Da mesma forma, o rabino Haninah ensinou que as doenças de pele provêm apenas de calúnia. Os rabinos encontraram uma prova disso no caso de Miriam, argumentando que porque ela proferiu calúnias contra Moisés, as pragas a atacaram. E os rabinos leram Deuteronômio 24:8-9 para apoiar isso quando diz em conexão com doenças de pele: “lembra-te do que o ” teu Deus fez a Miriam.” (Deuteronômio Rabá 6:8)
O Rabino Shmuel bar Nahmani disse em nome do Rabino Yohanan que as doenças de pele resultam de sete coisas: calúnia, derramamento de sangue, juramento vão, incesto, arrogância, roubo e inveja. A Gemara citou bases bíblicas para cada uma das associações: Para calúnia, Salmo 101:5; para derramamento de sangue, 2 Samuel 3:29; para um juramento vão, 2 Reis 5:23–27; para incesto, Gênesis 12:17; para arrogância, 2 Crônicas 26:16–19; para roubo, Levítico 14:36 (como Tanna ensinou que aqueles que arrecadam dinheiro que não lhes pertence verão um padre vir e espalhar seu dinheiro pela rua); e por inveja, Levítico 14:35. (Arakhin 16a)
Da mesma forma, um Midrash ensinou que as doenças de pele resultavam de 10 pecados: (1) adoração de ídolos, (2) falta de castidade, (3) derramamento de sangue, (4) profanação do Nome Divino, (5) blasfêmia do Nome Divino, ( 6) roubar o público, (7) usurpar uma dignidade à qual não se tem direito, (8) orgulho arrogante, (9) linguagem maligna e (10) mau-olhado. O Midrash citou como provas: (1) para a adoração de ídolos, a experiência dos israelitas que disseram sobre o Bezerro de Ouro: “Este é o seu deus, ó Israel”, em Êxodo 32:4 e depois foram acometidos de lepra, conforme relatado em Êxodo 32:25, onde “Moisés viu que o povo havia irrompido ( parua , פָרֻעַ )”, indicando que a lepra havia “estourado” ( parah ) entre eles; (2) por falta de castidade, a partir da experiência das filhas de Tsion, das quais Isaías 3:16 diz: “as filhas de Sião são arrogantes e andam com pescoço esticado e olhos cobiçosos”, e então Isaías 3:17 diz: “Portanto o Senhor ferirá com uma crosta o alto da cabeça das filhas de Tsion”; (3) para derramamento de sangue, a partir da experiência de Joabe , de quem 2 Samuel 3:29 diz: “Caia sobre a cabeça de Joabe e sobre toda a casa de seu pai; e não falte da casa de Joabe aquele que tem problema, ou é leproso”, (4) pela profanação do Nome Divino, a partir da experiência de Geazi , de quem 2 Reis 5:20 diz: “Mas Geazi, o servo de Eliseu, o homem de Deus , disse: ‘Eis que meu mestre poupou este Naamã , o arameu , por não receber em suas mãos o que ele trouxe; tão certo como o Senhor vive, certamente correrei atrás dele e tirarei dele algo ( me’umah , מְאוּמָה ) , “e” um pouco “( me’umah , מְאוּמָה ) significa “da mancha” ( mãe , מוּם ) que Naamã tinha, e assim Geazi foi acometido de lepra, como 2 Reis 5:20 relata que Eliseu disse a Geazi, “A lepra, portanto, de Naamã se apegará a ti”; (5) por blasfemar o Nome Divino, a partir da experiência de Golias , de quem 1 Samuel 17:43 diz: “E o filisteu amaldiçoou Davi por seu Deus”, e 1 Samuel 17:46 diz: “Hoje o Senhor entregar ( sagar , סַגֶּרְ ) você “, e o termo” entregar “( סַגֶּרְ , sagar ) é usado aqui no mesmo sentido que Levítico 13:5 o usa em relação à lepra, quando diz: “E o sacerdote deve calá-lo ( סַגֶּרְ , sagar )”; (6) por roubar o público,da experiência de Shebna, que obteve benefícios pessoais ilícitos da propriedade do Santuário, e de quem Isaías 22:17 diz: “o Senhor… envolver-te-á continuamente”, e “embrulhar” deve referir-se a um leproso, de quem Levítico 13: 45 diz: “E ele se envolverá no lábio superior”; (7) por usurpar uma dignidade à qual não se tem direito, pela experiência de Uzias , de quem 2 Crônicas 26:21 diz: “E o rei Uzias ficou leproso até o dia da sua morte”; (8) por orgulho arrogante, do mesmo exemplo de Uzias, de quem 2 Crônicas 26:16 diz: “Mas quando ele se tornou forte, seu coração se exaltou, de modo que ele agiu corruptamente e transgrediu contra ” seu Deus” ; (9) por falar mal, a partir da experiência de Miriã, de quem Números 12:1 diz: “E Miriã… falou contra Moisés”, e então Números 12:10 diz: “quando a nuvem foi removida de cima da Tenda , eis que Miriã estava leprosa”; e (10) para mau-olhado, da pessoa descrita em Levítico 14:35, que pode ser lida: “E aquele que guarda a sua casa para si virá ao sacerdote, dizendo: Parece-me haver uma praga em a casa”, e Levítico 14:35 descreve assim alguém que não está disposto a permitir que qualquer outro tenha qualquer benefício da casa. (Levítico Rabá 17:3)
Da mesma forma, Rabino Yehudah, Halevi, filho do Rabino Shalom, inferiu que a doença de pele surge por causa de onze pecados: (1) por amaldiçoar o Nome Divino, (2) por imoralidade, (3) por derramamento de sangue, (4) por atribuir a outro uma culpa que não está nele, (5) por arrogância, (6) por invadir domínios alheios, (7) por língua mentirosa, (8) por roubo, (9) por jurar falsamente, (10) por profanação do nome do Céu, e (11) pela idolatria. O rabino Itzhak acrescentou: por má vontade. E os rabanim disseram: por desprezar as palavras da Torá. (Números Rabá 7:5)
Foi ensinado em um Baraita que quatro tipos de pessoas são consideradas mortas: uma pessoa pobre, uma pessoa afetada por uma doença de pele ( מְּצֹרָע , metzora ), uma pessoa cega e aquela que não tem filhos. Uma pessoa pobre é considerada morta, pois Êxodo 4:19 diz: “pois estão mortos todos os homens que procuravam a sua vida” (e a Gemara interpretou isso como significando que eles foram atingidos pela pobreza). Uma pessoa afetada por doença de pele ( מְּצֹרָע , metzora ) é considerada morta, pois Números 12:10-12 diz: “E Arão olhou para Miriam, e eis que ela estava leprosa ( מְצֹרָעַת , metzora’at ). E Aarão disse a Moisés… que ela não seja como uma morta.” Os cegos são considerados mortos, pois Lamentações 3:6 diz: “Ele me colocou em lugares escuros, como os que já morreram.” E aquele que não tem filhos é considerado morto, pois em Gênesis 30:1, Raquel disse: “Dê-me filhos, ou então estarei morta”. (Nedarim 64b).
Um Midrash ensinou que a Justiça Divina primeiro ataca a substância de uma pessoa e depois o corpo da pessoa. Portanto, quando as pragas da lepra atingem uma pessoa, primeiro elas atingem a estrutura da casa da pessoa. Se a pessoa se arrepender, então Levítico 14:40 exige que apenas as pedras afetadas sejam arrancadas; se a pessoa não se arrepender, então Levítico 14:45 exige demolir a casa. Então as pragas vêm sobre as roupas da pessoa. Se a pessoa se arrepende, então as roupas precisam ser lavadas; caso contrário, eles precisam ser queimados. Então as pragas vêm sobre o corpo da pessoa. Se a pessoa se arrepender, Levítico 14:1–32 fornece purificação; caso contrário, Levítico 13:46 ordena que a pessoa “habitará só”. (Vaicrá Rabá 17:4).
Da mesma forma, o Tosefta relatou que quando uma pessoa ia ao sacerdote, o sacerdote dizia à pessoa para se envolver em um auto-exame e abandonar os maus caminhos. O sacerdote continuaria dizendo que as pragas só vêm das fofocas e as doenças de pele vêm da arrogância. Mas Deus julgaria com misericórdia. A praga chegaria à casa, e se o dono da casa se arrependesse, a casa só precisaria ser desmontada, mas se o dono não se arrependesse, a casa seria demolida. Eles apareceriam nas roupas, e se o dono se arrependesse, as roupas só seriam rasgadas, mas se o dono não se arrependesse, as roupas seriam queimadas. Eles apareceriam no corpo da pessoa, e se a pessoa se arrependesse, muito bem, mas se a pessoa não se arrependesse, Levítico 13:46 exigia que a pessoa “morasse sozinha”. (Tosefta Negaim 6:7).
No exame de doenças de pele pelo sacerdote, exigido por Levítico 13:2, 9 e 14:2, a Mishná ensinava que um sacerdote poderia examinar os sintomas de qualquer outra pessoa, mas não os seus próprios. E o Rabi Meir ensinou que o sacerdote não poderia examinar seus parentes. (Mishná Negaim 2:5 ; Devarim Rabá 6:8) A Mishná ensinava que qualquer pessoa poderia inspecionar doenças de pele, mas apenas um sacerdote poderia declará-las impuras ou limpas. (Mishná Negaim 3:1) A Mishná ensinava que os sacerdotes adiavam o exame de um noivo – bem como sua casa e suas vestes – até depois de seus sete dias de regozijo, e adiavam o exame de qualquer pessoa até depois de um dia sagrado . (Mishná Negaim 3:2).
O rabi Yehoshua ben Levi ensinou que Levítico 14:4 exigia que “dois pássaros vivos e limpos” fossem trazidos para purificar a pessoa afetada pela doença de pele porque a pessoa afetada fazia o trabalho de um tagarela ao espalhar histórias malignas e, portanto, Levítico 14:4 exigia que a pessoa aflita ofereça pássaros balbuciantes como sacrifício. (Arakhin 16b).
A Gemara interpretou a expressão “dois pássaros vivos” em Levítico 14:4. A Gemara interpretou a palavra “vivos” como significando aqueles cujos membros principais estão vivos (excluindo pássaros aos quais falta um membro) e para excluir pássaros treifah (pássaros com uma lesão ou defeito que os impediria de viver um ano). A Gemara interpretou a palavra “pássaros” ( צִפֳּרִים , zipparim ) como significando pássaros kosher. A Gemara deduziu das palavras de Deuteronômio 14:11, “Todo pássaro ( צִפּוֹר , zippor ) que estiver limpo você pode comer”, que alguns zipparim são proibidos como impuros – ou seja, pássaros abatidos de acordo com Levítico 14. A Gemara interpretou o palavras de Deuteronômio 14:12, “E estes são os que não comereis”, para se referir aos pássaros abatidos de acordo com Levítico 14. E a Gemara ensinou que Deuteronômio 14:11-12 repete o mandamento para ensinar aquele quem consome uma ave abatida de acordo com Levítico 14 infringe tanto um mandamento positivo quanto um negativo. (Chullin 139b–40a).
O rabi Hanina ben Gamaliel interpretou as palavras “completamente azul ( תְּכֵלֶת , techelet )” em Êxodo 28:31 para ensinar que o corante azul usado para testar o corante é impróprio para uso posterior para tingir o fio azul de techelet de um tzitzit , interpretando o palavra “completamente” para significar “força total”. Mas o Rabi Yohanan ben Dahabai ensinou que mesmo o segundo tingimento usando o mesmo corante é válido, lendo as palavras “e escarlate” ( וּשְׁנִי תוֹלַעַת , ushni tolalat ) em Levítico 14:4 para significar “um segundo [morrer] de lã vermelha. ” (Bereshit Rabá 14:4).
Um Midrash diz que Deus ordenou aos israelitas que executassem certos preceitos com material semelhante de árvores: Deus ordenou que os israelitas jogassem madeira de cedro e hissopo na mistura de novilha vermelha de Números 19:6 e usassem hissopo para borrifar as águas de lustração resultantes em Números 19:18; Deus ordenou que os israelitas usassem madeira de cedro e hissopo para purificar aqueles que sofrem de doenças de pele em Levítico 14:4–6; e no Egito Deus ordenou aos israelitas que usassem o ramo de hissopo para ferir com sangue a verga e as duas ombreiras laterais em Êxodo 12:22. (Shemot Rabá 17:1).
Um Midrash interpretou as palavras: “E ele falou de árvores, desde o cedro que está no Líbano até o hissopo que brota da parede”, em 1 Reis 5:13 para ensinar que Salomão interpretou o requisito em Levítico 14:4 –6 usar madeira de cedro e hissopo para purificar aqueles que sofrem de doenças de pele. Salomão perguntou por que a pessoa atingida pela doença de pele era purificada por meio das árvores mais altas e mais baixas. E Salomão respondeu que o fato de a pessoa se erguer como um cedro fez com que ela fosse acometida de doenças de pele, mas tornar-se pequeno e humilhar-se como o hissopo fez com que ela fosse curada. (Kohelet Rabá 7:35. Veja também Bamidbar Rabá 19:3).
Quando Rav Dimi veio da Terra de Israel, ele disse em nome do Rabi Yohanan que havia três fios vermelhos: um em conexão com a vaca vermelha em Números 19:6, o segundo em conexão com o ” bode expiatório para Azazel” em o serviço de Yom Kipur de Levítico 16:7-10 (que Mishná Yoma 4:2 indica que estava marcado com um fio vermelho), e o terceiro em conexão com a pessoa com doença de pele ( מְּצֹרָע , metzora ) em Levítico 14 :4. Rav Dimi relatou que um pesava dez zuz , outro pesava dois selas e o terceiro pesava um shekel, mas ele não sabia dizer qual era qual. Quando Rabin chegou, ele disse em nome do Rabi Yonathan que o fio relacionado à vaca vermelha pesava dez zuz , o da cabra para Azazel pesava dois selas e o da pessoa com doença de pele pesava um siclo. O Rabi Yohanan disse que o Rabi Shimon ben Halafta e os Sábios discordaram sobre o fio da vaca vermelha, um dizendo que pesava dez siclos, o outro que pesava um siclo. O rabi Yehemiah de Difti disse a Ravina que eles discordavam não sobre o fio da vaca vermelha, mas sobre o da cabra para Azazel. (Mishná Yoma 4:2 ; Yoma 41b).
A Gemara ensinou que havia três que eram obrigados a cortar o cabelo, e cujo corte de cabelo era um dever religioso: nazireus (como afirmado em Números 6:18), aqueles que sofrem de doenças de pele ( מְּצֹרָע , metzora , como afirmado em Levítico 14:9) e os levitas. Citando a Mishná, (Mishná Negaim 14:4) a Gemara ensinou que se algum deles cortasse o cabelo sem navalha, ou deixasse dois fios de cabelo, seu ato seria inválido. (Nazir 40a).
Um Mestre disse em um Baraita que o uso do polegar para o serviço em Levítico 8:23–24 e 14:14, 17, 25 e 28 mostrou que cada dedo tem seu propósito único. (Ketubot 5b).
Levítico 5:7; 5:11; 12:8; e 14:21–22 desde que pessoas de menos recursos pudessem trazer ofertas mais baratas. A Mishná ensinava que aquele que sacrificou muito e aquele que sacrificou pouco alcançaram mérito igual, desde que direcionassem seus corações para o Céu. (Mishná Menachot 13:11 ; Menachot 110a ; veja também Berachot 5b) O rabi Zera ensinou que Eclesiastes 5:11 forneceu uma prova bíblica para isso quando diz: “Doce é o sono de um servo, quer coma pouco ou muito.” Rav Adda bar Ahavah ensinou que Eclesiastes 5:10 forneceu uma prova bíblica para isso quando diz: “Quando os bens aumentam, aumentam aqueles que os comem; e que vantagem há para o seu proprietário.” O rabi Shimon ben Azzai ensinou que as Escrituras dizem sobre um boi grande: “Uma oferta feita pelo fogo de sabor suave”; de um pequeno pássaro, “Uma oferenda feita no fogo de sabor suave”; e de uma oferta de cereais: “Uma oferta feita por fogo de cheiro suave”. O Rabi Shimon ben Azzai ensinou assim que as Escrituras usam a mesma expressão todas as vezes para ensinar que é a mesma coisa se as pessoas oferecem muito ou pouco, desde que direcionem seus corações para o Céu. (Talmud Bavli Menachot 110a) E o rabi Itshak perguntou por que a oferta de refeições era diferenciada porque Levítico 2:1 usa a palavra “alma” ( נֶפֶשׁ , nefesh ) para se referir ao doador de uma oferta de refeições, em vez do “homem” usual. ( אָדָם , adam , em Levítico 1:2, ou אִישׁ , ish , em Levítico 7:8) usado em conexão com outros sacrifícios. Rabino Isaac ensinou que Levítico 2:1 usa a palavra “alma” ( נֶפֶשׁ , nefesh ) porque Deus disse que aquele que geralmente trazia uma oferta de alimentos era um homem pobre, e Deus considerou isso como se o homem pobre tivesse oferecido a sua própria alma. (Talmud Bavli Menachot 104b).
A Sifra disse que Levítico 14:21 diz “se ele for pobre” e “seus recursos não são suficientes”. A Sifra explicou que lendo “se ele for pobre”, pode-se pensar que o versículo permitia uma oferta menos dispendiosa para alguém que era relativamente mais pobre do que antes, como no caso de alguém que antes tinha 100 manehs e agora tinha 50 manehs . Assim, Levítico 14:21 também diz: “seus meios não são suficientes” (como uma questão absoluta). (Sifra Mesora Parashah 4; 154:1:1).
O Tratado Kinnim na Mishná interpretou as leis dos pares de pombos e pombas sacrificiais em Levítico 1:14, 5:7, 12:6–8, 14:22 e 15:29; e Números 6:10. (Mishná Kinnim 1:1–3:6 ).
A Mishná ensinou que eles enterravam as oferendas de pássaros da metzora. (Mishná Temura 7:4).
Num Baraita, o Rabi Yossef relatou que um certo Ancião de Jerusalém lhe disse que 24 tipos de pacientes sofrem de furúnculos. A Gemara então relatou que o Rabi Yoḥanan alertou para ter cuidado com as moscas encontradas nas pessoas afetadas pela doença ra’atan , pois as moscas transmitem a doença. Rabino Zeira não se sentaria em um local onde o vento soprasse na direção de alguém que sofresse de ra’atan . O Rabi Elazar não entraria na tenda de alguém que sofresse de ra’atan , e o Rabi Ami e o Rabi Asi não comeriam ovos de um beco onde vivia alguém que sofresse de ra’atan . O rabi Yehoshua ben Levi, no entanto, se apegava àqueles que sofriam de ra’atan e estudava a Torá, dizendo que isso era justificado por Provérbios 5:19: “A Torá é uma corça amorosa e uma corça graciosa”. concede graça àqueles que a aprendem, pode protegê-los de doenças.Quando o Rabi Yehoshua ben Levi estava prestes a morrer, disse a Gemara, o Anjo da Morte foi instruído a cumprir as ordens do Rabi Yehoshua, pois ele era um homem justo e merece morrer da maneira que bem entendesse. O Rabi Yehoshua ben Levi pediu ao Anjo da Morte que lhe mostrasse seu lugar no paraíso, e o Anjo concordou. O Rabi Yehoshua ben Levi pediu ao Anjo que lhe desse a faca que o Anjo usou para matar pessoas, para que o Anjo não o assustasse no caminho, e o Anjo deu a ele. Quando chegaram ao paraíso, o Anjo ergueu o Rabi Yehoshua para que ele pudesse ver seu lugar no paraíso, e o Rabi Yehoshua pulou para o outro lado, escapando para o paraíso Eliahu haNavi, então disse aos que estavam no paraíso que abrissem caminho para o Rabi Yehoshua. (Talmud Bavli Ketubot 77b).
Em Levítico 14:33-34, Deus anunciou que Deus “colocaria a praga da lepra numa casa da terra de sua possessão”. Rabi Hiyya perguntou: Foi então uma boa notícia que pragas viriam sobre eles? O rabi Shimon ben Yohai respondeu que quando os cananeus ouviram que os israelitas estavam se aproximando, esconderam seus objetos de valor em suas casas. Mas Deus prometeu aos antepassados dos israelitas que Deus os traria para uma terra cheia de coisas boas, incluindo (nas palavras de Deuteronômio 6:11) “casas cheias de todas as coisas boas”. Então Deus trouxe pragas sobre a casa de um dos israelitas para que, quando ele a derrubasse, encontrasse um tesouro. (Vayikra Rabbah 17:6).
Lendo Levítico 14:33 e 15:1, um Midrash ensinou que em 18 versículos, as Escrituras colocam Moisés e Aarão (os instrumentos da libertação de Israel) em pé de igualdade (relatando que Deus falou com ambos da mesma forma), (Veja Êxodo 6:13 , 7:8 , 9:8 , 12:1 , 12:43 , 12:50 ; Levítico 11:1 , 13:1, 14:33, 15:1; Números 2:1 , 4:1 , 4:17 , 14:26 , 16:20 , 19:1 , 20:12 , 20:23) e portanto, há 18 bênçãos na Amidá . (Bamidbar Rabá 2:1).
A Sifra leu as palavras “a terra de Canaã” em Levítico 14:34 para se referir à Terra que Deus reservou distintamente para os israelitas. A Sifra leu assim as palavras “que eu vos dou” em Levítico 14:34 para excluir as terras de Amon e Moabe a leste do Rio Jordão . Assim, as pragas domésticas só poderiam ocorrer na Terra de Israel, a oeste do Jordão. (Sifra Mesora 155:1) E o Rabi Ishmael leu as palavras “de sua possessão” em Levítico 14:34 para excluir a posse dos gentios na Terra de Israel das pragas domésticas. (Sifra Mesora 155:1; veja também Mishná Negaim 12:1 ; Talmud Bavli Gittin 82a).
Como Levítico 14:34 aborda “uma casa da terra”, a Mishná ensinou que uma casa construída em um navio, em uma jangada ou em quatro vigas não poderia ser afetada por uma praga doméstica. (Mishná Negaim 12:1).
Um Midrash disse a diferença de redação entre Gênesis 47:27, que diz dos israelitas em Góshen que “eles obtiveram posses ali”, e Levítico 14:34, que diz dos israelitas em Canaã: “Quando você entrar na terra de Canaã, que te dei em possessão”. O Midrash leu Gênesis 47:27 para ler, “e eles foram possuídos por ele.” O Midrash ensinou assim que, no caso de Gósen, a terra se apoderou dos israelitas, para que sua fiança pudesse ser exigida e para provocar a declaração de Deus a Abraão em Gênesis 15:13 de que os egípcios afligiriam os israelitas por 400 anos. Mas o Midrash leu Levítico 14:34 para ensinar aos israelitas que, se fossem dignos, a Terra de Israel seria uma possessão eterna, mas se não, seriam banidos dela.
Os rabinos ensinavam que uma estrutura com menos de quatro côvados quadrados não poderia contrair uma praga doméstica. A Gemara explicou que, ao falar de pragas domésticas, Levítico 14:35 usa a palavra “casa”, e um edifício com menos de quatro côvados quadrados não constituía uma “casa”. (Talmud Bavli Sucá 3a – b).
Um Baraita (que a Gemara disse mais tarde pode ter refletido a visão do Rabino Meir, ou pode ter refletido a visão dos rabanim) ensinou que uma sinagoga, uma casa pertencente a sócios e uma casa pertencente a uma mulher estão todas sujeitas à impureza de pragas domésticas. A Gemara explicou que o Baraita precisava expor isso porque alguém poderia ter argumentado que Levítico 14:35 diz: “então aquele que é o dono da casa virá e contará ao sacerdote”, e “aquele que é o dono da casa” poderia ser interpretado como implicando “ele”, mas não “ela”, e “ele”, mas não “eles”. E, portanto, o Baraita ensina que não se deve ler Levítico 14:35 de forma tão restrita. E a Gemara explicou que não se deveria ler Levítico 14:35 de forma restrita porque Levítico 14:34 fala amplamente de “uma casa da terra de sua possessão”, indicando que todas as casas na Terra de Israel são suscetíveis a pragas. A Gemara então perguntou por que Levítico 14:35 se preocupa em dizer, “aquele que é o dono da casa”. A Gemara explicou que Levítico 14:35 pretende ensinar que se um proprietário mantém sua casa exclusivamente para si, recusando-se a emprestar seus pertences, fingindo que não os possui, então Deus expõe o proprietário, sujeitando sua casa à praga e causando seus pertences seriam removidos para que todos pudessem ver (como exige Levítico 14:36). Assim, Levítico 14:35 exclui da inflição de pragas domésticas os proprietários que emprestam seus pertences a terceiros. (Talmud Bavli Yoma 11b ; veja também Talmud Bavli Arachin 16a (proprietário mesquinho).
Da mesma forma, o Rabi Itzhak ensinou que quando uma pessoa pedia emprestado o machado ou peneira de um amigo, e o amigo, por egoísmo, respondia que não tinha, então imediatamente a praga atacaria a casa do amigo. E como Levítico 14:36 exigia que removessem tudo o que ele tinha em sua casa, incluindo machados e peneiras, o povo veria seus bens e exclamaria o quão egoísta ele havia sido. (Devarim Rabá 6:8; veja também Vaicrá Rabá 17:2).
Mas a Gemara perguntou se uma sinagoga poderia estar sujeita a pragas domésticas. Pois um Baraita (que a Gemara mais tarde identificou com a visão dos rabanim) ensinou que se poderia presumir que as sinagogas e casas de ensino estão sujeitas a pragas domésticas e, portanto, Levítico 14:35 diz: “aquele que tem a casa virá, “para excluir aquelas casas – como as sinagogas – que não pertencem a nenhum indivíduo. A Gemara propôs uma resolução para o conflito explicando que o primeiro Baraita refletia a opinião do Rabino Meir, enquanto o segundo Baraita refletia a opinião dos Rabinos. Para um Baraita ensinado que uma sinagoga que contém uma residência para o atendente da sinagoga é obrigada a ter uma mezuzá, mas uma sinagoga que não contém nenhuma habitação, o Rabino Meir declara que é obrigatório ter uma mezuzá, mas os Sábios a isentam. (Talmud Bavli Yoma 11b).
Alternativamente, a Gemara sugeriu que ambos os ensinamentos estavam de acordo com os rabanim. No primeiro caso, a sinagoga referida tem uma habitação, e então até os rabanim diriam que estaria sujeita a pragas domésticas. No outro caso, a sinagoga referida não tem habitação e, portanto, não estaria sujeita a pragas domésticas. (Talmud Bavli Yoma 11b–12a).
Alternativamente, a Gemara sugeriu provisoriamente que em ambos os casos, a sinagoga não tem habitação, mas o primeiro ensinamento refere-se às sinagogas urbanas, enquanto o segundo refere-se às sinagogas rurais. Mas a Gemara perguntou se as sinagogas urbanas não estão realmente sujeitas à impureza causada pelas pragas domésticas. Pois um Baraita ensinou que as palavras “na casa da terra de sua possessão” em Levítico 14:34 ensinam que uma casa da terra de posse dos israelitas poderia ser contaminada por pragas domésticas, mas Jerusalém não poderia ser contaminada por pragas domésticas, porque Jerusalém não pertencia à herança de nenhuma tribo . O Rabi Yehudah, no entanto, disse ter ouvido falar que apenas o Templo em Jerusalém não foi afetado por pragas domésticas. Assim, a visão do Rabi Yehudah implicaria que as sinagogas e casas de ensino estão sujeitas a pragas domésticas, mesmo nas grandes cidades. A Gemara sugeriu, no entanto, que se devesse ler a visão do Rabi Yehudah para dizer que os lugares sagrados não estão sujeitos a pragas domésticas. A Gemara sugeriu que o princípio que o primeiro Tanna e o Rabi Yehudah estavam disputando era se Jerusalém estava dividida entre as tribos; o primeiro Tanna afirma que Jerusalém não foi dividida, enquanto o Rabi Yehudah afirma que Jerusalém foi dividida entre as tribos.
Mas a Gemara perguntou se mesmo as sinagogas rurais poderiam estar sujeitas a pragas domésticas. Pois um Baraita ensinou que as palavras “na casa da terra de sua possessão” em Levítico 14:34 ensinam que as pragas domésticas não afetariam os israelitas até que conquistassem a Terra de Israel. Além disso, se os israelitas tivessem conquistado a Terra, mas ainda não a dividissem entre as tribos, ou mesmo a dividissem entre as tribos, mas não a dividissem entre as famílias, ou mesmo a dividissem entre as famílias, mas não dessem a cada pessoa a sua propriedade, então a casa pragas ainda não afetariam os israelitas. É para ensinar esse resultado que Levítico 14:35 diz, “aquele que tem a casa”, ensinando que as pragas domésticas podem ocorrer apenas para aqueles na Terra de Israel a quem somente a casa pertence, excluindo essas casas que não pertencem a. um proprietário sozinho. Assim, a Gemara rejeitou a explicação baseada nas diferenças entre as sinagogas urbanas e rurais. (Talmud Bavli Yoma 12a).
A Mishná interpretou as palavras “parece-me que há uma praga na casa” em Levítico 14:35 para ensinar que mesmo um sábio erudito que sabe que definitivamente viu um sinal de praga em uma casa pode não falar com certeza. Em vez disso, até mesmo o sábio deve dizer: “ Parece -me que há uma praga na casa”. (Mishná Negaim 12:5 ; Sifra Mesorá 155:1).
A Mishná interpretou a instrução para esvaziar a casa em Levítico 14:36. Rabi Yehudah ensinou que eles removiam até mesmo feixes de madeira e até feixes de junco. O rabi Shimon observou que isto (remoção de pacotes que não são suscetíveis à impureza) era um negócio inútil. Mas o rabi Meir respondeu perguntando quais bens do proprietário poderiam ficar impuros. Artigos de madeira, tecido ou metal certamente poderiam ser imersos num banho ritual e ficar limpos. A única coisa que a Torá poupou foi a louça de barro do proprietário, até mesmo sua botija e seu jarro (que, se a casa se mostrasse impura, Levítico 15:12 indica que teria que ser quebrada). Se a Torá poupasse assim os bens humildes de uma pessoa, quanto mais a Torá pouparia os bens preciosos de uma pessoa. Se a Torá mostra tanta consideração pelos bens materiais, quanto mais a Torá mostraria pela vida dos filhos de uma pessoa. Se a Torá mostra tanta consideração pelas posses de uma pessoa má (se considerarmos a praga como um castigo pelo pecado da calúnia), quanto mais a Torá mostraria pelas posses de uma pessoa justa. (Mishná Negaim 12:5 ; Sifra Mesorá 155:1).
Lendo Levítico 14:37 para dizer: “E ele olhará para a praga e verá a praga”, o Sifra interpretou a dupla alusão para ensinar que um sinal de praga doméstica não era causa de impureza, a menos que aparecesse pelo menos no tamanho de dois feijões partidos. (Sifra Mesora 156:1) E porque Levítico 14:37 aborda as “paredes” da casa no plural, a Sifra ensinou que um sinal de praga doméstica não era causa de impureza, a menos que aparecesse em pelo menos quatro paredes. [91] Conseqüentemente, a Mishná ensinou que uma casa redonda ou triangular não poderia contrair a impureza de uma praga doméstica. (Sifra Mesora 156:1).
“Solte o pássaro vivo” (Levítico 14:53) (ilustração por volta de 1890–1910 de Paul Hardy)
Como Levítico 14:40 aborda as “pedras” da casa no plural, o Rabi Akiva decidiu que um sinal de praga doméstica não era causa de impureza, a menos que aparecesse pelo menos no tamanho de dois feijões partidos em duas pedras, e não em apenas uma pedra. E porque Levítico 14:37 aborda as “paredes” da casa no plural, o Rabi Eliezer, filho do Rabi Shimon, disse que um sinal de praga doméstica não era causa de impureza, a menos que aparecesse no tamanho de dois feijões partidos, em duas pedras, em duas paredes num canto, sendo o seu comprimento o de dois grãos partidos e a largura a de um feijão partido. (Mishná Negaim 12:1 ; veja também Sifra Mesora 156:1).
Como Levítico 14:45 aborda as “pedras”, “madeira” e “argamassa” da casa atingida por uma praga doméstica, a Mishná ensinou que apenas uma casa feita de pedras, madeira e argamassa poderia ser afetada por uma praga doméstica. Mishná Negaim 12:2 E a Mishná ensinou que a quantidade de madeira deve ser suficiente para construir uma soleira, e a quantidade de argamassa deve ser suficiente para preencher o espaço entre uma fileira de pedras e outra.
Um Baraita ensinou que nunca houve uma casa leprosa no sentido de Levítico 14:33–53 e nunca haverá. A Gemara perguntou por que então a lei foi escrita e respondeu que era para que alguém pudesse estudá-la e receber recompensa. Mas o Rabi Eliezer, filho do Rabi Tzadok, e o Rabi Shimon de Kefar Acco citaram casos em que a tradição local relatou as ruínas de tais casas, em Gaza e na Galiléia , respectivamente. [Talmud Bavli Sanhedrin 71a].
Um Midrash leu a discussão sobre a casa atingida pela peste em Levítico 14:33–53 como uma profecia. O Midrash leu as palavras: “e coloquei a praga da lepra em uma casa da terra de sua posse”, em Levítico 14:34 para aludir ao Templo, sobre o qual em Ezequiel 24:21 Deus diz: “Vou contaminar Meu santuário, o orgulho do seu poder, o desejo dos seus olhos e o desejo da sua alma.” O Midrash lê as palavras: “então aquele a quem pertence a casa virá”, em Levítico 14:35 para aludir a Deus, sobre quem Ageu 1:4 diz: “Por causa da minha casa que está devastada.” O Midrash lê as palavras “e Ele dirá ao sacerdote” em Levítico 14:35 para aludir a Jeremias , que Jeremias 1:1 identificou como sacerdote. O Midrash leu as palavras, “parece-me haver, por assim dizer, uma praga na casa”, em Levítico 14:35 para aludir ao ídolo que o rei Manassés ergueu em 2 Reis 21:7. O Midrash lê as palavras, “e o sacerdote ordenará que esvaziem a casa”, em Levítico 14:36 para aludir ao rei Shishak do Egito, que 1 Reis 14:26 relata, “levou os tesouros da casa do Senhor.” O Midrash leu as palavras “e ele derrubará a casa”, em Levítico 14:45 para aludir ao rei Nabucodonosor da Babilônia, que Esdras 5:12 relata que destruiu o Templo. O Midrash lê as palavras, “e eles derramarão o pó que rasparam fora da cidade”, em Levítico 14:41 para aludir aos israelitas levados para o cativeiro babilônico, a quem Esdras 5:12 relata que Nabucodonosor “carregou … para a Babilônia.” E o Midrash leu as palavras: “e eles pegarão outras pedras e as colocarão no lugar dessas pedras”, em Levítico 14:42 para aludir aos israelitas que viriam para restaurar Israel, e dos quais Isaías 28:16 relata Deus dizendo: “Eis que ponho em Sião uma pedra fundamental, uma pedra já provada, uma pedra angular custosa e de alicerce seguro; quem crê não se apressará”. [Vaicrá Rabá 17:7]
Levítico capítulo 15
A Mishná ensinou que eles investigaram sete pontos antes de determinarem que uma secreção genital tornava um homem impuro. Uma descarga causada por um desses motivos não tornava o homem impuro nem o sujeitava a trazer uma oferta. Eles perguntaram: (1) sobre sua comida, (2) sobre sua bebida, (3) o que ele carregava, (4) se havia pulado, (5) se estava doente, (6) o que tinha visto, e (7) se ele tinha pensamentos obscenos. Não importava se ele teve pensamentos antes ou depois de ver uma mulher. O Rabi Yehudah ensinou que a secreção não o tornaria impuro se ele tivesse observado animais tendo relações sexuais ou mesmo se apenas visse as roupas tingidas de uma mulher. Rabi Akiva ensinou que o corrimento não o tornaria impuro, mesmo que ele tivesse comido qualquer tipo de comida, boa ou ruim, ou tivesse bebido qualquer tipo de líquido. Os Sábios exclamaram ao Rabi Akiva que, de acordo com sua opinião, nenhum outro homem jamais se tornaria impuro por secreção genital. O Rabi Akiva respondeu que não há obrigação de garantir que existam homens impuros por causa de descargas genitais. [Mishná Zavim 1:1–5:12 ; Tosefta Zavim 1:1–5:12]
O rabi Eleazar ben Hisma ensinou que mesmo as leis aparentemente misteriosas das oferendas de pássaros em Levítico 12:8 e dos ciclos menstruais em Levítico 12:1–8 e 15:19–33 são leis essenciais. [Mishná Avot 3:18]
O Tratado Niddah na Mishná, Tosefta, interpretaram as leis da menstruação em Levítico 15:19–33. [Mishná Nidá 1:1–10:8 ; Tosefta Nidá 1:1–9:19; Jerusalém Talmud Niddah 1a–; Talmud Bavli Niddah 2a–73a .]
O Rabi Meir ensinou que a Torá ordenava que a menstruação separasse a esposa do marido por sete dias, porque se o marido estivesse em contato constante com a esposa, o marido poderia ficar desencantado com ela. A Torá, portanto, ordenou que uma esposa pudesse ficar impura por sete dias (e, portanto, proibida de ter relações conjugais ao marido), para que ela se tornasse tão desejável para o marido como quando entrou pela primeira vez na câmara nupcial. Talmud Bavli Niddah 31b
A Mishná ensinou que todas as mulheres são presumidas limpas para os seus maridos (e para efeitos de relações conjugais, nenhum exame é necessário). A Mishná ensinou que também é verdade para os homens que retornam de uma viagem que suas esposas são consideradas limpas. Mishná Nidá 2:4 ; Talmud Bavli Niddah 15a
Interpretando o início dos ciclos menstruais, como em Levítico 15:19-33, a Mishná determinou que se uma mulher perder o controle de seu ciclo menstrual, não haverá retorno ao início da contagem do niddah em menos de sete, nem mais de dezessete. dias. Mishná Arakhin 2:1 ; Talmud Bavli Arakhin 8a
A Mishná ensinou que uma mulher pode atribuir uma mancha de sangue a qualquer causa externa à qual ela possa atribuí-la e, assim, considerar-se limpa. Se, por exemplo, ela tivesse matado um animal, estivesse lidando com manchas de sangue, se tivesse sentado ao lado daqueles que manuseavam manchas de sangue, ou tivesse matado um piolho, ela poderia atribuir a mancha a essas causas externas. [Mishná Nidá 8:2 ; Talmud Bavli Niddah 58b]
A Mishná relatou que certa vez uma mulher foi até Rabi Akiva e disse-lhe que havia observado uma mancha de sangue. Ele perguntou se ela talvez tivesse um ferimento. Ela respondeu que tinha uma ferida, mas havia cicatrizado. Ele perguntou se era possível que pudesse abrir novamente e sangrar. Ela respondeu afirmativamente e Rabi Akiva declarou-a limpa. Observando que seus discípulos se entreolharam com espanto, ele disse-lhes que os Sábios não estabeleceram a regra para manchas de sangue para criar um resultado estrito, mas sim para produzir um resultado brando, pois Levítico 15:19 diz: “Se uma mulher tiver um problema, e o seu resultado na sua carne é sangue” – apenas sangue, não uma mancha de sangue. [Mishná Nidá 8:3 ; Talmud Bavli Niddah 58b]
Um antigo mikveh no Monte do Templo em Jerusalém
O Tratado Mikvaot na Mishná e Tosefta interpretou as leis do banho ritual ( מִקְוֶה , mikveh ) prescrito para a limpeza das menstruadas em Levítico 15:19–33. [Mishná Mikvaot 1:1–10:8 ; Tosefta Mikvaot 1:1–7:11]
A Mishná ensinou que existem seis graus de banhos rituais, cada um superior ao outro. A primeira é a água da chuva em um furo. Superior a isso está a água dos pingos da chuva que não pararam. Superior a isso é a água de um micvê contendo 40 se’ahs de água, pois em tal micvê as pessoas podem mergulhar e imergir outras. Superior a isso é a água de uma fonte cuja água é pouca, mas foi aumentada por uma quantidade maior de água extraída. Superiores a isso são as águas salgadas ou quentes de uma nascente, que podem se tornar limpas ao fluir. E superiores a isso estão as águas vivas, que servem para a imersão de pessoas com problemas de corrimento e para aspersão de pessoas com doenças de pele, e são válidas para o preparo da água da purificação. [Mishná Mikvaot 1:1–8]
A Mishná ensinou que qualquer poça de água que se misture com a água de um micvê é tão válida quanto o próprio micvê. A Mishná ensinou que alguém pode mergulhar em buracos e fendas de uma caverna exatamente como eles estão, mas não pode mergulhar no poço de uma caverna, exceto se ela tiver uma abertura tão grande quanto o tubo de um odre de água. O Rabi Yehudah ensinou que este é o caso quando ele fica sozinho (e forma uma piscina independente separada por uma parede da piscina na caverna), mas se não ficar sozinho, pode-se mergulhar nele exatamente como está ( pois faz parte do tanque da caverna). [Mishná Mikvaot 6:1]
Rashi relatou uma interpretação do Rabi Moshe ha-Darshan (o pregador) de que, uma vez que os levitas foram submetidos em expiação pelos primogênitos que praticaram idolatria quando adoraram o Bezerro de Ouro (em Êxodo 32), e o Salmo 106:28 chama a adoração de ídolos ” sacrifícios aos mortos”, e em Números 12:12 Moisés chamou alguém que sofria de doença de pele ( צָּרַעַת , tzara’at ) “como um morto”, e Levítico 14:8 exigia que aqueles que sofriam de doença de pele se barbeassem, portanto, Deus exigia os levitas também para se barbearem. [Rashi. Comentário a Números 8:7]
De acordo com o Sefer ha-Chinuch , existem 11 mandamentos positivos e nenhum mandamento negativo na parashah: [Sefer HaHinnuch, volume 2, páginas 233–75]
Cumprir as regras prescritas para purificar a pessoa afetada por doenças de pele ( צָּרַעַת , tzara’at ) [Levítico 14:2]
A pessoa afetada por doença de pele ( צָּרַעַת , tzara’at ) deve raspar todo o cabelo antes da purificação. [Levítico 14:9.]
Toda pessoa impura deve mergulhar em um micvê para se tornar pura. [Levítico 14:9]
Uma pessoa afetada por uma doença de pele ( צָּרַעַת , tzara’at ) deve trazer uma oferenda após ir ao micvê. [Levítico 14:10]
Observar as leis da impureza causada pelo צָּרַעַת , tzara’at [ Levítico 14:35]
Observar as leis da impureza causada pelo problema de funcionamento de um homem [Levítico 15:3]
Um homem que tem um problema crônico deve trazer uma oferenda depois de ir ao micvê. [Levítico 15:13–14]
Observar as leis da impureza de uma emissão seminal [Levítico 15:16.]
Observar as leis da impureza menstrual [Levítico 15:19]
Observar as leis da impureza causada pelo problema de corrida de uma mulher [Levítico 15:25]
Uma mulher que teve um problema de funcionamento deve trazer uma oferenda depois de ir ao micvê. Levítico 15:28–29
Na liturgia
Alguns judeus referem-se às ofertas pela culpa por doenças de pele em Levítico 14:10–12 como parte das leituras sobre as ofertas após as bênçãos da manhã de shabat. [Menachem Davis. The Schottenstein Edition Sidur for the Sabbath and Festivals with an Interlinear Translation , página 239. Brooklyn: Mesorah Publications, 2002]
Após o serviço de oração matinal de Shacharit, alguns judeus recitam as Seis Lembranças, entre as quais está Deuteronômio 24:9: “Lembra-te do que o Senhor teu Deus fez a Miriã no caminho, quando saíste do Egito”, lembrando que Deus puniu Miriã com צָּרַעַת , tzara’at . [Menachem Davis. The Schottenstein Edition Siddur for Weekdays with an Interlinear Translation , página 241. Brooklyn: Mesorah Publications, 2002. Yosaif Asher Weiss. Uma Dose Diária de Torá , volume 7, páginas 139–40. Brooklyn: Publicações Mesorah, 2007]
As leis de uma casa atingida pela peste em Levítico 14:34-53 fornecem uma aplicação da décima segunda das Treze Regras para a interpretação da Torá na Baraita do Rabi Ishmael que muitos judeus leram como parte das leituras antes do Pesukei d’Zimrah. A décima segunda regra prevê que se pode elucidar um assunto a partir de seu contexto ou de uma passagem que o segue. Levítico 14:34–53 descreve as leis da casa atingida pela peste em geral. Mas porque Levítico 14:45 instrui o que fazer com as “pedras… madeira… e toda a argamassa da casa”, os rabinos interpretam as leis da casa atingida pela peste como se aplicando apenas a casas feitas de pedras, madeira e argamassa. [Menachem Davis. A Edição Schottenstein Siddur para o Sábado e Festivais com uma Tradução Interlinear , página 246]
Para Bnei Noach
Na Parasha anterior, foi enfatizado que Tzara’at é, entre outras coisas, o resultado de Lashon hará – falar mal ou fofocar sobre os outros. Este comportamento destrutivo é tão prejudicial para a sociedade que a pessoa afetada por ele é excluída da comunidade. Somente após um processo de purificação eles poderão retornar à sociedade.
Neste processo de purificação, vários ingredientes são usados para criar uma mistura que é borrifada na pessoa. Um desses ingredientes é um pedaço de cedro, simbolizando orgulho. O orgulho pode facilmente levar a falar mal porque alguém despreza os outros. Para superar isso, a pessoa deve aprender a humildade. É por isso que o hissopo, que simboliza a humildade, também é usado. Aprender a humildade é crucial porque uma pessoa humilde não desprezará os outros nem falará mal deles.
Estejamos atentos às nossas palavras, enterrando as palavras impuras(negativas) e permitindo que as palavras puras(positivas) voem livremente ao nosso redor.