Salmos 6 Um salmo de súplica de um homem que está doente e perseguido por seus inimigos, clamando a Deus em seu sofrimento e pedindo que Deus tenha misericórdia dele e atenda às suas súplicas.
Para o músico chefe nos instrumentos de cordas, na harpa de oito cordas, um salmo de David.
Adonai, não me repreendas na tua ira nem me castigues no teu desagrado. A palavra tokhiĥeni refere-se tanto à repreensão quanto ao castigo físico. O salmista suplica a Deus: Não me repreenda por meio de castigo físico; a dor às vezes pode ser insuportável.
Tem misericórdia de mim, Adonai, porque sou miserável; cura-me, Adonai, porque os meus ossos estão assustados. O salmista baseia o seu pedido não nas suas próprias boas ações, mas sim na sua incapacidade de suportar a intensidade da dor. A frase “meus ossos estão assustados” é quase certamente uma expressão poética que descreve o medo e a dor que penetraram até o âmago.
Pois estou em grande terror. Mais do que apenas sentir dor, o salmista também teme nunca se recuperar da doença, que morrerá. Ele pergunta a Deus: E você, Adonai, por quanto tempo me deixará nesta situação terrível e sem esperança? Quando serei curado?
Volta, Adonai. A dor e o sofrimento podem ser entendidos como sinais de que alguém foi abandonado por Deus. Esta é a razão pela qual o salmista implora a Deus que volte para ele. Resgate minha alma. Salva-me deste estado de opressão. Salve-me por causa da Sua bondade. A razão por trás deste pedido, “por causa da tua bondade”, aparece frequentemente no livro dos Salmos.
Pois na morte não há memória de Ti; na sepultura, quem pode te agradecer? O salmista argumenta que não é do interesse de Deus matá-lo, pois ele só é capaz de reconhecer e agradecer a Deus enquanto está vivo.
Estou esgotado pelo meu gemido. Gemidos excessivos de dor podem minar ainda mais as forças de uma pessoa doente. Alternativamente, sua dor é tão grande que é difícil até gemer. Todas as noites faço minha cama nadar. Por causa de todo o seu choro noturno, sua cama praticamente se tornou uma poça d’água. Eu derreto meu sofá com minhas lágrimas. Choro tanto que minhas lágrimas parecem dissolver minha cama.
A doença do salmista não é apenas um assunto particular dele; também desperta e encoraja seus inimigos. Ele sofre tanto com a dor da doença quanto com a consciência de que seus inimigos se regozijam com sua miséria, esperando diariamente por sua morte. Meu olho está enfraquecido pela raiva, arrancado por causa de todos os meus inimigos. Quando penso em meus adversários comemorando meu infortúnio, sinto como se meus olhos estivessem caindo das órbitas. Minha visão foi enfraquecida e obscurecida pela dor. Os inimigos neste salmo não são necessariamente de carne e osso mortais; tais imagens são antes uma expressão do estado emocional de uma pessoa que está gravemente doente. Ele pode sentir que muitas forças diferentes do mal estão se reunindo contra ele, regozijando-se com seu infortúnio. Mas quando ele se recupera, todos esses sentimentos sombrios desaparecem. Os versículos finais indicam a mudança abrupta de humor do salmista:
Deixem-me, todos vocês, malfeitores, pois Adonai ouviu a voz do meu choro e me curou.
Adonai ouviu o meu apelo; Adonai aceitará minha oração. Depois que Ele aceita minha oração, posso me recuperar.
Meus inimigos ficarão muito envergonhados e assustados; eles recuarão e serão imediatamente envergonhados. E assim que eu me recuperar, meus inimigos desaparecerão; eles até sentirão vergonha de estarem me esperando.
Nascido em 1932, Meir Kahane foi um polêmico rabino e ativista americano-israelense. Em 1968, ele fundou a Liga de Defesa Judaica em Nova York. Com o lema “Nunca mais”, o objetivo declarado da organização era proteger os judeus do antissemitismo em todas as suas formas. Em 1971, mudou-se com a família para Israel, fundando o partido político Kach, e foi eleito para o Knesset em 1984 (o partido Kach foi posteriormente proibido em Israel).
Em 1990, após concluir um discurso num hotel de Manhattan, Kahane foi morto a tiros por um terrorista nascido no Egito. Embora estranhamente absolvido do assassinato, El Sayyid Nosair foi posteriormente condenado em relação ao atentado ao World Trade Center em 1993.
Na manhã de Shabat, 18 de Cheshvan, 5779 (27 de outubro de 2018), o pacífico enclave judeu de Squirrel Hill, em Pittsburgh, foi destruído por tiros quando um antissemita enlouquecido atacou fiéis na congregação da Árvore da Vida, matando 11. Foi o ataque mais mortal sobre os judeus em solo americano. Recuperando-se da dor, os habitantes de Pittsburgh lutaram para dar sentido à tragédia que se abateu sobre a sua cidade, e as pessoas em todo o mundo responderam com uma onda de amor, apoio, mitsvot e fé.
Tehillim do Dia – Salmos
Capítulos 88-89
Salmo 88
Este Salmo é um pedido apaixonado pela libertação de Israel de seu longo e quase insuportável exílio.
Um salmo e cântico dos filhos de Côrach; ao mestre do canto, com “Machalat Leanot”, um “Maskil” de Heman, o Ezrachita.
Ó Eterno, Deus de minha salvação, dia e noite clamo a Ti.
Inclina Teu ouvido e recebe minha súplica.
Pois de aflições está saturada minha alma, e minha vida está a se esvair.
Fui considerado como alguém a caminho da sepultura, um homem já sem forças,
abandonado entre os mortos, como um cadáver numa tumba que já não recebe Tua atenção.
Me puseste no fundo de um abismo, nas trevas das profundezas.
Pesa sobre mim Tua ira, vagalhões me atormentam.
Afastaste de mim meus companheiros e uma abominação me tornaste ante eles; sinto-me numa prisão de onde não posso escapar.
Meus olhos esmorecem de aflição; todos os dias estendo para Ti minhas mãos.
Será para os mortos que realizarás maravilhas? Erguer-se-ão os cadáveres para Te agradecer?
Será nas sepulturas exaltada Tua misericórdia e nas ruínas Tua fidelidade?
Podem, na escuridão, serem conhecidas Tuas maravilhas, e na região do esquecimento, Tua justiça?
Quanto a mim, a Ti ergo minhas súplicas e, desde o alvorecer, a Ti chega minha prece.
Por que repeles minha alma e encobres de mim Tua face?
Envolto estou em aflição e desde a juventude me sinto desfalecer; o temor de Ti não me abandona.
Teu furor passou sobre mim; me abateu o Teu horror.
Como ondas furiosas me cercam todo o dia e juntas me acometem.
Afastaste de mim todos os meus amigos, e agora só as trevas me são companheiras.
Salmo 89
As promessas de Deus a David e Israel são eternas e, com certeza, serão cumpridas. Esta verdade acompanha Israel durante seu exílio.
Um “Maskil” de Etan, o Ezrachita.
Para sempre cantarei sobre a imensa bondade do Eterno; minha boca proclamará Tua fidelidade a todas as gerações.
Pois posso afirmar: “A bondade é a fundação sobre a qual foi edificado o mundo, e nos céus colocaste a marca de Tua fidelidade.”
São palavras do Eterno: “Fiz um pacto com o Meu escolhido e jurei a David, Meu servo:
Tua semente perpetuarei pela eternidade e pelas gerações afora manterei Teu trono.”
Os céus louvarão Tuas maravilhas, ó Eterno, e os seres celestes Tua fidelidade.
Pois quem, nos céus, se compara ao Eterno? Quem, entre os anjos, a Ele se assemelha?
Deus é reverenciado entre os anjos, e temido por todos os que estão à Sua volta.
Ó Eterno, Senhor dos Exércitos, quem é poderoso como Tu? A fidelidade se estende à Tua volta.
Domas o fluxo violento do mar e, quando suas vagas se encapelam, Tu as acalmas.
Abateste a Rahav, fazendo-o parecer um morto; com Teu braço poderoso dispersaste Teus inimigos.
Teus são os céus e a terra, o mundo e tudo o que ele contém, pois Tu os fizeste.
O norte e o sul por Ti foram criados; os montes Tavor e Hermon cantam em júbilo Teu Nome.
Vigoroso é Teu braço, forte Tua mão e exaltada Tua Destra.
Retidão e justiça são os alicerces de Teu trono, e verdade e bondade emanam de Tua face.
Bem-aventurado o povo que reconhece o som do “Shofar”; sob Tua luz hão de caminhar.
Por Teu Nome regozijar-se-ão a cada dia, e por Tua justiça serão exaltados,
pois Seu poder reflete Teu esplendor e Sua honra provém de Teu favor.
Pois do Eterno vem nosso escudo, e do Santo de Israel, nosso rei.
Numa visão profética falaste aos que Te são devotos, dizendo: “Concedi força a um valente, exaltei do meio do povo um escolhido;
escolhi David, Meu servo, e com Meu sagrado óleo o ungi.
Minha mão lhe será sempre amparo e Meu braço o fortalecerá.
Nenhum inimigo poderá oprimi-lo nem tampouco o afligirá o iníquo.
Esmagarei diante dele seus opressores e destruirei os que o odeiam.
Minha dedicação e Minha bondade sempre o acompanharão e por Meu Nome sua honra será exaltada.
Porei sua mão sobre os mares; sua destra sobre os rios.
Ele me invocará dizendo: ‘Eis meu Pai, meu Deus, a Rocha de minha salvação!’
Eu o constituirei Meu primogênito, supremo sobre todos os reis da terra.
Minha bondade para com ele não há de cessar e Meu pacto se manterá com ele sempre firme.
Sua semente perpetuarei e seu trono preservarei como os dias do céu.
Se seus descendentes esquecerem Minha Torá e não trilharem o caminho de minhas Leis;
se profanarem Meus estatutos e não cumprirem Meus mandamentos,
punirei suas transgressões com severidade, e com pragas sua iniqüidade.
Mas não lhe negarei Minha benevolência e não renegarei Minha dedicação fiel.
Não profanarei Meu pacto, não modificarei o pronunciamento de Meus lábios.
Jurei por Minha santidade que não faltaria com Minha palavra a David.
Sua semente persisitirá para sempre e seu trono será para Mim como o sol.
Como a lua, fiel testemunha no céu, será preservado eternamente.”
Mas abandonaste e rejeitaste irado o Teu ungido;
anulaste o convênio com Teu servo, lançaste à terra sua coroa, profanada;
rompeste suas muralhas e arruinaste suas fortalezas.
Todos que por ele passam, o saqueiam; tornou-se opróbrio para seus vizinhos.
Exaltaste a destra de seus atormentadores; alegraste seus inimigos.
Até tornaste inócuo o fio de sua espada e não o sustentaste nas batalhas.
Eliminaste seu esplendor e jogaste por terra seu trono.
Encurtaste os dias de sua juventude e o cobriste de vergonha.
Até quando, ó Eterno, Te ocultarás para sempre? Acaso arderá sempre como chama Tua ira?
Porventura Te lembras quão breve é minha existência? Por que terias criado em vão todos os homens?
Que homem viverá sem encontrar a morte e conseguirá resgatar sua alma do sepulcro?
Onde está a benevolência que demonstraste outrora, ó Eterno, e que prometeste a David manter em Tua fidedignidade?
Lembra, meu Deus, o opróbrio a que estão submetidos Teus servos por parte da multidão de nações.
Aqueles que nos desgraçam são Teus inimigos, ó Eterno; são eles que embargam os passos do Teu ungido.
Seja para sempre bendito o Eterno. Assim seja, Amen!
5 Abraão tinha cem anos quando lhe nasceu seu filho Isaque.
6 Sara aplicou o significado do nome de Isaque – “riso” (Acima, 17:19.) – às suas próprias experiências relacionadas ao nascimento dele. Ela disse: “Deus me trouxe felicidade; quem ouvir ficará feliz por mim e feliz comigo ”. E assim foi: muitas mulheres antes estéreis deram à luz ao mesmo tempo que Sara, muitos enfermos foram curados naquele dia, e muitas orações foram atendidas naquele dia; assim, muitas pessoas ficaram felizes junto com ela. Entre os numerosos milagres que acompanharam o nascimento de Isaque estava o de que Abraão manteve sua potência depois disso até o fim de sua vida. (Rashi em 25:7; Likutei Sichot , vol. 35, pág. 95.)
7Abraão realizou uma festa para celebrar o nascimento de Isaque. Para demonstrar que Sara realmente havia dado à luz, Abraão instruiu todas as mães de bebês entre os convidados a trazerem seus bebês sem as amas de leite, e Sara cuidou de todos eles. (Rashi em 17:16, acima.) Em reconhecimento deste milagre, ela disse: “Quem é Aquele que disse a Abraão: ‘Sara amamentará muitos filhos’? Somente o Deus Todo-Poderoso poderia ter feito esta promessa e cumpri-la também! Pois dei à luz um filho em sua velhice!”
8 O menino cresceu e ao fim de dois anos foi desmamado, e Abraão deu uma grande festa no dia em que Isaque foi desmamado. Todos os líderes estimados da geração compareceram, incluindo Shem , Ever e Avimelech.
Abraão expulsa Hagar e Ismael
9 Apesar dos esforços de Abraão para educar Ismael para ser moral e íntegro nas Sete leis dos filhos de noé, Ismael foi atraído pelo mesmo comportamento depravado que Abraão estava tentando erradicar. Mas Abraão continuou esperando com otimismo que Ismael amadurecesse e corrigisse seu comportamento. A certa altura, Ismael e Isaque discutiram sobre quem sucederia Abraão. Isaque insistiu que era o único herdeiro de Abraão, enquanto Ismael insistiu que ambos o sucederiam e, como Ismael era o primogênito, ele merecia uma porção dobrada da herança. Quando eles estavam no campo, Ismael atirou flechas em Isaque. Sara viu tudo isso e também viu que Ismael, o filho que Hagar, a egípcia, deu à luz a Abraão, também caiu na adoração de ídolos, em relações sexuais ilícitas e até em assassinato.
10Relatando a discussão entre os dois meninos, ela disse a Abraão: “Expulsa esta escrava e seu filho, pois o filho desta escrava não herdará junto com meu filho, Isaque ! meu, mesmo que meu próprio filho não tivesse outros méritos próprios. E ele seria inadequado para herdar junto com um menino tão bom como Isaque, mesmo que ele não fosse meu filho. Ainda mais ele não está apto para herdar junto com aquele que é meu filho e Isaque! ”
11 A questão do mau comportamento de Ismael angustiou muito Abraão. Ele ficou triste com a ideia de mandar seu filho embora .
12 Deus disse a Abraão: “Não se preocupe por causa do menino e da sua escrava. Tudo o que Sara lhe disser, ouça a voz dela, pois a visão profética dela é superior à sua . (Acima, 17:19, 21.) é por meio de Isaque que vocês terão descendentes que serão considerados seus no que diz respeito ao recebimento das bênçãos que prometi a vocês .
13 Mas também farei do filho da escrava uma nação, como também te disse, (Acima, 17:20.)pois ele também é descendência tua”.
14 Abraão levantou-se de manhã cedo, pegou pão e um cantil de couro com água e deu-os a Hagar. Ele não lhes deu embarcações caras, pois se ressentia do filho por tê-lo traído. O relato depreciativo de Sara sobre o comportamento perverso de Ismael despertou o atributo de justiça de Deus contra ele (isso é chamado de “lançar mau-olhado sobre alguém”), e ele ficou doente e não conseguia andar sozinho. Abraão colocou a comida nos ombros de Hagar junto com a criança e a mandou embora. Ao mandá-la embora, Abraão concedeu-lhe a liberdade, de modo que ela não tinha mais o status legal de serva. Ela partiu e vagou pelo deserto de Berseba. Abatida por ter sido banida da casa de Abraão, ela gradualmente voltou às crenças idólatras com as quais foi criada.
15 Como Ismael estava doente, ele bebeu mais água do que de costume. Quando a água do frasco de couro acabou, ela jogou a criança debaixo de um dos arbustos.
16 Ela então se afastou e sentou-se à distância, a alguns tiros de arco de distância, pois disse: “Não deixe que eu fique olhando enquanto a criança morre”. Quando a criança ficou mortalmente doente, ela sentou-se a uma distância maior e chorou alto. Ismael também orou por misericórdia.
17 Deus ouviu a voz do menino , e não a de sua mãe, pois a oração de uma pessoa doente é mais eficaz do que as orações que outros fazem em seu favor. Mas os anjos ministradores protestaram contra a intenção de Deus de responder à oração de Ismael, argumentando que não era justo resgatá-lo da morte pela sede, quando os seus próprios descendentes iriam, no futuro, matar cruelmente os judeus pela sede. (Tanchuma , Yitro 5; Eichá Rabá 2:4.) Deus respondeu-lhes que, uma vez que o sofrimento de Ismael já expiou os seus pecados, ele é, portanto, considerado atualmente justo e deve ser julgado de acordo com a sua situação atual. Então, um anjo de Deus chamou Hagar do céu e disse-lhe: “O que a preocupa, Hagar? Não tema, pois Deus ouviu a voz do menino, considerando apenas onde ele está atualmente na escala de mérito moral, não de acordo com seu ações futuras .
18 Levante-se, pegue o menino e segure-o pela mão, pois dele farei uma grande nação”.
19 Deus então abriu seus olhos e ela viu um poço de água. Ela foi encher o cantil de couro com água e deu de beber ao menino.
20 Deus estava com o menino e ele cresceu; ele viveu no deserto e se tornou arqueiro , vivendo no deserto e roubando viajantes, como Deus havia dito que faria . ( Acima, 16:12.)
21 Ele se estabeleceu no deserto de Parã, e sua mãe tomou para ele uma esposa dentre as meninas de sua terra natal, o Egito.
32 E Jefté passou aos filhos de Amom para pelejar contra eles; e o Senhor os entregou em suas mãos.
33 E ele os feriu desde Aroer até chegar a Minnith, vinte cidades, e até Abel Cheramim, uma matança muito grande. E os filhos de Amom foram subjugados diante dos filhos de Israel.
Abel Cheramim: A planície de vinhas [após Targum Jonathan ].
34 E Jefté chegou a Mispá, à sua casa, e eis que sua filha saía em direção a ele com tamboris e com danças, e ela era filha única, ele não tinha dela nem filho nem filha.
35 E foi quando ele a viu que ele rasgou suas roupas e disse: “Ah, minha filha! Você me fez cair e se tornou um daqueles que me perturbam; e eu abri minha boca para o Senhor. e não posso voltar.”
הַכְרֵע ַהִכְרַעְתִּנִי: Isso é expresso na forma feminina (o “tav” sendo vocalizado com um חִירִיק ) como em, ( Cântico dos Cânticos 4:9) לִבַּבְתִּנִי אֲחֹתִי כַלָּה (“Você atraiu meu coração, minha irmã, minha amada”).
(você) se tornou um daqueles que me perturbam: todo o meu sangue está perturbado. Você arruinou meu equilíbrio (lit., pés me fazendo cair).
36 E ela lhe disse: Meu pai, tu abriste a tua boca ao Senhor, faze-me conforme o que saiu da tua boca, visto que o Senhor executou por ti vingança contra os teus inimigos, dos filhos de Amom. .”
37 E ela disse a seu pai: “Faça-se isto por mim, abstenha-se de mim por dois meses, e eu irei, e lamentarei sobre as montanhas, e chorarei por minha virgindade, eu e minhas companheiras”.
e lamentar sobre as montanhas: Esta é uma expressão de lamento, como em ( Is 15:3) “Sobre os seus telhados e ruas todos lamentam, lamentando com um grito יוֹרֵד בַּבֶּכִי) )”, como alguém que está imerso em luto até seu corpo está quebrado (já que יְרִידָה também é uma expressão de “quebrar”, como em Lamen. 1:13). Em uma interpretação agádica, Rabino Tanchuma (Behukosai) explica “Sobre as montanhas” como se referindo a (ela) apresentar o caso perante o Sinédrio (Grande Tribunal); talvez eles possam encontrar uma abertura para o seu voto (isto é, o de Jefté).
38 E ele disse: “vai”, e despediu-a por dois meses; e ela foi com suas companheiras e chorou por sua virgindade nas montanhas.
e ela chorou por sua virgindade: Heb. בְּתוּלֶיהָ . Como não diz “sobre suas donzelas” ( בְּתוּלוֹתֶיהָ ), isso implica que isso se refere à sua virgindade real.
39 E foi ao fim de dois meses que ela voltou para seu pai, e ele cumpriu com ela o voto que havia feito; e ela não conhecia homem algum, e isso era estatuto em Israel.
e era um estatuto: Eles decretaram que ninguém deveria mais fazer isso (ou seja, eles divulgaram que ninguém deveria oferecer um ser humano), porque se Jefté tivesse ido para Pinchas ou vice-versa, ele teria anulado o seu (ou seja, o de Jefté) voto (ou seja, ele teria instruído-o sobre qual é a lei em tal caso). No entanto, eles eram exigentes quanto à sua honra e, como resultado, ela foi destruída. Consequentemente, foram punidos; Pinchas, pela presença Divina deixando-o como é afirmado em (I) Crônicas. (9:20) “Anteriormente Deus estava com ele”, então vemos posteriormente que Deus não estava com ele; e Jefté foi afligido com furúnculos e desmembramentos, como é afirmado (abaixo de 12:7) “E ele foi sepultado nas cidades [pl.] de Gileade.” (Seus membros foram enterrados em várias cidades.) Também podemos interpretar “E isso era um estatuto em Israel” como conectado ao versículo seguinte.
40 De ano em ano as filhas de Israel iam lamentar a filha de Jefté, o gileadita, quatro dias por ano.
de ano em ano…: Isto elas (isto é, as filhas de Israel) aceitaram para si mesmas como um estatuto.
lamento: lamentar.
Shoftim (Juízes) – Capítulo 12
1 E os homens de Efraim se reuniram e passaram para o norte; e eles disseram a Jefté: “Por que você passou a lutar contra os filhos de Amom e não nos chamou para irmos com você? Sua casa queimaremos sobre você com fogo”.
e passaram para o norte: Eles cruzaram o Jordão (para o leste) e subiram para o norte, até Gileade.
2 E Jefté lhes disse: “Eu e meu povo tivemos grande contenda com os filhos de Amom, e eu vos chamei, e vocês não me livraram de suas mãos.
3 E vi que não me salvaste, e tomei a minha vida nas minhas mãos, e passei para os filhos de Amom, e o Senhor os entregou nas minhas mãos; então por que você veio até mim hoje, para lutar contra mim?
4 E Jefté reuniu todos os homens de Gileade, e lutou contra Efraim; e os homens de Gileade feriram Efraim, porque o mais baixo de Efraim disse: “(Que importância são) vocês, gileaditas, no meio de Efraim (e) no meio de Menassés.”
porque o mais humilde de Efraim disse: (Qual a importância que vocês têm) vocês, gileaditas: Os humildes de Efraim menosprezaram Gileade, dizendo-lhes: “Que importância vocês têm, Gileade, entre Efraim e Menassés”. Assim renderiza Targum Ionathan .
5 E os gileaditas tomaram os vaus do Jordão que pertenciam a Efraim; e foi quando algum dos mais humildes de Efraim disse: “Deixa-me passar”, e os homens de Gileade lhe disseram: “Você é efraimita?” e ele disse: “Não.”
E os gileaditas tomaram os vaus…: Eles estabeleceram guardas nos vaus.
6 E eles lhe disseram: “Diga agora ‘Shibolete'”, e ele disse “Sibolete”, e ele não estava preparado para pronunciá-lo corretamente, e eles o agarraram e o massacraram nos vaus do Jordão; e caíram naquele tempo de Efraim quarenta e dois mil.
Diga agora ‘Shibboleth’: (diga) este riacho ( שִׁבֹּלֶת ) do rio que eu cruzarei.
e ele não estava preparado para pronunciá-lo corretamente: eles tropeçaram em sua fala.
7 E Jefté julgou Israel seis anos; e morreu Jefté, o gileadita, e foi sepultado nas cidades de Gileade.
9 E teve ele trinta filhos e trinta filhas que enviou para fora, e trinta filhas que trouxe para seus filhos do exterior; e ele julgou Israel sete anos.
11 E depois dele Elon, o zebulonita, julgou Israel; e ele julgou Israel dez anos.
12 E Elon, o Zebulonita, morreu, e foi sepultado em Ayalon, na terra de Zebulom.
13 E depois dele Abdon, filho de Hillel, o piratonita, julgou Israel.
14 E tinha ele quarenta filhos e trinta filhos de filhos, que montavam setenta jumentinhos; e ele julgou Israel oito anos.
15 E Abdon, filho de Hillel, o piratonita, morreu e foi sepultado em Piratona, na terra de Efraim, no monte dos amalequitas.
Shoftim (Juízes) – Capítulo 13
1 E os filhos de Israel continuaram a fazer o que desagradava ao Eterno; e o Eterno os entregou nas mãos dos filisteus durante quarenta anos.
2 E havia um homem de Zorá, da família dos Danitas, cujo nome era Manoá; e sua mulher era estéril e não tinha dado à luz.
3 E um anjo do Eterno apareceu à mulher e disse-lhe: “Eis que agora és estéril e não deste à luz; e conceberás e darás à luz um filho.
4 Conseqüentemente, tome cuidado agora, e não beba vinho ou bebida forte, e não coma nada impuro.
vinho ou bebida forte: יַיִן וְשֵׁכָר . Vinho novo e velho [depois de Targum Ionathan ].
5 Porque conceberás e darás à luz um filho; e não passará navalha sobre a sua cabeça, porque o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a salvar Israel das mãos dos filisteus”.
וּמוֹרָה: (Lit., um arremessador.) Esta é uma navalha porque ela lança e joga fora o cabelo.
6 E a mulher veio e disse ao seu marido, dizendo: “Um homem de Deus veio a mim, e sua aparência era como a aparência de um anjo de Deus, muito terrível; e eu não lhe perguntei de onde ele estava e sua nome ele não me disse.
7 E ele me disse: ‘Eis que você conceberá e dará à luz um filho; e agora não bebas vinho e bebida forte, e não comas nada impuro, porque o rapaz será nazireu de Deus, desde o ventre até ao dia da sua morte. “
e não coma nenhuma (coisa) impura: Daquelas coisas que são proibidas a um Nazir.
8 E Manoá rogou ao Eterno, e disse: Por favor, ó Eterno, o homem de Deus que enviaste, deixa-o voltar agora a nós, e ensina-nos o que devemos fazer ao menino que vai nascer.
לַנַּעַר הַיּוּלָּד: Ao menino que vai nascer.
9 E Deus ouviu a voz de Manoá; e o anjo de Deus voltou novamente à mulher, e ela estava sentada no campo, e Manoá, seu marido, não estava com ela.
10 E a mulher se apressou e correu, e contou ao seu marido; e ela lhe disse: “Eis que me apareceu o homem que veio a mim naquele dia”.
11 E Manoá levantou-se e foi atrás de sua mulher; e ele foi até o homem e disse-lhe: “Você é o homem que falou com a mulher?” E ele disse: “Eu sou”.
depois de sua esposa: depois de seu conselho.
12 E disse Manoá: Agora surgirão as tuas palavras; qual será a regra para o rapaz e para o que ele fez?
qual será a regra para o rapaz, e o que ele faz: O que é apropriado para o rapaz e o que deve ser feito com ele [após Targum Ionathan ].
13 E o anjo do Eterno disse a Manoá: De tudo o que eu disse à mulher, ela terá cuidado.
14 De tudo o que sai da videira não comerá, nem beberá vinho ou bebida forte, e não poderá comer qualquer coisa impura; tudo o que eu lhe ordenei, ela observará.”
15 E disse Manoá ao anjo do Senhor: Deixe-nos acolher-te agora e preparar-te um cabrito.
Deixe-nos recebê-lo agora: deixe-nos reuni-lo em casa.
16 E o anjo do Eterno disse a Manoá: Se me acolheres, não comerei do teu pão; e se fizeres um holocausto, deverás oferecê-lo ao Eterno; Pois Manoá não sabia que ele era um anjo do Eterno.
17 E Manoá disse ao anjo do Eterno: Qual é o teu nome, para que, quando vier a tua palavra, te honremos.
que quando chegará a sua palavra: Se uma mensagem vier de você, conhecendo e reconhecendo o seu nome.
nós o honraremos: e faremos o que você solicitar.
18 E o anjo do Senhor lhe disse: “Por que perguntais agora o meu nome, já que está oculto?”
וְהוּא פֶּלִאי: Ou seja, escondido. Está em constante mudança e não se sabe o que mudou hoje.
19 E Manoá tomou o cabrito e a oferta de manjares, e os ofereceu sobre a rocha ao Senhor; e (o anjo) fez isso maravilhosamente, e Manoá e sua esposa observaram.
20 E aconteceu que, quando a chama subiu do altar para o céu, e o anjo do Senhor subiu na chama do altar. E Manoá e sua mulher olharam e caíram com o rosto em terra.
21 E o anjo do Eterno não continuou a aparecer a Manoá e a sua mulher. Então Manoá soube que ele era um anjo do Eterno.
22 E Manoá disse à sua mulher: Certamente morreremos, porque vimos a Deus.
23 Mas sua mulher lhe disse: Se o Senhor quisesse nos matar, não teria recebido de nossas mãos um holocausto e uma oferta de manjares, e não nos teria mostrado todas estas coisas; e neste momento Ele não nos deixaria ouvir (coisas assim) como estas.”
וְכָעֵת: (Lit., e de cada vez) Ou seja, e neste momento.
Ele não nos deixaria ouvir (coisas) como estas: Ele não nos deixaria ouvir tais notícias (de nosso filho) se merecessemos a morte.
Miriam, a irmã mais velha de Moisés e Arão, foi afligida com tzaraat (lepra) depois de falar mal de Moisés, e foi colocada em quarentena fora do acampamento por sete dias – conforme relatado em Números 12
Antonio é Emissário Regional no Estado do Rio de Janeiro, pai de Mattheus e Ana Beatriz, é também Diretor e Fundador do Projeto Chassidus no qual atua como Professor de Halachá Noachida. O Projeto chassidus atende a centenas de alunos ensinando a todos como cumprirem melhor sua missão. Antonio faz parte do Projeto de Expansão e Plantação de Comunidades Bnei Noach no Brasil sob a direção e supervisão do Rabino Yacov Gerenstadt.
Tanya: O termo “mundo” (p. 309)… nas quatro direções. (pág. 309).
O Alter Rebe explica (no Tanya capítulo 3) que as três faculdades do intelecto, chochma-bina-da’at , e os sete poderes emotivos, evoluem das dez Sefirot supernas . Tudo isso se aplica a nefesh, ruach e neshama (três aspectos da alma) que estão envolvidos no corpo do homem. No entanto, mesirat nefesh , a prontidão para o auto-sacrifício por D’us (que um judeu não deseja nem é capaz de ser – D’us proíba – separado de D’us 1 ) vem da Essência do En Sof (o Infinito Um, que Ele seja abençoado) que transcende as Sefirot , a primeira das quais é a Sefira de chochma. 2
Salmo 106
Este Salmo continua o apanhado histórico do Salmo anterior. É muito mais que uma lição de história; ensina qual a lição a ser aprendida da história: a de que a presença e a benevolência de Deus estão sempre próximas dos que, se abrirem seus olhos, poderão vê-las. A mão de Deus estará sempre estendida para receber e apoiar o penitente, mesmo que tropece no pecado.
Louvado seja o Eterno! Louvai ao Eterno porque imensa é Sua bondade e eterna Sua misericórdia.
Quem encontrará palavras apropriadas para narrar Seus feitos poderosos? Quem apregoará todos os Seus louvores?
Bem-aventurados todos os que cumprem Sua lei e agem com justiça em todos os momentos.
Lembra-Te de mim, ó Eterno, quando favoreceres Teu povo, e concede-me Tua salvação
para que eu possa participar da ventura dos Teus eleitos, regozijar-me com a alegria de Tua nação e glorificar-me com a Tua herança.
Assim como nossos pais, pecamos também, praticamos iniqüidade e fomos perversos.
Nossos antepassados no Egito não compreenderam Teus atos miraculosos, não mantiveram constante a lembrança de Tua imensa benignidade e contra Ti se rebelaram nas margens do Mar Vermelho.
Apesar disto, Tu os salvaste pelo amor de Teu Nome, e para tornar patente perante todos Teu poder.
Fez secar o Mar Vermelho ante Seu clamor e os conduziu por suas profundezas como se fora um deserto.
O Eterno os salvou de seus opressores, redimiu-os das mãos de seus inimigos.
As águas cobriram seus atormentadores e nenhum conseguiu escapar.
Acreditaram, então, plenamente em Suas palavras e lhe elevaram cânticos de louvor.
Muito depressa, porém, esqueceram Seus feitos e abandonaram Sua orientação.
No deserto, deixaram-se dominar por desejos e naqueles ermos testaram a Deus.
Ele atendeu seu pedido, mas não impediu que se enfraquecessem suas almas.
No acampamento, invejaram tanto a Moisés quanto a Aarão, o consagrado do Eterno.
Abriu-se a terra e tragou Datan e engoliu Aviram e seus seguidores.
Fogo desceu sobre eles, uma chama queimou os ímpios.
Fabricaram um bezerro em Chorev e ante sua imagem se prostraram
Trocaram a glória do Eterno por uma estátua de um animal comedor de feno.
Olvidaram Deus, seu Redentor, que realizou prodígios no Egito,
maravilhas na terra de Cham e atos temíveis no Mar Vermelho.
O Eterno os destruiria se não tivesse Moisés, Seu escolhido, se interposto perante Ele para aplacar Sua ira.
Desprezaram depois a boa terra que lhes havia sido prometida, por não acreditarem em Sua palavra
e, em suas tendas murmuraram lamúrias, não atendendo a voz do Eterno.
Ele, então, ergueu Sua mão como símbolo do voto que fez, de deixá-los prostrados no deserto
e de dispersar seus descendentes entre as nações da terra.
Não hesitaram em juntar-se a Baal Peór e comer dos sacrifícios dos mortos.
Seus atos provocaram ainda mais Sua ira e Ele os castigou com uma praga.
Pinchás, porém, levantou-se contra esse comportamento e fez justiça com suas próprias mãos, fazendo assim cessar a praga.
Seu zelo lhe foi creditado como um penhor de integridade, transmitido de uma geração à outra para todo o sempre.
Eles novamente provocaram Sua ira nas águas de Meribá, e Moisés sofreu por sua causa,
pois exasperaram seu espírito, levando-o a pronunciar palavras ásperas.
Não destruíram as nações idólatras como lhes ordenara o Eterno,
e sim misturaram-se a elas, copiaram seus atos,
serviram seus ídolos, provocando, assim, sua própria ruína.
Desceram a ponto de imolar aos demônios seus filhos e filhas
cujo sangue inocente derramaram nestes sacrifícios aos ídolos de Canaã, contaminando, assim, a terra.
Se impurificaram por seus atos, perderam-se por seu comportamento.
E o Eterno mais e mais irou-Se com Seu povo e repudiou Sua herança.
Entregou-os nas mãos de nações inimigas e foram dominados por aqueles que os odiavam.
Seus dominadores os oprimiram e foram humilhados por seu poder.
Por muitas vezes, Ele os resgatou mas, novamente, se rebelavam e eram abatidos por suas iniqüidades.
Mas Ele Se apercebeu de sua angústia ao ouvir seu clamor.
Lembrou de Sua aliança e, por Sua imensa misericórdia foi bondoso para com eles.
Fez com que a piedade chegasse ao coração de seus captores.
Ouviu seu brado: “Salva-nos, ó Eterno, nosso Deus! Recolhe-nos dentre as nações de nossa dispersão para que possamos novamente exaltar Teu santo Nome e dedicar glorificações em Tua honra.”
Bendito seja o Eterno, Deus de Israel, de geração em geração; e todo o povo dirá Amen! Louvado seja o Eterno! Haleluiá!
Salmo 107
Este Salmo conclama os que experimentaram a salvação e a libertação (individual ou nacional) promovidas por Deus, a proclamar publica-mente sua gratidão. Eles devem proclamar que Sua benevolência dura para sempre. A bondade Divina se manifesta pela salvação e pelo próprio perigo, que tira a pessoa de sua complacência e instila nela a consciência do tropeço e desesperança, s não fosse o providencial cuidado divino.
Louvai ao Eterno, porque Ele é bom; eterna é Sua misericórdia.
Que o proclamem os que foram por Ele resgatados, os que Ele remiu das mãos dos inimigos
e trouxe de terras distantes, do Oriente e do Ocidente, do norte e do sul.
Alguns vagavam pelo deserto, por caminhos desolados e inóspitos, e não encontraram cidade alguma para nela se refazer.
Famintos e sedentos, sua alma já parecia desfalecer.
Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
Conduziu-os por um caminho reto a um lugar habitado.
Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
Pois fartou a alma sedenta e satisfez com bondade a alma aflita.
Outros jaziam nas trevas, sob as sombras da morte, presos em grilhões de ferro, oprimidos pela aflição,
por terem se rebelado contra as palavras do Eterno e desprezado os desígnios do Altíssimo.
Ele humilhou seu coração com árduos trabalhos; andavam aos tropeços e não encontravam quem os amparasse.
Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
Tirou-os das trevas, libertou-os da sombra da morte e quebrou seus grilhões.
Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
Pois escancarou as portas de bronze, despedaçando seus ferrolhos.
Outros, ainda, insensatos que foram por seu caminho de transgressões e pelas iniqüidades que praticaram, são acossados por aflições.
Sua alma não aceita conforto, seu corpo, alimento, e alcançam os portais da morte.
Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
Sua palavra os curou e os preservou da destruição.
Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
Tragam oferendas em ação de graças, e com júbilo exaltem Suas obras.
Aqueles que em seus navios percorrem os mares comerciando sobre suas águas,
percebem as obras do Eterno e vêem, nas profundidades, Suas maravilhas.
Pois, ante Sua ordem, surgem ventos tempestuosos que encrespam as ondas,
que se erguem para os céus e descem aos abismos, angustiando suas almas, derretendo sua coragem.
Cambaleiam como ébrios, desvanece sua sabedoria, inútil é sua habilidade.
Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
Ele faz cessar a tormenta e aquieta as ondas.
Alegram-se, então, porque acabou a tempestade; Ele os conduz ao porto desejado.
Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
Exaltem-No na congregação do povo e glorifiquem- No na assembléia dos anciãos.
Pela maldade de seus habitantes Ele torna estéril a terra frutífera,
converte rios em desertos e fontes de água em terra seca.
Em contraste, pelos que o merecem, converte o deserto em lago, a terra seca em fontes de água.
Ampara os famintos, para que edifiquem uma cidade para sua habitação;
semeiam os campos e plantam vinhedos que proporcionam frutos copiosos.
Abençoa-os e, por Sua bênção, se multiplicam em grande número mas nem por isto lhes falta gado,
embora estivessem, há pouco, abatidos pela tristeza, opressão e aflições.
Sobre os nobres que não seguem Seus ensinamentos derrama Seu desprezo e os faz vagar errantes por caminhos desertos.
Aos humilhados pela opressão, porém, Ele eleva e torna numerosas suas famílias.
Vendo isto, se alegrarão os justos e calar-se-ão os iníquos.
Que disto se aperceba quem é sábio e compreenderá, então, a bondade misericordiosa do Eterno.
Vânia Branco é Emissária do Rav Yacov Gerenstadt na Cidade de Ipatinga MG. É também Coordenadora de Mulheres no Projeto Chassidus. E Co Fundadora do Projeto Chassidus.