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Leitura diária para 1 Shevat 5786

12–19 minutos

Parashat Bo, 2ª Alyá (Êxodo 10:12 — 10:23)

12 Deus disse a Moisés: “Levante o seu braço sobre o Egito para que os gafanhotos subam sobre o Egito e devorem toda a vegetação da terra, incluindo o que restou da chuva de granizo.”13 Moisés ergueu seu cajado sobre o Egito, e durante todo aquele dia e noite Deus enviou um vento leste sobre a terra. Quando amanheceu, o vento leste havia trazido os gafanhotos  para o país .14 Os gafanhotos invadiram todo o Egito e se apoderaram de todo o território egípcio como uma praga terrível; nunca antes houve uma praga de gafanhotos como esta, e nunca mais haverá nada semelhante. 15 Cobriram toda a superfície da terra, de modo que a terra ficou escura. Devoraram toda a vegetação da terra e todos os frutos das árvores que o granizo havia deixado; não restou folha alguma nas árvores nem na vegetação do campo em todo o Egito.16 Faraó chamou às pressas Moisés e Arão e disse: “Pequei contra Deus, o seu Deus, e contra vocês.17 Agora, por favor, perdoe-me a ofensa apenas desta vez e rogue a Deus, o seu Deus, que afaste de mim esta morte!18 Moisés e Arão saíram da presença de Faraó, e Moisés suplicou a Deus.19 Então Deus inverteu a direção do vento , fazendo soprar um vento oeste muito forte , que levou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho. Não restou um único gafanhoto em todo o Egito.20 Deus tornou Faraó obstinado, e ele não enviou os israelitas.21 Deus disse a Moisés: “Levante a mão para o céu, para que haja trevas sobre o Egito durante o dia , e as trevas à noite sejam ainda mais densas. Mais tarde, as trevas se tornarão palpáveis.”22 Então Moisés levantou a mão para o céu. Houve trevas densas em todo o Egito durante três dias.23 Nenhum egípcio conseguia ver seu irmão. Nos três dias seguintes , nenhum egípcio conseguiu se levantar do seu lugar. Havia luz para todos os israelitas em suas tendas.


Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 1-9

Salmo 1

O Livro dos Salmos começa apresentando uma orientação para a vida: evitar a influência dos malévolos e dos que ridicularizam o bem, e adotar o estudo e o conhecimento das Escrituras como meta principal. Deus recompensará nossa vida com alegria e significado.

  1. Bem-aventurado o homem que não segue os conselhos dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores e nem participa da reunião dos insolentes;
  2. mas, ao contrário, se volta para a Lei do Eterno e, dia e noite, a estuda.
  3. Ele será como a árvore plantada junto ao ribeiro que produz seu fruto na estação apropriada e cujas folhagens nunca secam;
  4. assim também florescerá tudo que fizer.
  5. Quanto aos ímpios, são como o feno que o vento espalha. Nem eles prevalecerão em julgamentos, nem os pecadores na assembléia dos justos;
  6. pois o Eterno favorece o caminho dos justos, enquanto o dos ímpios os conduz à sua ruína.

Salmo 2

Deus ungiu David rei e os filisteus reuniram seus exércitos para depô-lo (II Samuel 5:16). Este Salmo mostra a inutilidade de querer frustrar a vontade de Deus.

  1. Por que se reuniram povos e em vão murmuram nações?
  2. Os reis da terra se posicionaram com os líderes que, secretamente, conspiramcontra o Eterno e Seu ungido, dizendo:
  3. “Rompamos suas amarras e nos livremos de suas cordas”.
  4. Aquele que habita nos céus apenas rirá; o Eterno deles zombará.
  5. Ele demonstrará Sua ira e com Seu furor os aterrorizará.
  6. Ele dirá: “Eu ungi o Meu rei, sobre Tsión, meu santo monte.
  7. Proclamarei o que me disse o Eterno: “Tu és meu filho, hoje te gerei.
  8. Pede-Me e te darei os povos como herança, e os confins da terra como possessão.
  9. Com um cetro de ferro os esmagarás; como a um vaso de barro os estilhaçarás”.
  10. Portanto, ó reis da terra, sede prudentes; obedecei, ó governantes da terra.
  11. Servi ao Eterno com reverência e regozijai-vos com temor e respeito.
  12. Buscai a pureza em vosso comportamento para que Ele não liberte Sua ira e vosso caminho conduza ao abismo, por um breve instante de sua cólera. Bem-aventurados sejam aqueles que Nele confiam!

Salmo 3

Absalão, o filho de David, quase teve êxito em sua tentativa de destroná-lo (II Samuel 15-19). Apesar de sua situação parecer desesperadora, este Salmo revela como a confiança de David em Deus lhe dá paz e segurança.

  1. Salmo de David, quando fugia de Absalão, seu filho.
  2. Ó Eterno, tão numerosos são meus adversários! Tantos são os que se levantam contra mim!
  3. Muitos são os que dizem de mim: Para ele não há salvação do Eterno.
  4. Mas Tu, Meu Deus, és um escudo a me proteger. És minha glória, a razão de se manter erguida minha cabeça.
  5. Minha voz clamou ao Eterno, e Ele, em Seu santo monte, me atendeu.
  6. Deitei e adormeci; mas acordei porque o Eterno me sustentou.
  7. Não temerei a multidão de povos, que de todos os lados, se juntaram contra mim.
  8. Levanta-Te e salva-me, ó Eterno meu Deus! Feriste o rosto de todos os meus inimigos, e quebraste os dentes dos pecadores.
  9. A salvação provém do Eterno; que sobre Teu povo recaia Tua bênção.

Salmo 4

Embora se dirija aos seguidores de Absalão, David fala a todos os pecadores e apela para abandonar a hipocrisia, a ilusão das vitórias temporárias e a glória sem significado. Que cessem as calúnias e reconheçam a verdade que os levará ao arrependimento e à verdadeira felicidade.

  1. Ao mestre do canto, com instrumentos de corda, um salmo de David.
  2. Responde à minha invocação, ó Deus da minha justiça! Ó Tu que me aliviaste da angústia, apieda-Te de mim e ouve minha oração.
  3. Filhos dos homens, até quando difamareis minha honra, amareis a futilidade e buscareis a traição?
  4. Sabei que o Eterno destaca para si o devoto e ouvir-me-á quando eu O evocar.
  5. Portanto tremei e não pecai; ponderai em vossos corações enquanto estais em vossos leitos e suspirai.
  6. Oferecei sacrifícios com honestidade e confiai no Eterno.
  7. Dizem muitos: Quem nos mostrará o bem? Que a luz da Tua face resplandeça sobre nós, ó Eterno.
  8. Alegria puseste em meu coração como no tempo da abundância do trigo e do vinho.
  9. Em completa paz poderei repousar e dormir, porque somente Tu, ó Eterno, me manterás em segurança.

Salmo 5

Sitiado por inimigos, o homem justo reza pela libertação para aliviar seu sofrimento físico e servir a Deus sem interferências.

  1. Ao mestre do canto, acompanhado por instrumentos de sopro, um salmo de David.
  2. Dá ouvidos às minhas palavras, ó Eterno, e considera minha súplica.
  3. Atenta à voz do meu clamor, meu Rei e Deus, pois a Ti dedico minha prece.
  4. Eterno, ouve a voz da oração que a Ti dirijo a cada manhã, aguardando Tua resposta.
  5. Pois Tu não és complacente com a maldade, e a perversidade não se pode manter junto a Ti.
  6. Os ímpios não permanecem sob Teu olhar; Tu desprezas os perversos.
  7. Tu condenas os que praticam traição e abominas os sanguinários e os falsos.
  8. Mas eu, por Tua imensa misericórdia, entrarei em Tua casa, prostrar-me-ei ante o Teu sagrado santuário, pleno de reverência e temor.
  9. Ó Eterno, guia-me através de Teus caminhos justos, a despeito dos inimigos que me espreitam. Aplaina ante mim o Teu caminho.
  10. Pois não há sinceridade em seus lábios e só traição em seu coração. Suas gargantas parecem sepulcros abertos e suas línguas são falsamente aduladoras.
  11. Condena-os, ó Eterno! Que tropecem em seus próprios ardis; rejeita-os pela multiplicidade de seus crimes, por se terem rebelado contra Ti.
  12. Alegrar-se-ão porém todos que em Ti confiam; exultarão sob Teu amparo os que amam Teu santo nome.
  13. Pois Tu certamente abençoarás o justo, ó Eterno, envolvendo-o em Teu afeto como um escudo.

Salmo 6

David estava doente e sentia dores ao compôs este Salmo. Sua intenção era que esta oração fosse usada pelos doentes ou em perigo e, particularmente, quando Israel enfrentasse opressão e privação.

  1. Ao mestre do canto, acompanhado com música instrumental, um salmo de David.
  2. Eterno, não me castigues em Tua ira, nem me repreendas em Teu furor.
  3. Apieda-Te de mim, ó Eterno, porque falece minha força; cura-me, pois de terror tremem meus ossos.
  4. Abalada está minha alma; e Tu, Eterno, até quando me deixarás abandonado?
  5. Retorna, ó Eterno, e livra minha alma; salva-me, por Tua imensa misericórdia.
  6. Pois não se erguem louvores a Ti de entre os mortos; no “Sheól”, quem Te exaltará?
  7. Estou esgotado de tanto gemer; toda noite, transborda o leito com meu pranto, se inunda com minhas lágrimas o lugar de meu repouso.
  8. Consumidos pela aflição estão meus olhos, envelhecidos por causa dos meus inimigos.
  9. Que se afastem de mim todos os inimigos, porque o Eterno escutou a voz de meus lamentos.
  10. Ouviu minha súplica e aceitará minha oração.
  11. Todos os meus inimigos se verão frustrados e envolvidos por terror, de pronto hão de recuar envergonhados.

Salmo 7

Neste Salmo, David indica como o generoso de espírito às vezes parece impotente contra o ataque dos que tramam e são traiçoeiros. O justo, todavia, deve criar coragem baseado na compreensão de que prevalecerá sobre o perverso, vítima de suas próprias tramas.

  1. “Shigaion” que David cantou ao Eterno, por causa de Cush, o Benjaminita. Ó Eterno, meu Deus, em Ti eu busco refúgio; livra-me de todos os meus perseguidores e salva-me, para que o inimigo não despedace minha alma como um leão, que dilacera sua presa sem que ninguém a socorra. Eterno, meu Deus, se eu intencionalmente tiver praticado o mal de que me acusam, se há injustiça em meus atos, se eu retribuí com o mal a quem comigo estava em paz, eu que resgatei o perseguidor que sem razão me acossava, então que persiga e alcance o inimigo minha alma, abata minha vida e espoje no pó a minha honra. Ergue-Te, Eterno, em Tua ira; atua com furor contra meus opressores, eleva-Te em meu favor no juízo que ordenaste. Quando se dispuser a congregação dos povos em Tua volta, que Te eleves acima dela, pondo nas alturas Teu divino trono. O Eterno julgará os povos; resgatar-me-á pelo mérito de minha retidão e integridade. Faze chegar ao fim o mal dos ímpios, e dá firmeza ao justo, Tu que perscrutas as emoções e pensamentos de cada um, ó Deus justo. És meu escudo, ó Eterno, que salvas os puros de coração. Deus absolve os justos, e se irrita todos os dias contra os ímpios. Se não se arrepender o perverso, mas afiar sua espada e distender seu arco e mirar o justo, contra ele mesmo estará preparando armas mortíferas e apontando suas flechas. O perverso concebe iniqüidade, fecunda maldade e gera falsidade; escava um fosso e o aprofunda, mas ele mesmo cairá na armadilha que preparou; sobre sua própria cabeça recairá sua iniqüidade, e sobre seu crânio sua violência. Darei graças ao Eterno por Sua justiça, e cantarei um louvor ao Nome do Eterno, o Altíssimo.

Salmo 8

Este Salmo é o cântico extasiado de quem tem a clareza de visão para perceber a obra de Deus em toda parte e sente que as realizações do ser humano são dádivas de Deus a Quem deve se dedicar.

  1. Ao mestre do canto, acompanhado com o instrumento “Guitit”, um salmo de David.
  2. Ó Eterno, nosso Deus! Quão majestoso é o Teu Nome em toda terra, Tu que estendeste Teu esplendor sobre os céus!
  3. Até do balbuciar das crianças e lactentes crias força contra Teus detratores, para destruir inimigos e malévolos.
  4. Quando contemplo Teus céus, obra dos Teus próprios dedos, vejo a lua e as estrelas que criaste,
  5. e me pergunto: o que é o ser humano para que dele Te lembres? E o filho do homem, para que o consideres?
  6. Entretanto, pouco menos que os anjos o fizeste e de glória e esplendor o coroaste.
  7. Tu o puseste como soberano sobre as obras de Tuas mãos; tudo puseste a seus pés:
  8. ovelhas e gado, todos eles, e também os animais do campo,
  9. os pássaros do céu, os peixes do oceano e tudo o que se move sobre os caminhos dos mares.
  10. Ó Eterno, nosso Deus! Quão majestoso é o Teu Nome em toda a terra!

Salmo 9

Apesar de deslumbrado com seu êxito temporário, o mal desaparece no esquecimento, e somente Deus permanece.

  1. Ao mestre do canto, sobre a morte de Laben, um salmo de David.
  2. Louvar-Te-ei, ó Eterno, com todo meu coração; sobre todas as Tuas maravilhas contarei.
  3. Alegrar-me-ei e me regozijarei em Ti, e cantarei a Teu Nome, Altíssimo.
  4. Ao retrocederem, meus inimigos tropeçarão e se perderão ante Tua Presença.
  5. Pois Tu sustentaste meu direito e minha causa, ao sentar-Te no trono, ó Juiz justo.
  6. Destruíste povos malévolos e condenaste os ímpios; seus nomes apagaste para todo o sempre.
  7. Exterminado foi o inimigo, só ruínas restaram; as cidades destruíste e toda sua lembrança pereceu.
  8. Mas o Eterno para sempre está nas alturas; Ele prepara Seu trono para o juízo.
  9. Ele julgará o mundo com retidão, sentenciará os povos com eqüidade.
  10. O Eterno será uma fortaleza para o oprimido, uma fortaleza nos tempos de angústia.
  11. E confiarão em Ti todos os que conhecerem o Teu Nome, pois Tu nunca deixaste os que Te procuram, ó Eterno!
  12. Cantarei ao Eterno, que habita em Tsión; difundam entre os povos seus feitos.
  13. Pois Aquele que cobra o sangue derramado, deles Se lembrou; Ele não esquece o clamor dos aflitos.
  14. Concede-me a Tua graça, Eterno; vê minha aflição, causada pelos que me odeiam, Tu que me resgatas dos portais da morte.
  15. Para que eu possa exaltar todos os Teus louvores nos portões da filha de Tsión; para que eu possa exultar com a Tua salvação.
  16. Caíram os povos no fosso que fizeram; na rede que estenderam, seu próprio pé ficou preso.
  17. O Eterno tornou-Se conhecido, Ele executou a sentença; através de suas próprias mãos, o perverso foi golpeado. Refleti sobre isso.
  18. Os ímpios voltarão ao abismo, assim como todos os povos que do Eterno se olvidam.
  19. Pois o necessitado não será eternamente esquecido, nem a esperança dos aflitos se perderá para sempre.
  20. Levanta-Te, Eterno, para que não prevaleça o malévolo; e sejam por Ti julgados todos os povos.
  21. Impõe-lhes, Eterno, o temor a Ti, para que reconheçam todos que são apenas falíveis mortais.

Tanach Diário

Livro de Shmuel II capítulo 6

(1) Davi reuniu novamente todos os escolhidos de Israel, trinta mil homens; (2) Davi se levantou e foi, com todo o povo que estava com ele, de Baalê-Judá, para fazer subir dali a Arca de D’us, sobre a qual é invocado o Nome, o Nome de D’us dos Exércitos, que Se assenta sobre os querubins; (3) colocaram a Arca de D’us sobre um carro novo e a tiraram da casa de Avinadav, que estava no monte, e Uzá e Achiô, filhos de Avinadav, conduziam o carro novo; (4) levaram-na da casa de Avinadav, que estava no monte, com a Arca de D’us, enquanto Achiô ia adiante da Arca; (5) Davi e toda a casa de Israel alegravam-se diante de D’us com toda sorte de instrumentos de madeira de cipreste, com harpas, liras, tamborins, sistros e címbalos; (6) quando chegaram à eira de Nacon, Uzá estendeu a mão à Arca de D’us e a segurou, porque os bois tropeçaram; (7) a ira de D’us se acendeu contra Uzá, e D’us o feriu ali por essa irreverência, e ele morreu ali junto à Arca de D’us; (8) Davi se entristeceu porque D’us havia irrompido contra Uzá, e chamou aquele lugar Pérez-Uzá até o dia de hoje; (9) naquele dia Davi temeu a D’us e disse: “Como virá a mim a Arca de D’us?”; (10) Davi não quis levar a Arca de D’us para a cidade de Davi, mas desviou-a para a casa de Oved-Edom, o geteu; (11) a Arca de D’us permaneceu na casa de Oved-Edom, o geteu, três meses, e D’us abençoou Oved-Edom e toda a sua casa; (12) foi anunciado ao rei Davi, dizendo: “D’us abençoou a casa de Oved-Edom e tudo o que lhe pertence, por causa da Arca de D’us”, então Davi foi e fez subir a Arca de D’us da casa de Oved-Edom para a cidade de Davi com alegria; (13) quando os que carregavam a Arca de D’us davam seis passos, ele sacrificava um boi e um novilho cevado; (14) Davi dançava com todas as suas forças diante de D’us, e Davi estava cingido com um éfode de linho; (15) assim Davi e toda a casa de Israel fizeram subir a Arca de D’us com júbilo e ao som do shofar; (16) quando a Arca de D’us entrou na cidade de Davi, Mical, filha de Saul, olhou pela janela e, vendo o rei Davi saltar e dançar diante de D’us, desprezou-o em seu coração; (17) introduziram a Arca de D’us e a colocaram em seu lugar, no meio da tenda que Davi lhe armara, e Davi ofereceu holocaustos e ofertas pacíficas diante de D’us; (18) quando Davi terminou de oferecer os holocaustos e as ofertas pacíficas, abençoou o povo em Nome de D’us dos Exércitos; (19) distribuiu a todo o povo, a toda a multidão de Israel, tanto homens como mulheres, a cada um um pão, uma porção de carne e um bolo de passas, e todo o povo se retirou, cada um para sua casa; (20) Davi voltou para abençoar a sua casa, mas Mical, filha de Saul, saiu ao encontro de Davi e disse: “Quão honrado foi hoje o rei de Israel, descobrindo-se hoje aos olhos das servas de seus servos, como se descobre um homem vulgar!”; (21) Davi disse a Mical: “Foi diante de D’us, que me escolheu em lugar de teu pai e de toda a sua casa, para me constituir príncipe sobre o povo de D’us, sobre Israel; diante de D’us me alegrarei; (22) ainda me tornarei mais desprezível do que isto e serei humilde aos meus próprios olhos, mas com as servas de quem falaste, com elas serei honrado”; (23) e Mical, filha de Saul, não teve filhos até o dia de sua morte.

Miketz Primeira Leitura — Bereshit 41:1–14

4–6 minutos

E sucedeu, passados dous annos de dias, que Par‘ô, rei do Egipto, teve hum sonho portentoso e de mui alta significação. Eis que estava elle em pé junto ao rio Ye’or, e do seio das águas subiam sete vaccas gordas, mui formosas de vista e de carnes abundantes, que pastavam brandamente entre os juncos do rio [Bereshit 41:1–2].

E após ellas, do mesmo rio, emergiram sete vaccas magras, feias de rosto e esquálidas de corpo, que devoraram as vaccas gordas, e Par‘ô despertou, perturbado em seu espírito [Bereshit 41:3–4].

E dormindo novamente, sonhou outra vez: eis que sete espigas de trigo, cheias e boas, cresciam num só talo; e eis que detrás dellas brotavam sete espigas mirradas e queimadas pelo vento oriental (ruaḥ kadim), e as espigas mirradas devoraram as cheias. E despertando Par‘ô, viu que era sonho [Bereshit 41:5–7].

Pela manhã, agitou-se-lhe a alma, e mandou chamar todos os magos (chartumei Mitzrayim) e os sábios do Egipto, e narrou-lhes seus sonhos, mas nenhum pôde dar-lhe interpretação que satisfizesse o seu coração [Bereshit 41:8].

Então o sar hamashqim, copeiro-mór, ergueu a voz diante de Par‘ô, e disse: “Recordo hoje as minhas culpas. Quando o Rei se indignou contra seus servos, lançou-me a mim e ao padeiro-mór na prisão da casa do capitão da guarda. E alli estava connosco hum jovem hebreu (na‘ar ‘ivri), servo do capitão da guarda; contámos-lhe nossos sonhos, e elle os interpretou a cada um segundo o seu sonho. E aconteceu que, conforme nos interpretou, assim foi: eu fui restituído ao meu posto, e o outro foi suspenso na forca.” [Bereshit 41:9–13]

Então Par‘ô apressadamente mandou chamar Yosêf, e o fizeram sair das masmorras. E barbeando-se e trocando suas vestes, apresentou-se elle diante de Par‘ô, o Rei do Egipto [Bereshit 41:14].

Assim se conclui a primeira leitura.

A Guemará testifica que a expressão “dous annos de dias (yamim)” significa dous annos completos e inteiros [Talmud Bavli, Rosh Hashaná 11a].
E o Midrash perguntou: “Que novidade há em dizer ‘Par‘ô sonhou’, se todo homem sonha?” Respondeu o Midrash: “Porque o sonho de hum rei é presságio para todo o mundo, pois das resoluções dos reis dependem as sortes das nações” [Bereshit Rabá 89:1].

Disseram os Sábios: “Hum sonho é huma sexagésima parte da profecia” [Talmud Bavli, Berachot 57b].
E Rabi Ḥanan ensinou: “Ainda que o Mestre dos Sonhos diga a hum homem que morrerá no dia seguinte, não cesse elle de orar, pois está escrito: ‘Na multidão dos sonhos há vaidades e muitas palavras; mas teme tu a D’us’” [Kohelet 5:6; Berachot 55a].

Rabi Shmuel bar Naḥmani, em nome de Rabi Yonatan, declarou: “O homem não vê em sonho senão o que revolve em seu coração quando desperto”, como está escrito: “Os teus pensamentos vieram à tua mente, estando deitado… para que conheças os pensamentos do teu coração” [Daniel 2:29–30; Berachot 55b].

Quando Shmuel tinha hum pesadelo, dizia: “Os sonhos falam falsamente” [Zekharia 10:2]; mas quando sonhava bom sonho, recordava a palavra divina: “Falo com elle em sonho” [Bamidbar 12:6].
E Rava resolveu esta aparente contradição, ensinando que o versículo de Bamidbar fala dos sonhos que vêm por meio de hum anjo, e o de Zekharia, dos sonhos inspirados por espírito impuro [Berachot 55b].

Rabi Yoḥanan disse: “Os ímpios põem-se sobre seus deuses, como Par‘ô, que estava em pé sobre o rio; mas o Santo, bendito seja, põe-Se sobre os justos, como está escrito: ‘E eis que HaShem estava sobre elle’” [Bereshit 28:13; Bereshit Rabá 89:1].
Pois os idólatras velam por seus ídolos, e o Altíssimo vela por Seu povo.

Outro Midrash diz que, nas palavras: “Eis que subiam do rio sete vaccas”, D’us já revelava a Par‘ô o sentido do sonho — que a abundância e a fome viriam por meio do Ye’or [Bereshit Rabá 89:2].
Rabi Yehudá explicou que o “espírito perturbado” de Par‘ô [Bereshit 41:8] significa que elle ardia em desejo de conhecer a verdadeira interpretação [Tanchuma, Miketz 3].
E o Midrash Tanchuma esclarece que os magos do Egipto (chartumei Mitzrayim) eram homens que consultavam os mortos (doresh el ha-meitim) [Tanchuma, Miketz 4].

Rabi Yehoshua de Siknin, em nome de Rabi Levi, ensinou que havia intérpretes em abundância, porém nenhum agradou a Par‘ô. Disseram-lhe que as sete vaccas boas eram sete filhas que teria, e as sete feias, sete filhas que morreriam; ou que as sete espigas boas eram sete províncias conquistadas, e as mirradas, sete que se rebelariam.
Mas não encontrou contentamento o Rei nestas palavras, e assim se cumpriu: “O escarnecedor busca sabedoria e não a acha; mas o entendimento é fácil ao prudente” [Mishlei 14:6; Bereshit Rabá 89:6].

E o Midrash conclui que o Altíssimo dispôs tudo isto para elevar Yosêf, pois se este fora chamado de começo, menor louvor receberia. Porém, vindo por fim, achou graça e foi engrandecido perante todos [Bereshit Rabá 89:7].

O Zôhar haKadosh ensina que “hum sonho é huma sexagésima parte da profecia”, pertencendo ao grau do anjo Gavri’el, supervisor dos sonhos.
E porquanto todo sonho é mistura de verdade e falsidade, cumpre-se segundo a boca que o interpreta, como está escrito: “E aconteceu que, como nos interpretou, assim foi” [Bereshit 41:13; Zôhar, Vayeishev 184a].

O Ramban (Naḥmanides) comenta que as vaccas significam a lavoura, e as espigas, a ceifa, conforme: “Não haverá lavoura nem colheita” [Bereshit 45:6]. O ruaḥ kadim, vento oriental, é o sopro abrasador que trará fome e esterilidade [Hoshea 13:15; Comentário do Ramban sobre Bereshit 41:2].

E Rabi Avraham ibn ‘Ezra advertiu que, no dizer “E recolheu toda a comida” [Bereshit 47:48], não se deve entender “toda” em sentido absoluto, pois Yosêf não poderia ter tomado tudo sem causar fome ao povo; tomou elle o necessário para a subsistência da terra. Mas o Ramban discorda, afirmando que Yosêf, homem de prudência divina, centralizou o sustento de todo o Egipto, repartindo-o com equidade, segundo a medida de cada um [Comentário do Ramban ad loc.].


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Biografia de Dinah bat Leah

3–5 minutos

Diná (דִּינָה) é a única filha mencionada nominalmente entre os filhos de Yaakov (Jacó) e Leá, nascida após seis filhos homens (Bereshit/Gênesis 30:21). Seu nome vem da raiz hebraica din (דִּין), que significa “juízo” ou “justiça”. O Midrash Bereshit Rabbah (72:1) ensina que Leá, ao ver que dera seis filhos a Yaakov, orou para que o próximo filho fosse uma menina, para que Rachel também pudesse ter um número igual de tribos. Em resposta à sua oração, o feto de Yosef e o de Diná foram trocados milagrosamente no ventre, e assim nasceu Diná — um ato de misericórdia divina e justiça maternal.


Os comentaristas, como Rashi (Bereshit 34:1), descrevem Diná como uma jovem curiosa e sociável, “uma filha que saía para ver as filhas da terra” — uma expressão que o Midrash interpreta como herança do caráter aberto e ativo de sua mãe, Leá, que também “saiu” ao encontro de Yaakov (Bereshit 30:16). Essa curiosidade, porém, foi interpretada pelos sábios como um traço neutro: a mesma qualidade de iniciativa que pode ser sagrada se direcionada ao bem, mas perigosa se exposta a más influências.


O relato mais conhecido sobre Diná encontra-se em Bereshit 34. Ao visitar as jovens de Shechem, foi raptada e violentada por Siquém ben Chamor, príncipe da cidade. O texto diz que Siquém “se apegou a Diná e falou-lhe com ternura”, sugerindo que ele desejava legitimá-la por meio do casamento.

Os irmãos de Diná — Shimon e Levi, filhos de Leá — reagiram com indignação e planejaram vingança. Fingiram aceitar a proposta de casamento com a condição de que todos os homens da cidade se circuncidassem. No terceiro dia, quando estavam enfraquecidos, os dois irmãos entraram na cidade e mataram todos os homens, libertando Diná (Bereshit 34:25-26).

Rashi, citando Bereshit Rabbah 80:10, explica que Diná foi levada à casa de Siquém e mantida em cativeiro até ser resgatada por seus irmãos. O Midrash Tanchuma (Vayishlach 8) enfatiza que Shimon a tirou pessoalmente e prometeu protegê-la, chegando a casar-se com ela posteriormente, para restaurar sua dignidade — um ato de responsabilidade familiar e expiação moral.


O Zôhar (Vayishlach 177b) vê uma dimensão mística nesse episódio: Diná representa a Shechiná, a presença divina exposta às forças impuras, e sua libertação simboliza a restauração da santidade de Israel. Por isso, o ato de Shimon e Levi não é somente vingança, mas também uma reparação espiritual — um tikun (retificação) contra a corrupção moral das nações de Canaã.

Outros comentaristas, como Ramban (Nachmânides), analisam o episódio sob um prisma ético e político: o erro de Siquém não foi somente individual, mas coletivo, pois toda a cidade consentiu com o crime, e por isso a punição foi coletiva.


O destino de Diná após o episódio é envolto em tradições variadas:

  • Midrash Bereshit Rabbah (80:11) relata que Diná teve uma filha de Siquém, chamado Asenat (Osnat). Quando Diná temeu a vergonha, Yaakov colocou a criança sob um arbusto fora do acampamento. Um anjo a levou para o Egito, onde foi adotada por Potifera, sacerdote de On. Mais tarde, essa mesma Asenat se casaria com Yosef (José) (Bereshit 41:45), seu meio-irmão por parte de mãe, unindo assim a linhagem de Diná com a futura liderança espiritual de Israel.
    → Assim, Diná é ancestral direta de Efraim e Menashé, tribos de Yosef, e portanto participa indiretamente na formação das Doze Tribos de Israel.
  • Seder Olam Rabbah e o Midrash HaGadol sugerem que Diná viveu longamente, permanecendo sob a proteção da família e sendo respeitada por sua piedade e força moral.

Na tradição judaica, Diná se tornou símbolo da mulher vulnerável diante da corrupção moral do mundo, mas também da possibilidade de redenção. Seu nome — “juízo” — é visto como reflexo da justiça divina que age através da história, mesmo em meio à dor. Os sábios ensinam que a tragédia de Diná advertiu Yaakov sobre os perigos da assimilação e reforçou a necessidade de proteger a santidade do lar israelita.

O Midrash Lekach Tov interpreta o episódio como uma lição sobre a responsabilidade coletiva: quando uma filha de Israel é profanada, todo o povo deve sentir a dor e buscar reparação — não pela violência, mas pela santificação dos valores.


Diná representa, para os mestres chassídicos, a alma judia que sai em busca de revelar santidade no mundo exterior. O Baal Shem Tov ensina que “cada Diná” em nós é a parte sensível e pura que precisa ser resgatada e reintegrada ao serviço de D’us (avodá). Sua história, portanto, não termina na tragédia, mas na transformação: a partir de sua descendência virá a continuidade do povo que revelará a luz divina até os confins da terra.


Fontes principais:

  • Tanach: Bereshit/Gênesis 30:21; 34:1–31; 41:45.
  • Rashi ad loc.
  • Bereshit Rabbah 72:1; 80:10–11.
  • Midrash Tanchuma, Vayishlach 8.
  • Ramban sobre Bereshit 34.
  • Zôhar, Vayishlach 177b.
  • Lekach Tov, Vayishlach.
  • Seder Olam Rabbah.

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Leitura Diária para Lag BaÔmer 5785

8–12 minutos

Sexta Leitura33 Deus falou a Moisés, dizendo:

34 “Fale aos israelitas, dizendo: ‘No dia 15 deste sétimo mês , Tishrei, é a Festa de Sucot , um período de sete dias dedicado a Deus.

35 O primeiro dia desses sete é uma ocasião sagrada que você deve honrar com roupas finas, comida especial e orações apropriadas, (Rashi no v. 35, acima.) e na qual você não deve realizar nenhum trabalho mundano , mesmo que isso incorra em perdas irrecuperáveis .

36Por um período de sete dias, vocês devem trazer a cada dia uma oferta queimada a Deus , como será descrito mais tarde (Números 29: 12-34) Vocês devem celebrar o oitavo dia — o dia depois de Sukot — como uma ocasião sagrada que vocês devem honrar com roupas finas, comida especial e orações apropriadas (Rashi no v. 35, acima)  e vocês devem trazer uma oferta queimada separada a Deus naquele dia também (Números 29: 36-38) Como será explicado mais tarde em maiores detalhes,  (Números 29:35) é um dia de restrição , resultante do Meu desejo de mantê-los em Minha companhia, por assim dizer, por um dia adicional depois de Sukot . Este feriado será, portanto, conhecido como Shemini Atzeret (“O Oitavo Dia de Restrição”). Vocês não devem realizar nenhum trabalho mundano nele, mesmo que isso incorra em perda irrecuperável . Nos dias intermediários de Sukot , no entanto, vocês podem realizar trabalho mundano se incorrerem em perda irrecuperável ao se absterem de fazê-lo.

37 Os acima são os dias santos designados por Deus que vocês devem designar como ocasiões santas, nas quais oferecer ofertas de fogo a Deus conforme listado aqui (em relação aos sacrifícios que acompanham os dois pães em Shavuot ) e como será listado mais tarde (quando as ofertas adicionais prescritas para os feriados forem detalhadas)  ou seja, ofertas de ascensão e suas ofertas de cereais acompanhantes, que são queimadas no Altar em sua totalidade, ofertas de festa , que são queimadas parcialmente no Altar  bem como libações de vinho , que são derramadas apenas no Altar . Em relação a esses sacrifícios, vocês devem oferecer a exigência de cada dia em seu dia prescrito ; uma vez que o dia tenha passado, vocês não podem compensá-los mais tarde .

38A obrigação de oferecer esses sacrifícios festivos é diferente dos sacrifícios que vocês são obrigados a oferecer nos sábados de Deus, e diferente das suas ofertas de sacrifício , de todos os seus votos de sacrifício e de todas as suas dedicações de sacrifício que vocês devem dar a Deus se vocês se obrigaram a fazê-lo .

39 Em contraste com os sacrifícios acima mencionados, que podem ser oferecidos apenas em seus dias prescritos , você também deve oferecer uma oferta pacífica de festa a Deus no dia 15 do sétimo mês — o que deve sempre ocorrer na época do ano em que você coleta os produtos da terra — mas se o dia 15 cair no sábado, ou você não puder oferecer esta oferta de festa por algum outro motivo, você tem todo o período de sete dias de Sucot para oferecê-la . Você também deve oferecer uma oferta pacífica de festa no primeiro dia de Pessach e em Shavuot ; (Deuteronômio 16: 16-17) nestes casos, também, se esses dias caírem no sábado ou você não puder oferecer esta oferta por algum outro motivo, você pode fazê-lo durante os seis dias seguintes.

Como acabamos de dizer, o mês de Tishrei deve sempre cair na época da colheita; esta é outra razão pela qual o tribunal deve intercalar um mês no calendário de tempos em tempos. (Veja acima, v. 2; Deuteronômio 16:1)

Como dito acima, o primeiro dia de Sukot deve ser um dia de descanso e o oitavo dia — ou seja, Shemini Atzeret — deve ser um dia de descanso.

40 No primeiro dia de Sukot , cada um de vocês deve , por um momento, pegar para si as seguintes quatro partes da planta, juntas: (a) um fruto da árvore cidreira , cujo sabor do fruto pode ser sentido em sua casca, e cujo fruto leva mais de um ano para amadurecer e, portanto, permanece na árvore por mais de um ano ; (b) uma folha de tamareira; (c) pelo menos 129 três ramos de um arbusto de murta , cujas folhas sobrepostas fazem seus galhos parecerem trançados; e (d) dois ramos do tipo de salgueiro que normalmente cresce próximo a um riacho (Veja a Figura x) . Começando no primeiro dia de Sukot , você deve se alegrar diante de Deus, seu Deus, por todo o período de sete dias do feriado .

41 Celebrareis a festa de Sucot como festa a Deus durante sete dias no ano. É uma regra perpétua , aplicável por todas as vossas gerações , que a celebreis no sétimo mês.

42 Vocês devem viver em cabanas ( sukot ) durante este mesmo período de sete dias. O telhado dessas cabanas deve ser feito de matéria vegetal cortada. (Rashi sobre Deuteronômio 16:13) Todo israelita nativo , bem como todo convertido entre os israelitas, deve viver em cabanas durante este feriado.

43 para que as gerações futuras saibam que, figurativamente, fiz os israelitas viverem em “cabanas” — isto é, nas Nuvens de Glória — quando os tirei do Egito. Eu sou Deus, o Deus de vocês , em quem se pode confiar para recompensá-los pela observância destes mandamentos .’”

44 Moisés contou aos israelitas essas leis dos dias santos designados por Deus .


Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 88-89

Salmo 88

Este Salmo é um pedido apaixonado pela libertação de Israel de seu longo e quase insuportável exílio.

  1. Um salmo e cântico dos filhos de Côrach; ao mestre do canto, com “Machalat Leanot”, um “Maskil” de Heman, o Ezrachita.
  2. Ó Eterno, Deus de minha salvação, dia e noite clamo a Ti.
  3. Inclina Teu ouvido e recebe minha súplica.
  4. Pois de aflições está saturada minha alma, e minha vida está a se esvair.
  5. Fui considerado como alguém a caminho da sepultura, um homem já sem forças,
  6. abandonado entre os mortos, como um cadáver numa tumba que já não recebe Tua atenção.
  7. Me puseste no fundo de um abismo, nas trevas das profundezas.
  8. Pesa sobre mim Tua ira, vagalhões me atormentam.
  9. Afastaste de mim meus companheiros e uma abominação me tornaste ante eles; sinto-me numa prisão de onde não posso escapar.
  10. Meus olhos esmorecem de aflição; todos os dias estendo para Ti minhas mãos.
  11. Será para os mortos que realizarás maravilhas? Erguer-se-ão os cadáveres para Te agradecer?
  12. Será nas sepulturas exaltada Tua misericórdia e nas ruínas Tua fidelidade?
  13. Podem, na escuridão, serem conhecidas Tuas maravilhas, e na região do esquecimento, Tua justiça?
  14. Quanto a mim, a Ti ergo minhas súplicas e, desde o alvorecer, a Ti chega minha prece.
  15. Por que repeles minha alma e encobres de mim Tua face?
  16. Envolto estou em aflição e desde a juventude me sinto desfalecer; o temor de Ti não me abandona.
  17. Teu furor passou sobre mim; me abateu o Teu horror.
  18. Como ondas furiosas me cercam todo o dia e juntas me acometem.
  19. Afastaste de mim todos os meus amigos, e agora só as trevas me são companheiras.

Salmo 89

As promessas de Deus a David e Israel são eternas e, com certeza, serão cumpridas. Esta verdade acompanha Israel durante seu exílio.

  1. Um “Maskil” de Etan, o Ezrachita.
  2. Para sempre cantarei sobre a imensa bondade do Eterno; minha boca proclamará Tua fidelidade a todas as gerações.
  3. Pois posso afirmar: “A bondade é a fundação sobre a qual foi edificado o mundo, e nos céus colocaste a marca de Tua fidelidade.”
  4. São palavras do Eterno: “Fiz um pacto com o Meu escolhido e jurei a David, Meu servo:
  5. Tua semente perpetuarei pela eternidade e pelas gerações afora manterei Teu trono.”
  6. Os céus louvarão Tuas maravilhas, ó Eterno, e os seres celestes Tua fidelidade.
  7. Pois quem, nos céus, se compara ao Eterno? Quem, entre os anjos, a Ele se assemelha?
  8. Deus é reverenciado entre os anjos, e temido por todos os que estão à Sua volta.
  9. Ó Eterno, Senhor dos Exércitos, quem é poderoso como Tu? A fidelidade se estende à Tua volta.
  10. Domas o fluxo violento do mar e, quando suas vagas se encapelam, Tu as acalmas.
  11. Abateste a Rahav, fazendo-o parecer um morto; com Teu braço poderoso dispersaste Teus inimigos.
  12. Teus são os céus e a terra, o mundo e tudo o que ele contém, pois Tu os fizeste.
  13. O norte e o sul por Ti foram criados; os montes Tavor e Hermon cantam em júbilo Teu Nome.
  14. Vigoroso é Teu braço, forte Tua mão e exaltada Tua Destra.
  15. Retidão e justiça são os alicerces de Teu trono, e verdade e bondade emanam de Tua face.
  16. Bem-aventurado o povo que reconhece o som do “Shofar”; sob Tua luz hão de caminhar.
  17. Por Teu Nome regozijar-se-ão a cada dia, e por Tua justiça serão exaltados,
  18. pois Seu poder reflete Teu esplendor e Sua honra provém de Teu favor.
  19. Pois do Eterno vem nosso escudo, e do Santo de Israel, nosso rei.
  20. Numa visão profética falaste aos que Te são devotos, dizendo: “Concedi força a um valente, exaltei do meio do povo um escolhido;
  21. escolhi David, Meu servo, e com Meu sagrado óleo o ungi.
  22. Minha mão lhe será sempre amparo e Meu braço o fortalecerá.
  23. Nenhum inimigo poderá oprimi-lo nem tampouco o afligirá o iníquo.
  24. Esmagarei diante dele seus opressores e destruirei os que o odeiam.
  25. Minha dedicação e Minha bondade sempre o acompanharão e por Meu Nome sua honra será exaltada.
  26. Porei sua mão sobre os mares; sua destra sobre os rios.
  27. Ele me invocará dizendo: ‘Eis meu Pai, meu Deus, a Rocha de minha salvação!’
  28. Eu o constituirei Meu primogênito, supremo sobre todos os reis da terra.
  29. Minha bondade para com ele não há de cessar e Meu pacto se manterá com ele sempre firme.
  30. Sua semente perpetuarei e seu trono preservarei como os dias do céu.
  31. Se seus descendentes esquecerem Minha Torá e não trilharem o caminho de minhas Leis;
  32. se profanarem Meus estatutos e não cumprirem Meus mandamentos,
  33. punirei suas transgressões com severidade, e com pragas sua iniqüidade.
  34. Mas não lhe negarei Minha benevolência e não renegarei Minha dedicação fiel.
  35. Não profanarei Meu pacto, não modificarei o pronunciamento de Meus lábios.
  36. Jurei por Minha santidade que não faltaria com Minha palavra a David.
  37. Sua semente persisitirá para sempre e seu trono será para Mim como o sol.
  38. Como a lua, fiel testemunha no céu, será preservado eternamente.”
  39. Mas abandonaste e rejeitaste irado o Teu ungido;
  40. anulaste o convênio com Teu servo, lançaste à terra sua coroa, profanada;
  41. rompeste suas muralhas e arruinaste suas fortalezas.
  42. Todos que por ele passam, o saqueiam; tornou-se opróbrio para seus vizinhos.
  43. Exaltaste a destra de seus atormentadores; alegraste seus inimigos.
  44. Até tornaste inócuo o fio de sua espada e não o sustentaste nas batalhas.
  45. Eliminaste seu esplendor e jogaste por terra seu trono.
  46. Encurtaste os dias de sua juventude e o cobriste de vergonha.
  47. Até quando, ó Eterno, Te ocultarás para sempre? Acaso arderá sempre como chama Tua ira?
  48. Porventura Te lembras quão breve é minha existência? Por que terias criado em vão todos os homens?
  49. Que homem viverá sem encontrar a morte e conseguirá resgatar sua alma do sepulcro?
  50. Onde está a benevolência que demonstraste outrora, ó Eterno, e que prometeste a David manter em Tua fidedignidade?
  51. Lembra, meu Deus, o opróbrio a que estão submetidos Teus servos por parte da multidão de nações.
  52. Aqueles que nos desgraçam são Teus inimigos, ó Eterno; são eles que embargam os passos do Teu ungido.
  53. Seja para sempre bendito o Eterno. Assim seja, Amen!

Leitura Diária para 17 Iyar 5785

8–11 minutos

Os Festivais, continuação

Quinta Leitura 23 Deus falou a Moisés, dizendo:

24 “Fale aos israelitas, dizendo: ‘Vocês devem celebrar o primeiro dia de Tishrei , o sétimo mês, como um dia de descanso. Como vocês sabem, embora os meses tenham sido contados a partir de Nisã desde o Êxodo , (Êxodo 12:2) os anos ainda são contados a partir de Tishrei , (Veja em Êxodo 12:2) como têm sido desde que Adão foi criado neste dia. (Gênesis 1:16 ; “Contexto” de Gênesis 1:1) Este feriado será, portanto, conhecido como Rosh Hashaná (“Cabeça do Ano”). Visto que o ano novo começa neste dia, é um dia de julgamento, no qual predeterminarei os eventos do ano vindouro. (Rosh Hashaná 8a) Portanto, em suas orações a Mim neste dia, vocês devem recitar versículos da Torá que mencionam Minha lembrança de Israel e do toque do shofar (Veja também Números 10:10) necessário para ser tocado neste dia (Números 29:1) Isso lembrará o mérito da disposição de seu antepassado Isaac de se sacrificar e como um carneiro — lembrado pelo o chifre de carneiro que você toca—foi oferecido em seu lugar. (Gênesis 22:1-18 , particularmente v. 14; Likutei Sichot , vol. 12, pp. 103-107, vol. 13, p. 28, nota 20).

Você deve celebrar este dia como uma ocasião sagrada que você deve honrar com roupas finas, comida especial e orações apropriadas (Rashi no v. 35, abaixo)

25 Não realizareis nenhum trabalho mundano neste dia, mesmo que isso vos cause perdas irreparáveis , e oferecereis uma oferta de fogo a Deus neste dia, como será descrito mais tarde .’ ” (Números 29:1 -6. Likutei Sichot , vol. 18, pág. 338, nota 36)

26 Deus falou a Moisés, dizendo:

27 “Embora , como vos foi ensinado, deveis celebrar o décimo dia deste sétimo mês , Tishrei, como o Dia da Expiação ( Yom Kippur ), o dia efetua expiação apenas para aqueles que se arrependeram de seus erros. Deveis celebrar este dia como uma ocasião sagrada, marcada pelo uso de roupas finas e pela recitação de orações apropriadas . Deveis afligir-vos abstendo-vos de comida e bebida, de ungir-vos, de banhar-vos, de usar sapatos de couro e de ter relações conjugais (Yoma 8:1) e deveis oferecer uma oferta de fogo a Deus , como será descrito mais tarde (Números 29:7-11).

28 Vocês não devem realizar nenhum trabalho neste dia, mesmo que isso cause uma perda irreparável , pois é um Dia da Expiação reservado para efetuar expiação por vocês diante de Deus, o seu Deus.

29A observância deste dia é tão séria que qualquer pessoa que intencionalmente deixar de ser afligida das maneiras acima mencionadas neste dia será eliminada do seu povo — ela morrerá prematuramente e sem filhos .

30Da mesma forma, em relação a qualquer pessoa que realizar qualquer trabalho neste dia, farei com que essa pessoa seja perdida do meio do seu povo, fazendo-a morrer prematuramente e sem filhos .

31Repetirei estas proibições para tornar sujeito a castigos múltiplos aquele que as transgredir: Não realizarão nenhum trabalho neste dia . Esta é uma regra eterna , que se aplicará por todas as suas gerações e em todos os lugares em que vocês habitarem.

32 Será um dia de descanso completo para vocês, e vocês se afligirão conforme o estabelecido . Guardarão o dia de descanso desde o nono dia do mês de Tishrei , à tarde, até a noite seguinte .


Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 83-87

Salmo 83

A inimizade histórica das nações do mundo contra Israel se origina de um motivo bem mais profundo que o preconceito racial. Ela resulta do ódio ao que Israel representa: a soberania absoluta de Deus e a completa subordinação do esforço humano à Sua vontade.

  1. Um cântico e salmo de Assaf.
  2. Ó Deus, não Te mantenhas em silêncio; não ajas como um surdo e não Te cales, ó Deus!
  3. Pois eis que rugem Teus inimigos, e os que Te odeiam levantaram suas cabeças.
  4. Contra Teu povo tramam maldades e conspiram contra Teus protegidos.
  5. Eles dizem: “Vamos destruí-los para que não sejam uma nação e não mais haja lembrança do nome de Israel.”
  6. Todos juntos conspiram contra Ti e fazem um pacto.
  7. As tendas de Edom e os Ismaelitas, Moab e os Hagaritas;
  8. Gueval, Amon e Amalec, a Filistéia e os habitantes de Tiro.
  9. Até a Assíria a eles se associou, e se tornou o braço forte dos filhos de Lot.
  10. Trata-os como a Midiã, como a Sisra e como a Iabin no rio Kishon;
  11. eles foram aniquilados em En-Dor, tornando-se adubo para a terra.
  12. Faze aos seus nobres como a Orev e Zeev, e a todos os seus príncipes como a Zévach e Tsalmuná,
  13. que disseram: “Apoderemo-nos da morada de Deus.”
  14. Meu Deus! Faze com que sejam como o pó no redemoinho e como a palha ao vento.
  15. Como o fogo que consome a floresta e como a chama que incendeia montanhas;
  16. persegue-os com Tua tempestade e atemoriza-os com Tua tormenta.
  17. Cobre suas faces de vergonha para que busquem o Teu Nome, ó Eterno.
  18. Que sejam humilhados e atemorizados para sempre, e assim serão abatidos e perecerão.
  19. Saberão, então, que Tu, cujo Nome é Eterno, és único, e que Tu, ó Altíssimo, és o soberano de toda a terra.

Salmo 84

Expulso da Presença Divina, o judeu exilado só quer reconquistar a proximidade Dele. A perseguição e os agrados da prosperidade estrangeira o desviam do esforço em atingir esta meta sublime.

  1. Ao mestre do canto, sobre “Guitit”, um salmo dos filhos de Côrach.
  2. Quão amadas são Tuas moradas, ó Eterno dos Exércitos!
  3. Anseia e suspira minha alma pelos átrios do Eterno; meu coração e todo meu ser enaltecerão o Deus vivo.
  4. Até o pássaro encontrou uma casa, e a ave livre um ninho para si, onde coloca seus filhotes, junto aos Teus altares, ó Eterno dos Exércitos, meu Rei e meu Deus.
  5. Bem-aventurados os que vivem em Tua casa, pois eles Te louvarão continuamente.
  6. Bem-aventurados os homens que têm sua força em Ti e em cujos corações estão os Teus caminhos.
  7. Atravessando o vale árido transformam-no numa fonte que jorra, como se uma chuva o tivesse coberto de bênçãos.
  8. Eles se fortalecerão continuamente e apresentar-se-ão perante Deus em Tsión.
  9. Ó Eterno, Deus dos Exércitos, ouve minha prece; escuta-me, ó Deus de Jacob!
  10. Ó Deus, que és nosso protetor, faze revelar-se a face do Teu ungido.
  11. Pois é melhor um dia nos Teus átrios do que mil fora deles; prefiro sempre estar na casa do meu Deus do que morar nas tendas dos ímpios.
  12. Sol e escudo é o Eterno; graça e glória Ele concede e não nega qualquer bem aos que trilham o caminho da retidão.
  13. Ó Eterno dos Exércitos, bem-aventurado é o homem que apenas em Ti confia!

Salmo 85

Destruído o primeiro Templo, Israel é exilado por causa de seus pecados. Mas reconquistou o favor Divino e retornou à sua Terra (vers. 2-4). Assim, também, nós oramos, em nosso presente exílio, para Deus restabelecer novamente Seu favor por nós, desta vez permanentemente (vers. 5-14).

  1. Ao mestre do canto, um salmo dos filhos de Côrach.
  2. Tu, ó Eterno, Te compadeceste da Tua terra e fizeste retornar os cativos de Jacob.
  3. Perdoaste a iniqüidade de Teu povo e apagaste todos os seus pecados.
  4. Retiveste toda Tua indignação e Te apartaste do furor da Tua ira.
  5. Faze-nos retornar, ó Deus da nossa salvação, e anula Tua cólera contra nós!
  6. Acaso permanecerás irado conosco para sempre? Tua indignação estenderás a todas as gerações?
  7. Porventura não tornarás Tu a vivificar-nos, para que em Ti se regozije o Teu povo?
  8. Mostra-nos a Tua benevolência, ó Eterno, e concede-nos a Tua salvação!
  9. Ouvirei o que falar o Eterno, pois palavras de paz Ele dirigirá a Seu povo e a Seus devotos, para que não mais se entreguem à insensatez.
  10. Decerto, iminente está Sua salvação para os que O temem, a glória a ser estabelecida em nossa terra.
  11. A bondade e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se uniram.
  12. Da terra brotará a verdade e, do céu, a justiça despontará.
  13. Pois o Eterno concederá o bem e a nossa terra produzirá seus frutos.
  14. A justiça irá diante Dele quando para nós Ele se voltar.

Salmo 86

Quando alguém em perigo ora a Deus, espera que seu pedido seja atendido. Mas, em outro sentido, o pedido já está sendo atendido. Sua oração o conscientiza de quanto está próximo de Deus. E isso o tranqüiliza, como uma criança assustada se acalma quando sua mãe está perto.

  1. Uma prece de David. Ó Eterno, inclina para mim os Teus ouvidos e dá-me Tua resposta, pois sou um desvalido e estou aflito.
  2. Preserva minha alma, pois sabes que Te sou devoto; ó Deus meu, salva este servo que em Ti confia.
  3. Compadece-Te de mim, que a Ti clamo sem cessar.
  4. Conforta a alma de Teu servo, porque a Ti, ó Eterno, eu a elevo.
  5. Tu és bondoso e clemente, e imensa é Tua misericórdia para com todos que Te invocam.
  6. Escuta minha prece e atende a voz das minhas súplicas, ó Eterno!
  7. No dia de minha angústia, a Ti clamarei, e sei que me responderás.
  8. Não há entre os deuses um que se possa a Ti comparar, nem obras que se assemelhem às Tuas.
  9. Todas as nações que criaste virão prostrar-se ante Ti e glorificarão Teu Nome.
  10. Maravilhosos são Teus feitos e imensa é Tua grandeza, pois só Tu és Deus.
  11. Ensina-me Teu caminho, ó Eterno, para que eu possa andar sob Tua verdade e dedicar meu coração a temer somente Teu Nome.
  12. De todo meu coração hei de Te agradecer, e para sempre glorificarei Teu Nome,
  13. pois com Tua incomparável benignidade livraste minha alma do mais profundo abismo.
  14. Contra mim se levantaram soberbos e violentos, que não Te tem diante deles e procuravam tirar-me a vida.
  15. Mas Tu, ó Eterno, és um Deus clemente e misericordioso, lento em irar-Se e transbordante em bondade e retidão.
  16. Volta-Te para mim e compadece-Te; concede de Tua força a Teu servo e salva assim o filho da Tua serva.
  17. Apresenta-me um sinal de Teu favor, para que o vejam os que me odeiam, e se sintam humilhados por saber que Tu me ajudas e confortas.

Salmo 87

Jerusalém, a cidade escolhida por Deus para o centro de vida e adoração da Torá, é verdadeiramente o centro do mundo. Tudo que é grande e nobre no mundo vem da Torá, que Deus colocou lá.

  1. Um salmo e cântico dos filhos de Côrach. Acima de todas as moradas de Jacob,
  2. ama o Eterno os portões de Tsión, cujas fundações se assentam sobre a montanha sagrada.
  3. Ah, maravilhas são contadas a Teu respeito, ó cidade de Deus!
  4. Diz o Eterno: “Por mérito de poucos, lembro do Egito e da Babilônia, e também da Filistéia, Tiro e Cush, sabendo que naqueles lugares eles nasceram.”
  5. Mas em Tsión nasceram multidões que conhecem o Eterno e Ele mesmo a estabeleceu como a mais nobre cidade.
  6. Quando fizer a lista das nações, destacará os que ali nasceram.
  7. Músicos e cantores sobre ela afirmarão: “Todos os meus pensamentos e toda minha inspiração provém de ti, ó Tsión!”