Um Momento em que a Bat Noach Não Deve Pensar Positivamente

1–2 minutos

O pensamento positivo é uma força poderosa.
Como filhas de Noé, aprendemos a viver com gratidão e confiança no Eterno. A perspectiva otimista nos ajuda a ver o copo meio cheio e a reconhecer as bênçãos que temos, mesmo em meio a dificuldades.

A tradição judaica ensina: “Pense bem, e será bom” (tracht gut, vet zain gut). Essa frase significa que nossa confiança no Eterno abre canais espirituais para que Ele nos conceda bondade revelada. Quando confiamos que Ele é infinito e misericordioso, atraímos essa realidade positiva.

Mesmo quando não entendemos o sofrimento, repetimos em fé: “Tudo o que o Eterno faz é, em última análise, para o bem.” Essa postura fortalece nossa alma e nos ajuda a seguir em frente.

Mas há um momento em que essa atitude não deve ser aplicada.
E, na verdade, pode se tornar destrutiva.

Esse momento é quando se trata do sofrimento do próximo.

Como Bat Noach, não devemos olhar para alguém que sofre e pensar:

  • “Foi assim que o Eterno quis.”
  • “No fim, é para o bem.”
  • “Pelo menos essa pessoa ainda tem outras coisas boas.”

Esses pensamentos podem aliviar nossa consciência, mas não aliviam a dor de quem sofre.

Nosso papel, segundo a Torá, é diferente: não filosofar diante da dor do outro, mas agir para aliviá-la.

Na Parashá Re’eh, a Torá ordena:

“Se houver entre vocês um necessitado… não endureça o seu coração, nem feche a sua mão para com o seu irmão necessitado.
Antes, abra a mão generosamente e empreste o que lhe falta.”
(Devarim/Deuteronômio 15:7-8)

O Talmud ensina (Bava Batra 10a):

“O rabino Elazar dava uma moeda a um pobre e só depois rezava.”

Isso mostra que a verdadeira espiritualidade não está em justificar o sofrimento alheio, mas em agir concretamente para ajudar.

O Caminho da Bat Noach

  • Quando for você quem sofre: confie no Eterno, pense positivamente, veja a mão d’Ele guiando sua vida.
  • Quando for outra pessoa quem sofre: não minimize, não espiritualize, não diga “tudo tem um propósito”. Ofereça apoio, consolo, ajuda prática.

Assim, cumprimos nosso papel como Bat Noach: trazer bondade, compaixão e luz ao mundo.


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A Visão Bnei Noach sobre a Adultização Infantil

2–3 minutos

O fenômeno da adultização infantil tem se tornado cada vez mais visível em nossa sociedade contemporânea, especialmente através das redes sociais, da publicidade e da cultura de consumo. Crianças são expostas a padrões estéticos, comportamentais e até sexuais que pertencem ao universo adulto, perdendo a naturalidade da inocência e a liberdade da infância. A partir da perspectiva dos Bnei Noach — não judeus que seguem as Sete Leis Universais dadas por D’us a toda a humanidade — este tema ganha relevância ética e espiritual, ao envolver diretamente a dignidade humana, a justiça e a preservação da vida.

A Torá ensina que “D’us criou o homem à Sua imagem” (Bereshit/Gênesis 1:27). Isso se aplica tanto a adultos quanto a crianças. A infância, portanto, não é um estado menor ou inferior, mas um período precioso de formação do caráter e da fé. A criança deve ser cuidada, respeitada e protegida. A adultização, por outro lado, transforma a criança em objeto, antecipando responsabilidades e vaidades que não pertencem a sua fase de vida, retirando dela a pureza que D’us concedeu como dom.

As Sete Leis de Noé, que constituem a base moral universal segundo a tradição judaica, oferecem princípios claros para a reflexão sobre a adultização:

  1. Proibição de relações sexuais ilícitas – A sexualização precoce, implícita ou explícita, é uma forma de corromper a criança, aproximando-a de perigos que a lei divina condena.
  2. Proibição do roubo – Ao expor ou explorar a infância para ganhos financeiros ou vaidade social, rouba-se dela sua dignidade, inocência e tempo natural de crescimento.
  3. Estabelecimento de leis justas – Governos e sociedades têm o dever de criar normas que protejam crianças de abusos digitais, comerciais e sociais.
  4. Princípio de compaixão e bondade – A educação no espírito noachita inclui proteger os vulneráveis, e a criança é o símbolo máximo dessa vulnerabilidade.

O pensamento chassídico — especialmente no Tanya e em obras derivadas — ensina que a alma necessita de um ambiente puro para florescer. O período da infância é comparado a um campo fértil onde se planta a fé, a moralidade e a bondade. Expor a criança precocemente a conteúdos adultos é como semear espinhos em um solo que deveria dar flores. Para os Bnei Noach, preservar a inocência da infância significa colaborar com o plano divino de formar seres humanos íntegros e espiritualmente saudáveis.

A tradição noachita não se restringe ao indivíduo, mas envolve toda a coletividade. Nesse sentido:

  • Pais e responsáveis são chamados a criar ambientes de simplicidade e recato, priorizando valores em vez de aparências.
  • A comunidade deve promover campanhas de conscientização, apoiar legislações protetivas e vigiar contra abusos.
  • Cada pessoa, mesmo não sendo pai ou mãe, tem o dever moral de se posicionar contra conteúdos que exploram a infância.

A adultização infantil, à luz da visão Bnei Noach, representa uma distorção da ordem divina. Em vez de permitir que a criança cresça em inocência e alegria, expõe-na a riscos morais e espirituais que podem comprometer sua vida futura. Por isso, a postura correta é de defesa intransigente da infância, garantindo que cada criança possa viver sua fase de crescimento de maneira digna, pura e protegida. Assim, cumprimos o propósito universal estabelecido pelo Criador: que a humanidade viva em justiça, bondade e respeito à vida em todas as suas etapas.


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Feliz Dia dos Pais – No Mês de Av, Um Chamado ao Amor e à Reconstrução

1–2 minutos

Agosto traz, para muitas culturas, a celebração do Dia dos Pais. Coincidentemente, no calendário judaico, é o mês de Av — e, em hebraico, Av significa justamente pai. Não poderia haver ligação mais simbólica entre a data e o calendário espiritual.

O mês de Av é carregado de significados profundos: começamos lembrando a destruição, mas também avançamos para a reconstrução, para o consolo e para o amor renovado. No início, temos o 9 de Av (Tishá BeAv), dia de luto e reflexão sobre as perdas da história. Poucos dias depois, chega Tu BeAv, o dia do amor e da reconciliação. É como se o próprio mês, cujo nome significa pai, nos ensinasse que o papel paterno inclui a força de reconstruir e a ternura de amar.

Ser pai — seja de sangue ou de coração — é ser construtor, protetor e guia. É levantar quem caiu, transmitir valores, inspirar esperança e plantar sementes de bondade para as próximas gerações.

Neste Dia dos Pais, no espírito do mês de Av, podemos refletir:

  • Como posso honrar a memória e o legado de quem me guiou?
  • Como posso ser um “pai” ou “mãe” espiritual para outros?
  • Como posso transformar momentos difíceis em oportunidades de amor?

Que possamos celebrar não apenas os pais de hoje, mas todos os que, de alguma forma, foram pilares de vida para nós. Que este mês nos inspire a ser construtores de pontes, reconstrutores de sonhos e transmissores de luz.

Feliz Dia dos Pais – e que o mês de Av nos lembre que o amor é mais forte do que a destruição.


✨ Comunidade Bnei Noach cresce em Barra dos Coqueiros: Encontro destaca estudo sobre o Mundo Vindouro e Ressurreição

No último sábado, dia 02 de agosto de 2025, a Beit de Barra dos Coqueiros, situada na Rua Mário de Andrade, nº 419, no bairro Caminho da Praia, realizou mais um de seus encontros semanais, reunindo membros da comunidade e visitantes em um ambiente de aprendizado, conexão e espiritualidade.

Participação e Comunhão

Ao todo, 13 pessoas estiveram presentes no encontro. Destacamos a presença de dois visitantes: Ricardo e Carlos, que vieram conhecer mais sobre o movimento Bnei Noach e se conectar com os ensinamentos universais da Torá. Também marcaram presença dois jovens — Rebeca e Débora —, além de onze adultos, entre homens e mulheres, que participaram ativamente das discussões e reflexões propostas.

A composição do grupo foi formada por 8 homens e 3 mulheres, demonstrando o crescente envolvimento da comunidade local com os valores do monoteísmo ético.

Tema do Estudo: As Sete Leis de Noach e o Mundo Vindouro

O estudo da noite foi a décima nona aula do ciclo de estudos sobre as Sete Leis de Noach, com foco especial no tema: “Mundo Vindouro e Ressurreição”. Durante uma hora, os participantes refletiram sobre as recompensas espirituais reservadas àqueles que se dedicam a uma vida de retidão e justiça — pilares fundamentais da aliança que o Criador estabeleceu com toda a humanidade por meio de Noach.

Foi um momento de profunda contemplação sobre a eternidade da alma, a justiça divina e o papel de cada indivíduo na construção de um mundo mais elevado e conectado à vontade do Eterno.

Acolhida e Expansão

Os visitantes presentes foram calorosamente recebidos. Ambos são oriundos de Barra dos Coqueiros, Aracaju e regiões circunvizinhas. Ao serem questionados sobre como conheceram a Bait, relataram terem sido convidados por meio do grupo de WhatsApp da comunidade e também por meio de convites pessoais feitos por amigos e familiares — mostrando a importância da amizade, da hospitalidade e do boca a boca na expansão desse trabalho.

O encontro do dia 02 de agosto foi mais uma expressão viva do crescimento e da vitalidade da Beit de Barra dos Coqueiros. Cada reunião fortalece os laços entre os participantes e reafirma o compromisso com uma vida fundamentada nos princípios universais da Torá.

Seguimos caminhando com fé, estudo e ação, rumo a um mundo mais consciente, unido e alinhado com os valores do Criador.


📣 Participe também!

Você mora em Sergipe ou região? Está buscando um espaço de estudo, conexão com o Criador e crescimento espiritual dentro dos princípios universais da Torá?

A Bait de Barra dos Coqueiros convida você e sua família a participarem dos nossos encontros semanais.

📍 Endereço: Rua Mário de Andrade, 419 – Caminho da Praia, Barra dos Coqueiros/SE
📅 Encontros todos os sábados
🕔 Horário: Sempre às 17h00
📲 Para mais informações, entre em contato com a equipe da Beit pelo whatsapp : (79) 998166878

Junte-se a nós nessa jornada de fé, sabedoria e propósito!

Bar Mitsvá Bnei Noach de Matheus: Uma Luz Entre as Nações

2–3 minutos

No Shabat de 21 de junho de 2025 (25 de Sivan de 5785), o Núcleo Bnei Noach Brasil, localizado na Pavuna – Rio de Janeiro, foi palco de um momento profundamente emocionante e espiritual: a celebração do Bar Mitsvá do jovem Matheus.

Em uma cerimônia marcada por simchá (alegria), emuná (fé), bitachon (confiança em D’us) e kavaná (intenção sincera), Matheus realizou sua declaração doutrinária de Bar Mitsvá, expressando publicamente sua aceitação consciente das Sete Leis Universais de Noach — os pilares morais revelados por D’us a toda a humanidade. Neste marco de maturidade espiritual, ele também recebeu seu Sidur Bnei Noach, símbolo de sua conexão com a oração monoteísta e de sua jornada em direção a uma vida guiada pela Torá.

A cerimônia foi enriquecida com a bênção dos pais, um gesto que selou o compromisso familiar com a missão sagrada de ser luz entre as nações (Isaías 42:6). A presença da luz de Hashem foi sentida intensamente, iluminando corações e reafirmando o propósito de difundir o monoteísmo ético e os ensinamentos universais da Torá entre os povos.

Esta celebração não foi apenas um evento familiar, mas um sinal dos tempos: o despertar de almas não-judaicas para uma aliança com D’us, através do caminho de Noach, em fidelidade ao Criador Único.

A família agradece a Hashem, que nos conduziu até este momento tão especial.

Agradecemos também:

  • Ao nosso querido Rav Yacov, por seu apoio espiritual e liderança.
  • Ao Moré Antônio, nosso mentor, que tornou possível esta cerimônia por meio de seus ensinamentos e do material de orientação em PDF.
  • Ao querido amigo e emissário Cláudio, por seu apoio constante, amizade e parceria neste caminho sagrado.
  • E ao nosso Chazan Geraldo, cuja dedicação musical e espiritual embelezou e elevou a cerimônia.

Que este Bar Mitsvá seja o início de uma vida repleta de propósito, retidão e luz. Que Matheus continue crescendo em sabedoria e méritos, e que sua jornada inspire muitos outros a buscar o caminho da verdade, da paz e da justiça universal conforme a vontade do Eterno.

Am Israel chai! A humanidade também!
Que o mundo inteiro reconheça a Unidade de Hashem!


Gernis Oliveira é nosso emissário na Baixada Fluminense, ele e a família estão de portas abertas para receber todos os Bnei Noach da região.