Leitura Diária de 10 Elul 5783

Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 55-59

Salmo 55

Quando seu filho Absalão se revolta, a deserção de seu amigo íntimo Achitofel para as fileiras inimigas abala David.

  1. Ao mestre do canto, sobre instrumentos de corda, um “Maskil” de David.
  2. Atenta, ó Deus, à minha prece; não ignores a minha súplica.
  3. Escuta minha voz e responde-me; gemidos e lamentos pontuam minha voz
  4. ao ouvir os gritos do inimigo e ao sentir a opressão dos perversos que contra mim forjam maldades e que me odeiam com fúria.
  5. Meu coração estremece e o temor da morte me atinge.
  6. Medo me acossa e horror me envolve.
  7. Ante isso eu disse: “Oxalá tivesse eu asas como a pomba e voaria até encontrar um lugar de repouso.
  8. Iria para muito longe, moraria no deserto.
  9. Me apressaria a buscar um abrigo contra ventos e tempestades.”
  10. Consome-os, ó Eterno, confunde suas línguas, pois só injustiça e discórdia vejo em suas cidades.
  11. Dia e noite circundam suas muralhas com perversão e iniqüidade.
  12. Em seu seio domina a falsidade e, em suas ruas, malícia e fraude.
  13. Não é um inimigo que me insulta – eu o suportaria; não é um detrator que se agiganta contra mim – eu dele me poderia esconder.
  14. Mas és tu, meu companheiro, meu amigo, meu igual,
  15. cuja convivência me era agradável e com quem caminhava pela Casa do Eterno.
  16. Faze advir sua morte e que desçam vivos ao túmulo, pois só maldade os acompanha sempre.
  17. E eu clamarei a Deus e o Eterno me salvará.
  18. Seja manhã, tarde ou noite, suplicarei, e meu lamento farei chegar ao Eterno e Ele ouvirá minha voz.
  19. Ele me redime incólume da batalha que contra mim se trava, como se muitos estivessem a meu lado.
  20. Ó Deus da eternidade, humilha-os, pois não Te temem.
  21. Eles causaram dano a seus aliados e violaram seu pacto.
  22. Suas palavras adulam com suavidade, mas seus corações estão voltados para a guerra; mais untuosas que o óleo são suas palavras, porém são, na verdade, como espadas desembainhadas.
  23. Confia teu fardo ao Eterno e Ele te sustentará, e não permitirá que desfaleça o justo.
  24. Pois Tu, ó Eterno, farás descer ao abismo da morte os sangüinários e os falsos. Eles sequer completarão a metade dos dias que lhe estavam destinados. Mas eu em Ti confiarei.

Salmo 56

Fugindo de Saul, David se refugia entre os filisteus, em Gat. Lá, é quase reconhecido pelo seu poderoso inimigo e só escapa porque se finge de louco (Salmo 34). A situação parecia desesperadora mas sua confiança em Deus é inabalável. Esta é a atitude correta por alguém em perigo.

  1. Ao mestre do canto, sobre “Ionat-Élem-Rechokim”, um “Michtam” de David, ao ser capturado pelos Filisteus em Gat.
  2. Apiedade-Te de mim, ó Eterno, porque inimigos me perseguem e oprimem todo dia.
  3. Diariamente me espezinham meus inimigos, e numerosos são os que contra mim guerreiam, ó Altíssimo.
  4. Se o medo vier a me atingir um dia, confiando em Ti
  5. cuja palavra exalto, em Ti depositando minha fé, nada temerei, pois o que pode um simples mortal me fazer?
  6. Continuamente transformam em lamúria minhas palavras; somente o mal planejam contra mim.
  7. Eles se reúnem para me emboscar, espreitam meus passos, pretendem me destruir.
  8. Destrói-os por sua maldade e, em Tua ira, subjuga seu povo, ó Eterno!
  9. Meu vaguear sem encontrar paz tens acompanhado; guarda minhas lágrimas num jarro e considera-as.
  10. Então, quando eu clamar por Ti, recuarão meus inimigos e com isso saberei que Tu és por mim.
  11. A palavra do Eterno louvarei; sim, Sua palavra exaltarei.
  12. Confiante em Deus, não temerei o que me possa fazer um ser mortal.
  13. Os votos que fiz, hei de cumprir, ó Eterno, e sacrifícios de ação de graças Te trarei.
  14. Pois da morte resgataste minha alma, de andar sem repouso poupaste meu pé para que eu possa caminhar perante Ti à luz da vida.

Salmo 57

Perseguido e em perigo, David afirma sua confiança em Deus.

  1. Ao mestre do canto, “Al Tash’chet”, um “Michtam” de David, quando, ao fugir de Saul, refugiou-se em uma caverna.
  2. Apieda-Te de mim, ó Eterno, e ajuda-me, pois em Ti busca refúgio minha alma, e à sombra de Tuas asas busco abrigo até que passe a calamidade.
  3. Clamo a Deus, o Altíssimo, que sempre me dispensou proteção.
  4. Dos céus Ele me enviará socorro e me salvará, me protegerá com seu amor misericordioso e fará fracassar o intento dos que querem me destruir.
  5. Estou cercado por homens que parecem leões, cujos dentes são lanças e flechas e cuja língua é como uma espada afiada.
  6. Tu, que nos céus és exaltado, derrama Tua glória sobre toda a terra.
  7. Sob meus pés armaram uma rede para me aprisionar, escavaram uma armadilha para mim, mas eles mesmos nela caíram.
  8. Meu coração não se amedronta e firme ele está, meu Deus; para Ti entoareis hinos e canções.
  9. Desperta, ó alma minha, desperta! Com a harpa e o saltério despertarei a aurora!
  10. Louvar-Te-ei perante os povos; salmos Te cantarei entre as nações.
  11. Pois Tua benevo-lência e fidelidade alcançam as maiores alturas, e Tua verdade vai além dos céus.
  12. Ó Tu, que nos céus és exaltado, derrama Tua glória sobre toda a terra.

Salmo 58

David não matou seu perseguidor, Saul, quando pôde fazê-lo. David desafia os homens de Saul a usar este incidente para provar que é leal a Saul, ao invés de atiçar o ódio de Saul contra ele. ( I Samuel 26).

  1. Ao mestre do canto, “Al Tash’chet”, um “Michtam” de David.
  2. Acaso fazeis verdadeiramente justiça, ó poderosos da terra? Acaso julgais com eqüidade todos os homens?
  3. Não! Vossas mentes tramam iniqüidade e com vossas mãos só distribuís injustiça.
  4. Desde o nascimento se rebelaram os ímpios e se desviaram do caminho certo os mentirosos;
  5. seu veneno se assemelha ao de uma serpente, ou a uma víbora surda que fecha o ouvido
  6. para não ser detida pela voz de encantadores ou dos que sussurram palavras melífluas.
  7. Ó Eterno, quebra seus dentes e esmaga suas presas, que são como as de leões.
  8. Que eles derretam como água que escorre; que suas flechas se embotem antes de serem disparadas.
  9. Que andem como a lesma que se arrasta; que sejam como o feto natimorto que não chega a ver a luz do sol.
  10. Antes que os seus espinhos peçonhentos se enrijeçam, que sejam arrancados pela fúria do Eterno.
  11. Alegrar-se-á o justo ao contemplar o castigo neles aplicado pelo Eterno, e ao ver sob seus pés escorrer o sangue dos perversos.
  12. Compreenderão e dirão então os homens: “Há realmente recompensa para o justo; há, de fato, justiça Divina sobre a terra!”

Salmo 59

Saul mandou vigiar a casa de David durante toda a noite, e matá-lo de manhã. Michal, mulher de David, ajudou-o a escapar por uma janela e enganou os guardas, fazendo-os pensar que ainda estava dentro da casa. (I Samuel 19:11-18).

  1. Ao mestre do canto, “Al Tash’chet”, um “Michtam” de David, quando Saul enviou homens para vigiarem sua casa com o objetivo de matá-lo.
  2. Salva-me de meus inimigos, ó meu Deus; fortalece-me contra os que contra mim se levantam.
  3. Salva-me dos malfeitores, livra-me dos sangüinários.
  4. Pois eles me preparam uma emboscada; homens ferozes se unem contra mim, mas não por causa de minhas transgressões ou dos meus pecados, ó Eterno.
  5. Mesmo que não pesem sobre mim iniqüidades, eles se apressam em preparar-se para lutar contra mim. Vê o que ocorre e vem em meu auxílio!
  6. Ó Eterno, Senhor dos exércitos, Deus de Israel, vem e julga o procedimento de todas as nações; não favoreças os traidores perversos.
  7. Eles vêm a cada noite, uivando como cães e rondando a cidade.
  8. De suas bocas provêm bramidos; palavras cortantes como espadas estão em seus lábios. Quem escuta?
  9. Mas Tu, Eterno, deles Te ris, zombas de todas estas nações.
  10. Ó minha Fortaleza, espero por Ti! Deus é meu baluarte!
  11. Meu Deus misericordioso virá em minha ajuda; Ele me proporcionará alegria pelo fracasso de meus inimigos.
  12. Não os destruas para que não esqueça meu povo como nos salvaste, mas dispersa-os com Teu poder e humilha-os, ó Eterno, nosso escudo protetor,
  13. por causa de suas palavras mentirosas e seus lábios pecadores! Sejam vitimados por sua própria arrogância, e pelas imprecações e perfídias que brotam de seus lábios.
  14. Destrói-os em Tua ira; dá-lhes fim para que não mais possam existir, e para que até os confins da terra se possa saber que o Eterno é quem reina sobre o povo de Jacob.
  15. Eles retornam a cada noite, uivando como cães, rondando a cidade.
  16. Eles vagueiam à cata de comida e gemem quando não a encontram.
  17. Quanto a mim, cantarei elegias a Teu poder e exaltarei a cada manhã Tua benevolência, pois Tu tens sido meu abrigo e meu refúgio em tempos difíceis.
  18. Ó minha Fortaleza, hinos cantarei em Teu louvor, pois és o Deus de meu abrigo, ó Deus de minha misericórdia.

Três capítulos Adicionais

O Baal Shem Tov instituiu um costume de recitar três capítulos adicionais de Salmos todos os dias, desde o dia 1º de Elul até Yom Kipur (em Yom Kippur os restantes 36 capítulos são recitados, completando assim todo o livro dos Salmos).

Hoje os capítulos são 28, 29 e 30.

Salmo 28

Este Salmo também é uma oração pela assistência Divina, para permanecer no caminho da retidão. Oramos para Deus mostrar Sua predileção pelos justos e Sua não preferência por aqueles que não o tem em sua consciência.

  1. De David. A Ti, ó Eterno, invocarei. Ó Rocha minha, não fiques surdo ao meu clamor, pois se Tu me ignorares serei como aqueles que já ao pó desceram.
  2. Ouve a voz das minhas súplicas quando a Ti eu clamo, ao erguer minhas mãos em direção ao Teu santo Recinto.
  3. Não me associes aos malévolos e aos iníquos, que falam de paz com seus companheiros, quando em realidade têm maldade no coração.
  4. Responde-lhes conforme seus atos e de acordo com a maldade dos suas atitudes; retribuí na medida de suas ações, e fá-los receber o que merecem.
  5. Porque são incapazes de compreender os atos do Eterno e as obras de Suas mãos, Ele os destruirá e não mais se reerguerão.
  6. Bendito seja o Eterno que atendeu minhas súplicas!
  7. O Eterno é minha força e meu escudo, Nele confiou meu coração e Dele recebeu auxílio; regozijar-se-á meu coração e com meu cântico hei de enaltecê-Lo.
  8. O Eterno é a força do Seu povo, o baluarte da redenção do Seu ungido.
  9. Salva Teu povo e abençoa Tua herança; sê Tu o seu pastor e enaltece-o para sempre.

Salmo 29

O poder e a glória de Deus penetram a Criação, que funciona somente de acordo com Sua vontade. Isto foi demonstrado com a intervenção de Deus na história humana, e será manifestado na era messiânica. Aqueles que vivem segundo Sua vontade revelada, a Torá, são pessoas de poder verdadeiro e duradouro, pois cumprem e escutam fielmente as ordens do Criador Onipotente.

  1. Salmo de David. Rendei ao Eterno, ó filhos dos poderosos, rendei ao Eterno glória e força.
  2. Rendei ao Eterno a glória devida ao Seu Nome; prostrai-vos ante o Eterno que é pleno de esplendor e santidade.
  3. A voz do Eterno ressoa sobre as águas; o Deus de Glória faz trovejar, o Eterno está sobre a vastidão dos mares.
  4. A voz do Eterno se manifesta em força, a voz do Eterno se manifesta em majestade.
  5. Sua voz despedaça os cedros do Líbano. O Eterno quebrou os cedros (os reis pagãos) do Líbano;
  6. o Eterno os faz saltar como bezerros, os próprios montes do Líbano e Sirion, como filhotes.
  7. A voz do Eterno emite línguas de fogo.
  8. A voz do Eterno faz tremer o deserto de Cadesh.
  9. A voz do Eterno faz tremer as corças e convulsiona as árvores dos bosques, enquanto no Seu Templo tudo proclama Sua Glória.
  10. Acima do Dilúvio estabeleceu o Eterno Seu trono e como Rei permanecerá pela eternidade afora.
  11. O Eterno concederá força ao Seu povo; o Eterno o abençoará com paz.

Salmo 30

Este Salmo dá uma perspectiva das freqüentes aflições e frustrações que precedem o êxito. Assim como o momento mais escuro da noite precede a aurora, o sofrimento humano deve ser aceito como preparação para o êxito e o júbilo. Foi desta forma – e assim será – tanto na história do indivíduo quanto na de toda a nação.

  1. Salmo e cântico na dedicação da Casa, de David.
  2. Exaltar-Te-ei, ó Eterno, porque Tu me reergueste e não deste gosto aos meus inimigos contra mim.
  3. Eterno, Deus meu, a Ti clamei e Tu me curaste.
  4. Eterno, fizeste subir a minha alma da sepultura, e minha vida renovaste ao invés de me fazeres descer ao abismo.
  5. Cantai ao Eterno, ó vós que O venerais, e dai graças a Seu santo Nome.
  6. Porque a Sua cólera é passageira, mas Sua mercê prolonga-se através da vida; o pranto pode durar uma noite, mas a alegria chega ao amanhecer.
  7. Na minha prosperidade dizia eu: nada me abalará.
  8. Foste Tu, Eterno, que por Tua mercê, estabeleceste a minha força como uma montanha; mas ao encobrires Tua Presença, fiquei perturbado.
  9. Clamei a Ti, ó Eterno, e ao Eterno supliquei.
  10. Que proveito há em meu sangue, descendo ele à sepultura? Acaso louvar-Te-á o pó? Poderá ele proclamar a Tua verdade?
  11. Ouve Eterno e compadece-Te de mim; Eterno, sê o meu auxílio!
  12. Então transformaste o meu luto em regozijo; substituiste meu traje de martírio por roupas de alegria
  13. para que possa sempre cantar a Tua glória. Ó Eterno, Deus meu, ações de graças dedicar-Te-ei por todo o sempre.

Parashá Ki Tavo

1ª Porção: (Deuteronômio 26:1-11)

26:1 E será que, quando você entrar na terra que oEterno, seu Deus, lhe dá por herança, e você a possuir e se estabelecer nela,2 que tomarás das primícias de todos os frutos da terra que trouxeres da tua terra, que o Eterno teu Deus te dá. E você os colocará num cesto e irá ao lugar que o Eterno, seu Deus, escolher para ali habitar o Seu Nome.3 E você virá ao kohen que estará [servindo] naqueles dias, e dirá a ele: “Eu declaro hoje ao Eterno, seu Deus, que vim para a terra que o Eterno jurou aos nossos antepassados. nos dar.”4 E o kohen tomará o cesto da tua mão, colocando-o diante do altar do Eterno, teu Deus.5 E clamarás e dirás diante doEterno, teu Deus: “Um arameu [procurou] destruir meu antepassado, e desceu ao Egito e peregrinou lá com um pequeno número de pessoas, e lá, ele se tornou um grande, nação poderosa e numerosa.6 E os egípcios nos trataram cruelmente e nos afligiram, e nos impuseram trabalhos forçados.7 Então clamamos ao Eterno, Deus de nossos pais, e o Eterno ouviu a nossa voz e viu a nossa aflição, o nosso trabalho e a nossa opressão.8 E o Eterno nos tirou do Egito com mão forte e com braço estendido, com grande temor, e com sinais e prodígios.9 E Ele nos trouxe a este lugar e nos deu esta terra, uma terra que mana leite e mel.10 E agora, eis que eu trouxe as primícias do fruto da terra que tu, Eterno me deste. Deus.11 Então vocês se alegrarão com todo o bem que o Eterno, seu Deus, concedeu a você e à sua família, a você, ao levita e ao estrangeiro que está no meio de vocês.


Estudo Diário das Sete Leis

Leitura Diária do Guia Bnei Noach

Prefácio, Página 7 – segundo parágrafo da Página 8

Pergunta: Se somente poucas almas tem a missão de converter-se porque muitas pessoas pessoas procuram a conversão?

Resposta: Como somente uma minoria tem esta missão de converter-se, o desejo de converter ao Judaísmo, seria de fato, na maioria absoluta dos casos, uma ludibriação de nossos maus instintos, para que a pessoa se desvie de sua verdadeira missão.

O egocentrismo inato do ser humano, leva a pessoa a buscar a conversão, achando que através disto ela alcançaria sua perfeição espiritual. Porém quando a pessoa examina com um olhar mais altruísta e abnegado, e se pergunta não – o que eu quero da minha vida, mas sim – o que Deus quer de Mim? sem dúvida, ela buscaria buscaria ser um exemplo de pessoa dentro da retidão Noética, para influenciar o maior número de pessoas a trilhar este mesmo caminho e preparar o mundo para redenção verdadeira e final.

Portanto, não existe um motivo para um Gentio se converter ao judaísmo, visto que o caminho Noético, é o caminho espiritual desenhado pela Torá Sagrada a todas as nações e pode preencher a lacuna espiritual que todas almejam.


Mitsvá Diária – Avodá Zará – Não Praticar Idolatria

Baseado no Livro “Os Sete Mandamentos do Altíssimo” do Drº Moshê Weiner

5ª Ramificação – Acreditar na Torá escrita e oral

Referência: “E estas palavras que te ordeno estarão no teu coração” Deut 6:6

Descrição:
Somos ordenados a aceitar todos os sete mandamentos com todos os esclarecimentos e componentes, com todas as interpretações transmitidas pela Torá Oral, prescrita no Monte Sinai pelo Todo-Poderoso Moshe Rabeinu.

Fontes:

Drº Moshê Weiner, Livro “Os Sete Mandamentos do Altíssimo”, Mitsvá 1, Hálacha 3

A obrigação dos Descendentes de Noé de aceitar todos os sete mandamentos com todos os esclarecimentos e componentes, com todas as interpretações transmitidas pela Torá Oral, prescrita no Monte Sinai pelo Todo-Poderoso Moshe Rabbeinu.

Rambam, Mishneh Torah, Sefer Hamadah, Hilchot Teshuvá 3:8
“Três tipos de pessoas se enquadram no conceito de Herege:

> Aquele que nega a profecia e afirma que o Criador não se comunica com o ser humano

> Aquele que nega a profecia de Moshe

> Aquele que afirma que o Criador desconhece os atos dos seres humanos
Se enquadram no conceito de renegado:

> Aquele que afirma que os preceitos (mitsvot) da Torá, não foram ordenados pelo Criador, mesmo que concorde que Moisés os escreveu mas nega ter sido ordens entregues pelo Criador

> Aquele que acredita que a Torá tenha sido entregue por D-us, mas nega a explicação das mitsvot como consta na Torá Oral.

Rambam, Mishnê Torá, Sefer Shofitim, Hilchot Melachim 8:11
“Qualquer um que aceita sobre si mesmo o cumprimento dessas sete mitzvot e é preciso em sua observância é considerado um dos “Chassidei Umot haOlam” e merecerá uma parte no Olam haba .

Isso se aplica apenas quando ele os aceita e os cumpre, porque o Santo, bendito seja Ele, os ordenou na Torá e nos informou por meio de Moisés, nosso mestre, que os descendentes de Noach haviam recebido ordens para cumpri-los anteriormente.
No entanto, se ele os cumpre por convicção intelectual, ele não é um estrangeiro residente, nem dos “Chassidei Umot haOlam” nem de seus sábios.

Leis de Selichot para Bnei Noach

Shalom a todos!

Chegamos ao mês de Ellul, durante esse mês preparamo-nos para Rosh Hashaná e os dias de temor, nesses dias o povo judeu fora ordenado a acrescentar tefilot, teshuvá, tsedacá. Como já falamos anteriormente um Ben Noach pode se assim desejar em seu coração não por que está obrigado, mas voluntariamente está se preparando para Ellul. [Hilichot Melachim 10:10]

1.Quando Começar a Recitar Selichot?

Começamos a recitar Selichot a partir do domingo antes de Rosh Hashaná , a menos que Rosh Hashaná caia na segunda ou terça-feira, caso em que chabad começam a partir de dois domingos antes de Rosh Hashaná . [Rama Orach Chaim 581: 1]

2.Quando Selichot deve ser dito?

A maioria das autoridades diz que Selichot não deve ser recitado à noite antes de Chatzot Layla, meia-noite haláchica.[Magen Avraham 565:5]

De preferência, Selichot deve ser dito no final da noite antes de Olot HaShachar , mas se alguém atrasou, pode dizer depois de Olot HaShachar . Aqueles que são incapazes de se levantar cedo para dizer Selichot , devem, no entanto, dizer Selichot , seja pela manhã antes de Shacharit ou mesmo à tarde antes de Mincha . A manhã é melhor que a tarde [Mishna Brurah (Introdução a 581), Maamar Mordechai (Rav Mordechai Eliyahu) 34:5]

Não há Selichot no Shabat . [Maamar Mordechai (Rav Mordechai Eliyahu) 34:2]

3.Selichot Sem Minyan

Se alguém está rezando sem um minian que é o caso de um ben Noach, já que um Minian é composto por 10 judeus adultos e um ben Noach não é um judeu, logo ele não compõe Minian então ele não deve dizer os treze atributos como uma oração. [Rashba Teshuva 1:211]

Sem um minyan , não se pode recitar os parágrafos que estão em aramaico (como רַחֲמָנָא אִדְכַּר לָן…, דְּעָנֵי לַעֲנִיֵּי. עֲנֵינָ ן…, מַחֵי וּמַסֵּי também, então não recitamos esses parágrafos. Eliya Rabba 581:9

Nos próximos dias estaremos abordando mais pontos sobre chodesh Ellul e Rosh Hashaná.

Leitura Diária de Rosh Chodesh Elul 5783

Moisés ascende ao Sinai para o terceiro 40 dias (1313 AEC)

No início da manhã do dia 1º de Elul do ano 2448 da criação (1313 AEC), Moisés subiu ao Monte Sinai, levando consigo as tábuas de pedra que havia lavrado por ordem divina (ver “Hoje na História Judaica” para ontem, Av 30) , para D’us reinscrever os Dez Mandamentos. Na montanha, D’us permitiu a Moshê “ver Minhas costas, mas não Meu rosto” (o que Maimônides interpreta como uma percepção da realidade de D’us , mas não de Sua essência) – o mais próximo que qualquer ser humano já chegou de conhecer D’us – e ensinou-lhe o segredo de Seus “Treze Atributos de Misericórdia” (Êxodo 33:18-34:8).

Moshê permaneceu na montanha por 40 dias, até o dia 10 de Tishrei (Yom Kippur), período durante o qual Ele obteve o perdão sincero de D’us e a reconciliação com o povo de Israel após a traição da aliança entre eles com sua adoração ao Deus Dourado. Panturrilha. Este foi o terceiro dos três períodos de 40 dias de Moisés no Monte Sinai em conexão com a Entrega da Torá. Desde então, o mês de Elul serve como o “mês da misericórdia e perdão divinos”.

Judeus marroquinos salvos da conquista portuguesa (1578)

Em 1578, um exército português liderado pelo rei Sebastião I juntou forças com o deposto sultão marroquino Abdallah Mohammed, que desejava recuperar o trono de seu tio, Abd al-Malik. A vitória do rei português levaria inevitavelmente à infame Inquisição em Marrocos. Em 4 de agosto, correspondente a 1 Elul, o exército português foi derrotado naquela que é conhecida como a Batalha dos Três Reis. Várias comunidades marroquinas comemoravam esta data todos os anos como um dia de celebração, agradecendo a D’us por Sua salvação.

Profecia de Ageu Encorajando a Construção do Segundo Templo (353 AEC)

Neste dia, o profeta Ageu recebeu uma mensagem divina para transmitir a “ Zerubavel , filho de Sealtiel, governante de Judá, e a Josué, filho de Jeozadaque, o sumo sacerdote” (Ageu 1:1), instruindo-os a continuar seus esforços para construir a Segundo Templo , cuja construção havia sido interrompida cerca de dezessete anos antes. (Veja a entrada de 21 Tishrei para uma profecia semelhante transmitida por Ageu sete semanas depois.)

Observâncias de Rosh Chodesh

Hoje é o segundo dos dois dias de Rosh Chodesh (“cabeça do mês”) para o mês de Elul (quando um mês tem 30 dias, tanto o último dia do mês quanto o primeiro dia do mês seguinte servem como o seguinte Rosh Chodesh do mês).

Porções especiais são adicionadas às orações diárias: Hallel (Salmos 113-118) é recitado – em sua forma “parcial” –  Tachnun (confissão de pecados) e orações semelhantes são omitidas.

Muitos têm o costume de marcar Rosh Chodesh com uma refeição festiva.

Observâncias de Elul

Como o último mês do ano judaico, Elul é tradicionalmente um tempo de introspecção e balanço – um tempo para rever as próprias ações e progresso espiritual durante o ano passado e se preparar para os próximos “Dias de reverência” de Rosh Hashaná e Yom Kippur .

Como o mês da Divina Misericórdia e Perdão (veja “Hoje na História Judaica” para Elul 1 ) é um momento muito oportuno para teshuvá (“retorno” a D’us), oração , caridade e aumento de Amor ao Próximo na busca de auto-aperfeiçoamento e aproximação de D’us. O mestre chassídico Rabi Shneur Zalman de Liadi compara o mês de Elul a uma época em que “o rei está no campo” e, em contraste com quando ele está no palácio real, “todo aquele que assim o desejar tem permissão para encontrá-lo, e ele recebe a todos com um semblante alegre e mostra a todos um rosto sorridente.”

Os costumes específicos de Elul incluem o toque diário do shofar (chifre de carneiro) como um chamado ao arrependimento. O Baal Shem Tov instituiu o costume de recitar três capítulos adicionais de Salmos a cada dia, de 1º de Elul até Yom Kippur (em Yom Kippur os 36 capítulos restantes são recitados, completando assim todo o livro de Salmos). Clique abaixo para ver os Salmos de hoje.

Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3

Saudações de bom ano

Desde o início de Elul e durante toda a temporada de Grandes Festas, incluímos a bênção “Que você seja inscrito e selado por um bom ano” ( Leshanah tovah tikateiv veteichateim ) em cartas e saudações uns aos outros.


Hayom Yom

Quando o Tzemach Tzedek tinha nove anos, o Alter Rebe disse a Ele: Recebi de meu Rebe (o Maggid) que recebeu de seu Rebe (o Baal Shem Tov) em nome de seu conhecido Rebe 1 que desde o segundo dia de Rosh Chodesh Elul até Yom Kippur, devemos recitar três capítulos de Tehilim todos os dias. Então, em Yom Kippur, trinta e seis (capítulos): nove antes de Kol Nidrei , nove antes de dormir, nove depois de Musaf e nove depois de Ne’ila . Quem não começou no segundo dia de Rosh Chodesh deve começar com os Tehilim do dia em que percebeu sua omissão, e completar os Tehilim que faltam mais tarde.

NOTAS DE RODAPÉ

1.Achiya HaShiloni.


Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 1-9

Costumes Especiais para o Mês de Elul e para as Grandes Festas

O Baal Shem Tov instituiu um costume de recitar três capítulos adicionais de Salmos todos os dias, desde o dia 1º de Elul até Yom Kipur (em Yom Kippur os restantes 36 capítulos são recitados, completando assim todo o livro dos Salmos).

Veja abaixo para os capítulos adicionais de hoje.

Salmo 1

O Livro dos Salmos começa apresentando uma orientação para a vida: evitar a influência dos malévolos e dos que ridicularizam o bem, e adotar o estudo e o conhecimento das Escrituras como meta principal. Deus recompensará nossa vida com alegria e significado.

  1. Bem-aventurado o homem que não segue os conselhos dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores e nem participa da reunião dos insolentes;
  2. mas, ao contrário, se volta para a Lei do Eterno e, dia e noite, a estuda.
  3. Ele será como a árvore plantada junto ao ribeiro que produz seu fruto na estação apropriada e cujas folhagens nunca secam;
  4. assim também florescerá tudo que fizer.
  5. Quanto aos ímpios, são como o feno que o vento espalha. Nem eles prevalecerão em julgamentos, nem os pecadores na assembléia dos justos;
  6. pois o Eterno favorece o caminho dos justos, enquanto o dos ímpios os conduz à sua ruína.

Salmo 2

Deus ungiu David rei e os filisteus reuniram seus exércitos para depô-lo (II Samuel 5:16). Este Salmo mostra a inutilidade de querer frustrar a vontade de Deus.

  1. Por que se reuniram povos e em vão murmuram nações?
  2. Os reis da terra se posicionaram com os líderes que, secretamente, conspiramcontra o Eterno e Seu ungido, dizendo:
  3. “Rompamos suas amarras e nos livremos de suas cordas”.
  4. Aquele que habita nos céus apenas rirá; o Eterno deles zombará.
  5. Ele demonstrará Sua ira e com Seu furor os aterrorizará.
  6. Ele dirá: “Eu ungi o Meu rei, sobre Tsión, meu santo monte.
  7. Proclamarei o que me disse o Eterno: “Tu és meu filho, hoje te gerei.
  8. Pede-Me e te darei os povos como herança, e os confins da terra como possessão.
  9. Com um cetro de ferro os esmagarás; como a um vaso de barro os estilhaçarás”.
  10. Portanto, ó reis da terra, sede prudentes; obedecei, ó governantes da terra.
  11. Servi ao Eterno com reverência e regozijai-vos com temor e respeito.
  12. Buscai a pureza em vosso comportamento para que Ele não liberte Sua ira e vosso caminho conduza ao abismo, por um breve instante de sua cólera. Bem-aventurados sejam aqueles que Nele confiam!

Salmo 3

Absalão, o filho de David, quase teve êxito em sua tentativa de destroná-lo (II Samuel 15-19). Apesar de sua situação parecer desesperadora, este Salmo revela como a confiança de David em Deus lhe dá paz e segurança.

  1. Salmo de David, quando fugia de Absalão, seu filho.
  2. Ó Eterno, tão numerosos são meus adversários! Tantos são os que se levantam contra mim!
  3. Muitos são os que dizem de mim: Para ele não há salvação do Eterno.
  4. Mas Tu, Meu Deus, és um escudo a me proteger. És minha glória, a razão de se manter erguida minha cabeça.
  5. Minha voz clamou ao Eterno, e Ele, em Seu santo monte, me atendeu.
  6. Deitei e adormeci; mas acordei porque o Eterno me sustentou.
  7. Não temerei a multidão de povos, que de todos os lados, se juntaram contra mim.
  8. Levanta-Te e salva-me, ó Eterno meu Deus! Feriste o rosto de todos os meus inimigos, e quebraste os dentes dos pecadores.
  9. A salvação provém do Eterno; que sobre Teu povo recaia Tua bênção.

Salmo 4

Embora se dirija aos seguidores de Absalão, David fala a todos os pecadores e apela para abandonar a hipocrisia, a ilusão das vitórias temporárias e a glória sem significado. Que cessem as calúnias e reconheçam a verdade que os levará ao arrependimento e à verdadeira felicidade.

  1. Ao mestre do canto, com instrumentos de corda, um salmo de David.
  2. Responde à minha invocação, ó Deus da minha justiça! Ó Tu que me aliviaste da angústia, apieda-Te de mim e ouve minha oração.
  3. Filhos dos homens, até quando difamareis minha honra, amareis a futilidade e buscareis a traição?
  4. Sabei que o Eterno destaca para si o devoto e ouvir-me-á quando eu O evocar.
  5. Portanto tremei e não pecai; ponderai em vossos corações enquanto estais em vossos leitos e suspirai.
  6. Oferecei sacrifícios com honestidade e confiai no Eterno.
  7. Dizem muitos: Quem nos mostrará o bem? Que a luz da Tua face resplandeça sobre nós, ó Eterno.
  8. Alegria puseste em meu coração como no tempo da abundância do trigo e do vinho.
  9. Em completa paz poderei repousar e dormir, porque somente Tu, ó Eterno, me manterás em segurança.

Salmo 5

Sitiado por inimigos, o homem justo reza pela libertação para aliviar seu sofrimento físico e servir a Deus sem interferências.

  1. Ao mestre do canto, acompanhado por instrumentos de sopro, um salmo de David.
  2. Dá ouvidos às minhas palavras, ó Eterno, e considera minha súplica.
  3. Atenta à voz do meu clamor, meu Rei e Deus, pois a Ti dedico minha prece.
  4. Eterno, ouve a voz da oração que a Ti dirijo a cada manhã, aguardando Tua resposta.
  5. Pois Tu não és complacente com a maldade, e a perversidade não se pode manter junto a Ti.
  6. Os ímpios não permanecem sob Teu olhar; Tu desprezas os perversos.
  7. Tu condenas os que praticam traição e abominas os sanguinários e os falsos.
  8. Mas eu, por Tua imensa misericórdia, entrarei em Tua casa, prostrar-me-ei ante o Teu sagrado santuário, pleno de reverência e temor.
  9. Ó Eterno, guia-me através de Teus caminhos justos, a despeito dos inimigos que me espreitam. Aplaina ante mim o Teu caminho.
  10. Pois não há sinceridade em seus lábios e só traição em seu coração. Suas gargantas parecem sepulcros abertos e suas línguas são falsamente aduladoras.
  11. Condena-os, ó Eterno! Que tropecem em seus próprios ardis; rejeita-os pela multiplicidade de seus crimes, por se terem rebelado contra Ti.
  12. Alegrar-se-ão porém todos que em Ti confiam; exultarão sob Teu amparo os que amam Teu santo nome.
  13. Pois Tu certamente abençoarás o justo, ó Eterno, envolvendo-o em Teu afeto como um escudo.

Salmo 6

David estava doente e sentia dores ao compôs este Salmo. Sua intenção era que esta oração fosse usada pelos doentes ou em perigo e, particularmente, quando Israel enfrentasse opressão e privação.

  1. Ao mestre do canto, acompanhado com música instrumental, um salmo de David.
  2. Eterno, não me castigues em Tua ira, nem me repreendas em Teu furor.
  3. Apieda-Te de mim, ó Eterno, porque falece minha força; cura-me, pois de terror tremem meus ossos.
  4. Abalada está minha alma; e Tu, Eterno, até quando me deixarás abandonado?
  5. Retorna, ó Eterno, e livra minha alma; salva-me, por Tua imensa misericórdia.
  6. Pois não se erguem louvores a Ti de entre os mortos; no “Sheól”, quem Te exaltará?
  7. Estou esgotado de tanto gemer; toda noite, transborda o leito com meu pranto, se inunda com minhas lágrimas o lugar de meu repouso.
  8. Consumidos pela aflição estão meus olhos, envelhecidos por causa dos meus inimigos.
  9. Que se afastem de mim todos os inimigos, porque o Eterno escutou a voz de meus lamentos.
  10. Ouviu minha súplica e aceitará minha oração.
  11. Todos os meus inimigos se verão frustrados e envolvidos por terror, de pronto hão de recuar envergonhados.

Salmo 7

Neste Salmo, David indica como o generoso de espírito às vezes parece impotente contra o ataque dos que tramam e são traiçoeiros. O justo, todavia, deve criar coragem baseado na compreensão de que prevalecerá sobre o perverso, vítima de suas próprias tramas.

  1. “Shigaion” que David cantou ao Eterno, por causa de Cush, o Benjaminita. Ó Eterno, meu Deus, em Ti eu busco refúgio; livra-me de todos os meus perseguidores e salva-me, para que o inimigo não despedace minha alma como um leão, que dilacera sua presa sem que ninguém a socorra. Eterno, meu Deus, se eu intencionalmente tiver praticado o mal de que me acusam, se há injustiça em meus atos, se eu retribuí com o mal a quem comigo estava em paz, eu que resgatei o perseguidor que sem razão me acossava, então que persiga e alcance o inimigo minha alma, abata minha vida e espoje no pó a minha honra. Ergue-Te, Eterno, em Tua ira; atua com furor contra meus opressores, eleva-Te em meu favor no juízo que ordenaste. Quando se dispuser a congregação dos povos em Tua volta, que Te eleves acima dela, pondo nas alturas Teu divino trono. O Eterno julgará os povos; resgatar-me-á pelo mérito de minha retidão e integridade. Faze chegar ao fim o mal dos ímpios, e dá firmeza ao justo, Tu que perscrutas as emoções e pensamentos de cada um, ó Deus justo. És meu escudo, ó Eterno, que salvas os puros de coração. Deus absolve os justos, e se irrita todos os dias contra os ímpios. Se não se arrepender o perverso, mas afiar sua espada e distender seu arco e mirar o justo, contra ele mesmo estará preparando armas mortíferas e apontando suas flechas. O perverso concebe iniqüidade, fecunda maldade e gera falsidade; escava um fosso e o aprofunda, mas ele mesmo cairá na armadilha que preparou; sobre sua própria cabeça recairá sua iniqüidade, e sobre seu crânio sua violência. Darei graças ao Eterno por Sua justiça, e cantarei um louvor ao Nome do Eterno, o Altíssimo.

Salmo 8

Este Salmo é o cântico extasiado de quem tem a clareza de visão para perceber a obra de Deus em toda parte e sente que as realizações do ser humano são dádivas de Deus a Quem deve se dedicar.

  1. Ao mestre do canto, acompanhado com o instrumento “Guitit”, um salmo de David.
  2. Ó Eterno, nosso Deus! Quão majestoso é o Teu Nome em toda terra, Tu que estendeste Teu esplendor sobre os céus!
  3. Até do balbuciar das crianças e lactentes crias força contra Teus detratores, para destruir inimigos e malévolos.
  4. Quando contemplo Teus céus, obra dos Teus próprios dedos, vejo a lua e as estrelas que criaste,
  5. e me pergunto: o que é o ser humano para que dele Te lembres? E o filho do homem, para que o consideres?
  6. Entretanto, pouco menos que os anjos o fizeste e de glória e esplendor o coroaste.
  7. Tu o puseste como soberano sobre as obras de Tuas mãos; tudo puseste a seus pés:
  8. ovelhas e gado, todos eles, e também os animais do campo,
  9. os pássaros do céu, os peixes do oceano e tudo o que se move sobre os caminhos dos mares.
  10. Ó Eterno, nosso Deus! Quão majestoso é o Teu Nome em toda a terra!

Salmo 9

Apesar de deslumbrado com seu êxito temporário, o mal desaparece no esquecimento, e somente Deus permanece.

  1. Ao mestre do canto, sobre a morte de Laben, um salmo de David.
  2. Louvar-Te-ei, ó Eterno, com todo meu coração; sobre todas as Tuas maravilhas contarei.
  3. Alegrar-me-ei e me regozijarei em Ti, e cantarei a Teu Nome, Altíssimo.
  4. Ao retrocederem, meus inimigos tropeçarão e se perderão ante Tua Presença.
  5. Pois Tu sustentaste meu direito e minha causa, ao sentar-Te no trono, ó Juiz justo.
  6. Destruíste povos malévolos e condenaste os ímpios; seus nomes apagaste para todo o sempre.
  7. Exterminado foi o inimigo, só ruínas restaram; as cidades destruíste e toda sua lembrança pereceu.
  8. Mas o Eterno para sempre está nas alturas; Ele prepara Seu trono para o juízo.
  9. Ele julgará o mundo com retidão, sentenciará os povos com eqüidade.
  10. O Eterno será uma fortaleza para o oprimido, uma fortaleza nos tempos de angústia.
  11. E confiarão em Ti todos os que conhecerem o Teu Nome, pois Tu nunca deixaste os que Te procuram, ó Eterno!
  12. Cantarei ao Eterno, que habita em Tsión; difundam entre os povos seus feitos.
  13. Pois Aquele que cobra o sangue derramado, deles Se lembrou; Ele não esquece o clamor dos aflitos.
  14. Concede-me a Tua graça, Eterno; vê minha aflição, causada pelos que me odeiam, Tu que me resgatas dos portais da morte.
  15. Para que eu possa exaltar todos os Teus louvores nos portões da filha de Tsión; para que eu possa exultar com a Tua salvação.
  16. Caíram os povos no fosso que fizeram; na rede que estenderam, seu próprio pé ficou preso.
  17. O Eterno tornou-Se conhecido, Ele executou a sentença; através de suas próprias mãos, o perverso foi golpeado. Refleti sobre isso.
  18. Os ímpios voltarão ao abismo, assim como todos os povos que do Eterno se olvidam.
  19. Pois o necessitado não será eternamente esquecido, nem a esperança dos aflitos se perderá para sempre.
  20. Levanta-Te, Eterno, para que não prevaleça o malévolo; e sejam por Ti julgados todos os povos.
  21. Impõe-lhes, Eterno, o temor a Ti, para que reconheçam todos que são apenas falíveis mortais.

Três capítulos Adicionais

O Baal Shem Tov instituiu um costume de recitar três capítulos adicionais de Salmos todos os dias, desde o dia 1º de Elul até Yom Kipur (em Yom Kippur os restantes 36 capítulos são recitados, completando assim todo o livro dos Salmos).

Hoje os capítulos são 1, 2 e 3.

Salmo 1

O Livro dos Salmos começa apresentando uma orientação para a vida: evitar a influência dos malévolos e dos que ridicularizam o bem, e adotar o estudo e o conhecimento das Escrituras como meta principal. Deus recompensará nossa vida com alegria e significado.

  1. Bem-aventurado o homem que não segue os conselhos dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores e nem participa da reunião dos insolentes;
  2. mas, ao contrário, se volta para a Lei do Eterno e, dia e noite, a estuda.
  3. Ele será como a árvore plantada junto ao ribeiro que produz seu fruto na estação apropriada e cujas folhagens nunca secam;
  4. assim também florescerá tudo que fizer.
  5. Quanto aos ímpios, são como o feno que o vento espalha. Nem eles prevalecerão em julgamentos, nem os pecadores na assembléia dos justos;
  6. pois o Eterno favorece o caminho dos justos, enquanto o dos ímpios os conduz à sua ruína.

Salmo 2

Deus ungiu David rei e os filisteus reuniram seus exércitos para depô-lo (II Samuel 5:16). Este Salmo mostra a inutilidade de querer frustrar a vontade de Deus.

  1. Por que se reuniram povos e em vão murmuram nações?
  2. Os reis da terra se posicionaram com os líderes que, secretamente, conspiramcontra o Eterno e Seu ungido, dizendo:
  3. “Rompamos suas amarras e nos livremos de suas cordas”.
  4. Aquele que habita nos céus apenas rirá; o Eterno deles zombará.
  5. Ele demonstrará Sua ira e com Seu furor os aterrorizará.
  6. Ele dirá: “Eu ungi o Meu rei, sobre Tsión, meu santo monte.
  7. Proclamarei o que me disse o Eterno: “Tu és meu filho, hoje te gerei.
  8. Pede-Me e te darei os povos como herança, e os confins da terra como possessão.
  9. Com um cetro de ferro os esmagarás; como a um vaso de barro os estilhaçarás”.
  10. Portanto, ó reis da terra, sede prudentes; obedecei, ó governantes da terra.
  11. Servi ao Eterno com reverência e regozijai-vos com temor e respeito.
  12. Buscai a pureza em vosso comportamento para que Ele não liberte Sua ira e vosso caminho conduza ao abismo, por um breve instante de sua cólera. Bem-aventurados sejam aqueles que Nele confiam!

Salmo 3

Absalão, o filho de David, quase teve êxito em sua tentativa de destroná-lo (II Samuel 15-19). Apesar de sua situação parecer desesperadora, este Salmo revela como a confiança de David em Deus lhe dá paz e segurança.

  1. Salmo de David, quando fugia de Absalão, seu filho.
  2. Ó Eterno, tão numerosos são meus adversários! Tantos são os que se levantam contra mim!
  3. Muitos são os que dizem de mim: Para ele não há salvação do Eterno.
  4. Mas Tu, Meu Deus, és um escudo a me proteger. És minha glória, a razão de se manter erguida minha cabeça.
  5. Minha voz clamou ao Eterno, e Ele, em Seu santo monte, me atendeu.
  6. Deitei e adormeci; mas acordei porque o Eterno me sustentou.
  7. Não temerei a multidão de povos, que de todos os lados, se juntaram contra mim.
  8. Levanta-Te e salva-me, ó Eterno meu Deus! Feriste o rosto de todos os meus inimigos, e quebraste os dentes dos pecadores.
  9. A salvação provém do Eterno; que sobre Teu povo recaia Tua bênção.

Chumash com Rashi

Parashat Shoftim, 6ª Porção (Devarim (Deuteronômio) 19:14-20:9) 

Devarim (Deuteronômio) Capítulo 19

14 Não retirarás os marcos do teu próximo, que os primeiros estabeleceram como limites da tua herança, a qual herdarás na terra que o Senhor teu Deus te dá para a possuíres.
Você não deve recuar marco [do seu vizinho]: Heb. לֹא תַסּיג , uma expressão semelhante a, “eles voltarão ( נָסֹגוּ אָחוֹר )” ( Is 42:17) . [Aqui, portanto, significa] que ele move a marca de fronteira da terra para trás no campo de seu vizinho, ampliando assim sua própria [propriedade]. Mas já não foi dito: “Não roubarás” ( Lev. 19:13) ? Por que, então, é declarado aqui: “Você não deve recuar [o marco]?” [A resposta é que este versículo] ensina que a pessoa que remove a marca do limite de seu vizinho transgride dois mandamentos negativos: “Não roubarás ( לֹא תִגְזֹל )” e “Não retirarás [o marco]” ( לֹא תַסִּיג). Agora, posso pensar que [isso se aplica] também fora de Eretz Israel. Portanto, diz: “em sua herança, que você herdará [na terra],” [indicando que] em [somente] Eretz Israel transgride-se dois mandamentos negativos, enquanto fora de Eretz Israel, transgride-se apenas o mandamento de “você deve não roubar.” – [ Sifrei ]
15 Uma testemunha não se levantará contra ninguém por qualquer iniquidade ou por qualquer pecado, a respeito de qualquer pecado que ele venha a pecar. Pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, o assunto será confirmado.
Uma testemunha [não se levantará contra um homem por qualquer iniqüidade]: Este versículo estabelece um princípio geral [ou seja, é derivado daqui] que onde quer que o termo “testemunha” ( עֵד ) apareça na Torá, significa duas [testemunhas ], a menos que a Torá especifique [que] uma testemunha se refere. — [ San. 30a]
por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado: onde seu testemunho levasse o acusado a ser punido, seja com castigo corporal ou com castigo monetário. No entanto, uma [testemunha] pode se levantar para [obrigar seu companheiro a fazer] um juramento, como segue: Se alguém disser a seu companheiro: “Dê-me o maneh [100 zuzim ] que eu te emprestei”, e seu companheiro responder: “Não tenho nada seu”, e uma testemunha atesta para ele [o autor] que ele [o réu] lhe deve [o dinheiro], [o réu] é obrigado a jurar [que não pediu dinheiro emprestado]. — [ Shev. 40a]
Pela boca de duas testemunhas [… o assunto será estabelecido]: [A expressão “pela boca” significa aqui que apenas o testemunho verbal direto é suficiente,] mas eles não devem escrever seu depoimento em uma carta e enviá-la para o tribunal, ou tenha um intérprete entre as testemunhas e os juízes. – [ Sifrei ]
16 Se uma falsa testemunha se levantar contra um homem, para dar testemunho perverso contra ele,
dar testemunho pervertido contra ele: Heb. סָרָה [Isto é, ele testifica sobre] uma coisa que não é assim, que esta testemunha é removida ( הוּסַר ) de todo o testemunho [significando que ele não poderia ter sido uma testemunha], como se [um segundo conjunto de testemunhas ] disse [ao primeiro grupo de testemunhas], “Mas você não estava conosco naquele dia em tal e tal lugar [e não com o réu, como você afirma ter estado]?” – [ Mác. 5a]
17 Então os dois homens entre os quais existe a controvérsia se apresentarão perante o Senhor, perante os cohanim e os juízes que houver naqueles dias.
Então os dois homens… se levantarão: O texto está se referindo às testemunhas, e nos ensina que não há testemunho de mulheres. Também nos ensina que as testemunhas devem apresentar seu testemunho em pé. — [ Shev. 30a]
entre os quais existe a controvérsia: Estes são os litigantes.
diante do Senhor: deve parecer-lhes que estão diante do Onipresente, como diz: “no meio dos juízes Ele julgará” (Sl 82: 1). – [ San. 6b]
quem estará naqueles dias: [Agora alguém poderia ficar na frente daqueles que não estão em seus dias? Em vez disso, significa que] Jefté [um dos juízes menos importantes] em sua geração, é [para ser considerado] como Samuel [o maior juiz] em sua geração; você deve tratá-lo com respeito.
18 E os juízes investigarão minuciosamente e eis que a testemunha é uma falsa testemunha; ele testemunhou falsamente contra seu irmão;
E os juízes investigarão minuciosamente: Por meio do depoimento de [o novo conjunto de testemunhas] que os refutam, que eles investiguem e examinem aqueles que vêm para provar que eles [o primeiro par] são עֵדִים זוֹמְמִין , “conspirando testemunhas ” , por investigação e exame diligentes.
e eis que a testemunha é uma falsa testemunha: Onde quer que עֵד , testemunha , esteja escrito, a Escritura está falando de duas [testemunhas]. — [ San. 30a]
19 então farás a ele como ele planejou fazer a seu irmão, e [assim] abolirás o mal do meio de ti.
como ele planejou: Mas não como ele fez. A partir daqui [nossos rabinos] disseram que se o primeiro conjunto de testemunhas [antes de ser provado falso] já matou o réu [por seu testemunho], eles não devem ser condenados à morte. — [ Mác. 5b]
fazer a seu irmão: Por que as Escrituras declaram, “a seu irmão?” Ensinar que, no caso de testemunhas que conspiraram contra a filha casada de um kohen [acusando-a de adultério], elas não são executadas na fogueira [a forma de execução a que ela teria sido submetida], mas sim, por estrangulamento, a forma de execução do adúltero. Pois diz [sobre tal mulher] “ela será queimada no fogo” ( Lev. 21:9)-“ela”, mas não seu amante [que é despachado por estrangulamento]; portanto, diz aqui, “para seu irmão” – “como ele planejou fazer com seu irmão”, mas não como ele planejou fazer com sua irmã. Com outros crimes, no entanto, as Escrituras consideram as mulheres igualmente aos homens, e as testemunhas que conspiram contra uma mulher são executadas da mesma forma que aquelas que conspiraram contra um homem. Por exemplo, se eles testemunharam que uma mulher matou uma pessoa, ou que ela profanou o sábado [e eles são revelados como falsas testemunhas antes de ela ser executada], então eles são executados da forma que pretendiam para ela, pois a Escritura não o faz. não exclua sua irmã [afirmando “irmão”] exceto no caso em que alguém possa punir as testemunhas da conspiração pela forma de execução do adúltero [em oposição à adúltera]. — [ SifreiSan. 90a]
20 E os que restarem ouvirão e temerão, e não continuarão a cometer tal coisa má entre vós.
deve ouvir e temer: Daqui, [derivamos a lei] que um anúncio público é necessário: “Fulano e fulano devem ser executados porque foi provado pelo tribunal que tramam testemunhas”. – [ San. 89a] [Observe que Rashi em Mak. 5a e San. 89a escreve que a proclamação é feita depois que os perpetradores foram executados.]
21 Não terás piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.
Olho por olho: ou seja, compensação financeira; e da mesma forma, “dente por dente, etc.” – [ Sifrei , BK 87a]

Devarim (Deuteronômio) Capítulo 20

Quando saíres à guerra contra os teus inimigos, e vires cavalos e carros, povo mais numeroso do que tu, não terás medo deles, porque o Senhor teu Deus está contigo, que te tirou desta terra do Egito.
Quando você sai para a guerra: As Escrituras justapõem a partida para a guerra ao lado disso [“olho por olho etc.”] para nos ensinar que uma pessoa com um membro amputado não vai para a guerra. – [ Sifrei ] Outra explicação: Ensina que, se você executar um julgamento justo, pode ter certeza de que, quando partir para a guerra, será vitorioso. Da mesma forma, Davi diz: “Eu pratiquei justiça e retidão; não me deixes com os meus opressores” (Sl 119: 121). – [ Tanchuma ]
contra os teus inimigos: sejam eles aos teus olhos como inimigos; não tenham pena deles, pois eles não terão pena de vocês.
cavalo e carruagem: Aos meus olhos, todos eles são como um cavalo. Da mesma forma, diz: “e você deve atacar Midiã como um homem.” (Juízes 6:16) E, da mesma forma, diz: “Quando o cavalo de Faraó… veio [ao mar]” ( Êxodo 15:19) . – [ Sifrei ]
um povo mais numeroso do que você: aos seus olhos, eles são numerosos, mas aos meus olhos, eles não são numerosos. — [ Sifrei ]
E será, quando te aproximares da batalha, que o kohen se aproximará, e falará ao povo.
quando você se aproxima da batalha: Quando você está a ponto de deixar a fronteira.
que o kohen deve se aproximar: Isso se refere ao kohen ungido para este propósito, e ele é chamado de “o ungido para a guerra”.
e falar ao povo: na Língua Sagrada. — [ Sotah 42a ]
E ele lhes dirá: “Ouça, ó Israel, hoje você está se aproximando da batalha contra seus inimigos. Que seus corações não se desanimem; por causa deles.
“Ouça, ó Israel”: Mesmo que você não tenha nenhum mérito além da leitura do Shemá , você é digno de que Ele [Deus] o salve. — [ Sotah 42b]
contra os teus inimigos: Estes não são teus irmãos, porque se caires nas mãos deles, não terão piedade de ti; isso não é como a guerra de Judá com Israel, da qual o versículo afirma: “E os homens, que foram mencionados por nome, se levantaram e prenderam os cativos, e vestiram toda a sua nudez dos despojos, e eles vestiram-nos e calçaram-nos, e alimentaram-nos e deram-lhes de beber, e ungiram-nos, e levaram-nos sobre jumentos, cada um fraco, e os trouxeram a Jericó, a cidade das palmeiras, ao lado de seus irmãos, e eles voltaram para Samaria” ( II Crônicas 28:15) . Você, porém, está indo contra seus inimigos; portanto, fortaleçam-se para a batalha. — [ Sifrei ; Sotá 42a]
Que seus corações não sejam fracos; não temereis, não vos assustareis e não ficareis apavorados: Quatro advertências, correspondentes a quatro práticas nas quais os reis das nações se envolvem [durante a batalha]: Eles mantêm seus escudos juntos para golpeá-los contra um outro, produzindo assim um barulho alto para alarmar os que os confrontam, para que fujam; eles pisam [no chão pesadamente] com seus cavalos e os fazem relinchar, soando a batida dos cascos de seus cavalos, e eles gritam alto e tocam buzinas e [outros] tipos de instrumentos barulhentos.
Não se desfaleça o vosso coração: Por causa do relinchar dos cavalos;
não terás medo: do barulho feito pela fixação dos escudos;
e você não ficará alarmado: Ao som das buzinas;
e você não ficará apavorado: Com o barulho do grito. — [ Sifrei ; Sotá 42a]
Pois o Senhor, o seu Deus, é quem vai com você, para lutar por você contra seus inimigos, para salvá-lo.
Pelo Senhor teu Deus…: Eles vêm com a vitória da carne e do sangue, enquanto tu te aproximas com a vitória do Onipresente. Os filisteus vieram com a vitória de Golias – Qual foi o seu fim? Ele caiu, e eles caíram com ele.
Quem vai com você: Refere-se ao acampamento da arca. — [ Sotah 42a]
E os oficiais falarão ao povo, dizendo: Qual é o homem que edificou uma casa nova e [ainda] não a inaugurou? Deixe-o ir e voltar para sua casa, para que não morra na guerra e outro homem a inaugure.
[Qual é o homem que construiu uma casa nova] e ainda não [ainda] a inaugurou: isto é, ainda não viveu nela. O termo חִנּוּךְ denota início.
[Para que ele não morra na guerra] e outro homem a inaugure: Isso seria uma fonte de grande pesar.
E qual é o homem que plantou uma vinha e ainda não a resgatou? Que ele vá e volte para sua casa, para que não morra na guerra e outro homem a resgate.
[E qual é o homem que plantou uma vinha] e [ainda] não a resgatou: Heb. וְלֹא חִלְּלוֹ . Ele não resgatou a vinha no quarto ano [de seu crescimento], pois os frutos [do quarto ano] devem ser comidos em Jerusalém ou resgatados [trocando-os] por dinheiro, e para comer [comida comprada com] o dinheiro em Jerusalém.
E qual é o homem que se casou com uma mulher e ainda não a tomou? Deixe-o ir e volte para sua casa, para que não morra na guerra e outro homem a leve”.
para que ele não morra na guerra: Ele deve retornar para que não morra, pois se ele não obedecer ao kohen , ele merece morrer. — [ Sifrei ]
E os oficiais continuarão a falar ao povo e dirão: “Qual é o homem que é medroso e covarde? Deixe-o ir e voltar para sua casa, para que não faça derreter o coração de seus irmãos, como seu coração .”
E os oficiais continuarão: Por que diz aqui: “continuará” [lit. deve adicionar]? Eles acrescentam esta [declaração] às palavras do kohen , pois o kohen fala e anuncia em voz alta ao povo desde “Ouve, ó Israel” (versículo 3) até “para te salvar” (final do versículo 4), enquanto “O que homem está lá ”(versículo 5), e o segundo e terceiro [com o mesmo começo (versículos 6 e 7)], o kohen fala e um oficial anuncia em voz alta [ao povo]. Este versículo, porém, um oficial fala, e um oficial anuncia em voz alta. – [ Sotah 43a] De acordo com várias edições incunábulas de Rashi , “um kohen anuncia em voz alta”. [Ver Yosef Hallel.]
[Que homem existe] que é medroso e medroso: Rabi Akiva diz: [Este versículo deve ser entendido] de acordo com seu significado aparente, que ele não pode permanecer nas fileiras fechadas da batalha e olhar para uma espada desembainhada. O rabino José, o Galileu, diz que [significa] aquele que tem medo de seus pecados [que eles o farão cair na guerra, pois ele é indigno], e, portanto, a Torá lhe dá a desculpa de atribuir seu retorno para casa por causa de uma casa, um vinhedo ou uma esposa, para cobrir aqueles que voltam por causa de seus pecados, para que as pessoas não entendam que são pecadores. [Consequentemente,] aquele que vê essa pessoa voltando diria: “Talvez ele tenha construído uma casa, ou plantado uma vinha, ou desposado uma mulher.” – [ Sotá 44a]
E será que, quando os oficiais acabarem de falar ao povo, designarão oficiais das legiões nas extremidades do povo.
[Eles devem nomear] oficiais das legiões: Isso significa que eles colocam ( זַקָּפִין ) guardas na frente e atrás deles, com flechas de ferro nas mãos, e se alguém tentar recuar, o guarda tem autoridade para bater nas pernas . זַקָּפִין são pessoas que ficam à beira do campo de batalha para pegar ( לִזְקֹף ) os caídos e incentivá-los com palavras: “Volte para a batalha e não fuja, pois a fuga é o começo da derrota.” – [ Sifrei , Sotah 44a]

Tanya

Iggeret HaKodesh, início da Epístola 10

Depois de saudações de vida e paz,

que minhas palavras iniciais despertem “os ouvidos que ouvem a admoestação que dá vida” 1

que o Deus Vivo admoestou por meio de Seu profeta, 2 dizendo:

“As bondades de D’us certamente não terminaram…” 3

Surpreendentemente, o verbo hebraico usado aqui é tamnu (na primeira pessoa do plural), o que faria a frase significar “ não chegamos ao fim”. Se o versículo procurasse dizer que as bondades “não acabaram”, em vez de “por causa das bondades de D’us, não terminamos ”, certamente deveria ter usado o verbo tamu (na terceira pessoa do plural). , como o Alter Rebe continua a apontar.

Agora, realmente deveria ter dito ki lo tamu ,

como na frase, “Pois a tua bondade não acabou…” 4

O Alter Rebe responde que nosso verso de fato implica duas ideias: (a) as bondades não terminaram; (b) necessitamos de חַסְדֵי ה ‘ (bondade de D’us), כִּי לֹא תָמְנוּ — porque não somos “perfeitos” ou “completos”. (Na segunda interpretação, tamnu significa “nós não somos tamim ”, como será explicado em breve.)

Esta [anomalia] será compreendida à luz de uma declaração no Zohar sagrado : “Existem [dois] tipos diferentes de chesed : 5

há chesed olam …, literalmente, “um chesed semelhante ao mundo ”, um grau de bondade que é limitado por limites temporais,

e existe uma forma superior de bondade, ou seja, rav chesed (“bondade sem limites”) ….

Uma vez que é o serviço espiritual do homem que atrai a beneficência divina, o Alter Rebe agora passa a explicar que tipo de serviço provoca um fluxo descendente do “ chessed do mundo” e que tipo de serviço atrai o grau ilimitado de rav chesed .

Agora, é bem conhecido que a Torá é chamada de oz (“força”),

Assim, no verso, “D’us concede força ao Seu povo,” 6 a Gemara no Tratado Zevachim comenta, “’Força’ alude à Torá.” 7

que é uma expressão de guevurah .

Literalmente, guevurah significa “poder”, mas mais especificamente, como o nome de uma das sefirot , significa (em contraste com chesed ) a retenção da beneficência, conforme regulado pelo atributo Divino da justiça severa.

Como nossos Sábios, de abençoada memória, ensinaram: “Os 613 mandamentos foram declarados a Moisés no Sinai da Boca da guevurah ”. 8

Isto é, os 613 mandamentos foram proferidos por D’us quando Ele Se manifestou no atributo de guevurah , razão pela qual Ele mesmo é aqui referido pelo nome deste atributo.

Também está escrito: “De Sua mão direita, uma Torá de fogo [foi dada] a eles” 9 ; isto é , foi escrito em fogo, que é uma expressão do atributo de guevurah .

Isso significa:

O Alter Rebe introduz aqui uma explicação que antecipa a seguinte questão: Uma vez que a Torá de D’us foi dada “de Sua Mão direita “, que sempre conota bondade e benevolência (e, de fato, a Torá foi chamada de Torat Chesed – “uma Torá de bondade ” 10 ), como então o verso citado acima pode prosseguir para dizer que a Torá é uma expressão de fogo e guevurah ?

A fonte e a raiz da Torá são apenas “bondades de D’us”, que são referidas como “o lado direito”. 11

Isto é: A elicitação de Sua Divindade e do esplendor da [infinita] Ein Sof -light,

para os mundos superiores e inferiores,

[é efetuado] pelo homem, que atrai a luz sobre si mesmo,

pelo cumprimento dos 248 mandamentos positivos,

que são “os 248 órgãos do Rei” 12 ;

isto é, eles são os 248 vasos e vestimentas para o esplendor da [infinita] Ein Sof -luz que é investida neles.

Cada um dos mandamentos serve como um receptor ou veículo para a iluminação Divina particular que se reveste dentro dele, assim como cada órgão do corpo é um veículo ou receptor para uma faculdade particular da alma – o olho para o poder da visão, o ouvido para o poder de ouvir, e assim por diante.

13 E, como é sabido, desta luz, reverência e amor são atraídos para [uma pessoa enquanto ela executa] cada comando.)

A Torá e seus mandamentos são, portanto, um fluxo descendente de Divindade, brotando de Seu atributo de bondade.

No entanto, esse fluxo descendente foi atribuído primeiro ao atributo de G-d de guevurah , que é referido como “fogo”.

e que reflete uma contração ( tzimtzum ) da luz e da força vital que emana da [infinita] Ein Sof -luz,

permitindo-lhe, assim, tornar-se investido no cumprimento dos mandamentos,

praticamente todos os quais envolvem coisas materiais,

como tzitzit (que são feitos de lã) , tefilin (feito de couro e pergaminho) , sacrifícios (oferecidos de animais, plantas e minerais) e caridade (que envolve dinheiro ou outros objetos materiais) .

Mesmo os mandamentos que envolvem o espírito de um homem, como reverência e amor [a D’us],

também são de medida limitada 14 e de forma alguma de extensão infinita.

Pois nem mesmo por um momento o homem poderia sustentar em seu coração um amor tão intenso por D’us como é sem fim e limitação e ainda permanecer existindo em seu corpo.

De fato, um amor tão intenso certamente faria a alma voar.

Assim foi ensinado por nossos Sábios, de abençoada memória, 15 que na época da Outorga da Torá, quando a Divindade de D’us e a [infinita] Ein Sof -luz, foram manifestados [aos judeus no Sinai] em o nível [direto] do discurso revelado, “suas almas fugiram” de seus corpos.

Naquela época, D’us restaurou suas almas com o orvalho que Ele usará para reviver os mortos no Tempo Vindouro. Vemos, no entanto, que a iluminação em si era tão intensa que suas almas não podiam permanecer dentro de seus corpos nem por um momento.

Visto que o amor presentemente experimentado por uma alma dentro de um corpo não a faz fugir, segue-se que esse amor é inerentemente limitado. Isso também se aplica à admiração e ao amor que são experimentados como resultado da Divindade revelada nas mitsvot , conforme mencionado anteriormente. Este é o caso porque o fluxo da Divindade que desce através da Torá e seus mandamentos finitos é contido pelo atributo de guevurah .

Podemos agora entender os dois estágios implícitos no verso citado acima: Inicialmente, a Torá de fato procede “de Sua Mão direita ”, da bondade ilimitada do atributo de chesed – mas é então comunicada a nós “da Boca de a guevurah ” como “uma Torá de fogo”, como uma lei que é delimitada e restrita através do atributo Divino de guevurah , de modo que poderá encontrar expressão na finitude das mitsvot .

NOTAS DE RODAPÉ

1.Cfr. Provérbios 15:31 .

2.Nota do Rebe: “Também na conclusão [desta epístola], o Alter Rebe enfatiza que ‘isto é o que o profeta diz’ para adicionar certeza à seguinte declaração.”

3.Lamentações 3:22 .

4.Liturgia, Amidah ( Siddur Tehillat Hashem , p. 58; Edição Anotada , p. 51).

5.III, 133b.

6.Salmos 29:11 .

7.116a.

8.Makkot 23b.

9.Deuteronômio 33:2 .

10.Provérbios 31:26 .

11.Tikkunei Zohar , Introdução II ( Patach Eliyahu ).

12.Tikkunei Zohar , Tikkun 30 (pág. 74b).

13.Os parênteses estão no texto original.

14.Esta sendo uma característica do atributo de guevurah .

15.Shabat 88b.

O Mês de Elul

“Sou do meu amado e meu amado é meu”

Segundo o Sêfer Yetzirah, cada mês do ano judaico tem uma letra do alfabeto hebraico, um signo do Zodíaco, uma das doze tribos de Israel, um sentido e um membro controlador do corpo que correspondem a ele.

Elul é o sexto mês do calendário judaico.

Em Elul nos preparamos para a chegada dos Grandes Dias festivos, tocando o shofar todas as manhãs, tendo nossas mezuzot e nossos tefilin examinados para ter certeza de que ainda estão adequados, tendo mais cuidado com a cashrut e recitando selichot especiais (preces penitenciais) à medida que se aproxima o final do mês.

Por que fazemos tudo isso no mês de Elul? Não podemos esperar até mais próximo de Rosh Hashaná e Yom Kipur?

De qualquer forma, a maioria de nós “trabalha” melhor sob pressão!

Estas questões podem ser explicadas por uma bela parábola:

Uma vez por ano, um rei muito poderoso deixa seu palácio, seus guardas, seu luxo e vai até o campo para encontrar seus súditos.

No campo, as pessoas podem perguntar o que quiserem ao rei. Não precisam esperar em longas filas, passar por revistas de segurança, ser anunciados com cerimônia. Podem falar com ele sem hesitação.

No entanto, uma vez que o rei tenha retornado a seu palácio, os súditos terão novamente de passar por todos os tipos de protocolo para encontrá-lo. Portanto, obviamente, seus súditos aproveitam a oportunidade ao máximo.

Elul é chamado “mês do arrependimento”, “da misericórdia” e “do perdão”. Elul segue os dois meses anteriores de Tamuz e Av, os meses dos dois grandes pecados de Israel, o pecado do bezerro de ouro e o pecado dos espiões.

As quatro letras do nome Elul são um acrônimo para as letras iniciais da frase em Shir Hashirim (6:3): “Sou do meu amado e meu amado é meu.”

“Sou do meu amado” em arrependimento e desejo consumado de retornar à raiz de minha alma em D’us. “E meu amado é meu” com expressão Divina de misericórdia e perdão.

Este é o mês que “o Rei está no campo”. Todos podem aproximar-se d’Ele, e Seu semblante reluz para todos.

Elul é o mês de preparação para os grandes Dias Festivos de Tishrei. Foi neste mês que Moshê ascendeu ao Monte Sinai pela terceira vez por um período de quarenta dias, de Rosh Chôdesh Elul a Yom Kipur, quando ele desceu com as segundas “Tábuas do Pacto”. Nestes dias D’us revelou grande misericórdia ao povo judeu.

Na guematria, Elul equivale a 13, aludindo aos 13 princípios da Divina misericórdia que são revelados no mês de Elul.

Letra: Yud

O yud é a primeira letra do tetragrama, o Nome essencial de D’us Havayah, o Nome de misericórdia. É também a letra final do Nome Adnut, o Nome que encerra o Nome Havayah para revelar e expressá-lo ao mundo. Assim, o yud é o início (da essência da Divina misericórdia, Havayah) e o yud é o fim (da manifestação da Divina misericórdia, Adnut).

Toda forma criada começa com um “ponto” essencial, de energia e força de vida, o ponto da letra yud. O fim do processo criativo é também um “ponto” de consumação e satisfação, um yud. “No princípio D’us criou…” é o ponto inicial; “e D’us concluiu no sétimo dia…” é o ponto final.

A palavra yud significa “mão”. Nossos Sábios interpretam o versículo: “Até Minha mão fundou a terra, e Minha mão direita desenvolveu os céus” – que D’us estendeu Sua mão direita para criar os céus e estendeu Sua mão esquerda para criar a terra.” A mão direita é o ponto de início; a mão esquerda é o ponto do final.

No versículo acima citado, a mão esquerda (à qual se refere como “Minha mão” sem qualquer designação definida de esquerda ou direita) aparece antes da mão direita. Isso combina com a opinião de Hillel de que “a terra precedeu [os céus].” A terra representa a consumação da Criação – “o fim da ação vem primeiro no pensamento”.

O yud de Elul é, especificamente, a mão esquerda, o controlador do sentido do mês, o sentido da ação e retificação. Este é o ponto final da Criação atingindo seu supremo objetivo e fim, o yud de Adnut refletindo-se perfeitamente na realidade criada, o yud de Havayah.

Mazal: betulá (Virgem)

A betulá simboliza a amada noiva de D’us, Israel, a noiva do Shir Hashirim, que diz a seu noivo “Eu sou do meu amado e meu amado é meu”.

A palavra betulá aparece pela primeira vez na Torá (e a única vez na descrição de uma mulher específica) em louvor de nossa matriarca Rivca, antes de seu casamento com Yitschac.

Na Cabalá, a união de Yitschac e Rivca simboliza o serviço espiritual de prece e devoção a D’us. Yitschac (Yitschac, 208) mais Rivca (Rivca, 307) = 515 = tefilá, “prece”.

Na Chassidut, o versículo “Sou do meu amado e meu amado é meu” refere-se, especificamente, ao serviço de prece do mês de Elul.

A “virgem” de Elul (Rivca” dá à luz [retroativamente, com respeito à ordem dos meses do ano]) aos “gêmeos” de Sivan (Yaacov e Essav, os filhos de Rivca, como foi explicado acima). As primeiras Tábuas, dadas em Sivan, foram quebradas (devido ao pecado). As segundas Tábuas, dadas a Moshê em Elul (o mês do arrependimento) estão inteiras. O arrependimento é identificado na Cabalá com “mãe” (em geral, e Rivca em particular). “Mãe” é biná = 67 = Elul.

Na Cabalá, a “mãe” permanece para sempre (no plano espiritual) uma “virgem”. Num contínuo estado de teshuvá e tefilá, sua “sempre-nova” união com o “pai” jamais cessa – “dois companheiros que jamais se separam.” Com a vinda de Mashiach, assim será o estado do noivo inferior e da noiva. (“Pai” e “mãe” correspondem às primeiras duas letras de Havayah – “a união mais elevada”; “noivo” e “noiva” ou “filho” e “filha” correspondem às segundas duas letras de Havayah – “a união inferior”).

A betulah simboliza também a “terra virgem”, a Terra de Israel destinada a desposar o povo de Israel, como declara o profeta: “Como um jovem desposa uma virgem, assim os filhos te desposarão [a Terra de Israel]” (Yeshayáhu 62:5). Vemos aqui que os filhos se casam com a “mãe terra”, que permanece ” terra virgem “.

A terra representa a retificação da ação, o sentido do mês de Elul, como foi descrito acima.

Tribo: Gad

Gad significa “acampamento”, como no versículo (a bênção de nosso Patriarca Yaacov a seu filho Gad): “Gad organizará [literalmente. acampará] os acampamentos [acampamentos do exército], e retornará com todos os seus campos” (Bereshit 49:29). O talento especial de Gad é organizar uma “legião”.

O nome Gad significa também “boa sorte”. É realmente a “boa sorte” de Israel ser a amada noiva de D’us, e sua “boa sorte” se revela através dos meios de nossas boas ações, especialmente aquelas cuja intenção é retificar nossas falhas e nos embelezar, como uma noiva para seu noivo.

A “boa sorte” de Gad tem relação, na Cabalá, aos treze princípios de misericórdia que são revelados no mês de Elul, a fim de despertar a alma de sua raiz (sua “boa sorte”) para retornar a D’us.

Gad = 7. Gad foi o sétimo filho de Yaacov a nascer. Mazal, a palavra mais usada para “boa sorte” = 77. A letra do meio de mazal é zayin = 7. Quando as duas letras gimmel dalet que formam o nome Gad (=7) são substituídas pelo zayin (=7) de mazal, a palavra migdal, “torre”, é formada. O versículo declara: “Uma torre [migdal = 77] de força [oz = 77] é o Nome de D’us, a ela correrá o tsadic e será exaltado.” Na Cabalá, a “torre de força” representa a noiva, a betulah de Elul, a alma-raiz e mazal do povo judeu. O tsadic, o noivo, corre, com todas as suas forças, para entrar na “torre de força”.

Sentido: ação

O sentido da ação é o “sentido” e “conhecimento” interior de que por meio de devotados atoa de bondade a pessoa sempre é capaz de retificar qualquer falha ou estado imperfeito da alma. Este é o sentido necessário para o serviço espiritual de Elul, o serviço de arrependimento e verdadeira teshuvá a D’us. O sentido da ação é assim o sentido de nunca desesperar. Este é o “ponto”, o yud (de Elul), do serviço Divino. Sem ele a pessoa não pode sequer começar (ou terminar) uma ação.

O sentido da ação é a inclinação de consertar um objeto quebrado (“salvar” uma situação) em vez de jogá-lo fora.

Além disso, o sentido da ação é o sentido de organização e de gerenciamento de sistemas complexos (como Gad, a tribo de Elul significa “acampamentos” e “legiões”).

Sobre a letra yud de Elul afirma-se: “D’us com sabedoria [o ponto do yud] fundou [retificou] a terra [o sentido da ação].”

Controlador: mão esquerda

Como foi mencionado acima, D’us estendeu Sua mão esquerda para criar a terra (e, como citado acima: “D’us com sabedoria fundou a terra” [Mishlê 3:19]).

A mão direita (a mais espiritual das duas mãos, que criou os céus – “Levante os olhos e veja Quem criou estes” – a dimensão interior, espiritual, da realidade) controla o sentido da visão, ao passo que a mão esquerda (mais física) controla o sentido da ação.

A mitsvá (mandamento da ação) de tefilin shel yad é cumprida com a mão esquerda (a mão direita o coloca sobre a mão esquerda, i.e., a “vê” sendo cumprida com a mão esquerda).

É a mão esquerda que toca o coração. Isso nos ensina que toda ação retificada deriva das boas emoções e intenções do coração.


Por Rabino Yitzchak Ginsburgh

Rabino Yitzchak Ginsburg é fundador e diretor do Instituto Gal Einai: Instituto de Estudo Interdisciplinário Avançado de Torá, Arte e Ciências. Renomado explicador de Cabalá e Chassidut, Rabino Ginsburg escreveu mais de quarenta livros esclarecendo tópicos de Torá como psicologia, medicina, política, matemática e relacionamentos.