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Tehilim de Hoje

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6–10 minutos

Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 106-107

Segunda-feira, 22 Adar II 5784 / 1 Abril, 2024

Salmo 106

Este Salmo continua o apanhado histórico do Salmo anterior. É muito mais que uma lição de história; ensina qual a lição a ser aprendida da história: a de que a presença e a benevolência de Deus estão sempre próximas dos que, se abrirem seus olhos, poderão vê-las. A mão de Deus estará sempre estendida para receber e apoiar o penitente, mesmo que tropece no pecado.

  1. Louvado seja o Eterno! Louvai ao Eterno porque imensa é Sua bondade e eterna Sua misericórdia.
  2. Quem encontrará palavras apropriadas para narrar Seus feitos poderosos? Quem apregoará todos os Seus louvores?
  3. Bem-aventurados todos os que cumprem Sua lei e agem com justiça em todos os momentos.
  4. Lembra-Te de mim, ó Eterno, quando favoreceres Teu povo, e concede-me Tua salvação
  5. para que eu possa participar da ventura dos Teus eleitos, regozijar-me com a alegria de Tua nação e glorificar-me com a Tua herança.
  6. Assim como nossos pais, pecamos também, praticamos iniqüidade e fomos perversos.
  7. Nossos antepassados no Egito não compreenderam Teus atos miraculosos, não mantiveram constante a lembrança de Tua imensa benignidade e contra Ti se rebelaram nas margens do Mar Vermelho.
  8. Apesar disto, Tu os salvaste pelo amor de Teu Nome, e para tornar patente perante todos Teu poder.
  9. Fez secar o Mar Vermelho ante Seu clamor e os conduziu por suas profundezas como se fora um deserto.
  10. O Eterno os salvou de seus opressores, redimiu-os das mãos de seus inimigos.
  11. As águas cobriram seus atormentadores e nenhum conseguiu escapar.
  12. Acreditaram, então, plenamente em Suas palavras e lhe elevaram cânticos de louvor.
  13. Muito depressa, porém, esqueceram Seus feitos e abandonaram Sua orientação.
  14. No deserto, deixaram-se dominar por desejos e naqueles ermos testaram a Deus.
  15. Ele atendeu seu pedido, mas não impediu que se enfraquecessem suas almas.
  16. No acampamento, invejaram tanto a Moisés quanto a Aarão, o consagrado do Eterno.
  17. Abriu-se a terra e tragou Datan e engoliu Aviram e seus seguidores.
  18. Fogo desceu sobre eles, uma chama queimou os ímpios.
  19. Fabricaram um bezerro em Chorev e ante sua imagem se prostraram
  20. Trocaram a glória do Eterno por uma estátua de um animal comedor de feno.
  21. Olvidaram Deus, seu Redentor, que realizou prodígios no Egito,
  22. maravilhas na terra de Cham e atos temíveis no Mar Vermelho.
  23. O Eterno os destruiria se não tivesse Moisés, Seu escolhido, se interposto perante Ele para aplacar Sua ira.
  24. Desprezaram depois a boa terra que lhes havia sido prometida, por não acreditarem em Sua palavra
  25. e, em suas tendas murmuraram lamúrias, não atendendo a voz do Eterno.
  26. Ele, então, ergueu Sua mão como símbolo do voto que fez, de deixá-los prostrados no deserto
  27. e de dispersar seus descendentes entre as nações da terra.
  28. Não hesitaram em juntar-se a Baal Peór e comer dos sacrifícios dos mortos.
  29. Seus atos provocaram ainda mais Sua ira e Ele os castigou com uma praga.
  30. Pinchás, porém, levantou-se contra esse comportamento e fez justiça com suas próprias mãos, fazendo assim cessar a praga.
  31. Seu zelo lhe foi creditado como um penhor de integridade, transmitido de uma geração à outra para todo o sempre.
  32. Eles novamente provocaram Sua ira nas águas de Meribá, e Moisés sofreu por sua causa,
  33. pois exasperaram seu espírito, levando-o a pronunciar palavras ásperas.
  34. Não destruíram as nações idólatras como lhes ordenara o Eterno,
  35. e sim misturaram-se a elas, copiaram seus atos,
  36. serviram seus ídolos, provocando, assim, sua própria ruína.
  37. Desceram a ponto de imolar aos demônios seus filhos e filhas
  38. cujo sangue inocente derramaram nestes sacrifícios aos ídolos de Canaã, contaminando, assim, a terra.
  39. Se impurificaram por seus atos, perderam-se por seu comportamento.
  40. E o Eterno mais e mais irou-Se com Seu povo e repudiou Sua herança.
  41. Entregou-os nas mãos de nações inimigas e foram dominados por aqueles que os odiavam.
  42. Seus dominadores os oprimiram e foram humilhados por seu poder.
  43. Por muitas vezes, Ele os resgatou mas, novamente, se rebelavam e eram abatidos por suas iniqüidades.
  44. Mas Ele Se apercebeu de sua angústia ao ouvir seu clamor.
  45. Lembrou de Sua aliança e, por Sua imensa misericórdia foi bondoso para com eles.
  46. Fez com que a piedade chegasse ao coração de seus captores.
  47. Ouviu seu brado: “Salva-nos, ó Eterno, nosso Deus! Recolhe-nos dentre as nações de nossa dispersão para que possamos novamente exaltar Teu santo Nome e dedicar glorificações em Tua honra.”
  48. Bendito seja o Eterno, Deus de Israel, de geração em geração; e todo o povo dirá Amen! Louvado seja o Eterno! Haleluiá!

Salmo 107

Este Salmo conclama os que experimentaram a salvação e a libertação (individual ou nacional) promovidas por Deus, a proclamar publica-mente sua gratidão. Eles devem proclamar que Sua benevolência dura para sempre. A bondade Divina se manifesta pela salvação e pelo próprio perigo, que tira a pessoa de sua complacência e instila nela a consciência do tropeço e desesperança, s não fosse o providencial cuidado divino.

  1. Louvai ao Eterno, porque Ele é bom; eterna é Sua misericórdia.
  2. Que o proclamem os que foram por Ele resgatados, os que Ele remiu das mãos dos inimigos
  3. e trouxe de terras distantes, do Oriente e do Ocidente, do norte e do sul.
  4. Alguns vagavam pelo deserto, por caminhos desolados e inóspitos, e não encontraram cidade alguma para nela se refazer.
  5. Famintos e sedentos, sua alma já parecia desfalecer.
  6. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  7. Conduziu-os por um caminho reto a um lugar habitado.
  8. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  9. Pois fartou a alma sedenta e satisfez com bondade a alma aflita.
  10. Outros jaziam nas trevas, sob as sombras da morte, presos em grilhões de ferro, oprimidos pela aflição,
  11. por terem se rebelado contra as palavras do Eterno e desprezado os desígnios do Altíssimo.
  12. Ele humilhou seu coração com árduos trabalhos; andavam aos tropeços e não encontravam quem os amparasse.
  13. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  14. Tirou-os das trevas, libertou-os da sombra da morte e quebrou seus grilhões.
  15. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  16. Pois escancarou as portas de bronze, despedaçando seus ferrolhos.
  17. Outros, ainda, insensatos que foram por seu caminho de transgressões e pelas iniqüidades que praticaram, são acossados por aflições.
  18. Sua alma não aceita conforto, seu corpo, alimento, e alcançam os portais da morte.
  19. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  20. Sua palavra os curou e os preservou da destruição.
  21. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  22. Tragam oferendas em ação de graças, e com júbilo exaltem Suas obras.
  23. Aqueles que em seus navios percorrem os mares comerciando sobre suas águas,
  24. percebem as obras do Eterno e vêem, nas profundidades, Suas maravilhas.
  25. Pois, ante Sua ordem, surgem ventos tempestuosos que encrespam as ondas,
  26. que se erguem para os céus e descem aos abismos, angustiando suas almas, derretendo sua coragem.
  27. Cambaleiam como ébrios, desvanece sua sabedoria, inútil é sua habilidade.
  28. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  29. Ele faz cessar a tormenta e aquieta as ondas.
  30. Alegram-se, então, porque acabou a tempestade; Ele os conduz ao porto desejado.
  31. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  32. Exaltem-No na congregação do povo e glorifiquem- No na assembléia dos anciãos.
  33. Pela maldade de seus habitantes Ele torna estéril a terra frutífera,
  34. converte rios em desertos e fontes de água em terra seca.
  35. Em contraste, pelos que o merecem, converte o deserto em lago, a terra seca em fontes de água.
  36. Ampara os famintos, para que edifiquem uma cidade para sua habitação;
  37. semeiam os campos e plantam vinhedos que proporcionam frutos copiosos.
  38. Abençoa-os e, por Sua bênção, se multiplicam em grande número mas nem por isto lhes falta gado,
  39. embora estivessem, há pouco, abatidos pela tristeza, opressão e aflições.
  40. Sobre os nobres que não seguem Seus ensinamentos derrama Seu desprezo e os faz vagar errantes por caminhos desertos.
  41. Aos humilhados pela opressão, porém, Ele eleva e torna numerosas suas famílias.
  42. Vendo isto, se alegrarão os justos e calar-se-ão os iníquos.
  43. Que disto se aperceba quem é sábio e compreenderá, então, a bondade misericordiosa do Eterno.

O segundo capítulo do Salmo de hoje fala sobre os quatro grupos de pessoas que agradecem a Hashem pelos milagres que acontecem com eles.

Durante a semana, acabamos precisando dos milagres de Hashem também, pelas dificuldades do nosso trabalho durante a semana. Essas coisas podem ser perigosas para o nosso corpo ou para a nossa alma, mas Hashem nos salva delas!

Aqui estão os quatro tipos de perigos dos quais falamos:

1) To’u Bamidbar — Uma pessoa que atravessa o deserto precisa agradecer a Hashem.
2) Yoshvei Choshech Vetzalmaves — Uma pessoa que estava na prisão agradece a Hashem por libertá-lo.
3) Yordei Hayam Be’anios — Uma pessoa que atravessa o oceano agradece a Hashem por atravessar com segurança.
4) Evilim Miderech Pisham — Uma pessoa que estava doente e tem uma Refuah Sheleimah precisa agradecer a Hashem pelo milagre.

Veja Shaar Hakolel p. 52

Nach Yomi (Tanach Diário)

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5–7 minutos

Comentado por Rabbi Adin Even-Israel Steinsaltz

Neviim (Profetas) | Zacarias 11

Esta profecia contém uma parábola, uma lamentação e um castigo dirigido aos líderes de Israel, com relação ao lamentável estado das pessoas. A parábola dos pastores que aparece aqui lembra parábolas semelhantes em outras partes da Bíblia Hebraica. É difícil determinar o período exato do qual Zacarias está falando, mas provavelmente ele não está lidando com sua própria época. Os midrashim que interpretam esta profecia como referindo-se às gerações futuras observam certas características que podem aludir a eventos de tempos posteriores.

Capítulo 11

  1. Abra suas portas, as entradas que levam a você, floresta do Líbano; alternativamente, o Líbano é uma referência ao Templo, e o profeta pede que suas portas sejam abertas ao inimigo, e o fogo consumirá seus cedros.
  2. Lamenta, zimbro, uma das árvores do Líbano, porque caiu o cedro, árvore que atinge grandes alturas no Líbano, porque as árvores poderosas foram devastadas; lamentai, carvalhos de Basã, porque a floresta fortificada, repleta de árvores amontoadas, caiu.
  3. Ouve-se o som do lamento dos pastores, porque o seu pasto, que estava coberto de vegetação, está assolado, e ouve-se o som do rugido dos leões novos, porque o matagal do Jordão está assolado.
  4. Assim me disse o Senhor meu Deus : Pastoreia o rebanho de ovelhas que não é cultivado para leite ou lã, mas principalmente para abate, cujos compradores os matarão, sem se sentirem culpados por matar os animais; e cujos vendedores dizem: Bendito seja o Senhor, e ficarei rico. O vendedor também não se incomoda com o abate; e os seus próprios pastores não terão pena deles. Nenhum cuidado é demonstrado para com o rebanho abatido; os compradores os matam, os vendedores ficam felizes por se livrarem deles e os pastores não têm piedade deles.
  5. Pois não terei mais compaixão dos habitantes da terra, que são comparados a ovelhas abandonadas – a expressão do Senhor; eis que entregarei o povo, cada um na mão do seu próximo e na mão do seu rei. As pessoas oprimir-se-ão umas às outras e o próprio rei será provavelmente o pior ofensor de todos. E assim eles vão espancar e despedaçar a terra, e eu não a livrarei de suas mãos.
  6. O profeta relata: Pastoreei o rebanho que vai para o matadouro, como me foi ordenado na minha visão profética, na verdade eram os pobres do rebanho, os exemplares mais miseráveis. E tomei para mim dois cajados, um que chamei de Agradabilidade e outro que chamei de Injuriadores, nomes simbólicos que expressam o tratamento diferente dispensado às ovelhas. E eu pastoreei o rebanho. O pastor-líder deve saber quando tratar gentilmente o seu rebanho e quando agredi-lo.
  7. Eu removi os outros três pastores que cuidavam do rebanho em um mês, e Minha alma ficou impaciente com eles, eu não pude suportar o rebanho e seus pastores, e sua alma também me odiava [ bah · ] Eu. A palavra baĥala é talvez uma confusão deliberada das letras de ĥovelim , Injuradores, nome de um dos bastões do verso anterior.
  8. Eu disse: não vou mais pastorear você. Eu me absolvo de qualquer responsabilidade adicional pelo seu cuidado e, portanto, os moribundos morrerão, e os perdidos se perderão, e quanto aos restantes que não abandonaram o rebanho, cada um comerá a carne do outro.
  9. Peguei no meu bordão, aquele que se chama Agradabilidade, e quebrei-o, para violar a minha aliança que fiz com todos os povos, na qual os proibi de fazerem mal ao meu rebanho.
  10. Ele, o convênio, foi violado naquele dia, pois restava apenas o pessoal chamado de Injuradores; e os pobres do rebanho que Me atendem, que acompanham minhas ações e me escutam, sabiam que assim era, pois é a palavra do Senhor.
  11. Eu disse a eles, anônimos donos do rebanho: eu cuidava do rebanho com a ajuda dos dois cajados. Talvez não tenha tido muito sucesso, pois não consegui resgatá-los e reabilitá-los, mas tentei liderá-los com o melhor de minha capacidade. Agora, se for bom aos seus olhos, pague-me meus honorários e, se não, pare. Não posso forçá-lo a me pagar. Pesaram meus honorários, trinta siclos de prata. Embora o significado de todos os vários detalhes deste evento simbólico seja obscuro e tenha sido interpretado de diferentes maneiras, aparentemente refere-se a algum tipo de governante de Israel que já não tem força para liderar e, consequentemente, o seu rebanho é deixado em paz. seu próprio. No entanto, ele recebe alguma recompensa em gratidão pelos seus serviços.
  12. O Senhor me disse: Não use esta prata, mas jogue-a ao artesão, dê-a a um oleiro, talvez para derreter a prata, junto com o precioso manto [ eder ] com que fui distinguido sobre eles, o rebanho. Em outras palavras: E também o fino manto [ aderet ] com que fui honrado, ou a honra que tirei do rebanho. Tirai ao povo o esplendor que o envolve. Peguei os trinta siclos de prata e joguei na Casa do Senhor, para o artesão. As moedas de prata foram colocadas no Templo de Deus.
  13. Quebrei meu segundo cajado, Feridos. Quando o pastor carece até mesmo dos símbolos de controle, ele renuncia inteiramente ao seu posto. Entre outras consequências, este ato serviu para romper a irmandade entre Judá e Israel. Provavelmente isto não se refere ao período do próprio Zacarias, mas a uma era que o precedeu, ou a algum tempo futuro.
  14. O Senhor me disse: Além disso, pegue os apetrechos, as vestes, de um pastor incompetente, um fracasso.
  15. Pois eis que estou estabelecendo um pastor, um líder terrível, na terra. Ele não fará contas com os perdidos, não contará nem se preocupará com as ovelhas que estão perdidas, e não procurará as ovelhas jovens , e não curará as quebradas, aquelas com membros quebrados; e ele não alimentará os que estão de pé, os que não se alimentam, mas ele mesmo comerá a carne da gordura, e então quebrar-lhes-á os cascos, para seu próprio uso. O pastor não terá interesse no bem-estar do seu rebanho. Além disso, ocasionalmente ele agarra uma das ovelhas para suas próprias necessidades.
  16. O profeta emite uma lamentação pela liderança de Israel. Conforme afirmado acima, não está claro a que período histórico isso se refere. Ai! O pastor inútil, o líder que carece de todo poder e eficácia, que abandona o rebanho; uma espada mortal estará em seu braço e em seu olho direito; seu braço murchará e seu olho direito ficará cego. Zacarias retrata uma liderança apática quanto ao seu papel e que tira vantagem do povo para seu próprio benefício. Quando alguém, talvez o próprio profeta, tenta orientar e moldar a forma correta de liderança como, na parábola, o equilíbrio adequado entre os cajados da Agradabilidade e dos Injuriadores, seus esforços são em vão. Os líderes dos níveis mais baixos abandonam o líder principal e ninguém quer continuar. O líder principal também sai, e só ficam os inúteis, com as suas pretensões de liderança, embora não passem de um grupo de exploradores. Em última análise, as pessoas ficam indefesas e lutam entre si.

Sabedoria Todo Dia, 21 de Adar 5784

Por Moshe Wisnefsky

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4–7 minutos

9:1 ​​Durante os sete dias anteriores, não houve nenhuma manifestação Divina em resposta aos ritos de instalação que Moisés realizou em Aarão e seus filhos. O povo ficou desanimado com isso e reclamou com Moisés que todos os seus esforços em doar os materiais para o Tabernáculo e construí-lo foram aparentemente em vão, visto que Deus evidentemente ainda estava irado com eles devido ao incidente do Bezerro de Ouro. Moisés respondeu que a Presença Divina agraciaria seu trabalho somente depois que Aarão começasse a oficiar como sumo sacerdote, enquanto seu mérito fosse superior ao de Moisés. (Rashi em Levítico 9:23, abaixo) Assim, no oitavo dia dos ritos de instalação, o 1º de Nisan de 2449, após erguer o Tabernáculo e realizar todos os ritos que lhe foi ordenado que realizasse, (Êxodo 40: 17-33). Moisés convocou Aarão, os filhos de Arão e os anciãos de Israel, para informá-los que agora que ele havia completado os ritos de instalação, Deus lhe ordenou que Aarão entrasse no Tabernáculo e realizasse o resto dos ritos do dia, e que Aarão não estava fazendo isso por sua própria iniciativa.

Ele disse a Aarão: “Toma para ti um bezerro de segundo ano, como oferta pelo pecado, e um carneiro, como oferta de ascensão, ambos sem defeito, e traze -os diante de Deus. O bezerro significará que Deus perdoou você pela sua participação no incidente do Bezerro de Ouro.

Você deve falar aos israelitas, dizendo: ‘Reúnam um bode como oferta pelo pecado; um bezerro e um cordeiro, ambos de um ano e sem defeito, como oferta de ascensão;

um boi e um carneiro como ofertas pacíficas, para serem sacrificados diante de Deus; e uma oferta de cereais amassada com azeite e assada como pães ázimos, pois hoje Deus está lhe aparecendo manifestando Sua presença no Tabernáculo que você construiu, mas para que isso aconteça, você deve primeiro realizar estes ritos.‘ ”

Eles foram e levaram o que Moisés havia ordenado que levassem para a frente da Tenda do Encontro, e então, mais uma vez, toda a comunidade se aproximou da Tenda do Encontro e ficou diante de Deus.

Moisés disse: “Este — o seguinte procedimento — é o que Deus ordenou que você fizesse para que a glória de Deus apareça a você”.

7 Arão, ainda ciente de seu papel no incidente do Bezerro de Ouro, ficou envergonhado e com medo de se aproximar do Altar, então Moisés disse a Aarão: “Por que você está envergonhado? Você foi escolhido para esta função! Aproxime-se do altar e ofereça o bezerro como oferta pelo pecado e o carneiro como oferta de ascensão, expiando por si e pelo povo, e ofereça o bode, o bezerro e o cordeiro como sacrifício do povo, expiando-os, como Deus ordenou.

Então Aarão aproximou-se do altar e matou seu bezerro como oferta pelo pecado.

Os filhos de Arão receberam o sangue (Leia Levítico 1:5; e Likutei Sichot, vol. 32, pp. 54-57) num vaso e trouxeram-lhe o sangue. Ele mergulhou o dedo no sangue, colocando um pouco nas saliências do Altar e derramando o resto do sangue na base do Altar.

10 Ele queimou a gordura, os rins e o diafragma, com parte do fígado da oferta pelo pecado no altar, como Deus havia ordenado a Moisés. (Leia Êxodo 29:13).

11 Conforme lhe foi ordenado, queimou a carne e o couro no fogo, fora do acampamento. Esta foi uma exceção à regra de que apenas as ofertas pelo pecado cujo sangue é aplicado no Altar Interno devem ser queimadas.

12 Ele matou a oferta de ascensão. Os filhos de Arão receberam seu sangue em um vaso e apresentaram-lhe o sangue no vaso, pronto para aplicação no Altar, (Leia Likutei Sichot, vol. 32, pp. 54-57), e ele o tirou deles e o despejou nos cantos noroeste e sudeste do Altar, de modo que o sangue pudesse ser considerado como circundando o Altar. 

13 Apresentaram-lhe também a oferta de ascensão cortada nos pedaços prescritos, pronta para ser queimada, (Leia Likutei Sichot, vol. 32, pág. 57) com a cabeça. Ele os queimou no Altar.

14 Ele lavou as vísceras e as pernas e queimou-as no altar, em cima da gordura queimada da oferta ascendente.

15 Ele então apresentou os animais para o sacrifício do povo. Ele pegou o bode de oferta pelo pecado do povo, abateu-o e realizou nele todos os procedimentos de uma oferta pelo pecado, assim como o primeiro sacrifício que ele ofereceu, sua própria oferta pelo pecado.

16 Ele apresentou o bezerro e o cordeiro para a oferta ascendente e os ofereceu conforme o regulamento de uma oferta ascendente voluntária, (Leia Levítico 1:2-17) pois os procedimentos seguidos para as ofertas ascendentes voluntárias e obrigatórias são idênticos.


Durante todo a inauguração, Moisés nosso mestre, trouxe as ofertas. Mas Deus ainda não mostrou aos judeus que Sua Presença estava descansando no Tabernáculo! Os judeus ficaram muito envergonhados por trabalharem tanto para construir o Tabernáculo para que Deus os perdoasse pelo Bezerro de Ouro, mas a Presença Divina ainda não desceu.

Moisés nosso mestre, disse aos povo judeu que a Presença Divina repousaria no Tabernáculo quando Aarão o Sacerdote começasse seu serviço!

Assim, no oitavo dia de preparação do Tabernáculo, Aarão trouxe algumas ofertas pela primeira vez no Altar! Moisés havia preparado o Tabernáculo, mas agora era hora de Aarão e seus filhos serem os sacerdotes. E agora a Presença de Deus repousaria no Tabernáculo!

No oitavo dia, Moisés convocou Arão e seus filhos.  Levítico 9:1

Devido às limitações de nossas mentes humanas finitas, não podemos alcançar a consciência Divina definitiva por conta própria. D’us, portanto, revelou a Divindade de tal forma que podemos compreendê-la, dando-nos a Torá. Uma vez realizado isso, o próximo passo foi preparar o mundo para absorver a Divindade que é inerente à Torá, pois sem preparação de nossa parte, a revelação Divina não pode ser absorvida em nosso ser e, portanto, não pode nos elevar em nenhum aspecto. Maneira significativa ou duradoura.

D’us nos deu a Torá por Moisés, mas Aarão foi quem tornou a sociedade receptiva à Divindade, inspirando o povo a aspirar à vida espiritual. Foi, portanto, Aarão quem completou o processo de revelação divina iniciado por Moisés. Os ritos que Moisés realizou nos ritos de instalação do Tabernáculo não revelaram a presença de D’us; somente aqueles que Aarão executou conseguiram isso.

Todos nós desejamos sentir a presença de D’us em nossas vidas. Para que isso aconteça, devemos imitar Aarão: “amar a paz e buscar a paz; ame seus semelhantes e aproxime-os da Torá.” (Likutei Sichot, vol. 7, pp. 298–299.)

Recite Hoje: Salmos 104-105

Nach Yomi (Nach Diário) 18 Adar II, 5784

Por Rashi

|Traduzido por Antonio Braga|

3–5 minutos

Nevi’im (Profetas) Zacarias

Zacarias – Capítulo 10

Com Cometários de Rashi

1 Peça chuva ao Eterno na hora da chuva serôdia; o Eterno faz nuvens de chuva e lhes dará chuva; para cada pessoa, grama no campo.
Peça chuva: se precisar.
Nuvens de chuva: Nuvens que trazem chuva
para cada pessoa, grama no campo: para um homem e para uma grama que precisa de chuva.


2 Pois os terafins falavam futilidades, e os adivinhos imaginavam mentiras, e os sonhadores falam mentiras; eles consolam com vaidade. Portanto, eles viajaram como ovelhas; eles foram humilhados, porque não há pastor.
Para os terafins, etc., e os adivinhos imaginaram mentiras, e sonhadores: que enganaram seus antepassados, dizendo: “Eu sonhei”. Eles encorajariam [seus antepassados] a se rebelarem contra o Santo, bendito seja Ele. Falavam futilidade e falavam vaidade, dizendo “paz” – mas não havia paz.
Portanto, eles viajaram: eu, porém, sou um verdadeiro profeta para eles.
eles foram humilhados: “humilhar-se diante de mim”. Uma expressão de humildade.


3 A minha ira se acendeu contra os pastores, e visitarei os bodes, porque Adonai Tzevaot se lembrou do seu rebanho, a casa de Yehudá, e fez dela o seu cavalo majestoso na batalha.
A minha ira se acendeu contra os pastores: contra os reis da Grécia.
sobre os bodes: Contra seus príncipes, e assim o declarou Yonatan: Minha ira foi contra os reis e sobre os governantes que visito. Os gregos foram comparados a bodes em ( Dan. 8:21) : “E o bode rude é o rei da Grécia”. Quem quiser explicar o assunto [de outra forma] (não como se referindo aos reis da Grécia) dirá que הָעַתּוּדִים é uma expressão de príncipes, como em ( Is 14:9) , “Isso despertou para vocês os gigantes, todos os chefes”. da Terra.”
como Seu cavalo majestoso na batalha: Como o cavalo cuja majestade é reconhecida na batalha.


4 Deles sairão os reis e príncipes; deles, a estaca; deles, o arco da guerra. Deles sairão todos os opressores. 5 E serão como valentes, pisando na lama das ruas em batalha. E eles farão guerra, porque Adonay está com eles. E envergonharão os cavaleiros.
E serão como valentes, pisando na lama das ruas em batalha: Este versículo está invertido. Deve ser entendido: E eles estarão em batalha, andando e pisando nas pessoas como homens poderosos pisam na lama das ruas.
pisando: como em ( Salmos 60:14) , “E Ele pisará os nossos inimigos”, e ( Jeremias 12:10) “Eles pisotearam o Meu campo”.
e envergonharão os cavaleiros; a casa de Judá envergonhará os cavaleiros que vierem guerrear contra eles.


6 E fortalecerei a casa de Yehudá, e a casa de Yossef salvarei. E farei com que eles se acalmem, pois lhes concedi misericórdia. E serão como se eu não os tivesse abandonado, porque eu sou Havayah El’him e lhes responderei.
E fortalecerei a casa de Judá: na guerra contra os gregos.
e a casa de José salvarei: no lugar onde foram exilados – em Halah e em Habor nos dias de Senaqueribe.
E farei com que eles se acomodem: Como וְהוֹשַּׁבְתִּים , uma expressão de acordo.
E eles serão como se eu não os tivesse abandonado: como se eu nunca os tivesse abandonado.


7 E Efraim será como um homem poderoso, e o seu coração se alegrará como se estivesse com vinho. E seus filhos verão e se alegrarão; seu coração se alegrará com Havayah. 8 Assobiarei para eles e os reunirei, pois eu os resgatei. E eles se multiplicarão à medida que se multiplicaram.
Assobiarei para eles: à maneira daqueles que assobiam como um sinal e um sinal para aqueles que se desviam em seu caminho até ele.
e eu os reunirei: no tempo do fim, no futuro.
porque eu os resgatei: quando eu os resgatarei.
E eles se multiplicarão: no exílio como se multiplicaram no Egito.


9 E eu os semearei entre os povos, e nos lugares distantes eles se lembrarão de mim. E eles viverão com seus filhos e voltarão.
E eu os semearei: primeiro entre os povos, como quem semeia um mar para trazer muitos korim.


10 E farei com que eles voltem da terra do Mizraim, e de Ashur os reunirei. E à terra de Gilead e do Líbanon os levarei, e não lhes bastará. 11 E a angústia passará pelo mar, e Ele ferirá as ondas do mar e secará todas as profundezas do rio. E a soberba de Ashur será derrubada, e a vara do Mitzraim será desviada.
E a angústia passará pelo mar: E a angústia passará por Tiro, que está situada no meio do mar, é a cabeça de Edom (Roma)
e Ele golpeará: O Santo, bendito seja Ele, que é Aquele que golpeia.
as ondas do mar: para afundar Tiro.
todas as profundezas do rio: isto é, o Egito.


12 E eu os fortalecerei em Havayah, e em seu nome andarão, diz Havayah.

Fortalecerei: Mesma raiz de “prevalecer”.

Sabedoria Todo Dia, Quarto-dia, 17 Adar II, 5784

Por Moshe Wisnefsky

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O Propósito do Sacerdote

Leitura: Levítico 8:1-13

Quarta Leitura 8:1 A Torá relatou anteriormente (Êxodo 29:1-37) como D’us ordenou a Moisés que instalasse os sacerdotes durante toda a semana anterior ao 1º de Nisan de 2449. Ela agora contará como, quando chegou a hora de começar esses ritos, D’us repetiu Sua ordem a Moisés – já que é sempre apropriado lembrar a uma pessoa o discutido anteriormente quando chegar a hora de fazê-lo – e então como Moisés realizou esses ritos conforme lhe foi ordenado.

No dia 23 de Adar de 2449, Deus falou a Moisés, dizendo:

“Leve Arão, com seus filhos, as vestes sacerdotais, o óleo da unção, o novilho da oferta pelo pecado, os dois carneiros e a cesta com 30 pães ázimos, como eu lhe ordenei há seis meses, (Êxodo 29:2-3)

e reúna toda a comunidade na entrada da Tenda do Encontro. Você oficiará como sumo sacerdote, oferecendo todos os sacrifícios. Para isso, use uma túnica simples e branca.”.

Moisés fez como Deus lhe ordenou, e toda a comunidade reuniu-se milagrosamente no espaço muito limitado à entrada da Tenda do Encontro.

Moisés disse à comunidade: “Este procedimento, que vocês estão prestes a testemunhar, é o que Deus me ordenou que fizesse. Não estou fazendo isso para minha própria glória ou para a de meu irmão Aarão, mas apenas porque Deus me ordenou que fizesse isso. 

Moisés trouxe Arão e seus filhos e os mergulhou na água de um mikvé .

Ele vestiu Arão com as calças, colocou a túnica sobre ele, cingiu-o com o cinto, vestiu-o com o manto, colocou o éfode sobre ele, cingiu-o com o cinto do éfode, amarrando suas duas extremidades, e o adornou com isso.

Ele colocou o Peitoral sobre ele e inseriu o Urim e o Tumim(Êxodo 28:30)no Peitoral.

Ele colocou o turbante em sua cabeça e colocou a placa de ouro na testa – o diadema sagrado – suspenso por uma corda colocada sobre o turbante, descansando em sua cabeça abaixo da frente do turbante, como Deus havia ordenado a Moisés.

10 Moisés pegou o óleo da unção (Êxodo 30: 22-33)e ungiu o Santuário e tudo o que nele havia, e assim os santificou.

11 Ele aspergiu um pouco dele sobre o Altar sete vezes, e ungiu o Altar e todos os seus utensílios e a Pia e sua base, (Êxodo 30: 17-21)para santificá-los.

12Despejou um pouco do óleo da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o para santificá-lo. (Êxodo 29:7)

13 Moisés levou os filhos de Arão à frente e vestiu-os com calças e túnicas, cingiu-os com faixas e pôs-lhes toucas, como Deus ordenara a Moisés. (Êxodo 29:8 -9)


Já aprendemos sobre a semana anterior ao primeiro de Nissan, onde Moisés preparará os sacerdotes para servir no Tabernáculo. Agora está acontecendo! É 13 Adar, e D’us diz a Moisés para reunir todas as coisas que ele precisa – Aarão e seus filhos, as roupas dos sacerdotes, o óleo de unção, o touro para a oferta de pecado, dois carneiros e uma cesta de 30 pães sem fermento!

Moisés deveria fazer com que todos os judeus ficassem perto do Tabernáculo para que pudessem ver Moisés atuar como Sumo Sacerdote, vestindo as roupas brancas que o Sumo Sacerdote usaria em Yom Kippur. Ele trará as ofertas especiais (um Holocausto, uma oferta pelo pecado, uma oferta de empossamento, e três ofertas de cereais e óleo).

Moisés disse a todos os judeus que ele está fazendo isso porque D’us disse, não porque ele gosta de honras ou porque quer que seu irmão tenha honra!

Moisés vestiu Aarão com as roupas especiais de Sumo Sacerdote e colocou o tzitz em sua cabeça.

Moisés colocou ou borrifou o óleo da unção em cada parte do Tabernáculo, para estarem prontos para serem usados.


Moisés disse à comunidade: “Este procedimento é o que D’us ordenou que fizesse.” Levítico 8:5

Arão e seu filho foram empossados ​​no sacerdócio por meio de dois tipos de ofertas: sacrifícios específicos que Moisés oferecia em nome deles todos os dias durante uma semana inteira quando o Tabernáculo foi erguido, e uma oferta de cereais que todo sacerdote era obrigado a oferecer no primeiro dia de seu serviço (e que o sumo sacerdote era obrigado a oferecer duas vezes por dia). O propósito desses sacrifícios era despertar em Arão e em seus filhos as qualidades que lhes permitiriam agir como representantes do povo judeu perante D’us, seja assegurando expiação por seus erros ou elevando-os a níveis mais elevados de consciência Divina.

Cada um de nós tem o poder interior não apenas para superar as trevas espirituais, mas também para transformá-las em luz. Mas esse poder interior nem sempre está prontamente disponível para nós, por diversas razões. Devemos, portanto, procurar indivíduos que estejam mergulhados na Torá e que estejam mais avançados no caminho do refinamento espiritual do que nós, para podermos beneficiar da sua inspiração e orientação. Ao mesmo tempo, devemos também desenvolver o nosso “sacerdote” interior, tanto para transformar a nossa própria escuridão interior em luz, como para ajudar os outros a fazerem o mesmo por si próprios. (Likutei Sichot, vol. 7, pp. 39, 46–47).