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Sobre Vânia Branco

Vânia Branco é Emissária do Rav Yacov Gerenstadt na Cidade de Ipatinga MG. É também Coordenadora de Mulheres no Projeto Chassidus. E Co Fundadora do Projeto Chassidus.

Tehilim de Hoje

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6–10 minutos

Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 106-107

Segunda-feira, 22 Adar II 5784 / 1 Abril, 2024

Salmo 106

Este Salmo continua o apanhado histórico do Salmo anterior. É muito mais que uma lição de história; ensina qual a lição a ser aprendida da história: a de que a presença e a benevolência de Deus estão sempre próximas dos que, se abrirem seus olhos, poderão vê-las. A mão de Deus estará sempre estendida para receber e apoiar o penitente, mesmo que tropece no pecado.

  1. Louvado seja o Eterno! Louvai ao Eterno porque imensa é Sua bondade e eterna Sua misericórdia.
  2. Quem encontrará palavras apropriadas para narrar Seus feitos poderosos? Quem apregoará todos os Seus louvores?
  3. Bem-aventurados todos os que cumprem Sua lei e agem com justiça em todos os momentos.
  4. Lembra-Te de mim, ó Eterno, quando favoreceres Teu povo, e concede-me Tua salvação
  5. para que eu possa participar da ventura dos Teus eleitos, regozijar-me com a alegria de Tua nação e glorificar-me com a Tua herança.
  6. Assim como nossos pais, pecamos também, praticamos iniqüidade e fomos perversos.
  7. Nossos antepassados no Egito não compreenderam Teus atos miraculosos, não mantiveram constante a lembrança de Tua imensa benignidade e contra Ti se rebelaram nas margens do Mar Vermelho.
  8. Apesar disto, Tu os salvaste pelo amor de Teu Nome, e para tornar patente perante todos Teu poder.
  9. Fez secar o Mar Vermelho ante Seu clamor e os conduziu por suas profundezas como se fora um deserto.
  10. O Eterno os salvou de seus opressores, redimiu-os das mãos de seus inimigos.
  11. As águas cobriram seus atormentadores e nenhum conseguiu escapar.
  12. Acreditaram, então, plenamente em Suas palavras e lhe elevaram cânticos de louvor.
  13. Muito depressa, porém, esqueceram Seus feitos e abandonaram Sua orientação.
  14. No deserto, deixaram-se dominar por desejos e naqueles ermos testaram a Deus.
  15. Ele atendeu seu pedido, mas não impediu que se enfraquecessem suas almas.
  16. No acampamento, invejaram tanto a Moisés quanto a Aarão, o consagrado do Eterno.
  17. Abriu-se a terra e tragou Datan e engoliu Aviram e seus seguidores.
  18. Fogo desceu sobre eles, uma chama queimou os ímpios.
  19. Fabricaram um bezerro em Chorev e ante sua imagem se prostraram
  20. Trocaram a glória do Eterno por uma estátua de um animal comedor de feno.
  21. Olvidaram Deus, seu Redentor, que realizou prodígios no Egito,
  22. maravilhas na terra de Cham e atos temíveis no Mar Vermelho.
  23. O Eterno os destruiria se não tivesse Moisés, Seu escolhido, se interposto perante Ele para aplacar Sua ira.
  24. Desprezaram depois a boa terra que lhes havia sido prometida, por não acreditarem em Sua palavra
  25. e, em suas tendas murmuraram lamúrias, não atendendo a voz do Eterno.
  26. Ele, então, ergueu Sua mão como símbolo do voto que fez, de deixá-los prostrados no deserto
  27. e de dispersar seus descendentes entre as nações da terra.
  28. Não hesitaram em juntar-se a Baal Peór e comer dos sacrifícios dos mortos.
  29. Seus atos provocaram ainda mais Sua ira e Ele os castigou com uma praga.
  30. Pinchás, porém, levantou-se contra esse comportamento e fez justiça com suas próprias mãos, fazendo assim cessar a praga.
  31. Seu zelo lhe foi creditado como um penhor de integridade, transmitido de uma geração à outra para todo o sempre.
  32. Eles novamente provocaram Sua ira nas águas de Meribá, e Moisés sofreu por sua causa,
  33. pois exasperaram seu espírito, levando-o a pronunciar palavras ásperas.
  34. Não destruíram as nações idólatras como lhes ordenara o Eterno,
  35. e sim misturaram-se a elas, copiaram seus atos,
  36. serviram seus ídolos, provocando, assim, sua própria ruína.
  37. Desceram a ponto de imolar aos demônios seus filhos e filhas
  38. cujo sangue inocente derramaram nestes sacrifícios aos ídolos de Canaã, contaminando, assim, a terra.
  39. Se impurificaram por seus atos, perderam-se por seu comportamento.
  40. E o Eterno mais e mais irou-Se com Seu povo e repudiou Sua herança.
  41. Entregou-os nas mãos de nações inimigas e foram dominados por aqueles que os odiavam.
  42. Seus dominadores os oprimiram e foram humilhados por seu poder.
  43. Por muitas vezes, Ele os resgatou mas, novamente, se rebelavam e eram abatidos por suas iniqüidades.
  44. Mas Ele Se apercebeu de sua angústia ao ouvir seu clamor.
  45. Lembrou de Sua aliança e, por Sua imensa misericórdia foi bondoso para com eles.
  46. Fez com que a piedade chegasse ao coração de seus captores.
  47. Ouviu seu brado: “Salva-nos, ó Eterno, nosso Deus! Recolhe-nos dentre as nações de nossa dispersão para que possamos novamente exaltar Teu santo Nome e dedicar glorificações em Tua honra.”
  48. Bendito seja o Eterno, Deus de Israel, de geração em geração; e todo o povo dirá Amen! Louvado seja o Eterno! Haleluiá!

Salmo 107

Este Salmo conclama os que experimentaram a salvação e a libertação (individual ou nacional) promovidas por Deus, a proclamar publica-mente sua gratidão. Eles devem proclamar que Sua benevolência dura para sempre. A bondade Divina se manifesta pela salvação e pelo próprio perigo, que tira a pessoa de sua complacência e instila nela a consciência do tropeço e desesperança, s não fosse o providencial cuidado divino.

  1. Louvai ao Eterno, porque Ele é bom; eterna é Sua misericórdia.
  2. Que o proclamem os que foram por Ele resgatados, os que Ele remiu das mãos dos inimigos
  3. e trouxe de terras distantes, do Oriente e do Ocidente, do norte e do sul.
  4. Alguns vagavam pelo deserto, por caminhos desolados e inóspitos, e não encontraram cidade alguma para nela se refazer.
  5. Famintos e sedentos, sua alma já parecia desfalecer.
  6. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  7. Conduziu-os por um caminho reto a um lugar habitado.
  8. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  9. Pois fartou a alma sedenta e satisfez com bondade a alma aflita.
  10. Outros jaziam nas trevas, sob as sombras da morte, presos em grilhões de ferro, oprimidos pela aflição,
  11. por terem se rebelado contra as palavras do Eterno e desprezado os desígnios do Altíssimo.
  12. Ele humilhou seu coração com árduos trabalhos; andavam aos tropeços e não encontravam quem os amparasse.
  13. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  14. Tirou-os das trevas, libertou-os da sombra da morte e quebrou seus grilhões.
  15. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  16. Pois escancarou as portas de bronze, despedaçando seus ferrolhos.
  17. Outros, ainda, insensatos que foram por seu caminho de transgressões e pelas iniqüidades que praticaram, são acossados por aflições.
  18. Sua alma não aceita conforto, seu corpo, alimento, e alcançam os portais da morte.
  19. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  20. Sua palavra os curou e os preservou da destruição.
  21. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  22. Tragam oferendas em ação de graças, e com júbilo exaltem Suas obras.
  23. Aqueles que em seus navios percorrem os mares comerciando sobre suas águas,
  24. percebem as obras do Eterno e vêem, nas profundidades, Suas maravilhas.
  25. Pois, ante Sua ordem, surgem ventos tempestuosos que encrespam as ondas,
  26. que se erguem para os céus e descem aos abismos, angustiando suas almas, derretendo sua coragem.
  27. Cambaleiam como ébrios, desvanece sua sabedoria, inútil é sua habilidade.
  28. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  29. Ele faz cessar a tormenta e aquieta as ondas.
  30. Alegram-se, então, porque acabou a tempestade; Ele os conduz ao porto desejado.
  31. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  32. Exaltem-No na congregação do povo e glorifiquem- No na assembléia dos anciãos.
  33. Pela maldade de seus habitantes Ele torna estéril a terra frutífera,
  34. converte rios em desertos e fontes de água em terra seca.
  35. Em contraste, pelos que o merecem, converte o deserto em lago, a terra seca em fontes de água.
  36. Ampara os famintos, para que edifiquem uma cidade para sua habitação;
  37. semeiam os campos e plantam vinhedos que proporcionam frutos copiosos.
  38. Abençoa-os e, por Sua bênção, se multiplicam em grande número mas nem por isto lhes falta gado,
  39. embora estivessem, há pouco, abatidos pela tristeza, opressão e aflições.
  40. Sobre os nobres que não seguem Seus ensinamentos derrama Seu desprezo e os faz vagar errantes por caminhos desertos.
  41. Aos humilhados pela opressão, porém, Ele eleva e torna numerosas suas famílias.
  42. Vendo isto, se alegrarão os justos e calar-se-ão os iníquos.
  43. Que disto se aperceba quem é sábio e compreenderá, então, a bondade misericordiosa do Eterno.

O segundo capítulo do Salmo de hoje fala sobre os quatro grupos de pessoas que agradecem a Hashem pelos milagres que acontecem com eles.

Durante a semana, acabamos precisando dos milagres de Hashem também, pelas dificuldades do nosso trabalho durante a semana. Essas coisas podem ser perigosas para o nosso corpo ou para a nossa alma, mas Hashem nos salva delas!

Aqui estão os quatro tipos de perigos dos quais falamos:

1) To’u Bamidbar — Uma pessoa que atravessa o deserto precisa agradecer a Hashem.
2) Yoshvei Choshech Vetzalmaves — Uma pessoa que estava na prisão agradece a Hashem por libertá-lo.
3) Yordei Hayam Be’anios — Uma pessoa que atravessa o oceano agradece a Hashem por atravessar com segurança.
4) Evilim Miderech Pisham — Uma pessoa que estava doente e tem uma Refuah Sheleimah precisa agradecer a Hashem pelo milagre.

Veja Shaar Hakolel p. 52

Leitura Diária de 10 Tevet 5784

Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 55-59

Salmo 55

Quando seu filho Absalão se revolta, a deserção de seu amigo íntimo Achitofel para as fileiras inimigas abala David.

  1. Ao mestre do canto, sobre instrumentos de corda, um “Maskil” de David.
  2. Atenta, ó Deus, à minha prece; não ignores a minha súplica.
  3. Escuta minha voz e responde-me; gemidos e lamentos pontuam minha voz
  4. ao ouvir os gritos do inimigo e ao sentir a opressão dos perversos que contra mim forjam maldades e que me odeiam com fúria.
  5. Meu coração estremece e o temor da morte me atinge.
  6. Medo me acossa e horror me envolve.
  7. Ante isso eu disse: “Oxalá tivesse eu asas como a pomba e voaria até encontrar um lugar de repouso.
  8. Iria para muito longe, moraria no deserto.
  9. Me apressaria a buscar um abrigo contraventos e tempestades.”
  10. Consome-os, ó Eterno, confunde suas línguas, pois só injustiça e discórdia vejo em suas cidades.
  11. Dia e noite circundam suas muralhas com perversão e iniquidade.
  12. Em seu seio domina a falsidade e, em suas ruas, malícia e fraude.
  13. Não é um inimigo que me insulta – eu o suportaria; não é um detrator que se agiganta contra mim – eu dele me poderia esconder.
  14. •, Mas és tu, meu companheiro, meu amigo, meu igual,
  15. cuja convivência me era agradável e com quem caminhava pela Casa do Eterno.
  16. Faze advir sua morte e que desçam vivos ao túmulo, pois só maldade os acompanha sempre.
  17. E eu clamarei a Deus e o Eterno me salvará.
  18. Seja manhã, tarde ou noite, suplicarei, e meu lamento farei chegar ao Eterno e Ele ouvirá minha voz.
  19. Ele me redime incólume da batalha que contra mim se trava, como se muitos estivessem a meu lado.
  20. Ó Deus da eternidade, humilha-os, pois não Te temem.
  21. Eles causaram dano a seus aliados e violaram seu pacto.
  22. Suas palavras adulam com suavidade, mas seus corações estão voltados para a guerra; mais untuosas que o óleo são suas palavras, porém são, na verdade, como espadas desembainhadas.
  23. Confia teu fardo ao Eterno e Ele te sustentará, e não permitirá que desfaleça o justo.
  24. •, Pois Tu, ó Eterno, farás descer ao abismo da morte os sanguinários e os falsos. Eles sequer completarão a metade dos dias que lhe estavam destinados. Mas eu em Ti confiarei.

Salmo 56

Fugindo de Saul, David se refugia entre os filisteus, em Gat. Lá, é quase reconhecido pelo seu poderoso inimigo e só escapa porque se finge de louco (Salmo 34). A situação parecia desesperadora, mas sua confiança em Deus é inabalável. Esta é a atitude correta por alguém em perigo.

  1. Ao mestre do canto, sobre “Ionat-Élem-Rechokim”, um “Michtam” de David, ao ser capturado pelos Filisteus em Gat.
  2. Apiedade-Te de mim, ó Eterno, porque inimigos me perseguem e oprimem todo dia.
  3. Diariamente me espezinham meus inimigos, e numerosos são os que contra mim guerreiam, ó Altíssimo.
  4. Se o medo vier a me atingir um dia, confiando em Ti
  5. cuja palavra exalto, em Ti depositando minha fé, nada temerei, pois o que pode um simples mortal me fazer?
  6. Continuamente transformam em lamúria minhas palavras; somente o mal planejam contra mim.
  7. Eles se reúnem para me emboscar, espreitam meus passos, pretendem me destruir.
  8. Destrói-os por sua maldade e, em Tua ira, subjuga seu povo, ó Eterno!
  9. Meu vaguear sem encontrar paz tens acompanhado; guarda minhas lágrimas num jarro e considera-as.
  10. Então, quando eu clamar por Ti, recuarão meus inimigos e com isso saberei que Tu és por mim.
  11. A palavra do Eterno louvarei; sim, Sua palavra exaltarei.
  12. Confiante em Deus, não temerei o que me possa fazer um ser mortal.
  13. Os votos que fiz, hei de cumprir, ó Eterno, e sacrifícios de ação de graças Te trarei.
  14. Pois da morte resgataste minha alma, de andar sem repouso poupaste meu pé para que eu possa caminhar perante Ti à luz da vida.

Salmo 57

Perseguido e em perigo, David afirma sua confiança em Deus.

  1. Ao mestre do canto, “Al Tash’chet”, um “Michtam” de David, quando, ao fugir de Saul, refugiou-se em uma caverna.
  2. Apieda-Te de mim, ó Eterno, e ajuda-me, pois em Ti busca refúgio minha alma, e à sombra de Tuas asas busco abrigo até que passe a calamidade.
  3. Clamo a Deus, o Altíssimo, que sempre me dispensou proteção.
  4. Dos céus Ele me enviará socorro e me salvará, me protegerá com seu amor misericordioso e fará fracassar o intento dos que querem me destruir.
  5. Estou cercado por homens que parecem leões, cujos dentes são lanças e flechas e cuja língua é como uma espada afiada.
  6. Tu, que nos céus és exaltado, derrama Tua glória sobre toda a terra.
  7. Sob meus pés armaram uma rede para me aprisionar, escavaram uma armadilha para mim, mas eles mesmos nela caíram.
  8. Meu coração não se amedronta e firme ele está, meu Deus; para Ti entoareis hinos e canções.
  9. Desperta, ó alma minha, desperta! Com a harpa e o saltério despertarei a aurora!
  10. Louvar-Te-ei perante os povos; salmos Te cantarei entre as nações.
  11. Pois Tua benevo-lência e fidelidade alcançam as maiores alturas, e Tua verdade vai além dos céus.
  12. Ó Tu, que nos céus és exaltado, derrama Tua glória sobre toda a terra.

Salmo 58

David não matou seu perseguidor, Saul, quando pôde fazê-lo. David desafia os homens de Saul a usar este incidente para provar que é leal a Saul, ao invés de atiçar o ódio de Saul contra ele. ( I Samuel 26).

  1. Ao mestre do canto, “Al Tash’chet”, um “Michtam” de David.
  2. Acaso fazeis verdadeiramente justiça, ó poderosos da terra? Acaso julgais com eqüidade todos os homens?
  3. Não! Vossas mentes tramam iniqüidade e com vossas mãos só distribuís injustiça.
  4. Desde o nascimento se rebelaram os ímpios e se desviaram do caminho certo os mentirosos;
  5. seu veneno se assemelha ao de uma serpente, ou a uma víbora surda que fecha o ouvido
  6. para não ser detida pela voz de encantadores ou dos que sussurram palavras melífluas.
  7. Ó Eterno, quebra seus dentes e esmaga suas presas, que são como as de leões.
  8. Que eles derretam como água que escorre; que suas flechas se embotem antes de serem disparadas.
  9. Que andem como a lesma que se arrasta; que sejam como o feto natimorto que não chega a ver a luz do sol.
  10. Antes que os seus espinhos peçonhentos se enrijeçam, que sejam arrancados pela fúria do Eterno.
  11. Alegrar-se-á o justo ao contemplar o castigo neles aplicado pelo Eterno, e ao ver sob seus pés escorrer o sangue dos perversos.
  12. Compreenderão e dirão então os homens: “Há realmente recompensa para o justo; há, de fato, justiça Divina sobre a terra!”

Salmo 59

Saul mandou vigiar a casa de David durante toda a noite, e matá-lo de manhã. Michal, mulher de David, ajudou-o a escapar por uma janela e enganou os guardas, fazendo-os pensar que ainda estava dentro da casa. (I Samuel 19:11-18).

  1. Ao mestre do canto, “Al Tash’chet”, um “Michtam” de David, quando Saul enviou homens para vigiarem sua casa com o objetivo de matá-lo.
  2. Salva-me de meus inimigos, ó meu Deus; fortalece-me contra os que contra mim se levantam.
  3. Salva-me dos malfeitores, livra-me dos sangüinários.
  4. Pois eles me preparam uma emboscada; homens ferozes se unem contra mim, mas não por causa de minhas transgressões ou dos meus pecados, ó Eterno.
  5. Mesmo que não pesem sobre mim iniqüidades, eles se apressam em preparar-se para lutar contra mim. Vê o que ocorre e vem em meu auxílio!
  6. Ó Eterno, Senhor dos exércitos, Deus de Israel, vem e julga o procedimento de todas as nações; não favoreças os traidores perversos.
  7. Eles vêm a cada noite, uivando como cães e rondando a cidade.
  8. De suas bocas provêm bramidos; palavras cortantes como espadas estão em seus lábios. Quem escuta?
  9. Mas Tu, Eterno, deles Te ris, zombas de todas estas nações.
  10. Ó minha Fortaleza, espero por Ti! Deus é meu baluarte!
  11. Meu Deus misericordioso virá em minha ajuda; Ele me proporcionará alegria pelo fracasso de meus inimigos.
  12. Não os destruas para que não esqueça meu povo como nos salvaste, mas dispersa-os com Teu poder e humilha-os, ó Eterno, nosso escudo protetor,
  13. por causa de suas palavras mentirosas e seus lábios pecadores! Sejam vitimados por sua própria arrogância, e pelas imprecações e perfídias que brotam de seus lábios.
  14. Destrói-os em Tua ira; dá-lhes fim para que não mais possam existir, e para que até os confins da terra se possa saber que o Eterno é quem reina sobre o povo de Jacob.
  15. Eles retornam a cada noite, uivando como cães, rondando a cidade.
  16. Eles vagueiam à cata de comida e gemem quando não a encontram.
  17. Quanto a mim, cantarei elegias a Teu poder e exaltarei a cada manhã Tua benevolência, pois Tu tens sido meu abrigo e meu refúgio em tempos difíceis.
  18. Ó minha Fortaleza, hinos cantarei em Teu louvor, pois és o Deus de meu abrigo, ó Deus de minha misericórdia.


Parashat Vayigash, 6ª Alyah (Bereshit (Gênesis) 46:28-47:10)

E mandou a Judá adiante dele, para José, para preparar-lhes lugar em Góshen; e foram à terra de Góshen. E José aprontou seu carro, e subiu ao encontro de seu pai Israel em Góshen, e tendo-se-lhe apresentado, atirou-se sobre seu pescoço e chorou muito sobre seu pescoço. E Israel disse a José: Já posso morrer agora, depois de ver teu rosto, pois ainda vives!E José disse a seus irmãos e à casa de seu pai: Subirei e anunciarei ao Faraó, e dirlhe-ei: Meus irmãos e a família de meu pai, que estavam na terra de Canaan, vieram a mim.E os homens eram pastores, pois eram homens de gado; e trouxeram seus rebanhos, suas vacas e tudo que era deles. E quando vos chamar o Faraó e vos perguntar: ‘Quais são os vossos ofícios?’ – direis: Homens de gado foram teus servos, desde nossa mocidade até agora, tanto nós como nossos pais – e isto para que fiquem na terra de Góshen, pois todo pastor de rebanhos é abominação para os egípcios. E José foi e anunciou ao Faraó e disse: Meu pai e meus irmãos, e seus rebanhos e seu gado, e tudo que é deles, vieram da terra de Canaan, e ei-los aqui, na terra de Góshen. E levou uma parte de seus irmãos – cinco homens – e apresentou-os diante do Faraó. E o Faraó disse a seus irmãos: Quais são vossos ofícios? – e disseram ao Faraó: Pastores de rebanhos são teus servos, tanto nós como nossos pais. E disseram ao Faraó: Viemos para morar nesta terra, porque não há pasto para as ovelhas de teus servos, pois a fome na terra de Canaan é forte; e agora te rogamos: Que teus servos fiquem na terra de Góshen. E o Faraó falou a José, dizendo: Teu pai e teus irmãos vieram a ti; a terra do Egito está diante de ti; no melhor da terra, faz ficar a teu pai e a teus irmãos; estejam na terra de Góshen; e se souber que há entre eles homens capazes, pô-los-ás por chefes de gado sobre o que é meu. E José trouxe a Jacob, seu pai, e colocou-o diante do Faraó, e Jacob abençoou ao Faraó.E o Faraó disse a Jacob: Quantos são os dias de teus anos de vida? – e Jacob disse ao Faraó: Os dias dos anos das minhas peregrinações são 130 anos; poucos e maus foram os dias dos anos de minha vida, e não alcançaram os dias dos anos da vida de meus pais, nos dias de suas peregrinações. E Jacob abençoou ao Faraó e saiu de diante do Faraó.

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Salmos Diários

Salmos 106 – 107

7–10 minutos

Hayom Yom

Quinta-feiraSivan 215703
Lições de Torá:Chumash: Sh’lach, Chamishi com Rashi.
Tehilim: 104-105.
Tanya: O termo “mundo” (p. 309)… nas quatro direções. (pág. 309).

O Alter Rebe explica (no Tanya capítulo 3) que as três faculdades do intelecto, chochma-bina-da’at , e os sete poderes emotivos, evoluem das dez Sefirot supernas . Tudo isso se aplica a nefesh, ruach e neshama (três aspectos da alma) que estão envolvidos no corpo do homem. No entanto, mesirat nefesh , a prontidão para o auto-sacrifício por D’us (que um judeu não deseja nem é capaz de ser – D’us proíba – separado de D’us 1 ) vem da Essência do En Sof (o Infinito Um, que Ele seja abençoado) que transcende as Sefirot , a primeira das quais é a Sefira de chochma2

Salmo 106

Este Salmo continua o apanhado histórico do Salmo anterior. É muito mais que uma lição de história; ensina qual a lição a ser aprendida da história: a de que a presença e a benevolência de Deus estão sempre próximas dos que, se abrirem seus olhos, poderão vê-las. A mão de Deus estará sempre estendida para receber e apoiar o penitente, mesmo que tropece no pecado.

  1. Louvado seja o Eterno! Louvai ao Eterno porque imensa é Sua bondade e eterna Sua misericórdia.
  2. Quem encontrará palavras apropriadas para narrar Seus feitos poderosos? Quem apregoará todos os Seus louvores?
  3. Bem-aventurados todos os que cumprem Sua lei e agem com justiça em todos os momentos.
  4. Lembra-Te de mim, ó Eterno, quando favoreceres Teu povo, e concede-me Tua salvação
  5. para que eu possa participar da ventura dos Teus eleitos, regozijar-me com a alegria de Tua nação e glorificar-me com a Tua herança.
  6. Assim como nossos pais, pecamos também, praticamos iniqüidade e fomos perversos.
  7. Nossos antepassados no Egito não compreenderam Teus atos miraculosos, não mantiveram constante a lembrança de Tua imensa benignidade e contra Ti se rebelaram nas margens do Mar Vermelho.
  8. Apesar disto, Tu os salvaste pelo amor de Teu Nome, e para tornar patente perante todos Teu poder.
  9. Fez secar o Mar Vermelho ante Seu clamor e os conduziu por suas profundezas como se fora um deserto.
  10. O Eterno os salvou de seus opressores, redimiu-os das mãos de seus inimigos.
  11. As águas cobriram seus atormentadores e nenhum conseguiu escapar.
  12. Acreditaram, então, plenamente em Suas palavras e lhe elevaram cânticos de louvor.
  13. Muito depressa, porém, esqueceram Seus feitos e abandonaram Sua orientação.
  14. No deserto, deixaram-se dominar por desejos e naqueles ermos testaram a Deus.
  15. Ele atendeu seu pedido, mas não impediu que se enfraquecessem suas almas.
  16. No acampamento, invejaram tanto a Moisés quanto a Aarão, o consagrado do Eterno.
  17. Abriu-se a terra e tragou Datan e engoliu Aviram e seus seguidores.
  18. Fogo desceu sobre eles, uma chama queimou os ímpios.
  19. Fabricaram um bezerro em Chorev e ante sua imagem se prostraram
  20. Trocaram a glória do Eterno por uma estátua de um animal comedor de feno.
  21. Olvidaram Deus, seu Redentor, que realizou prodígios no Egito,
  22. maravilhas na terra de Cham e atos temíveis no Mar Vermelho.
  23. O Eterno os destruiria se não tivesse Moisés, Seu escolhido, se interposto perante Ele para aplacar Sua ira.
  24. Desprezaram depois a boa terra que lhes havia sido prometida, por não acreditarem em Sua palavra
  25. e, em suas tendas murmuraram lamúrias, não atendendo a voz do Eterno.
  26. Ele, então, ergueu Sua mão como símbolo do voto que fez, de deixá-los prostrados no deserto
  27. e de dispersar seus descendentes entre as nações da terra.
  28. Não hesitaram em juntar-se a Baal Peór e comer dos sacrifícios dos mortos.
  29. Seus atos provocaram ainda mais Sua ira e Ele os castigou com uma praga.
  30. Pinchás, porém, levantou-se contra esse comportamento e fez justiça com suas próprias mãos, fazendo assim cessar a praga.
  31. Seu zelo lhe foi creditado como um penhor de integridade, transmitido de uma geração à outra para todo o sempre.
  32. Eles novamente provocaram Sua ira nas águas de Meribá, e Moisés sofreu por sua causa,
  33. pois exasperaram seu espírito, levando-o a pronunciar palavras ásperas.
  34. Não destruíram as nações idólatras como lhes ordenara o Eterno,
  35. e sim misturaram-se a elas, copiaram seus atos,
  36. serviram seus ídolos, provocando, assim, sua própria ruína.
  37. Desceram a ponto de imolar aos demônios seus filhos e filhas
  38. cujo sangue inocente derramaram nestes sacrifícios aos ídolos de Canaã, contaminando, assim, a terra.
  39. Se impurificaram por seus atos, perderam-se por seu comportamento.
  40. E o Eterno mais e mais irou-Se com Seu povo e repudiou Sua herança.
  41. Entregou-os nas mãos de nações inimigas e foram dominados por aqueles que os odiavam.
  42. Seus dominadores os oprimiram e foram humilhados por seu poder.
  43. Por muitas vezes, Ele os resgatou mas, novamente, se rebelavam e eram abatidos por suas iniqüidades.
  44. Mas Ele Se apercebeu de sua angústia ao ouvir seu clamor.
  45. Lembrou de Sua aliança e, por Sua imensa misericórdia foi bondoso para com eles.
  46. Fez com que a piedade chegasse ao coração de seus captores.
  47. Ouviu seu brado: “Salva-nos, ó Eterno, nosso Deus! Recolhe-nos dentre as nações de nossa dispersão para que possamos novamente exaltar Teu santo Nome e dedicar glorificações em Tua honra.”
  48. Bendito seja o Eterno, Deus de Israel, de geração em geração; e todo o povo dirá Amen! Louvado seja o Eterno! Haleluiá!

Salmo 107

Este Salmo conclama os que experimentaram a salvação e a libertação (individual ou nacional) promovidas por Deus, a proclamar publica-mente sua gratidão. Eles devem proclamar que Sua benevolência dura para sempre. A bondade Divina se manifesta pela salvação e pelo próprio perigo, que tira a pessoa de sua complacência e instila nela a consciência do tropeço e desesperança, s não fosse o providencial cuidado divino.

  1. Louvai ao Eterno, porque Ele é bom; eterna é Sua misericórdia.
  2. Que o proclamem os que foram por Ele resgatados, os que Ele remiu das mãos dos inimigos
  3. e trouxe de terras distantes, do Oriente e do Ocidente, do norte e do sul.
  4. Alguns vagavam pelo deserto, por caminhos desolados e inóspitos, e não encontraram cidade alguma para nela se refazer.
  5. Famintos e sedentos, sua alma já parecia desfalecer.
  6. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  7. Conduziu-os por um caminho reto a um lugar habitado.
  8. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  9. Pois fartou a alma sedenta e satisfez com bondade a alma aflita.
  10. Outros jaziam nas trevas, sob as sombras da morte, presos em grilhões de ferro, oprimidos pela aflição,
  11. por terem se rebelado contra as palavras do Eterno e desprezado os desígnios do Altíssimo.
  12. Ele humilhou seu coração com árduos trabalhos; andavam aos tropeços e não encontravam quem os amparasse.
  13. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  14. Tirou-os das trevas, libertou-os da sombra da morte e quebrou seus grilhões.
  15. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  16. Pois escancarou as portas de bronze, despedaçando seus ferrolhos.
  17. Outros, ainda, insensatos que foram por seu caminho de transgressões e pelas iniqüidades que praticaram, são acossados por aflições.
  18. Sua alma não aceita conforto, seu corpo, alimento, e alcançam os portais da morte.
  19. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  20. Sua palavra os curou e os preservou da destruição.
  21. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  22. Tragam oferendas em ação de graças, e com júbilo exaltem Suas obras.
  23. Aqueles que em seus navios percorrem os mares comerciando sobre suas águas,
  24. percebem as obras do Eterno e vêem, nas profundidades, Suas maravilhas.
  25. Pois, ante Sua ordem, surgem ventos tempestuosos que encrespam as ondas,
  26. que se erguem para os céus e descem aos abismos, angustiando suas almas, derretendo sua coragem.
  27. Cambaleiam como ébrios, desvanece sua sabedoria, inútil é sua habilidade.
  28. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  29. Ele faz cessar a tormenta e aquieta as ondas.
  30. Alegram-se, então, porque acabou a tempestade; Ele os conduz ao porto desejado.
  31. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  32. Exaltem-No na congregação do povo e glorifiquem- No na assembléia dos anciãos.
  33. Pela maldade de seus habitantes Ele torna estéril a terra frutífera,
  34. converte rios em desertos e fontes de água em terra seca.
  35. Em contraste, pelos que o merecem, converte o deserto em lago, a terra seca em fontes de água.
  36. Ampara os famintos, para que edifiquem uma cidade para sua habitação;
  37. semeiam os campos e plantam vinhedos que proporcionam frutos copiosos.
  38. Abençoa-os e, por Sua bênção, se multiplicam em grande número mas nem por isto lhes falta gado,
  39. embora estivessem, há pouco, abatidos pela tristeza, opressão e aflições.
  40. Sobre os nobres que não seguem Seus ensinamentos derrama Seu desprezo e os faz vagar errantes por caminhos desertos.
  41. Aos humilhados pela opressão, porém, Ele eleva e torna numerosas suas famílias.
  42. Vendo isto, se alegrarão os justos e calar-se-ão os iníquos.
  43. Que disto se aperceba quem é sábio e compreenderá, então, a bondade misericordiosa do Eterno.


Postado Por Vânia Branco


Sobre Vânia Branco

Vânia Branco é Emissária do Rav Yacov Gerenstadt na Cidade de Ipatinga MG. É também Coordenadora de Mulheres no Projeto Chassidus. E Co Fundadora do Projeto Chassidus.

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O lembrete diário de que todas precisamos

4–6 minutos

Se você fosse escrever um relato histórico sobre um de seus heróis, seria compreensível se você exaltasse seus atos positivos e encobrisse seus erros ou julgamentos errôneos.

A Torá , por outro lado, não mede palavras ao criticar até mesmo os maiores heróis do povo judeu. Quando um erro é cometido, mesmo que as intenções sejam adequadas e mesmo que tenha sido cometido por um indivíduo justo, ele é chamado para que todos possamos aprender com ele.


Miriã e Aarão falaram contra Moisés a respeito da mulher etíope com quem ele havia se casado. . . Eles disseram: “O Senhor falou apenas a Moisés? Ele não falou conosco também?”

D’us chamou Aaron e Miriam: “. . . Se houver profetas entre vocês, Eu, D’us , Me farei conhecer a ele em uma visão; falarei com ele em sonho. Não é assim o Meu servo Moisés. . . Com ele eu falo boca a boca, em uma visão e não em enigmas, e ele contempla a imagem de D’us. Então, por que você não teve medo de falar contra o meu servo Moisés?”

A ira do Senhor se acendeu contra eles, e Ele partiu. . . e eis que Miriam estava afligida com tzara’at (uma doença de pele) , [branca] como a neve. Números 12:1-10 )

Moshê diferia de todos os outros profetas porque tinha que estar pronto para ouvir a comunicação de D’us a qualquer momento. Ele, portanto, tinha que ser ritualmente puro em todos os momentos, o que significa que ele tinha que se abster de relações maritais com sua esposa, Tzipporah.

Miriam soube por uma observação casual de Tzipporah que Moisés havia se separado de sua esposa. Sem perceber que D’us havia instruído Moshê a fazer isso, e sentindo que isso era injustificável, Miriam criticou Moshê para seu irmão mais velho, Aaron, na esperança de retificar a situação. Ambos Aaron e Miriam eram profetas, mas não foram obrigados a se afastar da vida familiar normal. No entendimento deles, Moisés também não era necessário.

D’us puniu Miriam por instigar essa crítica. Mas o que fez Miriam julgar mal seu irmão?

A força motriz na vida de Miriam era defender a harmonia familiar. Desde criança no Egito sob as leis cruéis dos capatazes egípcios, ela procurou aumentar a unidade familiar.

Quando o novo Faraó ascendeu ao trono e decretou que todos os recém-nascidos hebreus deveriam ser mortos, a jovem Miriam serviu ao lado de sua mãe em seu papel de parteira, ajudando as mulheres judias a dar à luz. Os dois corajosamente arriscaram suas vidas ao não fazer o que o rei havia ordenado, salvando assim os bebês judeus.

Como resultado do decreto do Faraó, o pai de Miriam se divorciou de sua mãe para que não nascessem mais filhos e, portanto, não haveria mais meninos para os egípcios matarem. Miriam protestou com veemência. Embora ela fosse apenas uma criança de seis anos, suas sábias palavras de repreensão fizeram com que seu pai – e todos os outros homens da geração que seguiram seu exemplo – se reunissem com sua esposa, resultando no nascimento de Moisés.

Anos mais tarde, durante a estada de quarenta anos do povo judeu no deserto, o “poço de Miriam” viajou milagrosamente com eles, por mérito de Miriam. Este poço extraordinário não apenas fornecia água potável para a nação, mas também fornecia alimento espiritual ao servir como mikvah , onde as mulheres podiam imergir. O poço de Miriam permitiu que o povo judeu defendesse as leis de pureza familiar , permitindo que maridos e esposas vivessem em harmonia conjugal.

O foco e a essência da vida de Miriam era aumentar a união e harmonia familiar. Esse impulso fazia parte de seu eu quintessencial e de seu caminho de serviço divino.

Quando Miriam testemunhou seu irmão mais novo se separando deliberadamente de sua esposa, ela não pôde ficar parada, mas expressou seu protesto, para corrigir o que – para ela – era uma situação repreensível.

As intenções de Miriam eram puras e corretas, mas ela errou em sua avaliação básica de Moisés. Ela aplicou seu próprio caminho – e o caminho correto para todos os outros judeus – a Moisés. Ele, por outro lado, era um indivíduo único, um profeta como nenhum outro. Sendo um profeta tão supremo, estando cabeça e ombros acima dos outros, ele não deveria ser julgado pela mesma medida e pelos mesmos parâmetros de qualquer outro indivíduo – mesmo outro profeta tão grande quanto Miriã ou Aarão.

Miriam foi punida por suas críticas, apesar de suas boas intenções. Porque, em última análise, ao ajudar a dar orientação a outro indivíduo, temos que vê-lo à luz de seu próprio caminho individualizado no serviço a D’us, mesmo que seja diametralmente diferente do nosso.


Há seis lembranças que dizemos diariamente no final de nossas orações. Um deles lembra como Miriam foi punida por falar mal do irmão.

É tão fácil julgar o outro pelo prisma de nossos próprios óculos. Até a grande Miriam, que só queria criar um mundo melhor, olhou para a conduta do irmão e o julgou mal.

Aprendemos com Miriam que, apesar de nossas melhores intenções em tentar corrigir uma situação ou tentar ajudar outra pessoa a melhorar, nunca estamos vendo o quadro completo.

Parece que o que ela está fazendo é errado? Parece que é diametralmente oposto a tudo que você sabe e faz? Olhe novamente! Não fale pelas costas dela, mesmo que esteja tentando ajudar.

E esta lição é tão importante e tão valiosa – e algo que é tão fácil de passar despercebido – que precisamos ser lembrados dela.

Todo dia.


Por Chana Weisberg

Chana Weisberg é editora do TheJewishWoman.org. Ela dá palestras internacionalmente sobre questões relacionadas a mulheres, relacionamentos, significado, auto-estima e a sobre a alma feminina. Ela é autora de seis livros . Seu último livro, Shabbat Delights , é uma série de dois volumes sobre a porção semanal da Torá.

Experimentando as águas amargas da vida

Naso

Por Chana Weisberg

6–8 minutos

Arte de Sefira Lightstone

Você é casada ou intensamente comprometido com uma visão, uma meta, um sonho. Você se dedica a esse objetivo porque sabe que isso tornará o mundo um lugar melhor. Você acredita que, independentemente do esforço, essa visão acabará por tornar sua vida mais gratificante, mais altruísta, mais elevada.

Depois vem a vida e com ela os altos e baixos, os desafios e os obstáculos.

Em algum momento você descobre que se desviou de seu caminho, se desviou de seus valores. Pode ter sido inquietação ou tédio com a monotonia das minúcias do dia-a-dia. Ou talvez tenha sido um espírito de impulsividade, uma rebelião contra as curvas que a vida lhe deu.

Talvez você possa ser culpado por perder sua visão e abandonar seus ideais. Ou talvez não se esperasse que você subisse mais alto.

Seja qual for o caso, você acorda uma manhã e percebe que mudou. Você não está mais levando a vida que sempre acreditou que levaria. Você se desviou de sua visão moral. Você traiu seu sonho.

Você pode se perguntar: Existe um caminho de retorno? Eu quero pegar? Os custos são muito altos? Vale a pena o esforço? Se eu mudar de caminho agora, qual será o resultado final? Será que algum dia terei sucesso total?

A sabedoria comum, misturada com seu cinismo cansado, diz que não há como voltar no tempo. Siga em frente com a vida, deixe seu idealismo infantil para trás e encare a realidade da vida adulta. A vida não é um mar de rosas. O caminho do sacrifício não é onde você encontrará satisfação. E de qualquer maneira, uma vez que você já saiu do caminho, nunca mais será o mesmo. É tarde demais.

A sabedoria da Torá , é claro, afirma o oposto.


ishah sotah é a “esposa rebelde” suspeita de adultério.

Os moralistas veem a história do ishah sotah como expressão da santidade do casamento no judaísmo.

Outros veem a disposição de D’us de apagar Seu santo nome em prol da harmonia conjugal como uma indicação da importância da paz entre marido e mulher e entre a humanidade em geral.

Os cabalistas veem a história como uma metáfora cósmica do “casamento” entre D’us e o povo judeu, que são testados e eventualmente exonerados pelas “águas amargas” do exílio.

Mas talvez também possamos ver, na história do sotah , uma lição promissora para cada uma de nós nas jornadas pessoais de nossas vidas.


“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Se a mulher de algum homem se desviar e proceder perfidamente com ele, e um homem se deitar com ela carnalmente, mas isso estiver oculto aos olhos de seu marido, mas ela estiver isolada [com o suspeito adúltero ] e não houve testemunha contra ela . . .” ( Números 5: 12-13)

ishah sotah é rotulada como uma esposa rebelde porque ela “se desviou”, se desviou do caminho moral prescrito, mesmo que ela não tenha sido implicada em adultério real. Seu marido a advertiu na presença de testemunhas para não se isolar com seu suposto amante. Ela desconsiderou esse aviso.

Neste ponto, o marido ou a esposa podem decidir terminar o casamento, sem qualquer admissão de culpa. Nem o marido nem a esposa podem ser forçados a passar pela prova das águas amargas. (Sotah 6a) Além disso, o teste das “águas amargas” não funcionará se o marido tiver sido infiel ou tiver pecado nas leis de pureza sexual em qualquer momento. (Sotah 47b, Yevamot 58a)

Mas se eles desejam retomar o casamento, o marido suspeito leva sua esposa ao Templo Sagrado , onde o kohen realiza a cerimônia das águas amargas. O marido então traz uma oferta para sua esposa, deixando claro que deseja continuar o casamento caso sua esposa seja justificada.

A oferta consiste em farinha de cevada grossa não peneirada, o grão mais comum, sem o óleo ou incenso que acompanha outras ofertas de grãos. É uma questão aqui de simples existência, se o casamento vai ou não continuar. Um alimento animal – cevada – é trazido para significar a posição moral questionável da esposa: mesmo que sua culpa não tenha chegado ao ponto de adultério real, ela se desviou do caminho e seguiu seus instintos animalescos.

kohen tomará água benta em um vaso de barro; e um pouco de terra do chão do Mishkan , o kohen pegará e colocará na água. Então o kohen colocará a mulher diante do Eterno, e descobrirá o [cabelo na] cabeça da mulher. . .

Esta descoberta de seu cabelo é contra a propriedade da mulher judia casada, assim como o ishah sotah foi contra os padrões morais de modéstia. Deste versículo é derivado (Ketubot 72a) que é impróprio para uma mulher casada ser vista publicamente com o cabelo descoberto.

Ele então dará as águas amargas e amaldiçoadas para a mulher beber, e as águas amaldiçoadas entrarão nela para se tornarem amargas. ( Números 5:17-18 , 24)

Passagens relevantes da Torá foram escritas em um pergaminho e dissolvidas nas “águas portadoras de maldição”. O nome de D’us aparecia nessas passagens e, no processo, seria apagado. Se a mulher fosse culpada de adultério real, as águas lhe causariam uma morte amaldiçoada. O homem com quem a ishah sotah cometeu adultério teria as mesmas consequências de uma morte maldita no momento em que ela bebesse dessas águas. (Sotá 28a)

Se ela não fosse considerada culpada, seria abençoada com filhos e seu casamento desfrutaria de um novo compromisso e felicidade. Se ela não tinha filhos até agora, tornou-se frutífera; se suas gestações foram difíceis, agora se tornaram fáceis; e assim por diante. (Sotá 26a)


Desde que a ishah sotah se desviou do caminho correto – mesmo que ela não tenha realmente cometido adultério – eu sempre me perguntei, por que ela foi abençoada tão abundantemente?

Mas talvez este seja o cerne da lição para cada um de nós.

Porque, na verdade, o ishah sotah , como cada um de nós lutando com as vicissitudes de nossas vidas, nunca se desviou totalmente. Ainda estamos “casados” com nossos ideais e visão, já que eles fazem parte de nossa alma. Simplesmente precisamos nos reunir com nosso verdadeiro eu interior.

Como a ishah sotah em seu caminho de exoneração e retorno, isso exige esforço. É preciso força de caráter. Pode envolver humilhação ou sacrifício. Mas se nossa determinação for firme, se perseverarmos naquilo que sabemos ser verdadeiro e certo, no final teremos sucesso.

D’us está ao nosso lado. Uma vez que tenhamos demonstrado nosso compromisso, Ele nos defenderá, permitindo até mesmo que Seu próprio nome e honra sejam “apagados” enquanto nos auxilia em nosso empreendimento.

Além disso, não apenas conseguiremos realinhar nossa vida ao que era originalmente, mas nosso compromisso e os frutos de nosso compromisso serão mais produtivos e mais abençoados, levando a maiores rendimentos e a um relacionamento mais maduro conosco e com nosso mundo. .

Porque não voltamos apenas ao que éramos. Nós crescemos através do processo.

O verdadeiro crescimento não é apenas perseverar em um caminho reto. Somente depois de provar as águas amargas da vida, somente depois de lutar, tropeçar e enfrentar as forças mais sombrias, nos tornamos seres humanos maiores, mais corajosos e enriquecidos.

Somente depois de nos desviarmos e depois nos recuperarmos, somos movidos por um anseio mais forte pela unidade interior e pela vida divina. Somente depois de experimentar a escuridão da noite da vida e a desolação de seus invernos é que alcançamos um vínculo ainda mais intenso e significativo com D’us.

A lição do ishah sotah para cada um de nós, homem ou mulher, é que, embora nosso caminho possa ser difícil e tortuoso, quando enfrentamos vitoriosamente as lutas cansativas e as escolhas tentadoras, emergimos como indivíduos superiores e como um redimido. pessoas, em um mundo redimido.


Extraído do livro Delícias de Shabat de Chana Weisberg , uma série de dois volumes sobre a porção semanal da Torá.

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