Antonio Marcio Braga Silva é uma das vozes proeminentes do movimento Bnei Noach no Brasil, atuando com destaque na cidade de Barra dos Coqueiros, no estado de Sergipe. Educador, líder espiritual e entusiasta da ética universal, ele dedica sua vida à promoção dos valores do monoteísmo ético e da sabedoria milenar da Torá para os não judeus que buscam servir ao Criador segundo os princípios das Sete Leis de Noé.
Como professor de Halachá Noachida, Antonio Marcio desenvolve um trabalho didático voltado para a formação de lideranças e o fortalecimento de comunidades alinhadas com os preceitos da Tradição de Israel, respeitando as particularidades e o papel espiritual dos justos entre as nações. Ele atua com firmeza e sensibilidade, trazendo clareza e profundidade aos temas que aborda, tornando acessível ao público leigo assuntos complexos da Lei e da espiritualidade judaica.
Sua atuação vai além das aulas: Antonio Marcio tem contribuído significativamente para o crescimento da comunidade local, organizando encontros semanais, estudos bíblicos, ciclos de oração baseados no Sidur Bnei Noach, e incentivando a solidariedade e o senso de missão entre os participantes. Seu trabalho é pautado pela seriedade, comprometimento e por uma devoção sincera ao serviço a D’us.
Em sua vida pessoal, Antonio Marcio é pai dedicado de dois filhos marido de Fabiane Ribeiro, com quem compartilha o propósito de construir uma família alicerçada nos valores eternos da Torá. Sua jornada é marcada por coragem, perseverança e pela fé inabalável na Providência Divina.
Ao unir conhecimento, liderança e espiritualidade, Antonio Marcio Braga Silva se destaca como um dos pilares do movimento Bnei Noach em território brasileiro, inspirando outros a seguir o caminho da retidão, da justiça e do reconhecimento do Eterno como único Criador e Rei do Universo.
A missão de um autêntico rei judeu é estabelecer uma ordem social pacífica e harmoniosa, onde cada membro esteja empenhado só em cumprir os preceitos da sagrada Torá. Após uma vida inteira tentando construir sua utopia, David entrega a Salomão, seu filho e sucessor, a obra para ser completada. A oração apaixonada de David pelo êxito de Salomão, é uma oração para o seu descendente mais distante, o Messias, concluir esta meta.
De Salomão. Concede, ó Deus, Tua eqüidade ao rei e Tua justiça ao filho do rei.
Para que julgue com retidão Teu povo, e com magnanimidade aos desamparados.
Possam as montanhas trazer ao povo verdadeira paz, e as colinas bem-estar.
Possa ele distribuir justiça aos destituídos e salvação aos desvalidos, e que destrua os opressores.
Assim, do nascer do sol até quando brilhar a lua, geração após geração, todos saberão Te temer e respeitar.
Que seja como o orvalho sobre a relva tenra, como a chuva benfazeja que irriga a terra.
Que em seus dias floresça o justo e viceje a paz até quando não mais existir a lua.
Que seu domínio se estenda de um mar até outro, da margem do rio aos confins da terra.
Que os habitantes do deserto perante Ele se curvem, e que mordam o pó seus inimigos.
Que lhe paguem tributo os reis de Tarshish e das ilhas mais remotas, e lhes tragam dádivas os reis de Shevá e Sevá.
Que ante ele se prostrem todos os reis e que o sirvam todos os povos.
Pois ele livrará o indefeso que suplica e o pobre a quem ninguém ajuda.
Compadecer-se-á dos indigentes e dos sofredores, e salvará a alma dos desvalidos,
redimindo-as da fraude e da violência. Será precioso a seus olhos o seu sangue.
Que assim seja sua vida e que receba o ouro de Shevá; que preces, por ele, sejam pronunciadas sempre, e que todos os dias seja abençoado.
Que na terra, até nos cumes das montanhas, seja abundante o trigo; que farfalhem os frutos de ramos carregados como as folhas dos cedros do Líbano; que floresçam como relva na terra fértil as pessoas na cidade.
Que eterno se torne seu nome, e que se perpetue assim como o brilho do sol; que todos sejam nele benditos, e que seja louvado por todos os povos.
Bendito seja o Eterno, Deus de Israel, ímpar em Suas maravilhas.
Seja Seu glorioso Nome para sempre bendito, e que se cubra toda a terra com a plenitude de Sua glória. Assim seja, Amen!
Terminadas estão as orações de David, filho de Yishai.
Salmo 73
O salmista trata de uma das questões mais problemáticas da vida: por que os iníquos prosperam, aparentemente sem punição Divina? No entanto, numa perspectiva mais ampla e profunda da vida, se depara com o vazio e a futilidade das vidas glamorosas dos iníquos. E eles são punidos.
Um salmo de Assaf. Deus é, em verdade, bom para com Israel, para os que são puros de coração.
Quanto a mim, por pouco não tropeçaram meus pés, quase resvalaram meus passos.
Pois invejei os dissolutos, quando vi quão bem estavam os pecadores.
Não parecem sensíveis à morte e suas forças se mantêm vigorosas.
Do esforço humano não participam, nem por aflições; como os demais são fustigados.
Por isso cinge-os, como um colar, a altivez, e como uma veste os envolve a corrupção.
Seus olhos se arregalam com desejos que ultrapassam os limites de seus corações.
Zombam e planejam maldades, e com arrogância exaltam sua corrupção.
Contra os céus voltam as palavras de suas bocas e pela terra se espalham o pronunciar de suas línguas.
Para eles se volta o povo e bebe só amargura.
Dizem: “Como não saberia o Eterno? Tem disto conhecimento o Altíssimo?”
Eis que os ímpios em tranqüilidade acumulam suas riquezas,
enquanto eu, em vão, mantive puro meu coração e limpas minhas mãos,
pois provações sofri por todo o tempo e castigos recebi a cada dia.
Se eu proclamasse tudo isto, traindo estaria a geração dos filhos Teus.
Esforcei-me para compreender, mas sem esperança parecia ser meu intento
até que entrei no santuário do Eterno, e percebi a que fim se encaminhavam os malévolos.
Por caminhos escorregadios os fizeste marchar e no abismo os fizeste cair.
Sua ruína foi abrupta, engolfados que foram por um terror incontrolável.
Despreza a memória deles como um sonho esquecido ao despertar, ó Eterno!
Meu coração estava amargurado, se compungia todo meu ser,
pois eu, como um insensato, não conseguia compreender; estava diante de Ti como um ser embrutecido.
Entretanto, estou sempre Contigo e minha destra sustentas.
Tu me guias com Teu conselho e me recepcionarás em Tua glória.
Quem mais, além de Ti, é por mim nos céus? Se estou Contigo, nada mais desejo na terra.
Desfalecem meu corpo e meu coração, mas pela Rocha anseia minha alma, pois o Eterno é para sempre minha porção e minha herança.
Perecerão os que de Ti se apartam; destruirás os que Te são infiéis.
Quanto a mim, na proximidade do Eterno está a felicidade a que aspiro; fiz do Eterno Deus o meu refúgio para me dedicar a cantar louvores às Suas obras.
Salmo 74
As nações do mundo destruíram o Santuário e a condição de Israel como nação, tentando apagar a chama da revelação Divina que Deus confiado a ele. Agônico neste exílio sombrio, o judeu reza para Deus libertar Sua nação e fazer Sua soberania ser reconhecida pelo mundo.
Um “Maskil” de Assaf. Ó Eterno, por que nos rejeitas para sempre? Por que se inflama Tua ira contra o rebanho de Tua pastagem?
Recorda a comunidade que há muito fizeste Tua, a tribo que redimiste para ser Tua possessão, o monte Tsión que era Tua morada.
Dirige Teus passos às ruínas irreparáveis, contra todo o mal perpetrado pelo inimigo no santuário.
Teus opressores rugem nos locais de Tuas reuniões e como troféus ostentam seus sinais.
Assemelham-se aos que empunham um machado contra a copa da árvores
e juntam suas ferramentas de destruição para acabar com toda a floresta.
Atearam fogo a Teu santuário, profanaram e destruíram o tabernáculo de Teu Nome.
Em seus corações resolveram: “Vamos destruí-los a todos de uma vez.” E todas as congregações do Eterno incendiaram.
Não há sinais que nos indiquem esperança; não há mais profetas e ninguém dentre nós pode prever até quando se estenderá esta calamidade.
Até quando, ó Eterno, continuará o opressor com seu ultraje? Blasfemará, eternamente o inimigo contra o Teu Nome?
Porque retrais Tua mão, Tua Destra? Retira-a de Teu seio e aniquila-os!
Pois Tu, ó Eterno,és meu rei desde o princípio, realizando milagrosas salvações por toda a terra.
Com Teu poder dividiste o mar, esmagaste sob as águas os monstros marinhos.
Despedaçaste a cabeça do Leviatã e o serviste como alimento aos habitantes do deserto.
Fizeste jorrar fontes e torrentes, e secar rios impetuosos.
Teu é o dia e também a noite; o sol e a lua criaste.
Os limites da terra estabeleceste; verão e inverno foram por Ti determinados.
Lembra-Te em Teu poder que o inimigo Te ultrajou, ó Eterno, e que o povo infame contra Teu Nome blasfemou.
Não permitas que seja entregue às feras a alma de Tua pomba (Israel). Não esqueças para sempre a vida de Teus desválidos.
Recorda-Te da aliança, pois a corrupção nas trevas construiu sua morada.
Que não continue envergonhado o abatido, para que, redimido, possa o oprimido louvar Teu nome.
Levanta-Te, ó Eterno, e defende Tua causa; lembra-Te como diariamente Te ultrajam os infames.
Não ignores o rugido dos opressores, o alvoroço dos que se erguem contra Ti, e destrói-os para sempre.
Salmo 75
Este Salmo é uma oração pela redenção final, quando Deus finalmente provocará o colapso das nações más e de suas visões de mundo, e também elevará Israel a um tempo duradouro.
Ao mestre do canto, “Al Tash’chet”, um salmo e cântico de Assaf.
Nós te exaltamos, ó Eterno; graças a Ti rendemos e sentimos a proximidade de Tua Presença, que Teus feitos maravilhosos anunciam.
“No tempo por Mim determinado, proclamarei eqüidade no julgamento.
A terra e todos os seus habitantes vacilam e se parecem dissolver, mas Eu dou firmeza a seus sustentáculos.”
Aos soberbos Eu Disse: “Não deveis agir com arrogância!”, e aos ímpios: “Não sejais orgulhosos!”
Não ostentai altivez perante o Altíssimo nem falai com soberba,
porque não é do Oriente ou do Ocidente, nem do deserto ao sul ou das montanhas do norte, que vem o êxito,
mas só Deus é que é o Juiz, que a este rebaixa e àquele eleva.
Pois segura o Eterno um cálice com vinho forte e espumante, do qual faz beber até o âmago a todos os iníquos da terra, para sua desgraça.
Quanto a mim, anunciarei para sempre Seus feitos, e cantarei louvores ao Deus de Jacob.
O orgulho dos perversos abaterei, porém exaltada será a honra dos justos.
Salmo 76
Chegará o dia em que as pessoas perceberão a futilidade de se rebelar contra Deus e aceitarão Seu domínio. Este Salmo se refere aos eventos desta época.
Ao mestre do canto, sobre instrumentos de corda, um salmo e cântico de Assaf.
Deus Se fez conhecer em Judá e grande é Seu Nome em Israel.
Jerusalém se tornou Seu tabernáculo e Tsión Sua morada.
Lá Ele destruiu as setas dos arcos, os escudos, espadas e todos os artefatos de guerra dos inimigos.
Resplandecente e glorioso Te ergueste em Teu poder acima das montanhas de presas.
Os valorosos foram despojados, se sentiram desfalecer, e até os mais bravos se sentiram imobilizados.
Ante Teu furor, ó Deus de Jacob, ficaram imobilizados cavalos e cavaleiros.
Pois Tu és temível; quem se postaria diante de Ti em Teu momento de ira?
Dos céus proclamaste Tua sentença, e a terra toda tremeu e silenciou
quando Se aprestou o Eterno para, com Seus julgamentos, redimir os humildes da terra.
Até aqueles que contra Ti voltam sua ira, hão de louvar-Te, quando tiveres descarregado Tua fúria.
Fazei votos ao Eterno, vosso Deus, e cumpri-os; todos que estão à Sua volta trarão oferendas ao Temível,
que abate o orgulho dos príncipes e inspira temor aos reis da terra.
Parashá Ki Tavo
5ª Porção: (Deuteronômio 27:11 – 28:6)
11 E naquele dia Moisés ordenou ao povo, dizendo:12 Quando vocês atravessarem o Jordão, estarão no monte Gerizim para abençoar o povo: Simeão, Levi, Judá, Issacar, José e Benjamim.13 E os seguintes estarão no Monte Ebal para a maldição: Reuben, Gad, Asher, Zebulun, Dan, e Naftali.14 Os levitas falarão, dizendo a cada indivíduo de Israel, em alta voz:15 “Maldito o homem que fizer de qualquer imagem de escultura ou de fundição uma abominação ao Senhor, obra de um artesão, e a erguer em segredo! E todo o povo responderá, dizendo: ‘Amém!’16 Maldito aquele que humilha seu pai e sua mãe. E todo o povo dirá: ‘Amém!’17 Maldito aquele que retroceder o marco do seu vizinho. E todo o povo dirá: ‘Amém!’18 Maldito aquele que desencaminhar um cego no caminho. E todo o povo dirá: ‘Amém!’19 Maldito aquele que perverte o direito do estrangeiro, do órfão ou da viúva. E todo o povo dirá: ‘Amém!’20 Maldito aquele que se deitar com a mulher de seu pai, descobrindo assim a ponta da roupa de seu pai. E todo o povo dirá: ‘Amém!’21 Maldito aquele que se deitar com qualquer animal. E todo o povo dirá: ‘Amém!’22 Maldito aquele que se deitar com sua irmã, com a filha de seu pai ou com a filha de sua mãe. E todo o povo dirá: ‘Amém!’23 Maldito aquele que se deitar com a sua sogra. E todo o povo dirá: ‘Amém!’24 Maldito aquele que ferir o seu próximo em segredo. E todo o povo dirá: ‘Amém!’25 Maldito aquele que aceitar suborno para matar um inocente. E todo o povo dirá: ‘Amém!’26 Maldito aquele que não mantém as palavras desta Torá, para cumpri-las. E todo o povo dirá: ‘Amém!’ Capítulo 28 1 E será que, se você obedecer ao Senhor, seu Deus, e cuidar para cumprir todos os Seus mandamentos que hoje lhe ordeno, o Senhor, seu Deus, o colocará supremo acima de todas as nações da terra.2 E todas essas bênçãos virão sobre você e se apegarão a você, se você obedecer ao Senhor, seu Deus.3 Bendito serás na cidade, e abençoado no campo.4 Bendito será o fruto do teu ventre, o fruto da tua terra, o fruto do teu gado, a descendência do teu gado e os rebanhos das tuas ovelhas.5Bendito será o seu cesto e a sua amassadeira.6 Você será abençoado quando chegar e será abençoado quando partir.
David compôs este Salmo ao final de sua bem-sucedida campanha contra os inimigos de Israel que violavam impunemente as fronteiras ao norte. Expressa confiança na garantia Divina de que seu reino seria consolidado internamente, e temido e respeitado externamente.
Ao mestre do canto, com “Shushan Edut”, um “Michtam” de David para instruir.
Quando guerreou contra Aram Naharáyim e Aram Tsova, e Joab, em seu retorno, derrotou Edom e abateu um exército de doze mil homens.
Ó Eterno, ao nos abandonares Tu nos alquebraste. Te enfureceste conosco.
Reintegra nossas forças; fizeste estremecer a terra e a fendeste; restaura esta brecha antes que desmorone.
Severidade demonstraste a Teu povo; um vinho que nos tornou cambaleantes nos deste a beber.
Concede aos que Te reverenciam um estandarte a ser erguido, em nome da verdade.
Para que sejam libertados os que Tu amas, salva-os com Tua Destra e concede-me assim uma resposta.
Em Seu santuário, prometeu-me o Eterno que exultante eu haveria de dividir porções em Shechem e medir o Vale de Sucót.
Guil’ad e Menashe seriam terras minhas; Efraim minha principal fortificação e Judá meu cetro.
Moab seria a bacia na qual lavaria minhas mãos; sobre Edom pisaria meu calçado e a Filistéia me aclamaria.
Pudesse eu agora chegar até a cidade fortificada, até Edom!
Mas Tu nos rejeitaste, ó Eterno, e não marchas com nosso exército.
Ajuda-nos contra o inimigo, porque vão é o auxílio dos homens.
Só com o Eterno triunfaremos, pois Ele destruirá nossos inimigos.
Salmo 61
Apesar de designado rei, David precisa fugir dos que desejam destruí-lo. Estas experiências pessoais são como a experiência nacional de Israel, q também tema das preces de David.
Ao mestre do canto, sobre “Neguinat”, de David.
Ouve, ó Eterno, minha súplica e atenta à minha prece.
Quando fraqueja meu coração, mesmo dos confins da terra clamo a Ti; Tu me atendes e me transportas a uma rocha elevada onde encontro proteção.
Pois Tu tens sido meu refúgio, uma fortaleza ante meu inimigo.
Possa eu morar sempre em Tua tenda e abrigar-me à sombra de Tuas asas.
Ouviste, ó Eterno, os votos que Te fiz; assegura a herança dos que temem o Teu Nome.
Acrescenta dias aos dias de vida do rei e que se estendam por gerações seus anos.
Que lhe seja permitido sentar sempre em seu trono em Tua presença. Que bondade e fidelidade lhe sirvam sempre de proteção.
Então, com salmos e canções, para sempre exaltarei Teu Nome, e cumprirei os votos que Te fiz.
Salmo 62
Nunca devemos permitir que o poder do opressor ou sua sedutora riqueza obtida por intermédio de atos condenáveis, corroam a nossa confiança em Deus e a fé na Sua justiça.
Ao mestre do canto, com “Iedutun”, um salmo de David.
Somente pelo Eterno, em silêncio, aguarda minha alma, pois Dele virá meu socorro.
Em verdade, somente Ele é minha Rocha, minha salvação, meu baluarte, que não me deixa desesperar jamais.
Até quando atacareis traiçoeiramente um homem para abatê-lo como se fora uma parede desaprumada, uma cerca a desabar?
Planejam despojá-lo de sua grandeza; comprazem-se com calúnias. Bendizem-no com suas bocas enquanto o amaldiçoam em seus corações.
Porém, somente pelo Eterno espera minha alma, em silêncio, pois Ele é que me traz a esperança.
Ele é minha Rocha, minha salvação, meu baluarte e por isto não desesperarei jamais.
Sobre o Eterno se fundamenta minha salvação e minha glória; a Rocha da minha fortaleza, a segurança de meu abrigo estão em Deus.
Confia sempre Nele, ó povo meu! Perante Sua Presença derrama teu coração; Ele é nosso refúgio.
Vãs são as palavras dos homens, mentirosas são as afirmações dos poderosos; postas juntas numa balança nada pesam.
Não depositai na opressão vossa confiança nem no roubo a esperança; mesmo que prosperem, não lhes dêem atenção.
Uma vez falou Deus e duas lições escutei: o poder pertence a Deus,
e a bondade é Tua, ó Eterno, pois Tu recompensas o homem conforme seus atos.
Salmo 63
No exílio, vítima de nociva maledicência, afastado da família, da nação e do lar, sozinho diante de Deus num deserto, David ora a Deus.
Salmo de David, quando estava no deserto de Judá.
Ó Eterno, Tu és o meu Deus e a Ti eu busco sempre; sedenta de Ti está minha alma e meu corpo por Ti anseia, nesta terra árida, esgotada e sêca.
Recordo como Te contemplei no Santuário, para me embeber de Teu poder e de Tua glória.
Pois melhor que a própria vida é Tua magnanimidade, e por isto Te enaltecerão meus lábios.
Sim, abençoar-Te-ei por toda a minha vida e erguerei meus braços invocando Teu Nome.
Como se fora com um banquete abundante se saciará minha alma, e com alegria nos lábios Te louvará minha boca.
Em meu leito, em noites de vigília, lembrar-Te-ei e meditarei sobre Tua bondade,
pois tens sido meu socorro, e à sombra de Tuas asas me tenho rejubilado.
Minha alma a Ti se une, e Tua Destra me sustenta.
Aqueles que buscam a destruição de minha alma, lançar-se-ão às profundezas da terra.
A espada os ferirá e se tornarão pasto para os chacais.
O rei, porém, no Eterno se alegrará, e exultará todo aquele que por Ele jurar quando fechada for a boca dos mentirosos.
Salmo 64
Este Salmo tem o mesmo tema do anterior.
Ao mestre do canto, um salmo de David.
Ouve, ó Eterno, minha voz quando expresso meu lamento; do temor ao inimigo preserva minha vida.
Oculta-me do conluio dos perversos e da conspiração dos ímpios,
que afiam suas línguas como espadas, e como flechas disparam suas palavras cheias de veneno
para alcançar de emboscada o inocente, para sem remorso atingi-lo.
Obstinam-se em sua maldade, conspiram para instalar armadilhas e dizem: “Quem as perceberá?”
Diligentemente buscam pretextos para intrigas nos pensamentos do ser humano e no fundo dos corações.
Mas o Eterno contra eles dispara uma flecha e de pronto os fere.
Sua própria língua lhes provocará o fracasso; todos menearão com desprezo suas cabeças.
Tomar-se-á de temor todo homem, enaltecerá a obra da criação e compreenderá os feitos do Eterno.
Que se alegre o justo no Eterno; Nele se refugie e que glorificados sejam os justos de coração.
Salmo 65
A seca ou qualquer retenção da benevolência Divina nos deve levar ao arrependimento. O mesmo Deus que subjuga as forças mais poderosas rejuvenesce a Terra mais queimada e a nação mais ressecada.
Ao mestre do canto, um salmo de David, um cântico.
A Ti é dedicado todo louvor em Tsión, mesmo quando é silencioso; votos feitos a Ti serão cumpridos.
A Ti, que acolhes as preces, acorrem todos os homens.
Quando me acabrunham todas as minhas iniqüidades, é de Ti que busco perdão.
Feliz é aquele que escolheste para de Ti se aproximar e habitar em Teus átrios! Possamos todos nós ser saciados com as bênçãos que emanam de Tua casa, de Teu Sagrado Templo.
Responde-nos com grandiosos feitos, que mostrem Tua justiça, ó Deus de nossa salvação, que sustentas a terra até seus confins e os mares até o mais profundo;
que em Seu poder cria as montanhas, pleno de força,
acalma os mares estrondeantes, as ondas que nele se elevam, e o tumulto da multidão de nações.
Temor por Teus portentos despertas nos habitantes de terras longínquas, e júbilo trazes aos habitantes dos países do Oriente e do Ocidente.
Cuidaste da terra e a irrigaste, enriquecendo-a com cursos de água por Ti abastecidos; provês grão para o alimento do ser humano, pois para isto a terra preparaste.
Regas seus sulcos, fazes por seus canais correr a água; com as gotas da chuva a fazes germinar e sua flora abençoas.
Com Tua bondade a cobres por todo o ano e abundância extravasa de Tuas veredas.
Pastagens brotam nos desertos e de júbilo se cingem as colinas.
As pradarias se revestem de rebanhos, grãos cobrem os prados e clamor de exaltação e modulação de canções deles emanam.
Três capítulos Adicionais
O Baal Shem Tov instituiu um costume de recitar três capítulos adicionais de Salmos todos os dias, desde o dia 1º de Elul até Yom Kipur (em Yom Kippur os restantes 36 capítulos são recitados, completando assim todo o livro dos Salmos).
Hoje os capítulos são31, 32 e 33.
Salmo 31
David compôs este Salmo quando fugia da implacável perseguição movida por Saul. Tantas vezes revelaram sua localização a Saul tantas vezes Deus salvou David de seu inimigo mortal ( I Samuel 22-24). É uma lição para o ser humano: confiar em Deus, cuja vontade determina o destino de cada indivíduo.
Ao mestre do canto, um salmo de David.
Em Ti, busquei refúgio, ó Eterno; não deixes que me sinta frustrado, jamais. Por Tua retidão, abriga-me.
Inclina para mim Teu ouvido e apressa-Te em resgatar-me; sê a Rocha inabalável, a fortaleza de minha salvação.
Tu és meu rochedo, minha cidadela, e por amor a Teu Nome, guia-me e orienta-me.
Livra-me da armadilha que contra mim preparam, pois Tu és meu baluarte.
Em Tua Mão confiei meu espírito e Tu me redimiste, ó Eterno, Deus da verdade.
Repudio os que se mantêm em crenças vazias, pois eu só no Eterno confio.
Sei que me alegrarei e regozijarei em Tua benevolência, porquanto viste minha aflição e compreendeste a angústia de minha alma.
Não me entregaste nas mãos do inimigo e aplainaste uma senda para que meus pés possam percorrê-la.
Tem misericórdia, ó Eterno, pois a aflição me invade; como minha alma e meu corpo, meus olhos se consomem de pesar.
Em aflição decorreu minha vida, em lamentos meus anos; devido à minha iniqüidade, se debilitaram minhas forças, fraquejaram meus ossos.
Objeto de opróbrio me tornei para meus opressores; de meus próximos, um alvo; de meus conhecidos, um temor. Afastam-se de mim os que me vêem.
Em seus corações me tornei esquecido como um morto, um objeto sem qualquer valor.
De muitos escutei difamações, intrigas de todos os lados, quando se reúnem tramando contra minha vida.
Mas em Ti confiei, Eterno, e exclamei: “Tu és meu Deus!”
Em Tuas mãos está minha vida; livra-me de meus inimigos e perseguidores.
Faze resplandecer sobre mim Tua face, salva-me em Tua benevolência.
Eterno, não deixes que me desiluda após a Ti ter rogado; aos ímpios deixa desesperançados e que sejam conduzidos ao silêncio do sepulcro.
Emudeçam os lábios que com arrogância e desprezo caluniaram o justo.
Imensa é a bondade que destinas àqueles que Te temem e que dispensas aos que em Ti buscam refúgio.
Abriga-os sob a sombra de Tua presença; da falsidade dos malévolos, protege-os em Teu abrigo, contra as línguas maledicentes.
Bendito seja o Eterno que me fez conhecer Sua bondade, como uma verdadeira cidadela.
Cheguei a pensar: “Da visão de Teus olhos fui banido”, porém ouviste a voz de minhas súplicas no clamor que Te dirigi.
Seja o Eterno amado por todos Seus devotos! O Eterno guarda Seus fiéis mas aos arrogantes retribui de acordo com seus atos.
Que força e coragem animem os corações de todos os que esperam pelo Eterno.
Salmo 32
David exalta a alegria e o estado de sincero arrependimento. É preciso compreender que Deus envia sofrimento e infortúnio para ajudar o ser humano a alcançar este estado.
De David, um “Maskil”. Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada e seu pecado é relevado.
Bem-aventurado o homem que o Eterno não considera iníquo e em cujo espírito não há falsidade.
Enquanto calei, meus ossos se definhavam e meus gemidos ecoavam todo o tempo.
Pois dia e noite pesava Tua mão sobre mim e desvanecia minha força.
Então, meus pecados a Ti confessei e minha iniqüidade não encobri; eu disse: “Confessarei minhas transgressões para o Eterno”, e Tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado.
Por isso, suplicará a Ti todo devoto no momento propício, para que a correnteza das águas revoltas não o alcancem.
Tu és meu abrigo, dos infortúnios me guardas; com cânticos de salvação me envolves.
Diz o Eterno: “Instruir-te-ei e te guiarei no caminho a seguir; Meus olhos sobre ti te orientarão.”
Não sejam como o cavalo ou como a mula que não possuem compreensão, e que apenas com rédea e cabresto podem ser domados, e que não se aproximam de ti.
Muitos são os sofrimentos do ímpio, porém aquele que confia no Eterno, a benevolência o envolve.
Alegrem-se no Eterno e rejubilem-se, ó justos, e exultai todos os retos de coração.
Salmo 33
Deus criou o mundo para funcionar conforme leis consistentes, dando a cada força lugar e limite. E isto vale para a moral: a vontade de Deus para o comportamento da humanidade é constante. Nenhuma pessoa ou nação pode violar Suas ordens ou preceitos impunemente; somente o íntegro e piedoso irá perdurar.
Justos, exultai no Eterno! Àqueles de coração puro, cabe erguer cânticos de louvor.
Rendei graças com o saltério e com a harpa.
Entoai uma nova canção, com doçura, júbilo e exaltação,
pois perfeita é a palavra do Eterno, e fidelidade marca tudo o que faz.
Ele ama a retidão e a justiça; repleta está a terra da benignidade do Eterno.
Por sua palavra foram criados os céus e pelo sopro de Sua boca, tudo que nela existe.
Ele recolhe as águas como num vaso e junta as ondas nos abismos.
Que toda a terra saiba temer o Eterno, assim como é temido por todos os habitantes do mundo.
Pois Ele falou e cumpriu; ordenou e assim se fez.
Ele frustra o projeto das nações e anula os intentos dos povos.
Os desígnios de Seu coração persistem para sempre e Seu conselho se mantém por todas as gerações.
Feliz é a nação que por seu Deus tem o Eterno e o povo que Ele escolheu por Sua herança.
Do alto, olha o Eterno e divisa todos os filhos dos homens.
De Sua habitação, a todos os habitantes da terra dirige Seu olhar.
Ele analisa os corações de todos e prescruta todas as suas obras.
Não há rei que só por seu grande exército alcance vitórias, nem poderosos que só por força se possam livrar de todos os males.
Não asseguram vitória os cavaleiros, nem mesmo por sua robustez a salvação.
Os olhos do Eterno fitam os que O temem, e dão atenção aos que esperam por Sua benevolência,
para livrar da morte suas almas e sustentá-las em tempos de escassez.
Nossa alma espera pelo Eterno. Ele é o nosso amparo e nosso Escudo,
pois Nele se alegrará nosso coração, já que em Seu santo Nome depositamos nossa confiança.
Derrama sobre nós Tua bondade, ó Eterno, em proporção às esperanças que só em Ti depositamos.
Parashat Ki Tavo, 2ª Leitura, Deuteronômio 26:12 -26:15
12 Quando acabares de separar todos os dízimos de teu produto no terceiro ano, que é o ano em que se separa um só dízimo – o do levita –, o darás ao levita, e também darás um outro dízimo para o peregrino, para o órfão e para a viúva, a fim de que os comam e se fartem. 13 E dirás diante do Eterno, teu Deus: ‘Tirei o que é consagrado de minha casa, e também o dei ao levita, ao peregrino, ao órfão e à viúva, de acordo com todo o Teu mandamento, que me ordenaste; não mudei, e fiz como Teus preceitos, e não me esqueci de abençoar-Te. 14 Não comi do segundo dízimo durante meu luto intenso, e não comi dele em estado impuro, e não o troquei para fazer o sepultamento de um morto; ouvi a Tua voz, ó Eterno, meu Deus, fiz tudo o que me ordenaste. 15 Olha desde a habitação de Tua santidade, desde os céus, e abençoa Teu povo, Israel, e a terra que nos deste, como juraste a nossos pais, terra que emana leite e mel.’
Fonte: Bíblia Hebraica, David Gorodovits, editora Sefer
Prazos para Cumprimento do Dever de Doação Agrícola
Segunda Leitura 12 Como lhe foi ensinado, 22 você deve receber dois tipos de dízimo de seus produtos todos os anos. Quando você terminar de receber todos os dízimos de sua produção que cresceu no terceiro ano do ciclo de sete anos que culmina no ano sabático – sendo este terceiro ano o ano em que você deverá dar o primeiro dízimo como de costume , mas no lugar do segundo dízimo você deverá dar o dízimo aos pobres — será no meio do quarto ano. Pois os frutos amadurecem apenas no primeiro semestre após a brotação, então os frutos que brotaram no terceiro ano só são colhidos no primeiro semestre do quarto ano. Assim, somente por Nisan do quarto ano você poderá dar todo o primeiro dízimo do terceiro ano ao levita e todo o dízimo do terceiro ano dos pobres ao estrangeiro residente, ao órfão e à viúva, tendo o cuidado de dar a cada um o suficiente 23 para que possam comer até saciar-se nas vossas cidades.
13 Deus, portanto, fixou o dia anterior à Pessach do quarto ano como o prazo para cumprir suas obrigações em relação aos dízimos da produção do terceiro ano. Se você deixou de cumprir suas obrigações com relação aos dízimos do primeiro e do segundo ano, conforme descrito acima, 24 esse mesmo prazo também se aplicará para o cumprimento dessas obrigações. Depois de cumprir todas essas obrigações até essa data, você deverá então, no sétimo dia da Pessach , 25 declarar diante de Deus, seu Deus: ‘Retirei de minha casa o segundo dízimo e o fruto do quarto ano, 26 ambos são considerado sagradoporque devem ser comidos na cidade sagrada do Templo ; e também dei o primeiro dízimo ao levita , o terumah 27 e as primícias 28 ao sacerdote, e o dízimo do pobre ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, de acordo com todos os teus mandamentos que ordenaste me quanto à ordem precisa em que devo dar as dádivas devidas dos meus produtos: 29 primeiro os primeiros frutos, depois terumah , depois o primeiro dízimo e finalmente o segundo dízimo 30 (ou dízimo para os pobres, dependendo do ano) . Eu não transgredi nenhumSeus mandamentos , seja substituindo uma espécie de fruta pela dádiva devida por outra espécie, seja substituindo a dádiva devida pela produção de outro ano pela produção de um ano . Além disso, não esqueci de agradecer-lhe por me conceder a oportunidade de dizimar meus produtos .
14 Não consumi nada do segundo dízimo enquanto estava triste , ou seja, no dia em que um de meus parentes próximos morreu, pois isso é proibido . 31 Nem consumi nada dele enquanto eu 32 ou o produto do dízimo era ritualmente contaminado; nem usei nada disso para fazer caixões ou mortalhas para os mortos , pois isso também é proibido . Obedeci a Deus, meu Deus, trazendo-o para a cidade do Templo ; 33 Tenho agido de acordo com tudo o que me ordenaste quanto a me alegrar e a alegrar os outros . 34
15 Sendo que excedemos os requisitos da lei, portanto, Tu também nos abençoas além das limitações da natureza, como prometeste que farias. 35 Mesmo que sejamos culpados de algum delito pelo qual tenhamos perdido as tuas bênçãos, que o mérito das dádivas que demos aos pobres os compense, 36 para que nos olhes favoravelmente desde a tua santa morada, desde o céus, e abençoa o teu povo Israel e a terra que nos deste como juraste aos nossos antepassados, uma terra que mana leite, tâmaras e mel de figo.
As mesmas regras e procedimentos descritos para o dízimo dos produtos dos primeiros três anos de cada ciclo do ano sabático aplicam-se ao dízimo dos produtos dos segundos três anos de cada ciclo. Assim, assim como você deve cumprir suas obrigações com relação ao dízimo da produção dos primeiros três anos até o dia anterior à Pessach do quarto ano, você também deve cumprir suas obrigações com relação à produção dos segundos três anos até o dia antes da Pessach do sétimo ano; e assim como você deve declarar no Templo, no sétimo dia da Pessach do quarto ano, que cumpriu suas obrigações com relação à produção dos primeiros três anos, assim você deve declarar no Templo, no sétimo dia da Pessach do sétimo ano, que você cumpriu suas obrigações relativas à produção dos segundos três anos.
Prefácio, Página 7 – segundo parágrafo da Página 8
Pergunta: Se somente poucas almas tem a missão de converter-se porque muitas pessoas pessoas procuram a conversão?
Resposta: Como somente uma minoria tem esta missão de converter-se, o desejo de converter ao Judaísmo, seria de fato, na maioria absoluta dos casos, uma ludibriação de nossos maus instintos, para que a pessoa se desvie de sua verdadeira missão.
O egocentrismo inato do ser humano, leva a pessoa a buscar a conversão, achando que através disto ela alcançaria sua perfeição espiritual. Porém quando a pessoa examina com um olhar mais altruísta e abnegado, e se pergunta não – o que eu quero da minha vida, mas sim – o que Deus quer de Mim? sem dúvida, ela buscaria buscaria ser um exemplo de pessoa dentro da retidão Noética, para influenciar o maior número de pessoas a trilhar este mesmo caminho e preparar o mundo para redenção verdadeira e final.
Portanto, não existe um motivo para um Gentio se converter ao judaísmo, visto que o caminho Noético, é o caminho espiritual desenhado pela Torá Sagrada a todas as nações e pode preencher a lacuna espiritual que todas almejam.
Mitsvá Diária – Avodá Zará – Não Praticar Idolatria
Baseado no Livro “Os Sete Mandamentos do Altíssimo” do Drº Moshê Weiner
5ª Ramificação – Acreditar na Torá escrita e oral
Referência: “E estas palavras que te ordeno estarão no teu coração” Deut 6:6
Descrição: Somos ordenados a aceitar todos os sete mandamentos com todos os esclarecimentos e componentes, com todas as interpretações transmitidas pela Torá Oral, prescrita no Monte Sinai pelo Todo-Poderoso Moshe Rabeinu.
Fontes:
Drº Moshê Weiner, Livro “Os Sete Mandamentos do Altíssimo”, Mitsvá 1, Hálacha 3
A obrigação dos Descendentes de Noé de aceitar todos os sete mandamentos com todos os esclarecimentos e componentes, com todas as interpretações transmitidas pela Torá Oral, prescrita no Monte Sinai pelo Todo-Poderoso Moshe Rabbeinu.
Rambam, Mishneh Torah, Sefer Hamadah, Hilchot Teshuvá 3:8 “Três tipos de pessoas se enquadram no conceito de Herege:
> Aquele que nega a profecia e afirma que o Criador não se comunica com o ser humano
> Aquele que nega a profecia de Moshe
> Aquele que afirma que o Criador desconhece os atos dos seres humanos Se enquadram no conceito de renegado:
> Aquele que afirma que os preceitos (mitsvot) da Torá, não foram ordenados pelo Criador, mesmo que concorde que Moisés os escreveu mas nega ter sido ordens entregues pelo Criador
> Aquele que acredita que a Torá tenha sido entregue por D-us, mas nega a explicação das mitsvot como consta na Torá Oral.
Rambam, Mishnê Torá, Sefer Shofitim, Hilchot Melachim 8:11 “Qualquer um que aceita sobre si mesmo o cumprimento dessas sete mitzvot e é preciso em sua observância é considerado um dos “Chassidei Umot haOlam” e merecerá uma parte no Olam haba .
Isso se aplica apenas quando ele os aceita e os cumpre, porque o Santo, bendito seja Ele, os ordenou na Torá e nos informou por meio de Moisés, nosso mestre, que os descendentes de Noach haviam recebido ordens para cumpri-los anteriormente. No entanto, se ele os cumpre por convicção intelectual, ele não é um estrangeiro residente, nem dos “Chassidei Umot haOlam” nem de seus sábios.
Chegamos ao mês de Ellul, durante esse mês preparamo-nos para Rosh Hashaná e os dias de temor, nesses dias o povo judeu fora ordenado a acrescentar tefilot, teshuvá, tsedacá. Como já falamos anteriormente um Ben Noach pode se assim desejar em seu coração não por que está obrigado, mas voluntariamente está se preparando para Ellul. [Hilichot Melachim 10:10]
1.Quando Começar a Recitar Selichot?
Começamos a recitar Selichot a partir do domingo antes de Rosh Hashaná , a menos que Rosh Hashaná caia na segunda ou terça-feira, caso em que chabad começam a partir de dois domingos antes de Rosh Hashaná . [Rama Orach Chaim 581: 1]
2.Quando Selichot deve ser dito?
A maioria das autoridades diz que Selichot não deve ser recitado à noite antes de Chatzot Layla, meia-noite haláchica.[Magen Avraham 565:5]
De preferência, Selichot deve ser dito no final da noite antes de Olot HaShachar , mas se alguém atrasou, pode dizer depois de Olot HaShachar . Aqueles que são incapazes de se levantar cedo para dizer Selichot , devem, no entanto, dizer Selichot , seja pela manhã antes de Shacharit ou mesmo à tarde antes de Mincha . A manhã é melhor que a tarde [Mishna Brurah (Introdução a 581), Maamar Mordechai (Rav Mordechai Eliyahu) 34:5]
Não há Selichot no Shabat . [Maamar Mordechai (Rav Mordechai Eliyahu) 34:2]
3.Selichot Sem Minyan
Se alguém está rezando sem um minian que é o caso de um ben Noach, já que um Minian é composto por 10 judeus adultos e um ben Noach não é um judeu, logo ele não compõe Minian então ele não deve dizer os treze atributos como uma oração. [Rashba Teshuva 1:211]
Sem um minyan , não se pode recitar os parágrafos que estão em aramaico (como רַחֲמָנָא אִדְכַּר לָן…, דְּעָנֵי לַעֲנִיֵּי. עֲנֵינָ ן…, מַחֵי וּמַסֵּי também, então não recitamos esses parágrafos. Eliya Rabba 581:9
Nos próximos dias estaremos abordando mais pontos sobre chodesh Ellul e Rosh Hashaná.
No início da manhã do dia 1º de Elul do ano 2448 da criação (1313 AEC), Moisés subiu ao Monte Sinai, levando consigo as tábuas de pedra que havia lavrado por ordem divina (ver “Hoje na História Judaica” para ontem, Av 30) , para D’us reinscrever os Dez Mandamentos. Na montanha, D’us permitiu a Moshê “ver Minhas costas, mas não Meu rosto” (o que Maimônides interpreta como uma percepção da realidade de D’us , mas não de Sua essência) – o mais próximo que qualquer ser humano já chegou de conhecer D’us – e ensinou-lhe o segredo de Seus “Treze Atributos de Misericórdia” (Êxodo 33:18-34:8).
Moshê permaneceu na montanha por 40 dias, até o dia 10 de Tishrei (Yom Kippur), período durante o qual Ele obteve o perdão sincero de D’us e a reconciliação com o povo de Israel após a traição da aliança entre eles com sua adoração ao Deus Dourado. Panturrilha. Este foi o terceiro dos três períodos de 40 dias de Moisés no Monte Sinai em conexão com a Entrega da Torá. Desde então, o mês de Elul serve como o “mês da misericórdia e perdão divinos”.
Em 1578, um exército português liderado pelo rei Sebastião I juntou forças com o deposto sultão marroquino Abdallah Mohammed, que desejava recuperar o trono de seu tio, Abd al-Malik. A vitória do rei português levaria inevitavelmente à infame Inquisição em Marrocos. Em 4 de agosto, correspondente a 1 Elul, o exército português foi derrotado naquela que é conhecida como a Batalha dos Três Reis. Várias comunidades marroquinas comemoravam esta data todos os anos como um dia de celebração, agradecendo a D’us por Sua salvação.
Neste dia, o profeta Ageu recebeu uma mensagem divina para transmitir a “ Zerubavel , filho de Sealtiel, governante de Judá, e a Josué, filho de Jeozadaque, o sumo sacerdote” (Ageu 1:1), instruindo-os a continuar seus esforços para construir a Segundo Templo , cuja construção havia sido interrompida cerca de dezessete anos antes. (Veja a entrada de 21 Tishrei para uma profecia semelhante transmitida por Ageu sete semanas depois.)
Hoje é o segundo dos dois dias de Rosh Chodesh (“cabeça do mês”) para o mês de Elul (quando um mês tem 30 dias, tanto o último dia do mês quanto o primeiro dia do mês seguinte servem como o seguinte Rosh Chodesh do mês).
Porções especiais são adicionadas às orações diárias: Hallel (Salmos 113-118) é recitado – em sua forma “parcial” – Tachnun (confissão de pecados) e orações semelhantes são omitidas.
Muitos têm o costume de marcar Rosh Chodesh com uma refeição festiva.
Como o último mês do ano judaico, Elul é tradicionalmente um tempo de introspecção e balanço – um tempo para rever as próprias ações e progresso espiritual durante o ano passado e se preparar para os próximos “Dias de reverência” de Rosh Hashaná e Yom Kippur .
Como o mês da Divina Misericórdia e Perdão (veja “Hoje na História Judaica” para Elul 1 ) é um momento muito oportuno para teshuvá (“retorno” a D’us), oração , caridade e aumento de Amor ao Próximo na busca de auto-aperfeiçoamento e aproximação de D’us. O mestre chassídico Rabi Shneur Zalman de Liadi compara o mês de Elul a uma época em que “o rei está no campo” e, em contraste com quando ele está no palácio real, “todo aquele que assim o desejar tem permissão para encontrá-lo, e ele recebe a todos com um semblante alegre e mostra a todos um rosto sorridente.”
Os costumes específicos de Elul incluem o toque diário do shofar (chifre de carneiro) como um chamado ao arrependimento. O Baal Shem Tov instituiu o costume de recitar três capítulos adicionais de Salmos a cada dia, de 1º de Elul até Yom Kippur (em Yom Kippur os 36 capítulos restantes são recitados, completando assim todo o livro de Salmos). Clique abaixo para ver os Salmos de hoje.
Desde o início de Elul e durante toda a temporada de Grandes Festas, incluímos a bênção “Que você seja inscrito e selado por um bom ano” ( Leshanah tovah tikateiv veteichateim ) em cartas e saudações uns aos outros.
Hayom Yom
Quando o Tzemach Tzedek tinha nove anos, o Alter Rebe disse a Ele: Recebi de meu Rebe (o Maggid) que recebeu de seu Rebe (o Baal Shem Tov) em nome de seu conhecido Rebe 1 que desde o segundo dia de Rosh Chodesh Elul até Yom Kippur, devemos recitar três capítulos de Tehilim todos os dias. Então, em Yom Kippur, trinta e seis (capítulos): nove antes de Kol Nidrei , nove antes de dormir, nove depois de Musaf e nove depois de Ne’ila . Quem não começou no segundo dia de Rosh Chodesh deve começar com os Tehilim do dia em que percebeu sua omissão, e completar os Tehilim que faltam mais tarde.
Costumes Especiais para o Mês de Elul e para as Grandes Festas
O Baal Shem Tov instituiu um costume de recitar três capítulos adicionais de Salmos todos os dias, desde o dia 1º de Elul até Yom Kipur (em Yom Kippur os restantes 36 capítulos são recitados, completando assim todo o livro dos Salmos).
Veja abaixo para os capítulos adicionais de hoje.
Salmo 1
O Livro dos Salmos começa apresentando uma orientação para a vida: evitar a influência dos malévolos e dos que ridicularizam o bem, e adotar o estudo e o conhecimento das Escrituras como meta principal. Deus recompensará nossa vida com alegria e significado.
Bem-aventurado o homem que não segue os conselhos dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores e nem participa da reunião dos insolentes;
mas, ao contrário, se volta para a Lei do Eterno e, dia e noite, a estuda.
Ele será como a árvore plantada junto ao ribeiro que produz seu fruto na estação apropriada e cujas folhagens nunca secam;
assim também florescerá tudo que fizer.
Quanto aos ímpios, são como o feno que o vento espalha. Nem eles prevalecerão em julgamentos, nem os pecadores na assembléia dos justos;
pois o Eterno favorece o caminho dos justos, enquanto o dos ímpios os conduz à sua ruína.
Salmo 2
Deus ungiu David rei e os filisteus reuniram seus exércitos para depô-lo (II Samuel 5:16). Este Salmo mostra a inutilidade de querer frustrar a vontade de Deus.
Por que se reuniram povos e em vão murmuram nações?
Os reis da terra se posicionaram com os líderes que, secretamente, conspiramcontra o Eterno e Seu ungido, dizendo:
“Rompamos suas amarras e nos livremos de suas cordas”.
Aquele que habita nos céus apenas rirá; o Eterno deles zombará.
Ele demonstrará Sua ira e com Seu furor os aterrorizará.
Ele dirá: “Eu ungi o Meu rei, sobre Tsión, meu santo monte.
Proclamarei o que me disse o Eterno: “Tu és meu filho, hoje te gerei.
Pede-Me e te darei os povos como herança, e os confins da terra como possessão.
Com um cetro de ferro os esmagarás; como a um vaso de barro os estilhaçarás”.
Portanto, ó reis da terra, sede prudentes; obedecei, ó governantes da terra.
Servi ao Eterno com reverência e regozijai-vos com temor e respeito.
Buscai a pureza em vosso comportamento para que Ele não liberte Sua ira e vosso caminho conduza ao abismo, por um breve instante de sua cólera. Bem-aventurados sejam aqueles que Nele confiam!
Salmo 3
Absalão, o filho de David, quase teve êxito em sua tentativa de destroná-lo (II Samuel 15-19). Apesar de sua situação parecer desesperadora, este Salmo revela como a confiança de David em Deus lhe dá paz e segurança.
Salmo de David, quando fugia de Absalão, seu filho.
Ó Eterno, tão numerosos são meus adversários! Tantos são os que se levantam contra mim!
Muitos são os que dizem de mim: Para ele não há salvação do Eterno.
Mas Tu, Meu Deus, és um escudo a me proteger. És minha glória, a razão de se manter erguida minha cabeça.
Minha voz clamou ao Eterno, e Ele, em Seu santo monte, me atendeu.
Deitei e adormeci; mas acordei porque o Eterno me sustentou.
Não temerei a multidão de povos, que de todos os lados, se juntaram contra mim.
Levanta-Te e salva-me, ó Eterno meu Deus! Feriste o rosto de todos os meus inimigos, e quebraste os dentes dos pecadores.
A salvação provém do Eterno; que sobre Teu povo recaia Tua bênção.
Salmo 4
Embora se dirija aos seguidores de Absalão, David fala a todos os pecadores e apela para abandonar a hipocrisia, a ilusão das vitórias temporárias e a glória sem significado. Que cessem as calúnias e reconheçam a verdade que os levará ao arrependimento e à verdadeira felicidade.
Ao mestre do canto, com instrumentos de corda, um salmo de David.
Responde à minha invocação, ó Deus da minha justiça! Ó Tu que me aliviaste da angústia, apieda-Te de mim e ouve minha oração.
Filhos dos homens, até quando difamareis minha honra, amareis a futilidade e buscareis a traição?
Sabei que o Eterno destaca para si o devoto e ouvir-me-á quando eu O evocar.
Portanto tremei e não pecai; ponderai em vossos corações enquanto estais em vossos leitos e suspirai.
Oferecei sacrifícios com honestidade e confiai no Eterno.
Dizem muitos: Quem nos mostrará o bem? Que a luz da Tua face resplandeça sobre nós, ó Eterno.
Alegria puseste em meu coração como no tempo da abundância do trigo e do vinho.
Em completa paz poderei repousar e dormir, porque somente Tu, ó Eterno, me manterás em segurança.
Salmo 5
Sitiado por inimigos, o homem justo reza pela libertação para aliviar seu sofrimento físico e servir a Deus sem interferências.
Ao mestre do canto, acompanhado por instrumentos de sopro, um salmo de David.
Dá ouvidos às minhas palavras, ó Eterno, e considera minha súplica.
Atenta à voz do meu clamor, meu Rei e Deus, pois a Ti dedico minha prece.
Eterno, ouve a voz da oração que a Ti dirijo a cada manhã, aguardando Tua resposta.
Pois Tu não és complacente com a maldade, e a perversidade não se pode manter junto a Ti.
Os ímpios não permanecem sob Teu olhar; Tu desprezas os perversos.
Tu condenas os que praticam traição e abominas os sanguinários e os falsos.
Mas eu, por Tua imensa misericórdia, entrarei em Tua casa, prostrar-me-ei ante o Teu sagrado santuário, pleno de reverência e temor.
Ó Eterno, guia-me através de Teus caminhos justos, a despeito dos inimigos que me espreitam. Aplaina ante mim o Teu caminho.
Pois não há sinceridade em seus lábios e só traição em seu coração. Suas gargantas parecem sepulcros abertos e suas línguas são falsamente aduladoras.
Condena-os, ó Eterno! Que tropecem em seus próprios ardis; rejeita-os pela multiplicidade de seus crimes, por se terem rebelado contra Ti.
Alegrar-se-ão porém todos que em Ti confiam; exultarão sob Teu amparo os que amam Teu santo nome.
Pois Tu certamente abençoarás o justo, ó Eterno, envolvendo-o em Teu afeto como um escudo.
Salmo 6
David estava doente e sentia dores ao compôs este Salmo. Sua intenção era que esta oração fosse usada pelos doentes ou em perigo e, particularmente, quando Israel enfrentasse opressão e privação.
Ao mestre do canto, acompanhado com música instrumental, um salmo de David.
Eterno, não me castigues em Tua ira, nem me repreendas em Teu furor.
Apieda-Te de mim, ó Eterno, porque falece minha força; cura-me, pois de terror tremem meus ossos.
Abalada está minha alma; e Tu, Eterno, até quando me deixarás abandonado?
Retorna, ó Eterno, e livra minha alma; salva-me, por Tua imensa misericórdia.
Pois não se erguem louvores a Ti de entre os mortos; no “Sheól”, quem Te exaltará?
Estou esgotado de tanto gemer; toda noite, transborda o leito com meu pranto, se inunda com minhas lágrimas o lugar de meu repouso.
Consumidos pela aflição estão meus olhos, envelhecidos por causa dos meus inimigos.
Que se afastem de mim todos os inimigos, porque o Eterno escutou a voz de meus lamentos.
Ouviu minha súplica e aceitará minha oração.
Todos os meus inimigos se verão frustrados e envolvidos por terror, de pronto hão de recuar envergonhados.
Salmo 7
Neste Salmo, David indica como o generoso de espírito às vezes parece impotente contra o ataque dos que tramam e são traiçoeiros. O justo, todavia, deve criar coragem baseado na compreensão de que prevalecerá sobre o perverso, vítima de suas próprias tramas.
“Shigaion” que David cantou ao Eterno, por causa de Cush, o Benjaminita. Ó Eterno, meu Deus, em Ti eu busco refúgio; livra-me de todos os meus perseguidores e salva-me, para que o inimigo não despedace minha alma como um leão, que dilacera sua presa sem que ninguém a socorra. Eterno, meu Deus, se eu intencionalmente tiver praticado o mal de que me acusam, se há injustiça em meus atos, se eu retribuí com o mal a quem comigo estava em paz, eu que resgatei o perseguidor que sem razão me acossava, então que persiga e alcance o inimigo minha alma, abata minha vida e espoje no pó a minha honra. Ergue-Te, Eterno, em Tua ira; atua com furor contra meus opressores, eleva-Te em meu favor no juízo que ordenaste. Quando se dispuser a congregação dos povos em Tua volta, que Te eleves acima dela, pondo nas alturas Teu divino trono. O Eterno julgará os povos; resgatar-me-á pelo mérito de minha retidão e integridade. Faze chegar ao fim o mal dos ímpios, e dá firmeza ao justo, Tu que perscrutas as emoções e pensamentos de cada um, ó Deus justo. És meu escudo, ó Eterno, que salvas os puros de coração. Deus absolve os justos, e se irrita todos os dias contra os ímpios. Se não se arrepender o perverso, mas afiar sua espada e distender seu arco e mirar o justo, contra ele mesmo estará preparando armas mortíferas e apontando suas flechas. O perverso concebe iniqüidade, fecunda maldade e gera falsidade; escava um fosso e o aprofunda, mas ele mesmo cairá na armadilha que preparou; sobre sua própria cabeça recairá sua iniqüidade, e sobre seu crânio sua violência. Darei graças ao Eterno por Sua justiça, e cantarei um louvor ao Nome do Eterno, o Altíssimo.
Salmo 8
Este Salmo é o cântico extasiado de quem tem a clareza de visão para perceber a obra de Deus em toda parte e sente que as realizações do ser humano são dádivas de Deus a Quem deve se dedicar.
Ao mestre do canto, acompanhado com o instrumento “Guitit”, um salmo de David.
Ó Eterno, nosso Deus! Quão majestoso é o Teu Nome em toda terra, Tu que estendeste Teu esplendor sobre os céus!
Até do balbuciar das crianças e lactentes crias força contra Teus detratores, para destruir inimigos e malévolos.
Quando contemplo Teus céus, obra dos Teus próprios dedos, vejo a lua e as estrelas que criaste,
e me pergunto: o que é o ser humano para que dele Te lembres? E o filho do homem, para que o consideres?
Entretanto, pouco menos que os anjos o fizeste e de glória e esplendor o coroaste.
Tu o puseste como soberano sobre as obras de Tuas mãos; tudo puseste a seus pés:
ovelhas e gado, todos eles, e também os animais do campo,
os pássaros do céu, os peixes do oceano e tudo o que se move sobre os caminhos dos mares.
Ó Eterno, nosso Deus! Quão majestoso é o Teu Nome em toda a terra!
Salmo 9
Apesar de deslumbrado com seu êxito temporário, o mal desaparece no esquecimento, e somente Deus permanece.
Ao mestre do canto, sobre a morte de Laben, um salmo de David.
Louvar-Te-ei, ó Eterno, com todo meu coração; sobre todas as Tuas maravilhas contarei.
Alegrar-me-ei e me regozijarei em Ti, e cantarei a Teu Nome, Altíssimo.
Ao retrocederem, meus inimigos tropeçarão e se perderão ante Tua Presença.
Pois Tu sustentaste meu direito e minha causa, ao sentar-Te no trono, ó Juiz justo.
Destruíste povos malévolos e condenaste os ímpios; seus nomes apagaste para todo o sempre.
Exterminado foi o inimigo, só ruínas restaram; as cidades destruíste e toda sua lembrança pereceu.
Mas o Eterno para sempre está nas alturas; Ele prepara Seu trono para o juízo.
Ele julgará o mundo com retidão, sentenciará os povos com eqüidade.
O Eterno será uma fortaleza para o oprimido, uma fortaleza nos tempos de angústia.
E confiarão em Ti todos os que conhecerem o Teu Nome, pois Tu nunca deixaste os que Te procuram, ó Eterno!
Cantarei ao Eterno, que habita em Tsión; difundam entre os povos seus feitos.
Pois Aquele que cobra o sangue derramado, deles Se lembrou; Ele não esquece o clamor dos aflitos.
Concede-me a Tua graça, Eterno; vê minha aflição, causada pelos que me odeiam, Tu que me resgatas dos portais da morte.
Para que eu possa exaltar todos os Teus louvores nos portões da filha de Tsión; para que eu possa exultar com a Tua salvação.
Caíram os povos no fosso que fizeram; na rede que estenderam, seu próprio pé ficou preso.
O Eterno tornou-Se conhecido, Ele executou a sentença; através de suas próprias mãos, o perverso foi golpeado. Refleti sobre isso.
Os ímpios voltarão ao abismo, assim como todos os povos que do Eterno se olvidam.
Pois o necessitado não será eternamente esquecido, nem a esperança dos aflitos se perderá para sempre.
Levanta-Te, Eterno, para que não prevaleça o malévolo; e sejam por Ti julgados todos os povos.
Impõe-lhes, Eterno, o temor a Ti, para que reconheçam todos que são apenas falíveis mortais.
Três capítulos Adicionais
O Baal Shem Tov instituiu um costume de recitar três capítulos adicionais de Salmos todos os dias, desde o dia 1º de Elul até Yom Kipur (em Yom Kippur os restantes 36 capítulos são recitados, completando assim todo o livro dos Salmos).
Hoje os capítulos são 1, 2 e 3.
Salmo 1
O Livro dos Salmos começa apresentando uma orientação para a vida: evitar a influência dos malévolos e dos que ridicularizam o bem, e adotar o estudo e o conhecimento das Escrituras como meta principal. Deus recompensará nossa vida com alegria e significado.
Bem-aventurado o homem que não segue os conselhos dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores e nem participa da reunião dos insolentes;
mas, ao contrário, se volta para a Lei do Eterno e, dia e noite, a estuda.
Ele será como a árvore plantada junto ao ribeiro que produz seu fruto na estação apropriada e cujas folhagens nunca secam;
assim também florescerá tudo que fizer.
Quanto aos ímpios, são como o feno que o vento espalha. Nem eles prevalecerão em julgamentos, nem os pecadores na assembléia dos justos;
pois o Eterno favorece o caminho dos justos, enquanto o dos ímpios os conduz à sua ruína.
Salmo 2
Deus ungiu David rei e os filisteus reuniram seus exércitos para depô-lo (II Samuel 5:16). Este Salmo mostra a inutilidade de querer frustrar a vontade de Deus.
Por que se reuniram povos e em vão murmuram nações?
Os reis da terra se posicionaram com os líderes que, secretamente, conspiramcontra o Eterno e Seu ungido, dizendo:
“Rompamos suas amarras e nos livremos de suas cordas”.
Aquele que habita nos céus apenas rirá; o Eterno deles zombará.
Ele demonstrará Sua ira e com Seu furor os aterrorizará.
Ele dirá: “Eu ungi o Meu rei, sobre Tsión, meu santo monte.
Proclamarei o que me disse o Eterno: “Tu és meu filho, hoje te gerei.
Pede-Me e te darei os povos como herança, e os confins da terra como possessão.
Com um cetro de ferro os esmagarás; como a um vaso de barro os estilhaçarás”.
Portanto, ó reis da terra, sede prudentes; obedecei, ó governantes da terra.
Servi ao Eterno com reverência e regozijai-vos com temor e respeito.
Buscai a pureza em vosso comportamento para que Ele não liberte Sua ira e vosso caminho conduza ao abismo, por um breve instante de sua cólera. Bem-aventurados sejam aqueles que Nele confiam!
Salmo 3
Absalão, o filho de David, quase teve êxito em sua tentativa de destroná-lo (II Samuel 15-19). Apesar de sua situação parecer desesperadora, este Salmo revela como a confiança de David em Deus lhe dá paz e segurança.
Salmo de David, quando fugia de Absalão, seu filho.
Ó Eterno, tão numerosos são meus adversários! Tantos são os que se levantam contra mim!
Muitos são os que dizem de mim: Para ele não há salvação do Eterno.
Mas Tu, Meu Deus, és um escudo a me proteger. És minha glória, a razão de se manter erguida minha cabeça.
Minha voz clamou ao Eterno, e Ele, em Seu santo monte, me atendeu.
Deitei e adormeci; mas acordei porque o Eterno me sustentou.
Não temerei a multidão de povos, que de todos os lados, se juntaram contra mim.
Levanta-Te e salva-me, ó Eterno meu Deus! Feriste o rosto de todos os meus inimigos, e quebraste os dentes dos pecadores.
A salvação provém do Eterno; que sobre Teu povo recaia Tua bênção.
14 Não retirarás os marcos do teu próximo, que os primeiros estabeleceram como limites da tua herança, a qual herdarás na terra que o Senhor teu Deus te dá para a possuíres.
Você não deve recuar marco [do seu vizinho]: Heb. לֹא תַסּיג , uma expressão semelhante a, “eles voltarão ( נָסֹגוּ אָחוֹר )” ( Is 42:17) . [Aqui, portanto, significa] que ele move a marca de fronteira da terra para trás no campo de seu vizinho, ampliando assim sua própria [propriedade]. Mas já não foi dito: “Não roubarás” ( Lev. 19:13) ? Por que, então, é declarado aqui: “Você não deve recuar [o marco]?” [A resposta é que este versículo] ensina que a pessoa que remove a marca do limite de seu vizinho transgride dois mandamentos negativos: “Não roubarás ( לֹא תִגְזֹל )” e “Não retirarás [o marco]” ( לֹא תַסִּיג). Agora, posso pensar que [isso se aplica] também fora de Eretz Israel. Portanto, diz: “em sua herança, que você herdará [na terra],” [indicando que] em [somente] Eretz Israel transgride-se dois mandamentos negativos, enquanto fora de Eretz Israel, transgride-se apenas o mandamento de “você deve não roubar.” – [ Sifrei ]
15 Uma testemunha não se levantará contra ninguém por qualquer iniquidade ou por qualquer pecado, a respeito de qualquer pecado que ele venha a pecar. Pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, o assunto será confirmado.
Uma testemunha [não se levantará contra um homem por qualquer iniqüidade]: Este versículo estabelece um princípio geral [ou seja, é derivado daqui] que onde quer que o termo “testemunha” ( עֵד ) apareça na Torá, significa duas [testemunhas ], a menos que a Torá especifique [que] uma testemunha se refere. — [ San. 30a]
por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado: onde seu testemunho levasse o acusado a ser punido, seja com castigo corporal ou com castigo monetário. No entanto, uma [testemunha] pode se levantar para [obrigar seu companheiro a fazer] um juramento, como segue: Se alguém disser a seu companheiro: “Dê-me o maneh [100 zuzim ] que eu te emprestei”, e seu companheiro responder: “Não tenho nada seu”, e uma testemunha atesta para ele [o autor] que ele [o réu] lhe deve [o dinheiro], [o réu] é obrigado a jurar [que não pediu dinheiro emprestado]. — [ Shev. 40a]
Pela boca de duas testemunhas [… o assunto será estabelecido]: [A expressão “pela boca” significa aqui que apenas o testemunho verbal direto é suficiente,] mas eles não devem escrever seu depoimento em uma carta e enviá-la para o tribunal, ou tenha um intérprete entre as testemunhas e os juízes. – [ Sifrei ]
16 Se uma falsa testemunha se levantar contra um homem, para dar testemunho perverso contra ele,
dar testemunho pervertido contra ele: Heb. סָרָה [Isto é, ele testifica sobre] uma coisa que não é assim, que esta testemunha é removida ( הוּסַר ) de todo o testemunho [significando que ele não poderia ter sido uma testemunha], como se [um segundo conjunto de testemunhas ] disse [ao primeiro grupo de testemunhas], “Mas você não estava conosco naquele dia em tal e tal lugar [e não com o réu, como você afirma ter estado]?” – [ Mác. 5a]
17 Então os dois homens entre os quais existe a controvérsia se apresentarão perante o Senhor, perante os cohanim e os juízes que houver naqueles dias.
Então os dois homens… se levantarão: O texto está se referindo às testemunhas, e nos ensina que não há testemunho de mulheres. Também nos ensina que as testemunhas devem apresentar seu testemunho em pé. — [ Shev. 30a]
entre os quais existe a controvérsia: Estes são os litigantes.
diante do Senhor: deve parecer-lhes que estão diante do Onipresente, como diz: “no meio dos juízes Ele julgará” (Sl 82: 1). – [ San. 6b]
quem estará naqueles dias: [Agora alguém poderia ficar na frente daqueles que não estão em seus dias? Em vez disso, significa que] Jefté [um dos juízes menos importantes] em sua geração, é [para ser considerado] como Samuel [o maior juiz] em sua geração; você deve tratá-lo com respeito.
18 E os juízes investigarão minuciosamente e eis que a testemunha é uma falsa testemunha; ele testemunhou falsamente contra seu irmão;
E os juízes investigarão minuciosamente: Por meio do depoimento de [o novo conjunto de testemunhas] que os refutam, que eles investiguem e examinem aqueles que vêm para provar que eles [o primeiro par] são עֵדִים זוֹמְמִין , “conspirando testemunhas ” , por investigação e exame diligentes.
e eis que a testemunha é uma falsa testemunha: Onde quer que עֵד , testemunha , esteja escrito, a Escritura está falando de duas [testemunhas]. — [ San. 30a]
19 então farás a ele como ele planejou fazer a seu irmão, e [assim] abolirás o mal do meio de ti.
como ele planejou: Mas não como ele fez. A partir daqui [nossos rabinos] disseram que se o primeiro conjunto de testemunhas [antes de ser provado falso] já matou o réu [por seu testemunho], eles não devem ser condenados à morte. — [ Mác. 5b]
fazer a seu irmão: Por que as Escrituras declaram, “a seu irmão?” Ensinar que, no caso de testemunhas que conspiraram contra a filha casada de um kohen [acusando-a de adultério], elas não são executadas na fogueira [a forma de execução a que ela teria sido submetida], mas sim, por estrangulamento, a forma de execução do adúltero. Pois diz [sobre tal mulher] “ela será queimada no fogo” ( Lev. 21:9)-“ela”, mas não seu amante [que é despachado por estrangulamento]; portanto, diz aqui, “para seu irmão” – “como ele planejou fazer com seu irmão”, mas não como ele planejou fazer com sua irmã. Com outros crimes, no entanto, as Escrituras consideram as mulheres igualmente aos homens, e as testemunhas que conspiram contra uma mulher são executadas da mesma forma que aquelas que conspiraram contra um homem. Por exemplo, se eles testemunharam que uma mulher matou uma pessoa, ou que ela profanou o sábado [e eles são revelados como falsas testemunhas antes de ela ser executada], então eles são executados da forma que pretendiam para ela, pois a Escritura não o faz. não exclua sua irmã [afirmando “irmão”] exceto no caso em que alguém possa punir as testemunhas da conspiração pela forma de execução do adúltero [em oposição à adúltera]. — [ Sifreie San. 90a]
20 E os que restarem ouvirão e temerão, e não continuarão a cometer tal coisa má entre vós.
deve ouvir e temer: Daqui, [derivamos a lei] que um anúncio público é necessário: “Fulano e fulano devem ser executados porque foi provado pelo tribunal que tramam testemunhas”. – [ San. 89a] [Observe que Rashi em Mak. 5a e San. 89a escreve que a proclamação é feita depois que os perpetradores foram executados.]
21 Não terás piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.
Olho por olho: ou seja, compensação financeira; e da mesma forma, “dente por dente, etc.” – [ Sifrei , BK 87a]
Devarim (Deuteronômio) Capítulo 20
1 Quando saíres à guerra contra os teus inimigos, e vires cavalos e carros, povo mais numeroso do que tu, não terás medo deles, porque o Senhor teu Deus está contigo, que te tirou desta terra do Egito.
Quando você sai para a guerra: As Escrituras justapõem a partida para a guerra ao lado disso [“olho por olho etc.”] para nos ensinar que uma pessoa com um membro amputado não vai para a guerra. – [ Sifrei ] Outra explicação: Ensina que, se você executar um julgamento justo, pode ter certeza de que, quando partir para a guerra, será vitorioso. Da mesma forma, Davi diz: “Eu pratiquei justiça e retidão; não me deixes com os meus opressores” (Sl 119: 121). – [ Tanchuma ]
contra os teus inimigos: sejam eles aos teus olhos como inimigos; não tenham pena deles, pois eles não terão pena de vocês.
cavalo e carruagem: Aos meus olhos, todos eles são como um cavalo. Da mesma forma, diz: “e você deve atacar Midiã como um homem.” (Juízes 6:16) E, da mesma forma, diz: “Quando o cavalo de Faraó… veio [ao mar]” ( Êxodo 15:19) . – [ Sifrei ]
um povo mais numeroso do que você: aos seus olhos, eles são numerosos, mas aos meus olhos, eles não são numerosos. — [ Sifrei ]
2 E será, quando te aproximares da batalha, que o kohen se aproximará, e falará ao povo.
quando você se aproxima da batalha: Quando você está a ponto de deixar a fronteira.
que o kohen deve se aproximar: Isso se refere ao kohen ungido para este propósito, e ele é chamado de “o ungido para a guerra”.
e falar ao povo: na Língua Sagrada. — [ Sotah 42a ]
3 E ele lhes dirá: “Ouça, ó Israel, hoje você está se aproximando da batalha contra seus inimigos. Que seus corações não se desanimem; por causa deles.
“Ouça, ó Israel”: Mesmo que você não tenha nenhum mérito além da leitura do Shemá , você é digno de que Ele [Deus] o salve. — [ Sotah 42b]
contra os teus inimigos: Estes não são teus irmãos, porque se caires nas mãos deles, não terão piedade de ti; isso não é como a guerra de Judá com Israel, da qual o versículo afirma: “E os homens, que foram mencionados por nome, se levantaram e prenderam os cativos, e vestiram toda a sua nudez dos despojos, e eles vestiram-nos e calçaram-nos, e alimentaram-nos e deram-lhes de beber, e ungiram-nos, e levaram-nos sobre jumentos, cada um fraco, e os trouxeram a Jericó, a cidade das palmeiras, ao lado de seus irmãos, e eles voltaram para Samaria” ( II Crônicas 28:15) . Você, porém, está indo contra seus inimigos; portanto, fortaleçam-se para a batalha. — [ Sifrei ; Sotá 42a]
Que seus corações não sejam fracos; não temereis, não vos assustareis e não ficareis apavorados: Quatro advertências, correspondentes a quatro práticas nas quais os reis das nações se envolvem [durante a batalha]: Eles mantêm seus escudos juntos para golpeá-los contra um outro, produzindo assim um barulho alto para alarmar os que os confrontam, para que fujam; eles pisam [no chão pesadamente] com seus cavalos e os fazem relinchar, soando a batida dos cascos de seus cavalos, e eles gritam alto e tocam buzinas e [outros] tipos de instrumentos barulhentos.
Não se desfaleça o vosso coração: Por causa do relinchar dos cavalos;
não terás medo: do barulho feito pela fixação dos escudos;
e você não ficará alarmado: Ao som das buzinas;
e você não ficará apavorado: Com o barulho do grito. — [ Sifrei ; Sotá 42a]
4 Pois o Senhor, o seu Deus, é quem vai com você, para lutar por você contra seus inimigos, para salvá-lo.
Pelo Senhor teu Deus…: Eles vêm com a vitória da carne e do sangue, enquanto tu te aproximas com a vitória do Onipresente. Os filisteus vieram com a vitória de Golias – Qual foi o seu fim? Ele caiu, e eles caíram com ele.
Quem vai com você: Refere-se ao acampamento da arca. — [ Sotah 42a]
5 E os oficiais falarão ao povo, dizendo: Qual é o homem que edificou uma casa nova e [ainda] não a inaugurou? Deixe-o ir e voltar para sua casa, para que não morra na guerra e outro homem a inaugure.
[Qual é o homem que construiu uma casa nova] e ainda não [ainda] a inaugurou: isto é, ainda não viveu nela. O termo חִנּוּךְ denota início.
[Para que ele não morra na guerra] e outro homem a inaugure: Isso seria uma fonte de grande pesar.
6 E qual é o homem que plantou uma vinha e ainda não a resgatou? Que ele vá e volte para sua casa, para que não morra na guerra e outro homem a resgate.
[E qual é o homem que plantou uma vinha] e [ainda] não a resgatou: Heb. וְלֹא חִלְּלוֹ . Ele não resgatou a vinha no quarto ano [de seu crescimento], pois os frutos [do quarto ano] devem ser comidos em Jerusalém ou resgatados [trocando-os] por dinheiro, e para comer [comida comprada com] o dinheiro em Jerusalém.
7 E qual é o homem que se casou com uma mulher e ainda não a tomou? Deixe-o ir e volte para sua casa, para que não morra na guerra e outro homem a leve”.
para que ele não morra na guerra: Ele deve retornar para que não morra, pois se ele não obedecer ao kohen , ele merece morrer. — [ Sifrei ]
8 E os oficiais continuarão a falar ao povo e dirão: “Qual é o homem que é medroso e covarde? Deixe-o ir e voltar para sua casa, para que não faça derreter o coração de seus irmãos, como seu coração .”
E os oficiais continuarão: Por que diz aqui: “continuará” [lit. deve adicionar]? Eles acrescentam esta [declaração] às palavras do kohen , pois o kohen fala e anuncia em voz alta ao povo desde “Ouve, ó Israel” (versículo 3) até “para te salvar” (final do versículo 4), enquanto “O que homem está lá ”(versículo 5), e o segundo e terceiro [com o mesmo começo (versículos 6 e 7)], o kohen fala e um oficial anuncia em voz alta [ao povo]. Este versículo, porém, um oficial fala, e um oficial anuncia em voz alta. – [ Sotah 43a] De acordo com várias edições incunábulas de Rashi , “um kohen anuncia em voz alta”. [Ver Yosef Hallel.]
[Que homem existe] que é medroso e medroso: Rabi Akiva diz: [Este versículo deve ser entendido] de acordo com seu significado aparente, que ele não pode permanecer nas fileiras fechadas da batalha e olhar para uma espada desembainhada. O rabino José, o Galileu, diz que [significa] aquele que tem medo de seus pecados [que eles o farão cair na guerra, pois ele é indigno], e, portanto, a Torá lhe dá a desculpa de atribuir seu retorno para casa por causa de uma casa, um vinhedo ou uma esposa, para cobrir aqueles que voltam por causa de seus pecados, para que as pessoas não entendam que são pecadores. [Consequentemente,] aquele que vê essa pessoa voltando diria: “Talvez ele tenha construído uma casa, ou plantado uma vinha, ou desposado uma mulher.” – [ Sotá 44a]
9 E será que, quando os oficiais acabarem de falar ao povo, designarão oficiais das legiões nas extremidades do povo.
[Eles devem nomear] oficiais das legiões: Isso significa que eles colocam ( זַקָּפִין ) guardas na frente e atrás deles, com flechas de ferro nas mãos, e se alguém tentar recuar, o guarda tem autoridade para bater nas pernas . זַקָּפִין são pessoas que ficam à beira do campo de batalha para pegar ( לִזְקֹף ) os caídos e incentivá-los com palavras: “Volte para a batalha e não fuja, pois a fuga é o começo da derrota.” – [ Sifrei , Sotah 44a]
Tanya
Iggeret HaKodesh, início da Epístola 10
Depois de saudações de vida e paz,
que minhas palavras iniciais despertem “os ouvidos que ouvem a admoestação que dá vida” 1
que o Deus Vivo admoestou por meio de Seu profeta, 2 dizendo:
“As bondades de D’us certamente não terminaram…” 3
Surpreendentemente, o verbo hebraico usado aqui é tamnu (na primeira pessoa do plural), o que faria a frase significar “ não chegamos ao fim”. Se o versículo procurasse dizer que as bondades “não acabaram”, em vez de “por causa das bondades de D’us, não terminamos ”, certamente deveria ter usado o verbo tamu (na terceira pessoa do plural). , como o Alter Rebe continua a apontar.
O Alter Rebe responde que nosso verso de fato implica duas ideias: (a) as bondades não terminaram; (b) necessitamos de חַסְדֵי ה ‘ (bondade de D’us), כִּי לֹא תָמְנוּ — porque não somos “perfeitos” ou “completos”. (Na segunda interpretação, tamnu significa “nós não somos tamim ”, como será explicado em breve.)
Esta [anomalia] será compreendida à luz de uma declaração no Zohar sagrado : “Existem [dois] tipos diferentes de chesed : 5
há chesed olam …, literalmente, “um chesed semelhante ao mundo ”, um grau de bondade que é limitado por limites temporais,
e existe uma forma superior de bondade, ou seja, rav chesed (“bondade sem limites”) ….
Uma vez que é o serviço espiritual do homem que atrai a beneficência divina, o Alter Rebe agora passa a explicar que tipo de serviço provoca um fluxo descendente do “ chessed do mundo” e que tipo de serviço atrai o grau ilimitado de rav chesed .
Agora, é bem conhecido que a Torá é chamada de oz (“força”),
Assim, no verso, “D’us concede força ao Seu povo,” 6 a Gemara no Tratado Zevachim comenta, “’Força’ alude à Torá.” 7
que é uma expressão de guevurah .
Literalmente, guevurah significa “poder”, mas mais especificamente, como o nome de uma das sefirot , significa (em contraste com chesed ) a retenção da beneficência, conforme regulado pelo atributo Divino da justiça severa.
Como nossos Sábios, de abençoada memória, ensinaram: “Os 613 mandamentos foram declarados a Moisés no Sinai da Boca da guevurah ”. 8
Isto é, os 613 mandamentos foram proferidos por D’us quando Ele Se manifestou no atributo de guevurah , razão pela qual Ele mesmo é aqui referido pelo nome deste atributo.
Também está escrito: “De Sua mão direita, uma Torá de fogo [foi dada] a eles” 9 ; isto é , foi escrito em fogo, que é uma expressão do atributo de guevurah .
Isso significa:
O Alter Rebe introduz aqui uma explicação que antecipa a seguinte questão: Uma vez que a Torá de D’us foi dada “de Sua Mão direita “, que sempre conota bondade e benevolência (e, de fato, a Torá foi chamada de Torat Chesed – “uma Torá de bondade ” 10 ), como então o verso citado acima pode prosseguir para dizer que a Torá é uma expressão de fogo e guevurah ?
A fonte e a raiz da Torá são apenas “bondades de D’us”, que são referidas como “o lado direito”. 11
Isto é: A elicitação de Sua Divindade e do esplendor da [infinita] Ein Sof -light,
para os mundos superiores e inferiores,
[é efetuado] pelo homem, que atrai a luz sobre si mesmo,
isto é, eles são os 248 vasos e vestimentas para o esplendor da [infinita] Ein Sof -luz que é investida neles.
Cada um dos mandamentos serve como um receptor ou veículo para a iluminação Divina particular que se reveste dentro dele, assim como cada órgão do corpo é um veículo ou receptor para uma faculdade particular da alma – o olho para o poder da visão, o ouvido para o poder de ouvir, e assim por diante.
( 13 E, como é sabido, desta luz, reverência e amor são atraídos para [uma pessoa enquanto ela executa] cada comando.)
A Torá e seus mandamentos são, portanto, um fluxo descendente de Divindade, brotando de Seu atributo de bondade.
No entanto, esse fluxo descendente foi atribuído primeiro ao atributo de G-d de guevurah , que é referido como “fogo”.
e que reflete uma contração ( tzimtzum ) da luz e da força vital que emana da [infinita] Ein Sof -luz,
permitindo-lhe, assim, tornar-se investido no cumprimento dos mandamentos,
praticamente todos os quais envolvem coisas materiais,
como tzitzit (que são feitos de lã) , tefilin (feito de couro e pergaminho) , sacrifícios (oferecidos de animais, plantas e minerais) e caridade (que envolve dinheiro ou outros objetos materiais) .
Mesmo os mandamentos que envolvem o espírito de um homem, como reverência e amor [a D’us],
também são de medida limitada 14 e de forma alguma de extensão infinita.
Pois nem mesmo por um momento o homem poderia sustentar em seu coração um amor tão intenso por D’us como é sem fim e limitação e ainda permanecer existindo em seu corpo.
De fato, um amor tão intenso certamente faria a alma voar.
Assim foi ensinado por nossos Sábios, de abençoada memória, 15 que na época da Outorga da Torá, quando a Divindade de D’us e a [infinita] Ein Sof -luz, foram manifestados [aos judeus no Sinai] em o nível [direto] do discurso revelado, “suas almas fugiram” de seus corpos.
Naquela época, D’us restaurou suas almas com o orvalho que Ele usará para reviver os mortos no Tempo Vindouro. Vemos, no entanto, que a iluminação em si era tão intensa que suas almas não podiam permanecer dentro de seus corpos nem por um momento.
Visto que o amor presentemente experimentado por uma alma dentro de um corpo não a faz fugir, segue-se que esse amor é inerentemente limitado. Isso também se aplica à admiração e ao amor que são experimentados como resultado da Divindade revelada nas mitsvot , conforme mencionado anteriormente. Este é o caso porque o fluxo da Divindade que desce através da Torá e seus mandamentos finitos é contido pelo atributo de guevurah .
Podemos agora entender os dois estágios implícitos no verso citado acima: Inicialmente, a Torá de fato procede “de Sua Mão direita ”, da bondade ilimitada do atributo de chesed – mas é então comunicada a nós “da Boca de a guevurah ” como “uma Torá de fogo”, como uma lei que é delimitada e restrita através do atributo Divino de guevurah , de modo que poderá encontrar expressão na finitude das mitsvot .
2.Nota do Rebe: “Também na conclusão [desta epístola], o Alter Rebe enfatiza que ‘isto é o que o profeta diz’ para adicionar certeza à seguinte declaração.”