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Devarim 1:22-38 | A Importância da Gratidão em Meio às Dificuldades

Postado por Antonio Braga | Leitura de 5 minutos

Moshe Rabbeinu está lembrando Bnei Yisrael sobre mais coisas que eles fizeram de errado no deserto, para que eles não cometam os mesmos erros novamente e estejam prontos para entrar em Eretz Yisrael. Hoje Moshe os lembra sobre a história com os Meraglim (Espiões).

Quando Bnei Yisrael tiveram a ideia de enviar os Meraglim para ver Eretz Yisrael, para ver se era tão especial quanto Moshe Rabbeinu continuava dizendo a eles, Moshe ficou feliz em dizer sim. Ele esperava que, ao dizer sim, Bnei Yisrael vissem como ele estava tão animado para deixá-los ver Eretz Yisrael, e eles entenderiam que é MUITO bom!

Mas isso não ajudou — eles não acreditavam que Moshe estava dizendo a verdade sobre o quão maravilhosa Eretz Yisrael é. Eles queriam que os espiões fossem ter certeza antes de irem. Então os Meraglim foram — mas eles estavam apenas procurando coisas para reclamar. Eles tentaram convencer Bnei Yisrael de que seria muito difícil entrar em Eretz Yisrael!

Somente Yehoshua e Kalev disseram a Bnei Yisrael para não se preocuparem, que Eretz Yisroel é bom, mas os Yidden decidiram acreditar nos Meraglim. Eles clamaram que Hashem os odiava e estava tentando levá-los para um lugar ruim onde seus filhos seriam mortos lutando!

Moshe disse a Bnei Ysrael para confiarem em Hashem — mas eles ainda não queriam ir. Hashem ficou chateado com o que aconteceu, e NENHUM daqueles Bnei Yisrael, apenas seus filhos, teria permissão para entrar em Eretz Yisrael!


וַתֵּרָגְנוּ בְאָהֳלֵיכֶם וַתֹּאמְרוּ בְּשִׂנְאַת ה’ אֹתָנוּ הוֹ צִיאָנוּ מֵאֶרֶץ מִצְרָיִם וגו’: (דברים א:כז)
[Moshê disse ao povo judeu:] “Vocês caluniaram a D’us em suas tendas, dizendo: ‘Deus nos tirou do Egito por causa do Seu ódio por nós.’ ” Deuteronômio 1:27

Até a Redenção Final, quando não haverá mais obstáculos impedindo a revelação completa da bondade de D’us, infelizmente ainda haverá oportunidades de confundir o amor de D’us por nós com crueldade. Nosso desafio, até a Era Messiânica, é permanecer totalmente ciente de que D’us está sempre manifestando Seu amor por nós, mesmo que ocasionalmente pareça exatamente o oposto. Permanecer consciente desse amor nos inspirará a retribuí-lo, cumprindo Sua vontade com nossa máxima capacidade. Isso, por sua vez, eliminará os últimos impedimentos restantes à Redenção Final. 1

Pense: Como você interpreta situações difíceis? Consegue ver o amor de D’us em situações negativas? O que falta para conseguir ver bondade e amor Divino em situações dificeis? Nesses momentos võcê demonstra gratidão ou ingratidão?

Missão do dia: Dedique 1 minuto do seu dia para agradecer a D’us pelos momentos difíceis.

Oração: Adonai lhe Bendirei por que me guia; e até de noite, me adverte o coração.
Consciente estou sempre da Sua presença; estando à minha direita, nada poderá me abalar. (Tehilim 16:7,8)


Notas de rodapé

  1. Likutei Sichot, vol. 34, pág. 23.

Deuteronômio 1:1-11 | O Mishnê Torá de Moisés

Por Antonio Marcio Braga Silva | Leitura: 3 Minutos

Estamos agora começando o quinto livro da Torá, Devarim! Este livro é diferente dos outros quatro! Ele é chamado de “Mishneh Torah”, que significa revisar a Torá, já que Moisés nosso mestre (que a paz esteja com ele) está revisando os mandamentos que os judeus aprenderam e os lembrando sobre o que aconteceu no deserto.

Todo esse livro é como um longo farbrengen (Ou seja, uma reunião chassídica) com os judeus, inspirando-os a fazer o que Hashem quer deles quando eles entrarem em na Terra de Yisrael. Mesmo que o próprio Moisés, nosso mestre (que a paz esteja com ele) não possa entrar, ele quer ter certeza de que os judeus estejam prontos para os novos desafios de viver na terra de Israel.

Moisés nosso mestre primeiro lembra os judeus sobre os erros que eles cometeram no deserto, para que eles não os cometam novamente.

A Torá nos diz onde Moisés disse isso — entre Paran e Tofel e Lavan e Chatzeirot e Di- Zahav. Esses parecem nomes de lugares — mas, na verdade eles estão sugerindo transgressões que os judeus fizeram no deserto. Em vez de envergonhá-los dizendo as transgressões claramente na leitura, eles são apenas sugeridos nesses “nomes”.

Por exemplo, dois dos lugares que o versículo diz são “Tofel e Lavan”. Mas realmente NÃO HÁ lugares com esses nomes! Esses lugares nos dão uma dica sobre como os judeus“ Taflu” — fez reclamações tolas sobre o Mahn, que era“ Lavan” — branco.

Então Moisés relembra como quando eles estavam no Monte Sinai, Hashem disse a eles para irem para Terra de Yisrael! Mas devido às coisas que eles fizeram, somente agora, 40 anos depois, os judeus estão prontos para ir para Terra de Yisrael. (Se os judeus não tivessem enviado os espiões, eles teriam conseguido entrar imediatamente, e nem precisariam lutar com os povos lá.)

Moisés também analisa com os judeus como o sistema de juízes começou.

Moisés percebeu que não pode ser o único juiz sobre os judeus. Hashem espera que os líderes garantam que cada judeu se comporte adequadamente e pune os líderes se eles não o fizerem. Moisés, nosso mestre(que a paz esteja com ele) percebeu que seria incapaz de fazer todo o trabalho sozinho — ele precisava ter mais juízes para ajudar CADA um dos judeus a fazer o que Hashem quer.

Ainda assim, Moisés está feliz que havia tantos judeus que eles não podem ser julgados por apenas uma pessoa. Moisés nosso mestre (Que a paz esteja com ele) dá aos judeus uma benção para que os judeus aumentem muito!


אַחֲרֵי הַכֹּתוֹ אֵת סִיחֹן מֶלֶךְ הָאֱמֹרִי . . . וְאֵת עוֹג מֶלֶךְ הַבָּשָׁן וגו’: (דברים א:ד)

[Moisés repreendeu o povo judeu] depois que ele feriu Sichon, rei dos amorreus . . . e Og, rei de Basã. Deuteronômio 1:4

As pessoas aceitam a repreensão mais prontamente após terem recebido algum benefício material da pessoa que deu a repreensão. Ao repreender alguém, estamos fazendo a ele um favor espiritual, então, ao preceder esse favor espiritual com um favor material, garantimos que ambas as partes se relacionem com a repreensão na luz adequada – em vez de considerá-la um ato de má vontade.

Por seu exemplo, Moisés nos mostrou que esse princípio se aplica mesmo quando o indivíduo ou grupo precisa de repreensão por um pecado tão grave quanto o de fazer o Bezerro de Ouro. Do exemplo de Moisés, aprendemos que devemos estender aos outros nossa ajuda mais completa – tanto material quanto espiritual – para colocá-los de volta no caminho correto da vida.

Ao ajudar os outros dessa forma, ganhamos a ajuda de D’us para encontrar nosso próprio caminho na vida, bem como Sua assistência para prover as necessidades materiais de nós mesmos e de nossos entes queridos. 

Fonte: Likutei Sichot, vol. 1, pp. 133–134; Sichot Kodesh 5737, vol. 1, pp. 155–161, pp. 367–369