Não Consagrar os filhos para Idolatria

Por Antonio Braga | 3 minutos de leitura

Primeiro Mandamento – Não Praticar Idolatria

Referência: “E ordenou o Eterno D’us ao Homem dizendo: “Não Terás outros deuses diante de Mim” (Gênesis 2:16, Êxodo 20:3, Sanhedrin 56b)

Lista Baseada no Livro “Sheva Mitsvot Hashem” do Rabino Moshe Weinner

16ª Ramificação – Os Descendentes de Noé estão proibidos de entregar seus filhos para Moloch ou qualquer outra falsa divindade.

Aplicação aos gentios: Obrigatório

Punição por violação: Pena Capital

Descrição breve:
Na terra de Canaã, os antigos amonitas (localizados em uma área da Jordânia moderna) praticavam o culto idólatra de adoração ao fogo do deus Moloque. As cerimônias de adoração consistiam em oferecer alguns de seus filhos a Moloque através do fogo. Em uma variação, duas fogueiras eram acesas e as crianças eram passadas entre as fogueiras, seguradas pelas pernas; em outra, uma única fogueira seria acesa e as crianças seriam passadas pelo próprio fogo (embora não o suficiente para se queimarem seriamente).
Embora toda idolatria já seja proibida e aplicada com pena capital, o culto Moloque era aparentemente uma forma perigosa de idolatria a ponto de merecer uma Ramificação separada.

𝗙𝗼𝗻𝘁𝗲𝘀:

Rambam, Mishnê Torá, Leis de Reis 9:2

Todas as ofensas relacionadas à idolatria que acarretam pena de morte para os judeus também acarretam pena de morte para os gentios.

Um descendente de Noé que adora deuses falsos é responsável, desde que os adore de maneira aceita pela falsa religião.

“Um Descendente de Noé é executado para todo tipo de adoração estranha que um tribunal judaico consideraria digno de pena capital. Contudo, descendente de Noé não é executado por um tipo de adoração estranha que um tribunal judaico não consideraria digno de pena capital um judeu. No entanto, mesmo que um descendente Noé não seja executado por essas formas de adoração, ele está proibido de se envolver nelas todas. Não devemos permitir que ergam um monumento, ou plantem um Asherah, ou façam imagens e coisas do gênero, mesmo que sejam apenas por uma questão de beleza.”

Sefer Hachinuch: 208
E assim fariam – o pai o entregaria aos sacerdotes por causa das abominações (ídolos), semelhante ao que está escrito sobre as ofertas adequadas (Levítico 15:14), “e ele os dará ao sacerdote.” E é possível que os sacerdotes acenassem ou fizessem uma apresentação diante do Molekh, e depois o devolvessem ao pai. E eles iriam acender uma grande fogueira na frente do Molekh e o pai pegaria seu filho e o passaria através da chama do fogo. E assim foi dito no Talmud Yerushalmi Sanhedrin 7:10, “Ele não é responsável até que ele o entregue aos sacerdotes e ele o leve e o transmita. Mas a opinião do rabino, Rashi, de abençoada memória(Rashi no Sanhedrin 64b, sv shragah ) e Rambam (Mishneh Torá, Leis de Avodá Zarah 6: 3), de bendita memória, é que ele não iria queimá-lo, mas sim a adoração era para passar por ele sozinho. E uma vez que ele passou por ele como era a sua maneira de passar, ele é responsabilizado. E a opinião de Ramban, de bendita memória, (Ramban em Levítico 18:21) é que ele o passaria pela chama até que sua alma partisse – e suas provas estão no comentário ao Chumash que ele fez.

Exemplos:
■O Brasil em muitos cultos afro religiosos praticavam sacrifícios humanos, mostrando o quão perigoso pode se tornar à Idolatria.

■Não entregar os filhos para idolatria também seria aplicado, não ensinando filhos de Monoteístas uma falsa religião;

■Não Batizar Crianças;

■Não ensinar as crianças estórias da Idolatria;

■Ensinar as crianças o Monoteísmo, as 7 Leis de Noach, e bons exemplos da Torá;

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Sobre Antonio Braga

Antonio Marcio Braga Silva é uma das vozes proeminentes do movimento Bnei Noach no Brasil, atuando com destaque na cidade de Barra dos Coqueiros, no estado de Sergipe. Educador, líder espiritual e entusiasta da ética universal, ele dedica sua vida à promoção dos valores do monoteísmo ético e da sabedoria milenar da Torá para os não judeus que buscam servir ao Criador segundo os princípios das Sete Leis de Noé. Como professor de Halachá Noachida, Antonio Marcio desenvolve um trabalho didático voltado para a formação de lideranças e o fortalecimento de comunidades alinhadas com os preceitos da Tradição de Israel, respeitando as particularidades e o papel espiritual dos justos entre as nações. Ele atua com firmeza e sensibilidade, trazendo clareza e profundidade aos temas que aborda, tornando acessível ao público leigo assuntos complexos da Lei e da espiritualidade judaica. Sua atuação vai além das aulas: Antonio Marcio tem contribuído significativamente para o crescimento da comunidade local, organizando encontros semanais, estudos bíblicos, ciclos de oração baseados no Sidur Bnei Noach, e incentivando a solidariedade e o senso de missão entre os participantes. Seu trabalho é pautado pela seriedade, comprometimento e por uma devoção sincera ao serviço a D’us. Em sua vida pessoal, Antonio Marcio é pai dedicado de dois filhos marido de Fabiane Ribeiro, com quem compartilha o propósito de construir uma família alicerçada nos valores eternos da Torá. Sua jornada é marcada por coragem, perseverança e pela fé inabalável na Providência Divina. Ao unir conhecimento, liderança e espiritualidade, Antonio Marcio Braga Silva se destaca como um dos pilares do movimento Bnei Noach em território brasileiro, inspirando outros a seguir o caminho da retidão, da justiça e do reconhecimento do Eterno como único Criador e Rei do Universo.

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