
História Judaica
Rabino Judah, o Príncipe (188 EC)
Rabino Judah, o Príncipe – também conhecido como Rabeinu Hakadosh (“nosso santo mestre”), ou simplesmente como “Rabino” – foi eleito nasi – chefe espiritual e civil da comunidade judaica em geral – após a morte de seu pai , Rabino Simeon ben Gamliel . Prevendo que devido às tribulações do Exílio que a nação judaica estava prestes a suportar, era provável que muitas das leis sagradas fossem esquecidas, o Rabino Judah decidiu reunir, registrar, editar e organizar as declarações dos primeiros sábios, estabelecendo a Lei Oral foi escrita por escrito pela primeira vez, na forma da Mishná .
Ele faleceu por volta de 188 EC; alguns dizem que foi por volta de 219 EC.
Embora fosse extremamente rico e tivesse relações amigáveis com o imperador Antonino, na hora da morte ele ergueu ambas as mãos ao céu, jurando que não havia se beneficiado de sua riqueza nem com o dedo mínimo. Em vez disso, ele trabalhou no estudo da Torá com todas as suas forças.
No dia em que o Rabino Judah morreu, uma voz celestial saiu e anunciou: Qualquer pessoa que tenha estado presente na morte do Rabino está destinada a desfrutar a vida no Mundo Vindouro.
O Talmud (Ketubot 103a) relata que mesmo após seu falecimento, por um tempo, o Rabino Judah ainda visitava sua casa todas as sextas-feiras à noite ao anoitecer. Vestindo roupas de Shabat, ele recitava o Kidush e, assim, dispensava seus familiares da obrigação de ouvir o Kidush.
Tehillim do Dia – Salmos
Capítulos 77-78
Salmo 77
O objetivo do nosso longo e doloroso exílio é nos castigar e levar ao arrependimento completo. Quando formos realmente dignos, Deus intervirá outra vez e nos libertará, como nos libertou do Egito.
- Ao mestre do canto, com “Iedutun”, um salmo de Assaf.
- Minha voz, em clamor, levarei ao Eterno; sim, minha voz alçarei e Ele me ouvirá.
- No dia de minha aflição, ao Eterno busquei; por toda a noite, sem cansar, estendi minhas mãos em súplica, e consolo recusa minha alma.
- Recordo, ó Eterno, dos tempos felizes de outrora, e geme meu coração e desfalece meu espírito.
- Manténs abertos meus olhos e, em minha aflição, não consigo falar.
- Reflito sobre os dias que já se foram, sobre os anos passados.
- Lembro melodias de canções, medito em meu íntimo e meu espírito inquire:
- “Irá Eterno nos desprezar para sempre? Não voltará a Se reconciliar?
- Acaso esgotou-se Sua misericórdia para sempre? Porventura anulou Sua promessa às gerações vindouras?
- Terá o Eterno olvidado da compaixão? Terá Sua ira bloqueado Sua benevolência?”
- E me respondo: “É minha a culpa por ter o Eterno mudado a posição de Sua Destra!.”
- Lembro os feitos do Eterno, recordo os atos maravilhosos do passado.
- Medito sobre Tuas obras e relato o que fizeste.
- Ó Eterno, santo é o Teu caminho; quem, como Tu, pode ser tão poderoso?
- Tu és o Deus que opera maravilhas e a todos os povos anuncias Teu poder.
- Com Teu braço redimiste Teu povo, os filhos de Jacob e José.
- As águas Te perceberam, ó Deus; elas Te viram e tremeram. Até os abismos fremiram.
- As nuvens despejaram suas águas, os céus trovejaram, foram lançadas Tuas setas.
- Propagou-se o som de Teu trovão, relâmpagos iluminaram o mundo, abalou-se e estremeceu a terra.
- No mar abriste Teu caminho, Tua trilha em meio as águas caudalosas, sem que Teus passos fossem percebidos.
- E, triunfalmente, pela mão de Moisés e Aarão, conduziste como um rebanho Teu povo da escravidão para a liberdade.
Salmo 78
O amor e a preocupação de Deus nos milagres de nossa história estão sempre presentes. Devemos preservar viva a memória destes eventos para sentir Sua proximidade, mesmo quando não está tão clara. Deixar de fazê-lo é origem de muitos pecados.
- Um “Maskil” de Assaf. Escuta, meu povo, a minha Torá; inclina teu ouvido às palavras que pronuncia minha boca.
- Contarei uma parábola e enunciarei enigmas de tempos que já passaram há muito.
- O que ouvimos e aprendemos, exposto por nossos pais,
- não ocultaremos a seus descendentes, até as mais longínquas gerações, relatando o louvor do Eterno e os atos maravilhosos que praticou em Seu poder.
- Um testemunho Ele estabeleceu para Jacob e uma Torá (Lei) para Israel, e ordenou que os transmitissem a seus filhos.
- Para que possam conhecê-los os componentes da última geração – para que os filhos que ainda não nasceram venham em seu tempo narrá-los a seus filhos.
- Assim saberão depositar suas esperanças no Eterno, não esquecerão os prodígios de Suas obras e saberão cumprir Seus mandamentos.
- Eles não se comportarão como seus pais, uma geração contumaz e rebelde, uma geração que não soube dedicar a Deus seu coração e cujo espírito não manteve fidelidade ao Eterno.
- Os filhos de Efraim, destros arqueiros, recuaram no decisivo dia da batalha,
- não guardaram o pacto com o Eterno e, sob Seus ensinamentos, se recusaram a andar,
- esquecendo Suas façanhas e as maravilhas que lhes mostrou.
- Diante de seus pais havia realizado prodígios nas terras do Egito, nos campos de Tsôan.
- Fendeu o mar e fê-los passar através dele, ergueu as águas, com elas formando muralhas.
- Conduziu-os com uma nuvem durante o dia e com uma coluna de fogo durante a noite.
- As rochas do deserto fendeu e dessedentou-os à satisfação.
- Fez com que do rochedo jorrasse água, abundante como a de um rio.
- Tornaram porém a pecar, rebelando-os contra o Altíssimo no deserto.
- Ousaram em seus corações submeter a testes o Eterno, pedindo a comida pela qual ansiavam,
- dizendo: “Poderá Ele prover uma mesa no deserto?
- De fato, feriu a rocha e dela fez jorrar água como um rio caudaloso. Entretanto, poderá prover pão e preparar carne para Seu povo?”
- Irou-Se o Eterno ao ouvi-los e um fogo acendeu-se contra Jacob, e Sua ira fez fluir contra Israel;
- porquanto Nele não creram e em Sua salvação não confiaram.
- Entretanto, deu às nuvens instruções e abriu as portas do céu,
- fazendo sobre eles chover o maná para comer, provendo-os com grãos celestes.
- Puderam comer o manjar dos céus; provisões em abundância Ele lhes enviou.
- Desencadeou no céu o vento do Oriente; com Seu poder fez soprar o vento do sul.
- Como se fora pó, fez sobre eles chover carne, e como areia dos mares, aves em quantidades intermináveis.
- Ao redor de suas moradas no meio do acampamento fê-las cair.
- Comeram, então, e muito se fartaram com o que Ele lhes trouxe, atendendo seu desejo.
- Ainda não se haviam saciado e comida havia ainda em suas bocas,
- quando contra eles se ergueu a ira do Eterno e causou a morte dos mais fortes entre eles, e aos escolhidos de Israel fez prostrar.
- Apesar disto, voltaram a pecar, descrendo em Suas maravilhas.
- Então Ele fez seus dias serem vãos e seus anos envoltos em terror.
- Somente quando já os fazia findar seus dias, O buscavam, se arrependiam e oravam ao Eterno.
- Recordavam então que o Eterno era sua Rocha, o Deus Altíssimo seu redentor.
- Mas tentavam seduzi-lo com suas palavras, Lhe mentiam com suas línguas.
- Não Lhe era dedicado seu coração, nem a Seu pacto eram fiéis.
- Mas Ele, o Misericordioso, perdoou a iniqüidade e não os destruiu; reteve muitas vezes Sua cólera, não acendendo contra eles toda Sua ira.
- Pois lembrou que eram apenas carne frágil, um sopro de vida que passa e acaba.
- Quantas vezes O provocaram no deserto e Lhe trouxeram dor e aflição!
- Vez por vez continuaram a pô-Lo à prova; do Santo de Israel exigiram sinais.
- Não se lembraram de Sua mão poderosa nem do dia em que os redimiu do atormentador,
- quando milagres realizou no Egito e Suas maravilhas praticou em Tsôan.
- Em como transformou em sangue os seus rios e fez suas torrentes de água não poderem ser bebidas;
- contra eles enviou bestas que devoravam e que os infestavam.
- Deu suas colheitas aos insetos, o fruto de seu trabalho ao gafanhoto;
- destruiu com granizo suas vinhas, e suas figueiras com a geada.
- Com granizo exterminou suas crias e com raios seus rebanhos;
- desfechou contra eles Sua cólera ardente, indignação e atribulações, uma legião de mortais mensageiros.
- Deu livre curso à Sua fúria; não poupou da morte sua alma, e seus corpos castigou com a peste.
- Abateu todos os primogênitos do Egito, as primícias das tendas de Chám.
- Conduziu então em jornada Seu povo, guiando-os através do deserto como se fossem um rebanho.
- Inspirou-lhes seguir para que não temessem, enquanto o mar cobria seus inimigos,
- e os trouxe à Sua santa terra, à montanha que Sua Destra conquistou.
- Expulsou ante eles vários povos, e acomodou as tribos de Israel em suas tendas, atribuindo a cada uma seu quinhão.
- Entretanto, novamente, se rebelaram contra o Altíssimo, e não cumpriram Seus preceitos.
- Afastaram-se de Seu caminho e foram rebeldes como seus pais; se deformaram como um arco empenado.
- Provocaram Sua ira com seus altares erigidos para idolatria, despertaram seu zelo com seus ídolos.
- Ante isto acendeu-se a ira do Eterno, e Ele rejeitou a Israel.
- Abandonou o tabernáculo de Shiló, a tenda que era Sua morada entre os homens.
- Permitiu que cativo se tornasse Seu poder – seus eleitos – e nas mãos de malévolos estivesse Sua glória.
- À espada entregou Sua nação, indignou-Se com o povo de Sua herança.
- O fogo consumiu Seus jovens, e Suas donzelas não tiveram cantos nupciais.
- Seus sacerdotes tombaram à espada, suas viúvas não entoaram lamentações.
- Então despertou o Eterno como de um sonho, como um guerreiro que o vinho impulsiona.
- Fez Seus inimigos baterem em retirada e sobre eles lançou desgraça eterna.
- Desprezou a tenda de José e não escolheu a tribo de Efraim.
- Escolheu, sim, a tribo de Judá, e o Monte Tsión que Ele tanto ama.
- E construiu Seu templo, elevado como os céus e firme como a terra, a que Ele assegurou a existência.
- Escolheu David, Seu servo, e o retirou de seu aprisco.
- Fez com que abandonasse as crias de seu rebanho e viesse pastorear a Jacob, Sua nação, a Israel, Sua possessão.
- Ele os governou com a retidão de seu coração, e com habilidade os passou a dirigir.
Chumash com o Rebe
Parashat Vayishlach, 3ª Porção (Bereshit (Gênesis) 32:31-33:5)
Terceira Leitura 31 Jacó chamou o lugar de Peniel [“a face de Deus”] , “pois ” , disse ele, “vi um anjo de Deus face a face, mas minha vida foi poupada”.
32Enquanto Jacó ainda estava no local da luta, a experiência de ver o anjo estava em primeiro lugar em sua mente, por isso ele aludiu apenas à “face de Deus” quando deu o nome do lugar. Mas depois de deixar o local da luta, a memória da experiência direta foi ofuscada pelo notável fato de ele ter sobrevivido à terrível experiência de confrontar o anjo da guarda de Esaú. Portanto, ele começou a se referir ao lugar não como Peniel , mas como Penuel [uma contração das palavras panav El , “seu rosto (viu um anjo de) Deus”]. (Likutei Sichot , vol. 35) Milagrosamente, o sol nasceu sobre ele mais cedo do que naturalmente deveria, quando ele passou por Penuel – assim como havia se posto mais cedo do que naturalmente deveria quando ele voltou de Charan para orar no Monte Moriá – porque ele estava mancando , favorecendo seu quadril deslocado , e Deus queria que o poder curativo do sol (Cf. Malaquias 3:20 .) acelerasse sua recuperação . A lesão só cicatrizou completamente um ano e meio depois. (Rashi em 33:18; Likutei Sichot , vol. 25)
33 Portanto, até hoje, quando comem carne animal, os israelitas não comem o nervo que foi deslocado quando Jacó lutou com o anjo da guarda de Esaú, ou seja, o nervo da articulação do quadril — o nervo ciático — porque o anjo tocou o nervo de Jacó . articulação do quadril, fazendo com que esse nervo seja temporariamente deslocado.
Jacó encontra Esaú
33:1 Jacó ergueu os olhos e viu Esaú se aproximando, acompanhado de 400 homens, então foi para o segundo acampamento, que era composto por seus familiares, e dividiu os filhos entre suas respectivas mães: Lia , Raquel e as duas servas.
2 Ele os colocou em ordem crescente de importância: as servas e seus filhos na frente, Lia e seus filhos em seguida, e Raquel e seu filho José por último.
3 Ele foi na frente deles, colocando-se à frente do seu acampamento, para enfrentar primeiro Esaú, caso ele começasse a lutar, e prostrou-se sete vezes ao se aproximar de seu irmão.
4 Esaú , vendo seu irmão se prostrar, ficou profundamente comovido com essa demonstração de deferência e abandonou seus planos de atacar Jacó. Em vez disso, correu em sua direção , abraçou-o de todo o coração e se jogou sobre seus ombros. No entanto, não foi totalmente dominado pela emoção: beijou-o , mas não de todo o coração. De outra perspectiva, Esaú beijou-o de todo o coração, mas esta demonstração espontânea de emoção foi apenas passageira . (Likutei Sichot , vol. 20,) E eles choraram de alegria (Torá ou 26a) enquanto se abraçavam .
5Esaú ergueu os olhos e viu as mulheres e as crianças e perguntou a Jacó : “Quem são estes para você?”
Ele respondeu: “ Estas são as esposas e os filhos que Deus teve a bondade de conceder ao seu servo”.
Tanach Diário
I Samuel 25:33 – 26:24
Capítulo 25
| 33 Bendito seja o teu conselho, e bendito sejas tu, que hoje me impediu de cair em derramamento de sangue e de me vingar com minhas próprias mãos. |
| me restringiu: (Heb. כליתני ) você me reteve, como: Você não negará ( תכלא ) sua misericórdia ( Sl 40:12) ; não negará ( כלה ) a você ( Gênesis 12:7) . |
| e de me vingar com minhas próprias mãos: (lit., e vingar etc.) Isso está relacionado com a frase “de entrar em derramamento de sangue”. O ‘mem’ de מבוא , (de vir) está conectado a ‘e vingar’, para ser explicado como ‘de entrar em derramamento de sangue e de me vingar com minhas próprias mãos’. |
| 34 E, de fato, tão certo como vive o Senhor Deus de Israel, que me impediu de te fazer mal, (eu juro) que se você não tivesse se apressado e vindo em minha direção, não teria sobrado para Nabal até o amanhecer, nem mesmo um cachorro. |
| 35 E Davi tomou da mão dela o que ela lhe trouxera, e disse-lhe: “Suba em paz para sua casa. Veja que dei ouvidos à sua voz e lhe mostrei favor”. |
| 36 E Abigail veio a Nabal, e eis que ele tinha em sua casa uma festa como a festa do rei; e o coração de Nabal estava alegre dentro dele, e ele estava muito bêbado. E ela não lhe contou nada, menos ou mais, até o amanhecer. |
| 37 E foi pela manhã, quando o vinho havia saído de Nabal, que sua esposa lhe contou essas coisas, e seu coração morreu dentro dele, e ele ficou como pedra. |
| quando o vinho deixou Nabal: quando o efeito do vinho deixou Nabal (de Jônatas). |
| e seu coração morreu: (Ele ficou paralisado e sem vida, porque) ficou chocado com o presente que havia sido trazido a Davi. |
| 38 E foi apenas dez dias depois que o Senhor infligiu um golpe em Nabal, e ele morreu. |
| apenas dez dias depois: O Santo, Bendito seja, suspendeu sua sentença até depois do período de luto de Samuel, para que o período de luto deste homem ímpio não coincidisse com o seu período de luto. Depois, Ele o indultou por três dias e ele morreu, como está dito: E o Senhor infligiu um golpe em Nabal, e o Rabino disse: Se alguém ficou doente por três dias e morreu, esta é uma morte de um derrame (ou um acidente vascular cerebral). praga). Nossos Rabinos declararam: Estes são os Dez Dias de Arrependimento (entre Rosh Hashanah e Yom Kippur, cf. supra v. 8) que o Santo, Bendito seja Ele, esperou que ele se arrependesse. Alguns dizem que correspondem às refeições que Nabal dava aos servos de Davi, pois Davi lhe enviara dez jovens (v. 5 supra), e ele os alimentava (v. 9 “e eles descansaram”, significando que ele lhes deu refrescos). |
| 39 E David ouviu que Nabal tinha morrido, e disse: “Bendito é o Senhor, que julgou a causa do meu opróbrio da mão de Nabal, e refreou o seu servo do mal, e devolveu o mal de Nabal sobre a sua própria cabeça”. E Davi mandou falar a respeito de Abigail, para que a tomasse para ele por mulher. |
| a causa da minha reprovação: o meu insulto com que ele me insultou hoje, (dizendo: Quem é Davi e quem é o filho de Jessé?). Hoje em dia há muitos escravos que fogem (supra v. 10). |
| e detive o seu servo do mal: que eu não o matei. |
| 40 E os servos de David foram a Abigail, ao Carmelo, e falaram-lhe, dizendo: David enviou-nos a ti para te levarmos a ele por mulher. |
| 41 E ela se levantou, e prostrou-se com o rosto em terra, e disse: “Eis que a tua serva é escrava para lavar os pés dos servos do meu senhor”. |
| 42 E ela se apressou, e montou no jumento com as suas cinco donzelas que iam com ela. E ela foi atrás dos mensageiros de Davi, e tornou-se sua mulher. |
| 43 E David tomou Ainoam de Jizreel, e ambos se tornaram suas esposas. |
| 44 E Saul deu sua filha, Mical, mulher de Davi, a Palti, filho de Laís, que era de Gallim. |
Capítulo 26
| 1 E os zifeus vieram a Saul, a Gibeá, dizendo: “Não está Davi escondido no monte de Haquilá, diante do deserto desolado?” |
| 2 E Saul se levantou e desceu ao deserto de Zife, e com ele três mil homens escolhidos, para procurarem a Davi no deserto de Zife. |
| 3 E Saul acampou no monte de Haquilá, que está defronte do deserto desolado, junto ao caminho. E Davi ficou no deserto; e pareceu-lhe que Saulo tinha vindo atrás dele para o deserto. |
| 4 E David enviou espiões, e soube que Saul certamente tinha vindo. |
| 5 E David levantou-se e foi ao lugar onde Saul tinha acampado. E David viu o lugar onde jaziam Saul e Abner, filho de Ner, comandante do seu exército. E Saulo estava deitado dentro da barricada, e o povo estava acampado ao redor dele. |
| 6 E falou David, e disse a Aimeleque, o heteu, e a Abisai, filho de Zeruia, irmão de Joab, dizendo: Quem descerá comigo a Saul, ao acampamento? E Abisai disse: “Eu descerei com você”. |
| 7 E David e Abisai chegaram ao povo de noite, e eis que Saul estava dormindo dentro da barricada, com a sua lança fincada na terra à sua cabeça, e Abner e o povo estavam deitados ao redor dele. |
| מעוכה: impulso (lit., esmagado). |
| 8 E disse Abisai a Davi: Hoje Deus entregou o teu inimigo nas tuas mãos; e agora, deixa-me feri-lo agora, com a lança no chão, de um só golpe; e não lhe repetirei isto. |
| 9 E David disse a Abisai: Não o mates, pois quem estenderá a mão contra o ungido do Senhor e será considerado inocente? |
| 10 E Davi disse: Vive o Senhor, mas o Senhor o ferirá, ou chegará o seu dia e ele morrerá, ou ele irá à guerra e perecerá. |
| Tão certo como vive o Senhor: Alguns dizem: Ele jurou sua tentação. Enquanto outros dizem: Ele jurou a Abisai: Se você matar este homem justo, misturarei o seu sangue com o sangue dele. |
| mas o Senhor o ferirá: trará sua morte prematuramente. |
| ou chegará o seu dia: o dia em que está destinada a sua morte. |
| 11 Longe esteja do Senhor estender a mão contra o ungido do Senhor. E agora, pegue a lança que está na sua cabeça e o jarro de água, e vamos embora. |
| צפחת: jarro. |
| 12 E David tomou a lança e o jarro de água que estavam perto da cabeça de Saul, e foram-se embora. E ninguém viu e ninguém sabia e ninguém acordou, porque todos estavam dormindo, porque um sono profundo da parte do Senhor havia caído sobre eles. |
| 13 E David passou para o outro lado, e parou de longe no cume do monte; o espaço entre eles era ótimo. |
| 14 E David chamou ao povo e a Abner, filho de Ner, dizendo: Não responderás, Abner? E Abner respondeu e disse: “Quem és tu que chamaste ao rei?” |
| 15 E Davi disse a Abner: “Você não é um homem valente? E quem é como você em Israel? |
| 16 Isto que fizeste não é bom; tão certo como o Senhor vive, vocês são dignos de morte, pois não vigiaram o seu senhor, o ungido do Senhor. E agora, veja onde está a lança do rei e o jarro de água que estava em sua cabeceira”. |
| 17 E Saul reconheceu a voz de Davi e disse: “É esta a tua voz, meu filho Davi”. E Davi disse: “(É) a minha voz, meu senhor, ó rei”. |
| 18 E ele disse: “Por que meu senhor persegue o seu servo? |
| 19 E agora, ouça agora o rei meu senhor as palavras do seu servo. Se o Senhor te incitou contra mim, Ele aceitará uma oferta; mas se forem filhos dos homens, amaldiçoados sejam eles diante do Senhor, pois hoje me expulsaram de me apegar à herança do Senhor, dizendo: ‘Vá, adore outros deuses.’ |
| incitou você contra mim.: (Heb. הסיתך בי ) para me odiar. Cada expressão de הסתה significa colocar, (colocar um contra o outro), ameutement em francês, (incitar, incitar). |
| aceitará uma oferenda: (lit., sentirá o cheiro de uma oferenda), aceitará com misericórdia minha oração para afastar de mim sua raiva. |
| pois eles me expulsaram: de Eretz Israel. |
| Vá, adore outros deuses.: Aquele que sai de Eretz Israel para outras terras (durante a existência do Templo [provavelmente inserido pelos censores]) é considerado como se adorasse ídolos. Jônatas, porém, parafraseia: Vai, Davi, entre as nações que adoram ídolos. |
| 20 E agora, não deixe meu sangue cair no chão, longe da face do Senhor, pois o rei de Israel saiu em busca de uma pulga, como a perdiz caça nas montanhas”. |
| como a perdiz: (Heb. ‘hakoray’) um pássaro chamado ‘koray’ e em francês ‘perdrix’ (perdiz), e assim: ( Jr 17:11) “Como a perdiz que choca os ovos que ela não pôs . E caça os ninhos de outras aves e pousa neles.” |
| 21 E disse Saul: Pequei. Volta, meu filho David, porque não te farei mais mal, porque a minha vida hoje foi preciosa aos teus olhos. |
| 22 E Davi respondeu e disse: “Eis a lança do rei. Agora, venha um dos jovens e tome-a. |
| 23 E o Senhor retribuirá a cada um pela sua justiça e pela sua fidelidade, pois o Senhor hoje te entregou nas minhas mãos, e eu não quis estender a minha mão contra o ungido do Senhor. |
| todo homem: (lit., para o homem) para todo homem justo. |
| 24 E eis que, assim como a tua vida foi hoje preciosa aos meus olhos, assim será a minha vida preciosa aos olhos do Senhor, e Ele me salvará de toda angústia. |
