Leitura Diária de 6 Kislev 5784

15–23 minutos

Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 35-38

Salmo 35

Este Salmo é um fervoroso apelo de David a Deus para ajudá-lo contra seus inimigos que traíram sua amizade. O mesmo pedido poderia ter sido feito pelo povo judeu, que sofreu séculos de selvagem opressão no exílio, retribuindo o avanço e prosperidade que sua presença sempre trouxe à nação.

  1. De David. Combate, ó Eterno, meus adversários; guerreia com os que contra mim se erguem.
  2. Veste o escudo e a armadura e levanta-Te em meu auxílio.
  3. Empunha a lança e o machado contra meus perseguidores, e à minha alma fala: “Eu sou a Tua salvação!”
  4. Sejam humilhados e envergonhados os que atentam contra minha alma; retrocedam e se desesperem os que tramam meu mal.
  5. Que sejam como a palha ao vento, e que o anjo de Deus os disperse.
  6. Que sejam tenebrosos e escorregadios os seus caminhos, e que o anjo de Deus os persiga.
  7. Pois sem motivo me expuseram a uma armadilha, sem motivo escavaram uma cova para mim.
  8. Que de súbito os alcance o desastre, e na rede que contra mim armaram, eles mesmos venham a ser presos.
  9. Minha alma se rejubilará no Eterno e exultará na Sua redenção.
  10. Todo o meu ser proclamará: “Eterno, quem é como Tu?” É Ele quem salva o aflito do mais forte; e ao pobre e ao necessitado de seu usurpador.
  11. Testemunhas maliciosas indagar-me-ão sobre o que não sei.
  12. Pagar-me-ão o bem com maldade, enlutando minha alma.
  13. Entretanto, em sua adversidade me cobri de luto e com jejum afligi minha alma; possam beneficiar a mim as preces que por eles fiz.
  14. Como por um companheiro ou por um irmão me senti compadecido, como um enlutado por sua mãe entristeci-me.
  15. Porém, quando tropecei, eles se alegraram e contra mim se ajuntaram, golpeando-me sem que eu soubesse por que; sem cessar me atacam.
  16. Com escárnio e zombaria me insultaram. Rangeram seus dentes contra mim.
  17. Eterno! Até quando tolerarás? Resgata minha alma de suas tentativas de destruição, minha vida dos que me atacam como leões.
  18. Louvar-Te-ei perante multidões, perante todos Te enaltecerei.
  19. Que sobre mim não se rejubilem triunfantes meus inimigos gratuitos, e que não pisquem os olhos em zombaria, os que sem causa me odeiam.
  20. Pois que eles não falam em paz, mas palavras de perfídia dirigem aos homens pacíficos da terra.
  21. Contra mim escancaram suas bocas e exultam dizendo: “Vimos com nossos olhos!”
  22. Viste o que fazem, ó Eterno! Não ignores seus atos! Eterno, não Te afastes de mim!
  23. Levanta-te para fazer justiça, em defesa de minha causa, ó Eterno!
  24. Julga-me segundo a Tua justiça, ó Eterno, meu Deus, e não permita que se regozijem meus detratores.
  25. Que não digam em seus corações: “Nossa alma está exultante!” E não exclamem: “Nós o devoramos!”
  26. Que se confundam e se envergonhem os que se alegram com minha desgraça; que se cubram de humilhação e frustração os que se erguem contra mim.
  27. Que se alegrem e cantem os que almejam meu triunfo e proclamem sempre: “Exaltemos o Eterno que Se compraz com o bem-estar de Seu servo.”
  28. E minha voz enaltecerá Tua justiça e cantará todo dia em Teu louvor.

Salmo 36

O pecado seduz através das falsas ilusões de realização que ele cria. O ser humano deve usar a luz objetiva da verdade para apagar estas ilusões. Assim, vai comparar a relação custo-benefício do pecado, considerando a punição Divina, e a oportunidade perdida de levar a vida abençoada dos justos.

  1. Ao mestre do canto, de David, servo do Eterno.
  2. Palavras que incitam a transgressão brotam do coração do ímpio e seus olhos não refletem o temor de Deus.
  3. A iniqüidade o atrai e o conduz à maldade.
  4. Enganosas e malévolas são suas palavras; à sabedoria e à prática do bem renunciou.
  5. Mesmo em seu leito planeja o mal, escolhe o caminho que foge do bem, e ao mal não abomina.
  6. Ó Eterno! Tua clemência alcança aos céus, e a Tua fidelidade chega às alturas.
  7. Tua justiça é como as Tuas montanhas altaneiras, ó Eterno, e Teus decretos são profundos como os abismos imensos; tanto o ser humano como os animais em Ti têm sua salvação.
  8. Quão preciosa é a Tua benignidade, ó Deus; à sombra das Tuas asas se refugiam os homens.
  9. Na abundância de Tua Morada serão saciados e em torrentes refrescantes beberão com prazer.
  10. Pois de Ti provém a fonte da vida e de Tua luz recebemos claridade.
  11. Estende o manto de Tua bondade aos que Te são devotados e Tua justiça aos puros de coração.
  12. Que não me calque o pé do arrogante, nem me desvie a mão do perverso.
  13. Eis que tombarão os que praticam o mal, cairão e não mais se poderão reerguer.

Salmo 37

Seqüência do Salmo anterior, este contrapõe a visão do perverso com a do justo. Aqui, a pessoa é advertida a não se admirar com as aparências de prosperidade que os perversos demonstram. David repete várias vezes sua mensagem neste Salmo, porque muitos acham tentador este tipo de riqueza.

  1. De David. Não te irrites por causa dos ímpios, nem invejes os malfeitores.
  2. Pois como a relva, em breve hão de secar, e tal qual a grama verde murcharão.
  3. Confia no Eterno e faze o bem; assim habitarás na terra e te nutrirás com a fé.
  4. Te deleitarás com o Eterno e Ele atenderá os desejos de teu coração.
  5. Orienta teus caminhos para o Eterno, confia Nele e Ele agirá.
  6. Ele exibirá a tua justiça como a luz, e o teu direito como o sol do meio dia.
  7. Silencia diante do Eterno e espera por Ele; não te exasperes porque prospera em seu caminho aquele que trama intrigas.
  8. Deixa a cólera e abandona a ira. Não te irrites, pois causarás mal a ti mesmo.
  9. Saiba que os perversos serão abatidos, mas os que esperam no Eterno, eles herdarão a terra.
  10. Ainda um pouco e não haverá mais ímpios; tu procurarás em seu lugar, porém não mais os encontrarás ali.
  11. E os humildes herdarão a terra e deleitar-se-ão com a paz completa.
  12. O perverso trama contra o justo e range seus dentes para ele.
  13. Mas o Eterno dele zombará, pois vê que se aproxima o seu dia.
  14. Os ímpios desembainham suas espadas e armam seus arcos para derrubar o pobre e necessitado, para massacrar os que caminham na retidão.
  15. Suas espadas perfurarão seus próprios corações e seus arcos quebrar-se-ão.
  16. Mais vale o pouco que tenha o justo do que a abundância dos malévolos.
  17. Pois os braços dos ímpios serão quebrados, mas o Eterno amparará os justos.
  18. O Eterno vela os dias dos justos e a herança deles será eterna.
  19. Eles não serão envergonhados nos momentos difíceis, e nos dias de fome serão saciados.
  20. Os ímpios perecerão e os inimigos do Eterno murcharão como a relva passageira, e se esvanecerão como a fumaça.
  21. Pede emprestado o ímpio e não paga, porém o justo tem misericórdia e dá.
  22. Os Seus abençoados herdarão a terra, e os que Ele amaldiçoar, perecerão.
  23. Os passos do homem são estabelecidos pelo Eterno, quando Ele se compraz no Seu caminho.
  24. Mesmo que venha a cair, não permanecerá assim, pois o Eterno ampara sua mão.
  25. Fui moço e também envelheci, e nunca vi o justo em abandono, nem a sua descendência implorar por pão.
  26. Todo dia demonstra misericórdia e empresta, e sua descendência é abençoada.
  27. Desvia-te do mal e faze o bem, e subsistirás para sempre.
  28. Pois o Eterno ama a justiça e não desamparará os Seus fiéis; eternamente serão resguardados, enquanto que a semente dos ímpios será destruída.
  29. Os justos herdarão a terra e habitarão para sempre.
  30. A boca do justo profere sabedoria e a sua língua prega justiça.
  31. A Lei de seu Deus está em seu coração; seus passos não tropeçarão.
  32. O perverso espreita o justo e almeja matá-lo.
  33. Porém, o Eterno não o abandonará nas suas mãos e também não o deixará ser condenado em seu julgamento.
  34. Espera no Eterno e guarda o Seu caminho, então Ele te elevará para herdar a terra e contemplar a ruína dos maus.
  35. Vi um perverso tirano e arrogante como uma árvore viçosa.
  36. E passou o tempo e eis que ele não estava mais; procurei-o, porém já não mais se encontrava.
  37. Guarda a pureza e observa a retidão, pois há um porvir para o homem de paz.
  38. Os transgressores, porém, serão todos aniquilados e o seu futuro não existirá.
  39. A redenção dos justos vem do Eterno, seu baluarte nos momentos de aflição.
  40. E o Eterno auxiliará e os libertará; livrá-los-á dos ímpios e os salvará, pois Nele se refugiaram.

Salmo 38

Quem sofre deve perceber que Deus o castiga por causa de seus pecados. Deve se arrepender e procurar Deus em busca da salvação. Este Salmo é uma oração adequada para quem lamenta o longo exílio de Israel ou foi atingido por infortúnios pessoais.

  1. Salmo recordatório de David.
  2. Eterno, não me punas em Tua ira nem me castigues em Teu furor.
  3. Porquanto Tuas setas me alcançaram e Tua mão me atingiu.
  4. Não há em mim qualquer parte ilesa devido à Tua indignação, nem há paz nos meus olhos por causa de meu pecado.
  5. Pois minhas iniqüidades ultrapassaram meus limites, como uma carga excessiva sobre mim.
  6. Infectadas e purulentas estão minhas feridas devido à minha insensatez.
  7. Estou por demais abatido e curvado, todo o dia ando acabrunhado.
  8. Meu corpo arde em febre e não há parte ilesa em minha carne.
  9. Como estou debilitado e abatido, provoca rugidos a angustia de meu coração.
  10. Ó Eterno! Ante Ti estão todos os meus desejos e nem meu suspiro Te fica oculto.
  11. Meu coração palpita e minhas forças se esvaem; até a luz dos meus olhos me deixou.
  12. Meus amigos e companheiros afastam-se de minhas feridas e meus próximos se conservam à distância.
  13. Os que desejam destruir minha alma, tramam contra mim, e os que buscam o meu mal, tecem calúnias e continuamente proferem falsidades.
  14. E eu, como um surdo nada escuto, e como um mudo nada falo.
  15. Me comporto como um homem que não ouve e em cuja boca não há argumentos.
  16. Pois em Ti, Eterno, espero; Tu me responderás, ó Eterno, meu Deus.
  17. Pois eu disse: “Que não se regozijem sobre mim, e que não se agigantem contra mim ao resvalar meu pé.”
  18. Estou prestes a cair e o meu sofrimento está sempre presente.
  19. Minha iniqüidade confesso e inquieto-me com meus pecados.
  20. Mas meus inimigos se fortalecem, e se multiplicam os que me odeiam sem razão.
  21. Aqueles que pagam o bem com o mal me hostilizam porque o bem busco praticar.
  22. Não me abandones, ó Eterno, meu Deus! Não Te afastes de mim.
  23. Apressa-Te em meu auxílio, ó Eterno, Deus de minha salvação.

Chumash com o Rebe

Parashá Vayeitzei, 1ª Porção (Bereshit (Gênesis) 28:10-28:22) 

O sonho de Jacó

28:10 Jacó saiu de Berseba. Enquanto ele morava lá, a conduta justa de Jacó inspirou os habitantes da cidade a se comportarem corretamente e os fez sentir vergonha de se comportarem de maneira inadequada. Assim, a sua partida deixou um vácuo palpável e os habitantes sentiram que a sua cidade tinha perdido o seu bem mais valioso. (Likutei Sichot , vol. 35).

Depois que Jacó partiu, Esaú enviou seu filho Elifaz para matá-lo. Elifaz perseguiu Jacó e alcançou-o, mas então se deparou com um dilema: por um lado, ele tinha o dever de obedecer à ordem de seu pai de matar Jacó; por outro lado, por ter sido criado por seu avô justo, Isaque , sua consciência levou a melhor sobre ele e ele não conseguiu matar seu tio Jacó. Então ele decidiu perguntar ao próprio Jacó o que deveria fazer. Em resposta, Jacó deu a Elifaz todos os seus bens, apontando-lhe que a Torá considera uma pessoa pobre como morta porque lhe faltam recursos para influenciar outras pessoas. (Nedarim 64b) Elifaz podia agora, portanto, dizer a seu pai que ele realmente havia deixado Jacó “morto”. (Rashi em 29:11, abaixo).

Ciente dos desafios que o aguardavam em Charan , Jacó percebeu que precisava preparar-se espiritualmente antes de ir para lá. Ele, portanto, retornou à academia de Ever ( Sem já havia morrido até então), estudando lá assiduamente durante os quatorze anos seguintes (2171-2185). Ele então finalmente partiu para Charan . Ao chegar, percebeu que havia passado involuntariamente pelo Monte Moriá , onde seu pai e seu avô haviam orado, sem ele mesmo ter orado lá. Para retificar esta aparente afronta à conduta de seus antepassados, ele se virou e refez seus passos na direção do Monte Moriá . Quando ele chegou a Betel, Deus desarraigou milagrosamente o monte Moriá e o colocou em Betel.

11 Assim, Jacó, sem saber, chegou ao lugar , o Monte Moriá, onde seu pai havia sido amarrado e quase sacrificado. Embora ainda fosse dia quando ele chegou, Deus fez o sol se pôr cedo para forçá-lo a passar a noite. Assim que escureceu, Jacó orou a Deus , pois além de seguir o costume de seu pai de orar todas as tardes e o costume de seu avô de orar todas as manhãs, (Acima, 19:27 e 24:63) ele instituiu a prática de orar todas as noites também. Assim, embora originalmente não tivesse planejado fazê-lo, passou a noite ali, no Monte Moriá, porque o sol havia se posto. Para se proteger dos animais selvagens, ele pegou algumas pedras daquele local e colocou -as em volta do corpo (Sefer HaSichot 5752 , vol. 1, pág. 143) e da cabeça . Quando ele pegou outra pedra para usar como travesseiro, as pedras que ele havia colocado em volta de sua cabeça protestaram, cada uma exigindo a honra de servir como travesseiro para Jacó, então Deus milagrosamente as transformou em uma pedra. (Maharsha em Chulin 91b) Jacó deitou-se naquele lugar para dormir Esta foi a primeira vez em quatorze anos que ele realmente se deitou para dormir, pois durante sua estada na academia de Ever, ele fez questão de continuar estudando noite adentro, apenas tirando cochilos curtos quando necessário.

12 Ele teve um sonho: ele viu uma escada firmemente apoiada no chão e inclinada diagonalmente para cima , seu topo alcançando o céu : sua base repousava em Berseba e seu topo estava acima de Betel; assim, a localização original e natural do Monte Moriá ficava abaixo de um ponto entre os dois extremos da escada. (Rashi no v. 17, abaixo) Nela, eis que os anjos de Deus que o haviam acompanhado em sua viagem até aquele momento estavam ascendendo de volta ao céu, pois não lhes era permitido deixar a Terra de Israel , e outros anjos, que foram designados para acompanhá-lo enquanto ele estava fora da Terra de Israel, estavam descendo.

13 E eis que Deus estava sobre ele, para protegê-lo durante sua estada em Charan. Ele disse: “Eu sou Deus, Deus de Abraão , seu antepassado, e Deus de Isaque”. Deus geralmente não se refere a Si mesmo como “o Deus de” uma pessoa viva, uma vez que essa pessoa pode cometer um pecado a qualquer momento e, depois disso, Deus não gostaria de se associar a ela. Contudo, no caso de Isaque, visto que a sua visão gravemente prejudicada o tornava insuscetível às tentações do mundo, (Veja Números 15:39) Deus não hesitou em referir-se a Si mesmo como o Deus de Isaque. Ele contraiu milagrosamente toda a Terra de Israel em quatro côvados quadrados sob o corpo de Jacó, e disse-lhe: “Darei a terra sobre a qual você está para você e seus descendentes. Será tão fácil para eles conquistá-la de seus habitantes, como é para uma pessoa controlar os quatro côvados quadrados ocupados pelo seu próprio corpo .

14 Seus descendentes serão tão numerosos quanto o pó da terra, e você se espalhará poderosamente para o oeste, para o leste, para o norte e para o sul, e todas as famílias da terra serão abençoadas através de você e através de seus descendentes.

15 Eis que não precisas temer Esaú ou Labão , pois estou contigo, proteger-te-ei por onde quer que fores, e te trarei de volta a esta terra, pois não te negligenciarei, não te fornecendo comida e vestes (Rashi no v. 20, abaixo) até que eu cumpra o que prometi a Abraão a teu respeito. Pois pretendo cumprir todas as promessas que fiz a Abraão através de você e não através de seu irmão Esaú, (Veja acima, 17:7, 19-21; 21:12; 28:4.) incluindo a Minha promessa de que todos os filhos de Abraão permanecerão fiéis à sua herança. A herança de Esaú de Abraão consistirá unicamente no território que lhe foi prometido. (Acima, 15:19; Rashi em Deuteronômio 2:5 ; Likutei Sichot , vol. 32, pág. 173, nota 39.)

16 Jacó acordou e disse: “Deus está realmente presente neste lugar, mas eu não sabia disso. Se eu soubesse que este era um lugar sagrado, não teria dormido aqui”.

17 Ele ficou com medo e disse: “Quão incrível é este lugar! Este não é outro senão o Monte Moriá, o futuro local da Casa de Deus. (Acima, 22:2, 14) E assim, este é o portal através do qual a oração sobe ao céu , passando pelo Templo celestial , que está figurativamente situado ‘acima’ do local do Templo físico,  o que significa que o local do futuro Templo é o local terrestre mais receptivo à consciência espiritual dos mundos superiores.

18 Jacó levantou-se de manhã cedo, pegou a pedra semicircular que havia colocado sob sua cabeça e a ergueu como monumento. Ele então derramou óleo sobre ela , consagrando-a como altar. (Rashi em 31:13, abaixo).

19 Este lugar já era conhecido como Betel, mas à luz da revelação que acabara de receber, Jacó ratificou este nome. Ele chamou aquele lugar novamente de Betel [“Casa de Deus”] , embora o nome original da cidade fosse Luz.

20 Jacó fez um voto, dizendo: “Se Deus estiver comigo e me proteger fisicamente nesta jornada que estou empreendendo; e me der pão para comer e roupas para vestir;

21 e me protegerá espiritualmente da má influência de Labão, para que eu possa voltar para a casa de meu pai, livre de pecado ; e se Deus for meu Deus e o Deus dos filhos, serei pai na casa de Labão, de modo que todos permaneçam fiéis à sua herança e não se rebelem como fizeram alguns dos filhos de meu avô Abraão e um dos filhos de meu pai Isaque – como Ele me prometeu tudo isso (Acima, v. 15) —

22 então esta pedra que ergui como monumento se tornará uma casa de Deus. Oferecerei sacrifícios por isso. E”, dirigindo-se diretamente a Deus, ele disse: “Reservarei para Ti um décimo de tudo o que Tu me deres , como fizeram os meus antepassados .” (Acima, 14:20, 25:27, 26:12)


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Livro de Samuel I, 15:17 – 35

Capítulo 15

17 E Samuel disse: “Mesmo que você seja pequeno aos seus próprios olhos, você não é o cabeça das tribos de Israel?

18 E o Eterno te enviou em missão, e disse: ‘Vai, e destruirás totalmente os pecadores, os amalequitas, e travarás guerra contra eles até que os destruam.’

19 Agora, por que vocês não deram ouvidos à voz do Eterno, mas voaram sobre o despojo e fizeram o que era mau aos olhos do Eterno?

20 E Saul disse a Samuel: “Sim, dei ouvidos à voz do Eterno. Fui na missão para a qual o Eterno me enviou, e trouxe vivo Agague, rei de Amaleque, e destruí totalmente os amalequitas. .

21 E o povo tirou do despojo ovelhas e bois, o melhor da proscrição, para sacrificar ao teu Deus em Gilgal.

22 E Samuel disse: “Tem o Eterno (tanto) desejo em holocaustos e ofertas pacíficas, como em obedecer à voz do Eterno? Eis que obedecer o mandamento de apagar a memória de Amaleque é melhor do que uma oferta pacífica; ouvir (é melhor) do que a gordura dos carneiros.

23 Pois a rebelião é como o pecado da adivinhação, e a teimosia é como a idolatria e os terafins. Já que você rejeitou a palavra do Eterno, como decreto Ele rejeitou você como rei”.

24 E Saul disse a Samuel: Pequei, porque transgredi a ordem do Eterno e as tuas palavras, pois temi o povo e dei ouvidos à sua voz, pois eles estimavam Doeg o Edomita.

25 E agora, perdoa agora o meu pecado, e volta comigo, e eu me prostrarei diante do Eterno.

26 E Samuel disse a Saul: Não voltarei contigo, porque rejeitaste a palavra do Eterno proferida por um profeta, sendo que é proibido negar qualquer parte da Torá e incluindo os profetas, o Eterno te rejeitou para seres rei sobre Israel.

27 E Samuel virou-se para ir, e agarrou a orla de seu manto, e ele Samuel o rasgou.

28 E Samuel lhe disse: O Eterno arrancou de ti hoje o reino de Israel, e o deu ao teu próximo David, que é melhor do que tu.

29 E também, a Força de Israel não mentirá nem se arrependerá, mesmo que você diga: “Eu me arrependerei do meu pecado diante dele”, pois Ele não é homem que se arrependa.”

30 E ele disse: “Eu pequei. Agora, honra-me agora na presença dos anciãos do meu povo, e na presença de Israel, e volta comigo, e eu me prostrarei diante do Eterno teu Deus”.

31 E Samuel voltou atrás de Saul, e Saul prostrou-se diante do Eterno.

32 E Samuel disse: “Trazei Agag, rei de Amaleque, para perto de mim”. E Agag foi até ele delicadamente. E Agag disse: “Certamente, a amargura da morte mudou”, pois sei que a amargura da morte se voltou para mim e está se aproximando.

33 E Samuel disse: “Assim como a tua espada despojou as mulheres, tornanda-as verdadeiras viúvas de seus maridos, pois cortarias o membro viril dos jovens de Israel, assim será a tua mãe despojada entre as mulheres”. E Samuel despedaçou Agague em quatro partes perante o Eterno em Gilgal.

34 E Samuel foi a Ramá, e Saul subiu para sua casa em Gibeá de Saul.

35 E Samuel não veio mais ver Saul até o dia da sua morte, porque Samuel lamentou por Saul, e o Eterno se arrependeu de ter feito Saul reinar sobre Israel.

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