Leitura Diária de 22 Cheshvan, 5784

História Judaica

Terremoto de Lisboa (1755)

Um grande terremoto atingiu Lisboa, Portugal, destruindo grande parte da cidade, incluindo o tribunal da Inquisição.


Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 106-107

Salmo 106

Este Salmo continua o apanhado histórico do Salmo anterior. É muito mais que uma lição de história; ensina qual a lição a ser aprendida da história: a de que a presença e a benevolência de Deus estão sempre próximas dos que, se abrirem seus olhos, poderão vê-las. A mão de Deus estará sempre estendida para receber e apoiar o penitente, mesmo que tropece no pecado.

  1. Louvado seja o Eterno! Louvai ao Eterno porque imensa é Sua bondade e eterna Sua misericórdia.
  2. Quem encontrará palavras apropriadas para narrar Seus feitos poderosos? Quem apregoará todos os Seus louvores?
  3. Bem-aventurados todos os que cumprem Sua lei e agem com justiça em todos os momentos.
  4. Lembra-Te de mim, ó Eterno, quando favoreceres Teu povo, e concede-me Tua salvação
  5. para que eu possa participar da ventura dos Teus eleitos, regozijar-me com a alegria de Tua nação e glorificar-me com a Tua herança.
  6. Assim como nossos pais, pecamos também, praticamos iniqüidade e fomos perversos.
  7. Nossos antepassados no Egito não compreenderam Teus atos miraculosos, não mantiveram constante a lembrança de Tua imensa benignidade e contra Ti se rebelaram nas margens do Mar Vermelho.
  8. Apesar disto, Tu os salvaste pelo amor de Teu Nome, e para tornar patente perante todos Teu poder.
  9. Fez secar o Mar Vermelho ante Seu clamor e os conduziu por suas profundezas como se fora um deserto.
  10. O Eterno os salvou de seus opressores, redimiu-os das mãos de seus inimigos.
  11. As águas cobriram seus atormentadores e nenhum conseguiu escapar.
  12. Acreditaram, então, plenamente em Suas palavras e lhe elevaram cânticos de louvor.
  13. Muito depressa, porém, esqueceram Seus feitos e abandonaram Sua orientação.
  14. No deserto, deixaram-se dominar por desejos e naqueles ermos testaram a Deus.
  15. Ele atendeu seu pedido, mas não impediu que se enfraquecessem suas almas.
  16. No acampamento, invejaram tanto a Moisés quanto a Aarão, o consagrado do Eterno.
  17. Abriu-se a terra e tragou Datan e engoliu Aviram e seus seguidores.
  18. Fogo desceu sobre eles, uma chama queimou os ímpios.
  19. Fabricaram um bezerro em Chorev e ante sua imagem se prostraram
  20. Trocaram a glória do Eterno por uma estátua de um animal comedor de feno.
  21. Olvidaram Deus, seu Redentor, que realizou prodígios no Egito,
  22. maravilhas na terra de Cham e atos temíveis no Mar Vermelho.
  23. O Eterno os destruiria se não tivesse Moisés, Seu escolhido, se interposto perante Ele para aplacar Sua ira.
  24. Desprezaram depois a boa terra que lhes havia sido prometida, por não acreditarem em Sua palavra
  25. e, em suas tendas murmuraram lamúrias, não atendendo a voz do Eterno.
  26. Ele, então, ergueu Sua mão como símbolo do voto que fez, de deixá-los prostrados no deserto
  27. e de dispersar seus descendentes entre as nações da terra.
  28. Não hesitaram em juntar-se a Baal Peór e comer dos sacrifícios dos mortos.
  29. Seus atos provocaram ainda mais Sua ira e Ele os castigou com uma praga.
  30. Pinchás, porém, levantou-se contra esse comportamento e fez justiça com suas próprias mãos, fazendo assim cessar a praga.
  31. Seu zelo lhe foi creditado como um penhor de integridade, transmitido de uma geração à outra para todo o sempre.
  32. Eles novamente provocaram Sua ira nas águas de Meribá, e Moisés sofreu por sua causa,
  33. pois exasperaram seu espírito, levando-o a pronunciar palavras ásperas.
  34. Não destruíram as nações idólatras como lhes ordenara o Eterno,
  35. e sim misturaram-se a elas, copiaram seus atos,
  36. serviram seus ídolos, provocando, assim, sua própria ruína.
  37. Desceram a ponto de imolar aos demônios seus filhos e filhas
  38. cujo sangue inocente derramaram nestes sacrifícios aos ídolos de Canaã, contaminando, assim, a terra.
  39. Se impurificaram por seus atos, perderam-se por seu comportamento.
  40. E o Eterno mais e mais irou-Se com Seu povo e repudiou Sua herança.
  41. Entregou-os nas mãos de nações inimigas e foram dominados por aqueles que os odiavam.
  42. Seus dominadores os oprimiram e foram humilhados por seu poder.
  43. Por muitas vezes, Ele os resgatou mas, novamente, se rebelavam e eram abatidos por suas iniqüidades.
  44. Mas Ele Se apercebeu de sua angústia ao ouvir seu clamor.
  45. Lembrou de Sua aliança e, por Sua imensa misericórdia foi bondoso para com eles.
  46. Fez com que a piedade chegasse ao coração de seus captores.
  47. Ouviu seu brado: “Salva-nos, ó Eterno, nosso Deus! Recolhe-nos dentre as nações de nossa dispersão para que possamos novamente exaltar Teu santo Nome e dedicar glorificações em Tua honra.”
  48. Bendito seja o Eterno, Deus de Israel, de geração em geração; e todo o povo dirá Amen! Louvado seja o Eterno! Haleluiá!

Salmo 107

Este Salmo conclama os que experimentaram a salvação e a libertação (individual ou nacional) promovidas por Deus, a proclamar publica-mente sua gratidão. Eles devem proclamar que Sua benevolência dura para sempre. A bondade Divina se manifesta pela salvação e pelo próprio perigo, que tira a pessoa de sua complacência e instila nela a consciência do tropeço e desesperança, s não fosse o providencial cuidado divino.

  1. Louvai ao Eterno, porque Ele é bom; eterna é Sua misericórdia.
  2. Que o proclamem os que foram por Ele resgatados, os que Ele remiu das mãos dos inimigos
  3. e trouxe de terras distantes, do Oriente e do Ocidente, do norte e do sul.
  4. Alguns vagavam pelo deserto, por caminhos desolados e inóspitos, e não encontraram cidade alguma para nela se refazer.
  5. Famintos e sedentos, sua alma já parecia desfalecer.
  6. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  7. Conduziu-os por um caminho reto a um lugar habitado.
  8. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  9. Pois fartou a alma sedenta e satisfez com bondade a alma aflita.
  10. Outros jaziam nas trevas, sob as sombras da morte, presos em grilhões de ferro, oprimidos pela aflição,
  11. por terem se rebelado contra as palavras do Eterno e desprezado os desígnios do Altíssimo.
  12. Ele humilhou seu coração com árduos trabalhos; andavam aos tropeços e não encontravam quem os amparasse.
  13. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  14. Tirou-os das trevas, libertou-os da sombra da morte e quebrou seus grilhões.
  15. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  16. Pois escancarou as portas de bronze, despedaçando seus ferrolhos.
  17. Outros, ainda, insensatos que foram por seu caminho de transgressões e pelas iniqüidades que praticaram, são acossados por aflições.
  18. Sua alma não aceita conforto, seu corpo, alimento, e alcançam os portais da morte.
  19. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  20. Sua palavra os curou e os preservou da destruição.
  21. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  22. Tragam oferendas em ação de graças, e com júbilo exaltem Suas obras.
  23. Aqueles que em seus navios percorrem os mares comerciando sobre suas águas,
  24. percebem as obras do Eterno e vêem, nas profundidades, Suas maravilhas.
  25. Pois, ante Sua ordem, surgem ventos tempestuosos que encrespam as ondas,
  26. que se erguem para os céus e descem aos abismos, angustiando suas almas, derretendo sua coragem.
  27. Cambaleiam como ébrios, desvanece sua sabedoria, inútil é sua habilidade.
  28. Clamaram em sua angústia ao Eterno e Ele os livrou de suas atribulações.
  29. Ele faz cessar a tormenta e aquieta as ondas.
  30. Alegram-se, então, porque acabou a tempestade; Ele os conduz ao porto desejado.
  31. Louvai, pois, ao Eterno por Sua bondade e pelas maravilhas que realiza em favor dos seres humanos.
  32. Exaltem-No na congregação do povo e glorifiquem- No na assembléia dos anciãos.
  33. Pela maldade de seus habitantes Ele torna estéril a terra frutífera,
  34. converte rios em desertos e fontes de água em terra seca.
  35. Em contraste, pelos que o merecem, converte o deserto em lago, a terra seca em fontes de água.
  36. Ampara os famintos, para que edifiquem uma cidade para sua habitação;
  37. semeiam os campos e plantam vinhedos que proporcionam frutos copiosos.
  38. Abençoa-os e, por Sua bênção, se multiplicam em grande número mas nem por isto lhes falta gado,
  39. embora estivessem, há pouco, abatidos pela tristeza, opressão e aflições.
  40. Sobre os nobres que não seguem Seus ensinamentos derrama Seu desprezo e os faz vagar errantes por caminhos desertos.
  41. Aos humilhados pela opressão, porém, Ele eleva e torna numerosas suas famílias.
  42. Vendo isto, se alegrarão os justos e calar-se-ão os iníquos.
  43. Que disto se aperceba quem é sábio e compreenderá, então, a bondade misericordiosa do Eterno.

Chumash com o Rebe

Parashat Chayei Sarah, 2ª Porção (Bereshit (Gênesis) 23:17-24:9) 

Segunda Leitura
17 
O Campo de Machpelah de Efrom, que ficava em frente de Manre – o campo, a caverna dentro dele e todas as árvores dentro de seu perímetro – foi assim confirmado

18 como a compra de Abraão publicamente, à vista dos hititas e de todos os que chegaram ao portão de sua cidade , tornando assim a compra incontestável Quando Abraão os comprou, o status do campo e da caverna passou de propriedade de um plebeu para o de um nobre. 

19Depois que Abraão comprou o campo e a caverna e assim (a) desassociou completamente o nome de Efrom deles e (b) elevou seu status ao de propriedade real, ele enterrou sua esposa Sara na caverna do Campo de Macpelá, de frente para Manre, que é Hebron, em Canaã . Para mostrar o devido respeito por Sara, Abraão quis enterrá-la no campo de um nobre, e não no de um plebeu. (Hitva’aduyot 5746 , vol. 1, pp. 581-582, 620-621, 627-629; Likutei Sichot , vol. 35, pág. 82-86.).

20 O campo e a sua caverna foram assim confirmados como propriedade de Abraão pelo facto de ele ter designado a caverna de acordo com a sua intenção de a comprar, como um cemitério, adquirido direta e inequivocamente aos hititas através de Efrom (Likutei Sichot , vol. 35, pp. 86-87).

O noivado de Rebeca

24:1 Três anos depois, em 2088, Abraão decidiu que era hora de Isaque se casar com Rebeca. Nessa época, Abraão tinha 140 anos Embora fosse velho e a maturidade tendesse a gerar uma indiferença benigna, Abraão continuou a internalizar profundamente suas experiências. (Acima, 18:11; Likutei Sichot , vol. 35, pp. 91-92.) Deus abençoou Abraão com um filho em sua velhice digno de se tornar seu sucessor, e esse filho era tudo para Abraão Por isso sentiu-se profundamente responsável por garantir a perpetuação da sua linhagem, a fim de garantir a continuidade da missão Divina à qual dedicou a sua vida.

2 Ele disse ao seu servo Eliezer , o membro mais velho de sua família, que era responsável por tudo o que ele possuía: “ Quero que você me jure. devo segurar um objeto sagrado. (Shavuot 38b.) O único objeto físico até agora que foi santificado – em virtude de ter sido objeto de um mandamento explícito de Deus – é meu órgão reprodutor, que Ele me ordenou circuncidar. Portanto, coloque sua mão sob minha coxa para esse propósito ,

3 e eu os vincularei por juramento a Deus. Desde que cheguei a esta terra, tenho trabalhado com sucesso para conscientizar os seus habitantes sobre a existência de Deus e o Seu envolvimento nos assuntos humanos. Aos olhos deles, portanto, Ele agora não é apenas o Deus do céu , mas também o Deus da terra. No entanto, ainda não internalizaram suficientemente esta consciência para que esta os tenha mudado para melhor de uma forma profunda; ainda permanece uma mera conversa fiada para eles. (Likutei Sichot , vol. 10, pág. 90, nota 22) Portanto, eu te conjuro a não escolher para meu filho uma esposa dentre as filhas dos cananeus em cujo meio eu moro.

Em vez disso, você deverá ir para minha antiga terra, para Charan , o lugar onde minha família ainda mora , e escolher dentre eles uma esposa para meu filho, Isaque. Embora eu tenha estado longe de minha família por sessenta e cinco anos e a distância tenha me impedido de influenciá-los diretamente, eles ainda são descendentes da linhagem real e primogênita de Sem, e herdaram sua educação aristocrática, nobreza e família . tradições e ensinamentos. 

O servo lhe disse: “Talvez a mulher não queira me seguir até esta terra. Devo levar seu filho de volta para a terra de onde você partiu ? membros da sua família, e não entre as pessoas que você tem influenciado e com quem conviveu nos últimos sessenta e cinco anos, então não deveria importar onde o casal viverá depois .

Abraão lhe disse: “Tenha muito cuidado para não levar meu filho de volta para lá.

7É verdade que preferiria que a minha futura nora fosse da linhagem da minha família. Mas a linhagem por si só não é suficiente. Quando ela e o meu filho se casarem, terão de crescer juntos num ambiente adequado, que não se encontra em nenhum outro lugar a não ser aqui. Embora seja verdade que o povo desta terra apenas defende o envolvimento de Deus nos assuntos humanos, pelo menos eles fazem isso! Em contraste, as pessoas onde eu morava consideram Deus apenas como o Deus do céu: embora eu as tenha convencido da Sua existência, não consegui convencê-las de que Ele está envolvido nos assuntos humanos. Foi assim que eles conceberam Deus quando Ele me tirou da casa de meu pai em Charan , e ainda mais quando Ele me tirou da terra da minha família , Ur dos Kasditas, e é assim que eles ainda O concebem Além disso, Deus falou a meu respeito – e até me jurou na Aliança entre as Metades – dizendo: ‘À tua descendência darei esta terra ‘ , indicando claramente que meu filho deveria permanecer aqui Estou, portanto, confiante de que Ele enviará Seu anjo adiante de você para orquestrar antecipadamente os eventos em seu benefício (Likutei Sichot , vol. 25, pp. 99-102.)Com a ajuda dele, você escolherá de lá uma esposa para meu filho.

8 Mas, apesar de tudo isso, se a mulher não quiser segui-lo de volta até aqui , então você será absolvido deste meu juramento e poderá procurar uma esposa para meu filho dentre as filhas de meus confederados locais, Aner, Eshkol e Mamré. Embora não sejam meus parentes, são líderes ilustres e monoteístas, (Likutei Sichot , vol. 5, pág. 267, nota 25.) e desta forma o casal pode permanecer sob minha tutela. Em última análise, o ambiente e a educação são mais cruciais do que a linhagem (Likutei Sichot , vol. 15, pp. 155-160) De qualquer forma, não devolva meu filho para lá , embora eu preveja que seu filho realmente retornará para lá por um tempo .

Eliezer tinha uma filha e sugeriu que Abraão a considerasse como esposa de Isaque, em vez de considerar uma filha de Aner, Eshkol ou Mamre. Abraão disse-lhe, porém: “Meu filho é abençoado, e você, sendo descendente de Canaã, é amaldiçoado.  Os amaldiçoados não podem se unir em casamento com os abençoados.” (vide comentário de Rashi)

Então o servo colocou a mão sob a “coxa” de Abraão, seu senhor, e jurou-lhe a respeito disso.


Tanach Diário

Livro de Juízes, escrito pelo Profeta Samuel, 18:6 – 19:19

Shoftim (Juízes) – Capítulo 18

E o sacerdote lhes disse: Ide em paz; diante do ETERNO será (revelado) o caminho por onde ireis.
diante do Senhor está o teu caminho por onde deves andar: (Lit.) Diante do Santo, bendito seja Ele, é revelado, porém, este não vale nada.
E os cinco homens foram e chegaram a Laís. E eles viram o povo que ali habitava em segurança, à maneira dos sidônios, tranquilo e seguro; porque não havia ninguém na terra que os envergonhasse por alguma coisa; (seus) herdeiros eram poucos, e eles estavam longe dos sidônios, e não tinham vínculo com nenhum homem.
pois não havia ninguém na terra que os envergonhasse por coisa alguma: nenhum deles jamais precisou da ajuda de seu amigo para ter a oportunidade de mandá-lo de volta de mãos vazias e envergonhá-lo, como diz (v. 10). ) “Onde não falta nada.” Então eu ouvi. יוֹרֵשׁ עֶצֶר Existem poucos herdeiros, conseqüentemente, se estes forem mortos não restará nenhuma outra oposição à batalha com os ocupantes da porção.
(seus) herdeiros sendo poucos: São poucos os herdeiros, conseqüentemente, se estes forem mortos não restará outra oposição à batalha com os ocupantes da parcela.
e eles estavam longe: Da ajuda dos Zidonianos.
e não tinha vínculo (lit., palavra) com nenhum homem: (Eles não têm) nenhum tratado contratado para que alguém viesse em seu auxílio quando necessário.
E eles vieram para seus irmãos, (para) Zorá e Estaol; e seus irmãos lhes disseram: “O que vocês (têm que responder)?”
O que você: (Lit.) Ou seja, o que você tem que responder? O que você encontrou no território do nosso lote? E as pessoas, são fortes ou fracas?
E eles disseram: Levantai-vos, e subamos contra eles, porque vimos a terra, e eis que é muito boa; e vós estais calados, não tenhais preguiça de ir e entrar para possuir a terra.
e você fica em silêncio: você é preguiçoso.
10 Quando chegares, chegarás a um povo seguro, e a terra é suficientemente grande, porque Deus a entregou nas tuas mãos; um lugar onde não falta nada do que há na terra.”
11 E dali partiram, da família danita, de Zorá e de Estaol, seiscentos homens cingidos com armas.
12 E subiram e acamparam perto de Quiriate-Jearim, em Judá; por isso chamaram aquele lugar de “o acampamento de Dã” até hoje; eis que (está) atrás de Quiriate-Jearim.
até hoje:Ou seja até os dias do Profeta Samuel
13 E dali passaram ao monte de Efraim, e subiram à casa de Mica.
14 E os cinco homens que foram espionar a área de Laís falaram e disseram a seus irmãos: “Vocês sabem que nestas casas há um éfode, terafins, uma imagem esculpida e uma imagem fundida? o que você tem que fazer.”
15 E eles foram para lá e foram à casa do jovem levita, na casa de Mica, e o saudaram.
16 Ora, os seiscentos homens dos filhos de Dã, cingidos com as suas armas, estavam à entrada da porta.
17 E subiram os cinco homens que iam espiar a terra; eles entraram lá, (e) levaram a imagem esculpida, o éfode, os terafins e a imagem fundida. E o sacerdote ficou à entrada da porta com seiscentos homens cingidos de armas.
18 E estes foram à casa de Mica e levaram a imagem esculpida com o éfode, os terafins e a imagem fundida. E o sacerdote disse-lhes: “O que vocês estão fazendo?”
19 E eles lhe disseram: “Fique quieto, ponha a mão sobre a boca e vá conosco, e seja para nós um instrutor e um sacerdote. ser sacerdote de uma tribo e família em Israel?”
20 E o sacerdote ficou satisfeito, e tomou o éfode, os terafins, e a imagem esculpida, e entrou no meio do povo.
21 E eles se viraram e partiram, e puseram diante deles os pequeninos, o gado e os bens.
e os bens: Os fardos. (Isso se refere a) qualquer coisa que tenha dificuldade de se mover, não podendo correr se for perseguida por pessoas.
a mercadoria: Pezantume em Francês
22 Eles estavam longe da casa de Mica, quando se reuniram os homens que estavam nas casas que estavam perto da casa de Mica, e alcançaram os filhos de Dan.
23 E eles chamaram os filhos de Dan, e eles viraram seus rostos. E eles disseram a Miquéias: “O que há com você, para que você esteja reunido?”
e eles viraram os rostos: isto é, os filhos de Dã para aqueles que os chamavam.
24 E ele disse: “Meu deus que eu criei, você levou você, além do sacerdote, e você foi embora. O que mais eu tenho? Como então você pode me dizer: ‘O que há com você?’ “
O que mais eu tenho: o que me resta?
25 E os filhos de Dan lhe disseram: Não deixes que a tua voz seja ouvida entre nós, para que não te ataquem homens de alma amargurada, e percas a tua vida e a vida da tua casa.
homens de almas amarguradas: Os temperamentais do nosso grupo.
26 E os filhos de Dan seguiram o seu caminho. E Miquéias viu que eles eram mais fortes do que ele, e ele se virou e voltou para sua casa.
27 E tomaram o que Miquéias tinha feito, e o sacerdote que ele tinha; e chegaram a Laís, a um povo tranquilo e seguro, e os feriram ao fio da espada. E a cidade eles queimaram com fogo.
Laís: Esse era o nome da cidade. No livro de Josué (19:47) é chamado Leshem porque lá encontraram uma pedra preciosa chamada Leshem (turquesa) que foi usada no peitoral (do Sumo Sacerdote ver Êxodo 28:19) representando a tribo de Dã. Seu nome (ou seja, o de Dan) foi escrito em (o) Leshem, verificando assim que esta era sua porção legítima.
28 E não havia ninguém para salvá-los, porque estava longe de Sidom, e eles não tinham vínculo com nenhum homem, e estava no vale que fica perto de Bete-Reobe. E eles construíram a cidade e habitaram nela.
29 E chamaram o nome da cidade de Dan, em homenagem ao nome de Dan, seu pai, que nasceu em Israel, mas na verdade Laís era inicialmente o nome da cidade.
30 E os filhos de Dan ergueram para si a imagem esculpida. E Jônatas, filho de Gérson, filho de Manassés, (ambos) ele e seus filhos foram sacerdotes da tribo dos danitas até o dia do exílio da terra.
o filho de Menassés: Por respeito a Moisés ( משֶׁה ) uma “coroa” foi inserida mudando assim o nome ( מְנַשֶּׁה ). Esta carta foi escrita suspensa para indicar que não era Menassés, mas na verdade Moisés.
até o dia do exílio da terra: Nos dias de Sanqueribe, durante o primeiro exílio.
31 E eles aceitaram para si a imagem esculpida de Miquéias que ele havia feito, durante todo o período em que a casa de Deus esteve em Siló.

Shoftim (Juízes) – Capítulo 19

E aconteceu naqueles dias, quando não havia rei em Israel, que habitava junto ao monte de Efraim um levita que tomou para si uma concubina desde Belém até Judá.
E a sua concubina afastou-se dele, e foi dele para a casa de seu pai, para Belém de Judá. E ela ficou lá por um período de (de) quatro meses.
E a sua concubina se afastou dele: Ela virou-se da sua casa para o exterior. Cada expressão de זְנוּת implica sair (traduzido como נפקת ברא ), por exemplo, afastar-se do marido para amar os outros.
E seu marido levantou-se e foi atrás dela, para convencê-la a voltar, e seu servo estava com ele, e uma parelha de burros. E ela o levou para a casa de seu pai, e (quando) o pai da menina o viu, ele se alegrou em conhecê-lo.
E seu sogro, o pai da menina, o guardou, e ficou com ele três dias. E eles comeram, beberam e se hospedaram ali.
E foi no quarto dia que eles se levantaram de madrugada, e ele se levantou para partir. E o pai da menina disse ao genro: “Refrigere-se com um pedaço de pão e depois partirá”.
E sentaram-se e ambos comeram juntos e beberam. E o pai da menina disse ao homem: “Aceite agora e hospede-se, e deixe seu coração ficar contente”.
Aceite agora e hospede-se: Pernoite.
E o homem levantou-se para partir; mas seu sogro insistiu com ele, e ele voltou e se hospedou ali.
E ele levantou-se de manhã cedo no quinto dia para partir, e o pai da menina disse: “Refrigerem-se agora”, e eles ficaram até o dia declinar, e ambos comeram.
E o homem levantou-se para partir, ele, sua concubina e seu servo. E seu sogro, o pai da menina, disse-lhe: “Eis que agora o dia enfraqueceu para se pôr, hospede-se agora, eis que é a (parte) de descanso do dia, hospede-se aqui, e seu coração estará contente, e você se levantará cedo para o seu caminho e irá para a sua morada.
enfraqueceu: ou seja, o sol (enfraqueceu) devido ao seu poder e recusou-se a se pôr.
é o descanso (parte) do dia: É o momento em que todos os viajantes recorrem para descansar dentro de casa.
10 Mas o homem não quis hospedar-se, e levantou-se, e partiu, e foi até Jebus, que era Jerusalém. E com ele estava uma junta de burros selados, e sua concubina estava com ele.
11 Eles estavam perto de Jebus quando o sol já se punha; e o servo disse ao seu senhor: Vem agora, e vamos para esta cidade dos jebuseus, e pernoitemos nela.
12 E seu senhor lhe disse: “Não nos desviaremos para (esta) cidade dos gentios, (nem para qualquer outra cidade) que não seja dos filhos de Israel, mas viajaremos até Gibeá”.
mas viajaremos até Gibeá: De Benjamim.
13 E disse ao seu servo: Vem, e aproximemo-nos de um destes lugares; e pernoitaremos em Gibeá ou em Ramó.
e hospedaremos: Heb. וְלַנּוּ . Deve ser entendido como וְלַנְנוּ , já que o “dagesh” da “coroa” substitui a segunda “coroa” apropriada.
14 E eles seguiram em frente e foram. E o sol se pôs sobre eles perto de Gibeá, que pertencia a Benjamim.
15 E eles se desviaram para lá, para virem hospedar-se em Gibeá. E ele veio e sentou-se na praça da cidade, mas ninguém os trouxe para casa para se hospedarem.
16 E eis que um homem idoso veio do campo à tarde, do seu trabalho, e o homem era do monte de Efraim e residia em Gibeá; mas o povo da região eram benjamitas.
17 E levantou os olhos e viu o caminhante na praça da cidade; e o velho disse: “Para onde você vai e de onde você vem?”
18 E ele lhe disse: Estamos passando de Belém de Judá até o limite do monte de Efraim, de lá sou eu, e fui até Belém de Judá; e vou à casa do Eterno, e ninguém me leva para casa.
e (vou) para a Casa do Senhor: vou para Siló (que estava em Efraim).
19 E também há palha e forragem para os nossos jumentos, e também pão e vinho para mim, para a tua serva, e para o rapaz que está com os teus servos; não há falta de nada.”

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Sobre Antonio Braga

Antonio Marcio Braga Silva é uma das vozes proeminentes do movimento Bnei Noach no Brasil, atuando com destaque na cidade de Barra dos Coqueiros, no estado de Sergipe. Educador, líder espiritual e entusiasta da ética universal, ele dedica sua vida à promoção dos valores do monoteísmo ético e da sabedoria milenar da Torá para os não judeus que buscam servir ao Criador segundo os princípios das Sete Leis de Noé. Como professor de Halachá Noachida, Antonio Marcio desenvolve um trabalho didático voltado para a formação de lideranças e o fortalecimento de comunidades alinhadas com os preceitos da Tradição de Israel, respeitando as particularidades e o papel espiritual dos justos entre as nações. Ele atua com firmeza e sensibilidade, trazendo clareza e profundidade aos temas que aborda, tornando acessível ao público leigo assuntos complexos da Lei e da espiritualidade judaica. Sua atuação vai além das aulas: Antonio Marcio tem contribuído significativamente para o crescimento da comunidade local, organizando encontros semanais, estudos bíblicos, ciclos de oração baseados no Sidur Bnei Noach, e incentivando a solidariedade e o senso de missão entre os participantes. Seu trabalho é pautado pela seriedade, comprometimento e por uma devoção sincera ao serviço a D’us. Em sua vida pessoal, Antonio Marcio é pai dedicado de dois filhos marido de Fabiane Ribeiro, com quem compartilha o propósito de construir uma família alicerçada nos valores eternos da Torá. Sua jornada é marcada por coragem, perseverança e pela fé inabalável na Providência Divina. Ao unir conhecimento, liderança e espiritualidade, Antonio Marcio Braga Silva se destaca como um dos pilares do movimento Bnei Noach em território brasileiro, inspirando outros a seguir o caminho da retidão, da justiça e do reconhecimento do Eterno como único Criador e Rei do Universo.