Leitura Diária de 11 Tishrei, 5783

Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 60-65

Salmo 60
David compôs este Salmo ao final de sua bem-sucedida campanha contra os inimigos de Israel que violavam impunemente as fronteiras ao norte. Expressa confiança na garantia Divina de que seu reino seria consolidado internamente, e temido e respeitado externamente.
Ao mestre do canto, com “Shushan Edut”, um “Michtam” de David para instruir.
Quando guerreou contra Aram Naharáyim e Aram Tsova, e Joab, em seu retorno, derrotou Edom e abateu um exército de doze mil homens.
Ó Eterno, ao nos abandonares Tu nos alquebraste. Te enfureceste conosco.
Reintegra nossas forças; fizeste estremecer a terra e a fendeste; restaura esta brecha antes que desmorone.
Severidade demonstraste a Teu povo; um vinho que nos tornou cambaleantes nos deste a beber.
Concede aos que Te reverenciam um estandarte a ser erguido, em nome da verdade.
Para que sejam libertados os que Tu amas, salva-os com Tua Destra e concede-me assim uma resposta.
Em Seu santuário, prometeu-me o Eterno que exultante eu haveria de dividir porções em Shechem e medir o Vale de Sucót.
Guil’ad e Menashe seriam terras minhas; Efraim minha principal fortificação e Judá meu cetro.
Moab seria a bacia na qual lavaria minhas mãos; sobre Edom pisaria meu calçado e a Filistéia me aclamaria.
Pudesse eu agora chegar até a cidade fortificada, até Edom!
Mas Tu nos rejeitaste, ó Eterno, e não marchas com nosso exército.
Ajuda-nos contra o inimigo, porque vão é o auxílio dos homens.
Só com o Eterno triunfaremos, pois Ele destruirá nossos inimigos.

Salmo 61
Apesar de designado rei, David precisa fugir dos que desejam destruí-lo. Estas experiências pessoais são como a experiência nacional de Israel, q também tema das preces de David.
Ao mestre do canto, sobre “Neguinat”, de David.
Ouve, ó Eterno, minha súplica e atenta à minha prece.
Quando fraqueja meu coração, mesmo dos confins da terra clamo a Ti; Tu me atendes e me transportas a uma rocha elevada onde encontro proteção.
Pois Tu tens sido meu refúgio, uma fortaleza ante meu inimigo.
Possa eu morar sempre em Tua tenda e abrigar-me à sombra de Tuas asas.
Ouviste, ó Eterno, os votos que Te fiz; assegura a herança dos que temem o Teu Nome.
Acrescenta dias aos dias de vida do rei e que se estendam por gerações seus anos.
Que lhe seja permitido sentar sempre em seu trono em Tua presença. Que bondade e fidelidade lhe sirvam sempre de proteção.
Então, com salmos e canções, para sempre exaltarei Teu Nome, e cumprirei os votos que Te fiz.

Salmo 62
Nunca devemos permitir que o poder do opressor ou sua sedutora riqueza obtida por intermédio de atos condenáveis, corroam a nossa confiança em Deus e a fé na Sua justiça.
Ao mestre do canto, com “Iedutun”, um salmo de David.
Somente pelo Eterno, em silêncio, aguarda minha alma, pois Dele virá meu socorro.
Em verdade, somente Ele é minha Rocha, minha salvação, meu baluarte, que não me deixa desesperar jamais.
Até quando atacareis traiçoeiramente um homem para abatê-lo como se fora uma parede desaprumada, uma cerca a desabar?
Planejam despojá-lo de sua grandeza; comprazem-se com calúnias. Bendizem-no com suas bocas enquanto o amaldiçoam em seus corações.
Porém, somente pelo Eterno espera minha alma, em silêncio, pois Ele é que me traz a esperança.
Ele é minha Rocha, minha salvação, meu baluarte e por isto não desesperarei jamais.
Sobre o Eterno se fundamenta minha salvação e minha glória; a Rocha da minha fortaleza, a segurança de meu abrigo estão em Deus.
Confia sempre Nele, ó povo meu! Perante Sua Presença derrama teu coração; Ele é nosso refúgio.
Vãs são as palavras dos homens, mentirosas são as afirmações dos poderosos; postas juntas numa balança nada pesam.
Não depositai na opressão vossa confiança nem no roubo a esperança; mesmo que prosperem, não lhes dêem atenção.
Uma vez falou Deus e duas lições escutei: o poder pertence a Deus,
e a bondade é Tua, ó Eterno, pois Tu recompensas o homem conforme seus atos.

Salmo 63
No exílio, vítima de nociva maledicência, afastado da família, da nação e do lar, sozinho diante de Deus num deserto, David ora a Deus.
Salmo de David, quando estava no deserto de Judá.
Ó Eterno, Tu és o meu Deus e a Ti eu busco sempre; sedenta de Ti está minha alma e meu corpo por Ti anseia, nesta terra árida, esgotada e sêca.
Recordo como Te contemplei no Santuário, para me embeber de Teu poder e de Tua glória.
Pois melhor que a própria vida é Tua magnanimidade, e por isto Te enaltecerão meus lábios.
Sim, abençoar-Te-ei por toda a minha vida e erguerei meus braços invocando Teu Nome.
Como se fora com um banquete abundante se saciará minha alma, e com alegria nos lábios Te louvará minha boca.
Em meu leito, em noites de vigília, lembrar-Te-ei e meditarei sobre Tua bondade,
pois tens sido meu socorro, e à sombra de Tuas asas me tenho rejubilado.
Minha alma a Ti se une, e Tua Destra me sustenta.
Aqueles que buscam a destruição de minha alma, lançar-se-ão às profundezas da terra.
A espada os ferirá e se tornarão pasto para os chacais.
O rei, porém, no Eterno se alegrará, e exultará todo aquele que por Ele jurar quando fechada for a boca dos mentirosos.

Salmo 64
Este Salmo tem o mesmo tema do anterior.
Ao mestre do canto, um salmo de David.
Ouve, ó Eterno, minha voz quando expresso meu lamento; do temor ao inimigo preserva minha vida.
Oculta-me do conluio dos perversos e da conspiração dos ímpios,
que afiam suas línguas como espadas, e como flechas disparam suas palavras cheias de veneno
para alcançar de emboscada o inocente, para sem remorso atingi-lo.
Obstinam-se em sua maldade, conspiram para instalar armadilhas e dizem: “Quem as perceberá?”
Diligentemente buscam pretextos para intrigas nos pensamentos do ser humano e no fundo dos corações.
Mas o Eterno contra eles dispara uma flecha e de pronto os fere.
Sua própria língua lhes provocará o fracasso; todos menearão com desprezo suas cabeças.
Tomar-se-á de temor todo homem, enaltecerá a obra da criação e compreenderá os feitos do Eterno.
Que se alegre o justo no Eterno; Nele se refugie e que glorificados sejam os justos de coração.

Salmo 65
A seca ou qualquer retenção da benevolência Divina nos deve levar ao arrependimento. O mesmo Deus que subjuga as forças mais poderosas rejuvenesce a Terra mais queimada e a nação mais ressecada.
Ao mestre do canto, um salmo de David, um cântico.
A Ti é dedicado todo louvor em Tsión, mesmo quando é silencioso; votos feitos a Ti serão cumpridos.
A Ti, que acolhes as preces, acorrem todos os homens.
Quando me acabrunham todas as minhas iniqüidades, é de Ti que busco perdão.
Feliz é aquele que escolheste para de Ti se aproximar e habitar em Teus átrios! Possamos todos nós ser saciados com as bênçãos que emanam de Tua casa, de Teu Sagrado Templo.
Responde-nos com grandiosos feitos, que mostrem Tua justiça, ó Deus de nossa salvação, que sustentas a terra até seus confins e os mares até o mais profundo;
que em Seu poder cria as montanhas, pleno de força,
acalma os mares estrondeantes, as ondas que nele se elevam, e o tumulto da multidão de nações.
Temor por Teus portentos despertas nos habitantes de terras longínquas, e júbilo trazes aos habitantes dos países do Oriente e do Ocidente.
Cuidaste da terra e a irrigaste, enriquecendo-a com cursos de água por Ti abastecidos; provês grão para o alimento do ser humano, pois para isto a terra preparaste.
Regas seus sulcos, fazes por seus canais correr a água; com as gotas da chuva a fazes germinar e sua flora abençoas.
Com Tua bondade a cobres por todo o ano e abundância extravasa de Tuas veredas.
Pastagens brotam nos desertos e de júbilo se cingem as colinas.
As pradarias se revestem de rebanhos, grãos cobrem os prados e clamor de exaltação e modulação de canções deles emanam.


Leitura da Parashat

Leitura da Torá para Ha’azinu, 5ª Porção: (Deuteronômio 32:29-39)

32:29 Se fossem sábios, entenderiam isso; eles refletiriam sobre seu destino.30 Como pode uma [pessoa] perseguir mil, e duas colocar dez mil em fuga, a menos que a sua [Poderosa] Rocha os tenha vendido, e o Senhor os tenha entregado?31 Pois a rocha deles não é como a nossa [Poderosa] Rocha. No entanto, nossos inimigos sentam em julgamento.32 Porque a sua vinha é da vinha de Sodoma e do campo de Gomorra; suas uvas são uvas de rosh, e têm cachos amargos.33 Seu vinho é a amargura das serpentes e a amargura das najas impiedosas.34 Não está guardado comigo, selado em meus tesouros?35 A vingança está pronta para mim, e será recompensada no momento em que seu pé tropeçar. Pois o dia designado para o seu ajuste está próximo, e o que está destinado a eles se apressa.36 Quando o Senhor julgar Seu povo e reconsiderar Seus servos, quando vir que o poder está aumentando, e ninguém é controlado ou fortalecido.37 Então dirá: “Onde está a divindade deles, a rocha em que confiavam,38 quem comeu a gordura dos seus sacrifícios e bebeu o vinho das suas libações? Deixe-os surgir e ajudá-lo! Deixe-os ser seu abrigo!39 Veja agora que sou eu! Eu sou o Único, e não há deus como Eu! Eu causo a morte e concedo a vida. Eu golpeio, mas curo, e ninguém pode resgatar da Minha Mão!

O Rebe Explica:

D’us disse a Moshê para informar ao povo judeu que depois que eles recebessem sua punição corretiva por seus lapsos de lealdade à aliança de D’us, D’us os confortaria e puniria aqueles que os perseguiram.

מָחַצְתִּי וַאֲנִי אֶרְפָּא וגו’: (דברים לב:לט)

[D’us disse:] “Eu golpeio e curo.”
Deuteronômio 32:39

A palavra hebraica para “greve” (machatzti) está relacionada com a palavra para “barreira” ou “partição” (mechitza).A doença que o mundo sofre atualmente é a barreira artificial entre o espiritual e o material. A dificuldade que experimentamos em tentar sentir o espiritual no que fazemos ou em tentar aplicar nossa inspiração em nossas vidas diárias é a verdadeira definição de exílio. Na era messiânica, D’us curará essa divisão. A barreira divisória será transformada em uma porta de conexão, permitindo que o espiritual e o material se unam novamente. É assim que o mal será eliminado no futuro: D’us será tão revelado que o mal – a negação de D’us – simplesmente deixará de existir.

Segue-se que a maneira de acelerar a era messiânica é cuidar de refinar até mesmo os aspectos mais baixos de nossas vidas materiais, infundindo-os com o máximo de espiritualidade que pudermos. Vivendo vidas “messiânicas” dessa maneira, estamos fazendo nossa parte para anular o exílio. 1

NOTAS DE RODAPÉ

1. Sefer HaMa’amarim 5730, pp. 211–212.

Traduzido e Adaptado por Moshe Wisnefsky

Chabad.org


Leitura Diária do Guia Bnei Noach

Segunda edição, página 77, 13.10

Pergunta:O que fazemos após o Kidush?

Resposta: Após o Kidush pode-se recitar a bênção do pão e comer a Chalá¹⁵.

Segue a benção da Chalá

Baruch Atá A-do-nai Elokênu Mêlech haolám, hamotsí lechém mín haárets

Bendito és Tú A-do-nai nosso Deus, Rei do universo, que extraí o pão da terra.

Notas

15 – Para que se lembra também o milagre do Maná aonde toda sexta-feira, o povo judeu colhia porção dupla para o shabat e ele não apodrecia, deve se pegar dois pães juntos e recitar a bênção sobre ele de “Hamotsí Lechém min Haarêts” (que extraí o pão da terra). Há aqueles que assam esses pães com gergelim em cima, pois lembra o Maná que tinha um formato parecido. A lembrança do Maná deve fortalecer nossa confiança em Deus, que sempre provê para todos os seres criados o sustento constantemente. Como o Maná descia, de modo que primeiramente caía uma camada de orvalho sobre o Maná, de modo que ele ficava envolto de orvalho por baixo e por cima, é, portanto, apropriado colocar o pão (ou chalá) coberto por um pano (além da toalha da mesa que se encontra embaixo do pão ou chalá).

Leitura de Amanhã: página 77, 13.11

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Sobre Antonio Braga

Antonio Marcio Braga Silva é uma das vozes proeminentes do movimento Bnei Noach no Brasil, atuando com destaque na cidade de Barra dos Coqueiros, no estado de Sergipe. Educador, líder espiritual e entusiasta da ética universal, ele dedica sua vida à promoção dos valores do monoteísmo ético e da sabedoria milenar da Torá para os não judeus que buscam servir ao Criador segundo os princípios das Sete Leis de Noé. Como professor de Halachá Noachida, Antonio Marcio desenvolve um trabalho didático voltado para a formação de lideranças e o fortalecimento de comunidades alinhadas com os preceitos da Tradição de Israel, respeitando as particularidades e o papel espiritual dos justos entre as nações. Ele atua com firmeza e sensibilidade, trazendo clareza e profundidade aos temas que aborda, tornando acessível ao público leigo assuntos complexos da Lei e da espiritualidade judaica. Sua atuação vai além das aulas: Antonio Marcio tem contribuído significativamente para o crescimento da comunidade local, organizando encontros semanais, estudos bíblicos, ciclos de oração baseados no Sidur Bnei Noach, e incentivando a solidariedade e o senso de missão entre os participantes. Seu trabalho é pautado pela seriedade, comprometimento e por uma devoção sincera ao serviço a D’us. Em sua vida pessoal, Antonio Marcio é pai dedicado de dois filhos marido de Fabiane Ribeiro, com quem compartilha o propósito de construir uma família alicerçada nos valores eternos da Torá. Sua jornada é marcada por coragem, perseverança e pela fé inabalável na Providência Divina. Ao unir conhecimento, liderança e espiritualidade, Antonio Marcio Braga Silva se destaca como um dos pilares do movimento Bnei Noach em território brasileiro, inspirando outros a seguir o caminho da retidão, da justiça e do reconhecimento do Eterno como único Criador e Rei do Universo.

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