Leitura Diária de 8 Tishrei, 5783

Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 44-48

Salmo 44
Com uma visão profética abrangente que retrata os eventos até a era moderna, o salmista deu a Israel um cântico para guiar, fortalecer e acompanhá-lo em suas andanças pelo tempo.

Ao mestre do canto, dos filhos de Côrach, um “Maskil”.
Nossos ouvidos escutaram maravilhados o que nos contaram nossos pais sobre os feitos que por eles realizaste, ó Deus, no passado e em dias já distantes.
Como, com Tua própria mão, expulsaste nações para nossos pais estabelecer, e abateste povos para que se pudessem expandir.
Não por suas espadas e nem por sua força herdaram a terra, mas tão somente pela Tua Destra, Teu braço e a luz de Teu semblante, com os quais os agraciaste.
Tu és o meu Rei, ó Eterno; ordena pois a redenção de Jacob.
com Tua ajuda conseguiremos repelir os opressores; por Teu Nome destruiremos os que se erguem contra nós.
Minha confiança não se baseia em meu arco, e sei que não por minha espada serei salvo.
Tu nos livraste de nossos inimigos, e aos que nos odeiam, humilhaste.
A Ti louvamos todo dia; a Teu Nome agradecemos continuamente.
Agora, entretanto, nos rejeitaste e envergonhaste, e não marchas com nossas legiões.
Fizeste-nos retroceder ante o inimigo e deixaste que fôssemos saqueados por nossos adversários.
Nos entregaste como um rebanho a ser devorado, e entre muitos povos nos dispersaste.
Por um nada, vendeste Teu povo; nem lhe valorizaste o preço.
Opróbrio nos tornaste perante nossos vizinhos, motivo de escárnio e zombaria para os que nos rodeiam.
Um exemplo desprezível entre os povos, uma abominação entre as nações.
Não me abandona a humilhação, e o meu rosto enrubesce de vergonha
ante as injúrias e os insultos que me dirigem inimigos vingativos.
Mesmo assim, não Te olvidamos nem abandonamos a fidelidade à Tua Aliança.
Não desfaleceram nossos corações, nem de Teu caminho se desviaram nossos passos.
Mesmo nos sentindo esmagados, como se os monstros das profundidades nos atacassem, ou encobertos pelas sombras da morte, não esquecemos Teu Nome nem estendemos nossas mãos a deuses estranhos.
Acaso disto não Se aperceberá o Eterno, Ele que conhece os segredos de todos os corações?
Por Tua causa e por honrar Teu Nome somos mortos a cada dia, e encarados como um rebanho no matadouro.
Desperta, ó Eterno! Por que pareces dormir? Ergue-Te! Não nos abandones jamais.
Por que ocultas Tua face e ignoras nossa opressão e sofrimento?
Prostrada até o pó está nossa alma; desfalecido sobre o chão jaz nosso corpo.
Levanta-Te, vem em nossa ajuda e nos redime por Tua imensa magnanimidade.

Salmo 45
Este Salmo descreve o esplendor e a soberania do Messias, descendente de David, ou dos verdadeiros eruditos da Torá.

Ao mestre do canto, sobre “Shoshanim”, dos filhos de Côrach, um “Maskil”, uma canção de amor.
Sussurra meu coração palavras belas; ao rei dedico meu poema e que seja minha língua como a pena ágil de um sábio escriba.
Mais formoso és que todos os homens; tuas palavras são pronunciadas envoltas em graça; certamente uma bênção eterna te concedeu o Altíssimo.
Cinges tua espada ao flanco, ó herói, em teu esplendor e glória.
Conquistarás vitórias, pois cavalgas pela causa da verdade, da humildade e da justiça; que tua destra te conduza a realizar feitos maravilhosos.
6.Tuas afiadas setas penetrarão nos corações dos inimigos do rei.
A teus pés se submeterão muitos povos. Teu trono, estabelecido por Deus, é eterno, e retidão é o cetro da tua realeza.
Amas a justiça e abominas a maldade e, por isso, o Eterno, teu Deus, te ungiu com óleo de júbilo dentre todos os teus pares.
Mirra, aloés e cássia exalam de tuas vestes; de palácios de marfim, instrumentos musicais entoam para ti melodias.
As filhas dos reis te visitam prestando honras e, à tua direita, se posta a rainha ornamentada com jóias de Ofir.
Escuta, ó jovem, percebe e inclina teu ouvido; esquece teu povo e a casa de teu pai.
E assim encantará tua beleza o rei, e sendo ele teu senhor, inclina-te perante ele.
A ti, filha de Tiro, os poderosos cortejarão com seus presentes.
Mais que em suas vestimentas recobertas de ouro, está em seu interior a dimensão de sua honra.
Com trajes recobertos de bordado é conduzida ao rei; virgens de seu séquito a acompanharão,
e com regozijo e alegria entrarão no palácio do rei.
Teus filhos sucederão teus pais, como líderes por toda a terra.
Em todas as gerações lembrarei teu nome e eternamente hão de te louvar todas as nações.

Salmo 46
Na convulsão que acompanhará a era messiânica, Deus será o abrigo de Israel como Ele O é para o angustiado que Nele busca apoio.


Ao mestre do canto, dos filhos de Côrach, um salmo sobre “Alamót”.
Deus é nossa proteção e nossa força, auxílio sempre presente ante os infortúnios.
Mesmo que estremeça a terra ou desabem os montes sobre o coração dos mares, nada temeremos,
ainda que se encrespem as águas e se lancem com fúria contra os rochedos.
Afluentes de um tranqüilo rio banharão com alegria a cidade do Eterno, a sagrada morada do Altíssimo.
Nela habita o Eterno e, por isso não poderá ser atingida; ao romper da aurora Ele virá em seu socorro.
Agitam-se nações e cambaleiam impérios, pois ao elevar Sua voz abalará toda a terra.
Que o Eterno dos exércitos esteja sempre conosco! Que nossa fortaleza seja o Deus de Jacob!
Vinde e percebei as obras do Eterno que espalhou desolação na terra.
Fez parar as guerras em todos os confins da terra, quebrou arcos e partiu lanças, e em chamas destruiu os carros de combate.
“Cessai! Sabei que Eu, o Eterno, elevar-Me-ei acima de todos os povos da terra.”
Que o Eterno dos exércitos esteja sempre conosco! Que nossa fortaleza seja o Deus de Jacob!

Salmo 47
A soberania de Deus será reconhecida e aceita pela humanidade. As nações procurarão Israel que espalhou através dos tempos o conhecimento do verdadeiro Deus, apesar das campanhas contrárias. E vai ensinar-lhes o caminho adequado para servi-lo.


Ao mestre do canto, dos filhos de Côrach, um salmo.
Vós, ó todos os povos, aplaudi! Aclamai a Deus com vozes de júbilo!
Porquanto o Eterno, o Altíssimo, é excelso; Ele é o grande Rei sobre toda a terra.
Povos a nós submeteu, e nações colocou sob os nossos pés.
Ele escolherá a nossa herança, o esplendor de Jacob a quem Ele ama!
Eleva-se Deus ao som da “Teruá”, o Eterno – na voz do “Shofar”.
Entoai salmos a Deus! Cantai ao nosso Rei, elevai-Lhe preces!
Porque Deus é Rei em toda a terra; entoai-Lhe hinos com harmonia.
Deus reina sobre todas as nações; Deus está no trono de Sua santidade.
Os príncipes dos povos se reuniram ao povo do Deus de Abrahão; reconheceram que ao Eterno obedecem todos os guardiões da terra. Magnificente é Sua grandeza!

Salmo 48
Este Salmo descreve a beleza e eternidade de Jerusalém, glorificada por ter sido escolhida por Deus para local do Templo e maior manifestação de Sua Presença.


Cântico e salmo dos filhos de Côrach.
Grandioso é o Eterno, e todos os louvores Lhe são dirigidos em Sua cidade, em Seu santo monte.
O monte Tsión é a mais bela visão, alegria de toda terra, que se ergue ao norte da cidade do grande rei (David).
Em seus palácios se fez o Eterno conhecer como baluarte inexpugnável.
Pois agruparam-se reis e contra ele marcharam juntos.
Mas ao vê-lo, se conturbaram e, perturbados, fugiram.
Um tremor deles se apoderou em convulsões, como as de uma mulher que está por dar à luz.
Com o vento oriental, Ele destroça as naus de Tarshish.
Como ouvimos, assim pudemos isto ver na cidade do Eterno dos exércitos, na cidade de nosso Deus; pois para sempre Ele a consolidará.
Sobre Tua benevolência meditamos em Teu Templo.
Como Teu Nome, assim também Teu louvor alcança os confins da terra; de retidão está repleta a Tua Destra.
Por Teus juízos, alegre-se o monte de Tsión e as filhas de Judá.
Percorrei toda Tsión, andai à sua volta, contai suas torres.
Contemplai suas muralhas, examinai seus palácios para narrar o que viste às gerações vindouras.
Pois este é o nosso Deus para todo o sempre; e é Ele que nos guiará mesmo além da vida.


Leitura da Parashat

Parashat Ha’azinu, Segunda Leitura, Deuteronômio 32:7–12

7 Lembre-se dos dias antigos; refletir sobre os anos de [outras] gerações. Pergunte ao seu pai, e ele lhe dirá; seus anciãos, e eles irão informá-lo.8 Quando o Altíssimo deu às nações a sua sorte, quando separou os filhos dos homens, estabeleceu os limites dos povos segundo o número dos filhos de Israel.9 Porque a porção do Eterno é o seu povo Jacó, a parte da sua herança.10 Ele os encontrou em uma terra deserta e em um deserto desolado e uivante. Ele os envolveu e lhes deu entendimento; Ele os protegeu como a pupila de Seu olho.11 Assim como a águia desperta seu ninho, pairando sobre seus filhotes, ela abre suas asas, pegando-os e carregando-os em suas asas.12 [Assim] o Eterno os guiou sozinho, e não havia divindade estranha com ele.

O Rebe Explica que:

D’us disse a Moshê para encorajar o povo judeu a se lembrar de sua história, lembrando como D’us os escolheu para ser Seu povo, deu-lhes a Torá e os guiou pelo deserto no caminho do Egito para a Terra de Israel.

[Moisés disse:] “[D’us] fez [o povo judeu] cercá-Lo [ordenando que eles acampassem ao redor do Tabernáculo].” 
Deuteronômio 32:10

Ao estudar a Torá regularmente, construímos um “Tabernáculo”, ou seja, uma morada para D’us, em nossas vidas pessoais. Ao ordenar ao povo judeu que acampe ao redor do Tabernáculo, D’us nos ensina que devemos centrar nossas vidas em torno deste santuário interior. O ponto mais interno do Tabernáculo era a Arca, que abrigava as Tábuas da Aliança, ou seja, a Torá. Quando a Torá é o ponto focal em torno do qual nossas vidas giram, ela pode afetar positivamente todas as facetas de nossas vidas, como deve ser. Além disso, uma vez que a Torá está iluminando e influenciando nossas vidas como deveria, sua influência pode se espalhar ainda mais, iluminando e refinando toda a humanidade e o mundo inteiro. 

Hitva’aduyot 5744, vol. 4, pp. 2649-2650.


Chabad.org


Leitura Diária do Guia Bnei Noach

Segunda edição, página 75, 13.7

Pergunta:Um Ben Noach pode honrar o shabat?

Resposta: O assunto de Zachor – “Lembrarás o dia de shabat”, sim é pertinente a um Ben Noach. Um Ben Noach deve lembrar no shabat que D-us criou o mundo em 6 dias e descansou no sétimo, introspectando e fixando assim a idéia que o Mundo foi criado por Deus nos sete dias da criação.¹²

Nota:

12.Mishne Le Melech, Leis de Reis, Cap.X, Lei 7:
“…Pois a mitsvá “lo ishboto” [não descansarás], não incluí o “não mencionar oralmente (O Kidush)”, pois se ele faz 39 trabalhos [proibidos no shabat], mesmo mencionando oralmente o Shabat, ele cumpriu a mitsvá de “noite e dia lo ishboto(não descansarão)”.

Kli Iakar, exodos 20: “Temos visto dar bom gosto e conhecimento sobre as diferenças encontradas nos primeiros e últimos mandamentos. Nas primeiras Tábuas, está escrito “Lembrarás o dia de shabat” e nas últimas está escrito “guardarás o dia de shabat”. Pois os primeiros mandamentos foi proferido para todas as Nações.

Portanto, foi dito “lembrarás o dia de shabat”. Para dizer que mesmo aqueles que não são [obrigados] a guardar, pelo menos são obrigados a lembrar.

“Todos os povos são obrigados a lembrar do dia de shabat, para fixar em seus corações a fé na criação do mundo…e apesar de que os povos não podem receber sobre eles a mitsvá de ‘não farás qualquer trabalho’, porém os povos podem receber sobre si a mitsvá de lembrar [O dia de shabat], pois eles também tem obrigação dessa mitsvá…”.

Maimonides, Guia dos perplexos, volume 2, Cap. 31: “Existem duas causas diferentes para essa mitsvá [de shabat], para duas consequências distintas. A causa mencionada nas primeiras tábuas foi: “Em seis dias Deus criou, etc”, e no Mishne Torá [livro de Deuteronomio]: “lembrarás que escravo foste na terra do Egito.”

Pois a consequência nas primeiras tábuas, é honrar o dia de shabat e engradecê -lo, como está escrito: “Por isto abençoou Deus o dia de shabat e o santificou”.

Porém a entrega das regras de shabat e as ordens de guardar o Shabat, é uma consequência derivada da causa de que fomos escravos no Egito pois lá não trabalhamos de acordo com nossa vontade e não trabalhamos no momento que desejamos e não podíamos descansar.

Vide também Likutei Sichot Vol. 15, pág 49.


Mitsvá Diária

Giluy Arayot, 16ª Ramificação

Obs:. A Ramificação a seguir foi reconhecida pelo Rabi Menachem Azaria de Fano, também conhecido como Rema MiFano, em seu livro Asará Maamarot (em Maamar Chikur HaDín 3:21), além das 10 citadas pelo Dr Aaron Lichtenstein no livro Seven Laws of Noah, ele anexa mais 6 ramificações.

16ª Ramificação – Sirus: Proibido castração de Humanos

Referência: “E frutificas e multiplicai-vos , fervilhai na terra e multiplicai-vos nela” ( Gênesis 9:7)


Descrição:
Uma vez que é ordenado ao ser humano procriar, é proibido o contrário. Aqui Rema inclui essa ramificação no efeito contrário da ordem de P’ru e R’vu ou seja Gerar e multiplicar.


Fonte:
¶Talmud Bavili, Mishnê, Tratado Sanhedrin 57a
A proibição da castração que se aplica aos descendentes de Noé é declarada, como está escrito: “E frutificas e multiplicai-vos , fervilhai na terra e multiplicai-vos nela” ( Gênesis 9:7) , indicando que nada pode ser feito para impedir a reprodução.


Exemplo(s):
Proibido Vasectomia;

Estudo Diário das Sete Leis – N° 52 7 for 70

  1. Estudo Diário das Sete Leis – N° 52
  2. Estudo Diário das Sete Leis – N° 51
  3. Estudo Diário das Sete Leis – N° 50
  4. Estudo Diário das Sete Leis – Nº 39
  5. Estudo Diário das Sete Leis – Estudo N° 48
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Sobre Antonio Braga

Antonio Marcio Braga Silva é uma das vozes proeminentes do movimento Bnei Noach no Brasil, atuando com destaque na cidade de Barra dos Coqueiros, no estado de Sergipe. Educador, líder espiritual e entusiasta da ética universal, ele dedica sua vida à promoção dos valores do monoteísmo ético e da sabedoria milenar da Torá para os não judeus que buscam servir ao Criador segundo os princípios das Sete Leis de Noé. Como professor de Halachá Noachida, Antonio Marcio desenvolve um trabalho didático voltado para a formação de lideranças e o fortalecimento de comunidades alinhadas com os preceitos da Tradição de Israel, respeitando as particularidades e o papel espiritual dos justos entre as nações. Ele atua com firmeza e sensibilidade, trazendo clareza e profundidade aos temas que aborda, tornando acessível ao público leigo assuntos complexos da Lei e da espiritualidade judaica. Sua atuação vai além das aulas: Antonio Marcio tem contribuído significativamente para o crescimento da comunidade local, organizando encontros semanais, estudos bíblicos, ciclos de oração baseados no Sidur Bnei Noach, e incentivando a solidariedade e o senso de missão entre os participantes. Seu trabalho é pautado pela seriedade, comprometimento e por uma devoção sincera ao serviço a D’us. Em sua vida pessoal, Antonio Marcio é pai dedicado de dois filhos marido de Fabiane Ribeiro, com quem compartilha o propósito de construir uma família alicerçada nos valores eternos da Torá. Sua jornada é marcada por coragem, perseverança e pela fé inabalável na Providência Divina. Ao unir conhecimento, liderança e espiritualidade, Antonio Marcio Braga Silva se destaca como um dos pilares do movimento Bnei Noach em território brasileiro, inspirando outros a seguir o caminho da retidão, da justiça e do reconhecimento do Eterno como único Criador e Rei do Universo.

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