Arquivo mensal: outubro 2022

Leitura Diária de 14 de Tishrei 5783

Capítulos 72-76

Salmo 72
A missão de um autêntico rei judeu é estabelecer uma ordem social pacífica e harmoniosa, onde cada membro esteja empenhado só em cumprir os preceitos da sagrada Torá. Após uma vida inteira tentando construir sua utopia, David entrega a Salomão, seu filho e sucessor, a obra para ser completada. A oração apaixonada de David pelo êxito de Salomão, é uma oração para o seu descendente mais distante, o Messias, concluir esta meta.
De Salomão. Concede, ó Deus, Tua eqüidade ao rei e Tua justiça ao filho do rei.
Para que julgue com retidão Teu povo, e com magnanimidade aos desamparados.
Possam as montanhas trazer ao povo verdadeira paz, e as colinas bem-estar.
Possa ele distribuir justiça aos destituídos e salvação aos desvalidos, e que destrua os opressores.
Assim, do nascer do sol até quando brilhar a lua, geração após geração, todos saberão Te temer e respeitar.
Que seja como o orvalho sobre a relva tenra, como a chuva benfazeja que irriga a terra.
Que em seus dias floresça o justo e viceje a paz até quando não mais existir a lua.
Que seu domínio se estenda de um mar até outro, da margem do rio aos confins da terra.
Que os habitantes do deserto perante Ele se curvem, e que mordam o pó seus inimigos.
Que lhe paguem tributo os reis de Tarshish e das ilhas mais remotas, e lhes tragam dádivas os reis de Shevá e Sevá.
Que ante ele se prostrem todos os reis e que o sirvam todos os povos.
Pois ele livrará o indefeso que suplica e o pobre a quem ninguém ajuda.
Compadecer-se-á dos indigentes e dos sofredores, e salvará a alma dos desvalidos,
redimindo-as da fraude e da violência. Será precioso a seus olhos o seu sangue.
Que assim seja sua vida e que receba o ouro de Shevá; que preces, por ele, sejam pronunciadas sempre, e que todos os dias seja abençoado.
Que na terra, até nos cumes das montanhas, seja abundante o trigo; que farfalhem os frutos de ramos carregados como as folhas dos cedros do Líbano; que floresçam como relva na terra fértil as pessoas na cidade.
Que eterno se torne seu nome, e que se perpetue assim como o brilho do sol; que todos sejam nele benditos, e que seja louvado por todos os povos.
Bendito seja o Eterno, Deus de Israel, ímpar em Suas maravilhas.
Seja Seu glorioso Nome para sempre bendito, e que se cubra toda a terra com a plenitude de Sua glória. Assim seja, Amen!
Terminadas estão as orações de David, filho de Yishai.

Salmo 73
O salmista trata de uma das questões mais problemáticas da vida: por que os iníquos prosperam, aparentemente sem punição Divina? No entanto, numa perspectiva mais ampla e profunda da vida, se depara com o vazio e a futilidade das vidas glamorosas dos iníquos. E eles são punidos.
Um salmo de Assaf. Deus é, em verdade, bom para com Israel, para os que são puros de coração.
Quanto a mim, por pouco não tropeçaram meus pés, quase resvalaram meus passos.
Pois invejei os dissolutos, quando vi quão bem estavam os pecadores.
Não parecem sensíveis à morte e suas forças se mantêm vigorosas.
Do esforço humano não participam, nem por aflições; como os demais são fustigados.
Por isso cinge-os, como um colar, a altivez, e como uma veste os envolve a corrupção.
Seus olhos se arregalam com desejos que ultrapassam os limites de seus corações.
Zombam e planejam maldades, e com arrogância exaltam sua corrupção.
Contra os céus voltam as palavras de suas bocas e pela terra se espalham o pronunciar de suas línguas.
Para eles se volta o povo e bebe só amargura.
Dizem: “Como não saberia o Eterno? Tem disto conhecimento o Altíssimo?”
Eis que os ímpios em tranqüilidade acumulam suas riquezas,
enquanto eu, em vão, mantive puro meu coração e limpas minhas mãos,
pois provações sofri por todo o tempo e castigos recebi a cada dia.
Se eu proclamasse tudo isto, traindo estaria a geração dos filhos Teus.
Esforcei-me para compreender, mas sem esperança parecia ser meu intento
até que entrei no santuário do Eterno, e percebi a que fim se encaminhavam os malévolos.
Por caminhos escorregadios os fizeste marchar e no abismo os fizeste cair.
Sua ruína foi abrupta, engolfados que foram por um terror incontrolável.
Despreza a memória deles como um sonho esquecido ao despertar, ó Eterno!
Meu coração estava amargurado, se compungia todo meu ser,
pois eu, como um insensato, não conseguia compreender; estava diante de Ti como um ser embrutecido.
Entretanto, estou sempre Contigo e minha destra sustentas.
Tu me guias com Teu conselho e me recepcionarás em Tua glória.
Quem mais, além de Ti, é por mim nos céus? Se estou Contigo, nada mais desejo na terra.
Desfalecem meu corpo e meu coração, mas pela Rocha anseia minha alma, pois o Eterno é para sempre minha porção e minha herança.
Perecerão os que de Ti se apartam; destruirás os que Te são infiéis.
Quanto a mim, na proximidade do Eterno está a felicidade a que aspiro; fiz do Eterno Deus o meu refúgio para me dedicar a cantar louvores às Suas obras.

Salmo 74
As nações do mundo destruíram o Santuário e a condição de Israel como nação, tentando apagar a chama da revelação Divina que Deus confiado a ele. Agônico neste exílio sombrio, o judeu reza para Deus libertar Sua nação e fazer Sua soberania ser reconhecida pelo mundo.
Um “Maskil” de Assaf. Ó Eterno, por que nos rejeitas para sempre? Por que se inflama Tua ira contra o rebanho de Tua pastagem?
Recorda a comunidade que há muito fizeste Tua, a tribo que redimiste para ser Tua possessão, o monte Tsión que era Tua morada.
Dirige Teus passos às ruínas irreparáveis, contra todo o mal perpetrado pelo inimigo no santuário.
Teus opressores rugem nos locais de Tuas reuniões e como troféus ostentam seus sinais.
Assemelham-se aos que empunham um machado contra a copa da árvores
e juntam suas ferramentas de destruição para acabar com toda a floresta.
Atearam fogo a Teu santuário, profanaram e destruíram o tabernáculo de Teu Nome.
Em seus corações resolveram: “Vamos destruí-los a todos de uma vez.” E todas as congregações do Eterno incendiaram.
Não há sinais que nos indiquem esperança; não há mais profetas e ninguém dentre nós pode prever até quando se estenderá esta calamidade.
Até quando, ó Eterno, continuará o opressor com seu ultraje? Blasfemará, eternamente o inimigo contra o Teu Nome?
Porque retrais Tua mão, Tua Destra? Retira-a de Teu seio e aniquila-os!
Pois Tu, ó Eterno,és meu rei desde o princípio, realizando milagrosas salvações por toda a terra.
Com Teu poder dividiste o mar, esmagaste sob as águas os monstros marinhos.
Despedaçaste a cabeça do Leviatã e o serviste como alimento aos habitantes do deserto.
Fizeste jorrar fontes e torrentes, e secar rios impetuosos.
Teu é o dia e também a noite; o sol e a lua criaste.
Os limites da terra estabeleceste; verão e inverno foram por Ti determinados.
Lembra-Te em Teu poder que o inimigo Te ultrajou, ó Eterno, e que o povo infame contra Teu Nome blasfemou.
Não permitas que seja entregue às feras a alma de Tua pomba (Israel). Não esqueças para sempre a vida de Teus desválidos.
Recorda-Te da aliança, pois a corrupção nas trevas construiu sua morada.
Que não continue envergonhado o abatido, para que, redimido, possa o oprimido louvar Teu nome.
Levanta-Te, ó Eterno, e defende Tua causa; lembra-Te como diariamente Te ultrajam os infames.
Não ignores o rugido dos opressores, o alvoroço dos que se erguem contra Ti, e destrói-os para sempre.

Salmo 75
Este Salmo é uma oração pela redenção final, quando Deus finalmente provocará o colapso das nações más e de suas visões de mundo, e também elevará Israel a um tempo duradouro.
Ao mestre do canto, “Al Tash’chet”, um salmo e cântico de Assaf.
Nós te exaltamos, ó Eterno; graças a Ti rendemos e sentimos a proximidade de Tua Presença, que Teus feitos maravilhosos anunciam.
“No tempo por Mim determinado, proclamarei eqüidade no julgamento.
A terra e todos os seus habitantes vacilam e se parecem dissolver, mas Eu dou firmeza a seus sustentáculos.”
Aos soberbos Eu Disse: “Não deveis agir com arrogância!”, e aos ímpios: “Não sejais orgulhosos!”
Não ostentai altivez perante o Altíssimo nem falai com soberba,
porque não é do Oriente ou do Ocidente, nem do deserto ao sul ou das montanhas do norte, que vem o êxito,
mas só Deus é que é o Juiz, que a este rebaixa e àquele eleva.
Pois segura o Eterno um cálice com vinho forte e espumante, do qual faz beber até o âmago a todos os iníquos da terra, para sua desgraça.
Quanto a mim, anunciarei para sempre Seus feitos, e cantarei louvores ao Deus de Jacob.
O orgulho dos perversos abaterei, porém exaltada será a honra dos justos.

Salmo 76
Chegará o dia em que as pessoas perceberão a futilidade de se rebelar contra Deus e aceitarão Seu domínio. Este Salmo se refere aos eventos desta época.
Ao mestre do canto, sobre instrumentos de corda, um salmo e cântico de Assaf.
Deus Se fez conhecer em Judá e grande é Seu Nome em Israel.
Jerusalém se tornou Seu tabernáculo e Tsión Sua morada.
Lá Ele destruiu as setas dos arcos, os escudos, espadas e todos os artefatos de guerra dos inimigos.
Resplandecente e glorioso Te ergueste em Teu poder acima das montanhas de presas.
Os valorosos foram despojados, se sentiram desfalecer, e até os mais bravos se sentiram imobilizados.
Ante Teu furor, ó Deus de Jacob, ficaram imobilizados cavalos e cavaleiros.
Pois Tu és temível; quem se postaria diante de Ti em Teu momento de ira?
Dos céus proclamaste Tua sentença, e a terra toda tremeu e silenciou
quando Se aprestou o Eterno para, com Seus julgamentos, redimir os humildes da terra.
Até aqueles que contra Ti voltam sua ira, hão de louvar-Te, quando tiveres descarregado Tua fúria.
Fazei votos ao Eterno, vosso Deus, e cumpri-os; todos que estão à Sua volta trarão oferendas ao Temível,
que abate o orgulho dos príncipes e inspira temor aos reis da terra.


Leitura da Torá para Vezot Hab’rachah
1ª Porção: (Deuteronômio 33:1-7)

1 E esta é a bênção com que Moisés, o homem de Deus, abençoou os filhos de Israel [pouco] antes de sua morte.2 Ele disse: “O Senhor veio do Sinai e resplandeceu de Seir para eles; Ele apareceu do Monte Paran e veio com algumas das miríades sagradas; de Sua mão direita havia uma Lei de fogo para eles.3 De fato, mostraste amor pelos povos; todos os seus santos estão nas tuas mãos, pois se deixam centrar aos teus pés, levando as tuas palavras.4 A Torá que Moisés nos ordenou é um legado para a congregação de Jacó.5 E Ele era Rei em Jesurum, sempre que a soma total do povo estava reunida, e as tribos de Israel estavam juntas,6 Que Rúben viva e não morra, e que seu povo seja contado no número.7 Que isto seja também para Judá.” E ele [Moisés] disse: “Ó Senhor, ouve a voz de Judá e traze-o ao seu povo; que as suas mãos combatam por ele, e que tu sejas uma ajuda contra os seus adversários.”

O Rebe Explica:

A décima primeira e última seção do Livro de Deuteronômio conclui o terceiro e último discurso de despedida de Moisés ao povo judeu. Começa com as bênçãos (VeZot HaBerachah, em hebraico) que ele pronunciou a cada uma das doze tribos e termina com sua morte.

Moisés começou sua bênção elogiando o povo judeu por aceitar a Torá incondicionalmente. Ele comparou a aceitação da Torá pelos judeus com a recusa das outras nações em aceitá-la, quando D’us a ofereceu a eles antes de entregá-la aos judeus.

[Moisés] disse: “D’us veio do Sinai [para dar a Torá aos judeus], resplandecendo para eles do [Monte Sei’ir, depois de oferecer a Torá aos edomitas]; Ele apareceu [aos judeus] do Monte Paran [onde.ofereceu a Torá aos ismaelitas].” 
Deuteronômio 33:2

Os edomitas e ismaelitas representam todas as nações não judias, passadas e presentes. Ao oferecer a Torá às nações não-judias, D’us os tornou receptivos para mais tarde aceitar sua obrigação de observar as leis de “Noé”. Estas são as sete categorias de mandamentos que devem ser observados por todos os não-judeus. Para aceitar adequadamente este código legal, o não-judeu deve reconhecer que D’us o deu à humanidade como parte da Torá que Ele deu no Monte Sinai.

Além disso, no futuro messiânico, as nações não-judias serão refinadas e não mais se oporão ao estilo de vida e visão de mundo da Torá. Ao abordar as nações do mundo com a opção de aceitar toda a Torá, D’us implantou dentro delas a receptividade tanto de sua obrigação presente de aceitar a autoridade da Torá sobre elas – obrigando-as nas leis de Noé – quanto de sua futura aceitação da visão de mundo da Torá, transformando-os em participantes ativos na Redenção final. 1

NOTAS DE RODAPÉ

1. Hitva’aduyot 5742, vol. 1, pp. 223–224; Hitva’aduyot 5748, vol. 1, pág. 92.

Traduzido e Adaptado por Moshe Wisnefsky

Chabad.org


Leitura Diária do Guia Bnei Noach

Segunda edição, Página 78, 13.13

Pergunta: Porque um Ben Noach não cessa de 39 Trabalhos como os Judeus?

Resposta: Um Ben Noach tem dentro de sua missão assegurar que o mundo continue em movimento no dia de shabat.¹⁷

Notas:

17– Rebe de Lubavitch em Likutei Sichot Vol.15, Pág. 56

Próxima Leitura: Segunda Edição, pág 78, 13.13


Mitsvá Diária

Ever Min Ha Chai – Não Maltratar os animais, 1° Ramificação – _“Proibido comer partes de um animal, besta ou ave, que está vivo.”

Referência: “Cada coisa que se move, que vive, será tua para comer; como a vegetação verde, eu te dei tudo. Mas, carne com sua alma, seu sangue, você não deve comer.” Genesis 9: 3,4

Descrição breve:
Não comer de um membro – definido como um osso cercado por uma certa quantidade de carne, tendões, veias, etc. – que foi rasgado ou cortado de um animal vivo, mesmo que o animal morra antes de o membro separado ser comido. Para os gentios, essa proibição abrange membros de animais terrestres e é aplicada com pena de morte(na época dos tribunais); membros arrancados de pássaros seriam uma transgressão, mas não impostos com pena de morte.

Esta proibição também proíbe causar qualquer tipo de sofrimento desnecessário aos animais. No entanto, qualquer necessidade humana, não importa quão pequena seja, anula essa proibição – incluindo o uso de animais para pesquisas médicas ou de segurança genuínas.


Fontes:

》Rashi, Bereshit 9:3,4

serás teus para comer: (Sinédrio 59b) Porque não permiti que o primeiro homem [Adão] comesse carne, mas apenas vegetação, mas para ti, assim como a vegetação verde que permiti para o primeiro homem, dei-te tudo.

carne com sua alma: Ele os proibiu [de comer] um membro [cortado de] uma criatura viva; ou seja, enquanto sua alma estiver nele, você não comerá a carne. – [de Sanh. ad loc.] [isto é, se o membro for cortado do animal enquanto ele estiver vivo, é proibido de ser comido mesmo após a expiração do animal.]com sua alma, seu sangue: Enquanto sua alma estiver dentro dele.carne com sua alma … você não deve comer: Isto se refere a um membro de uma criatura viva. E também, seu sangue, você não deve comer – Isso se refere ao sangue de uma criatura viva.

》Rambam, Mishneh Torah, Melachim 9:11

“A proibição se aplica a um membro ou carne separada de um animal doméstico ou de uma besta. No entanto, parece-me que um gentio não é executado por comer um membro retirado de um pássaro vivo.”


》Rambam, Mishneh Torah, Melachim 9:13

“Todas as proibições que se aplicam a um judeu em relação a um membro de uma criatura viva também se aplicam aos gentios.


》Midrash Rabbah, Koheles 1: 9 (# 1)
No futuro, os gentios receberão recompensa por não terem comido porcos, ou por não terem comido neveilos, tereifos, shekatzim ou remasim; critica implicitamente os gentios por terem comido isso.


Exemplos:

Sempre alimentar animais domésticos preferencialmente antes de alimentar.

Prover aos Animais sobre seu cuidado todo o necessário como local seguro para subsistência, cuidados com higiene, vacinas.

Não Maltratar nenhum animal por cativeiro ou castigos impostos ao mesmo.

Não guardar animais em cativeiro com pássaros em Gaiolas.

Não apoiar touradas, brigas de galos, rodeios ou outros esportes que causem sofrimento aos animais para fins meros de entretenimento.

Não caçar animais para recreação onde a agricultura e o abate estão disponíveis como fonte de carne.

Viver em uma sucá durante o Sucot

Aplicação aos gentios:
Recomendado

Punição obrigatória por violação:
Nenhuma por ser voluntária

Descrição breve:
Para comer e realizar outras atividades internas normais e respeitosas em uma sucá, uma cabana temporária construída de acordo com especificações detalhadas na Halachá (Lei Judaica), durante toda a semana do festival de Sucot. Isso não é exigido dos gentios hoje, mas quando o trono do Rei Mashiach for estabelecido, os gentios serão instruídos por D’us a cumprir este mandamento, bem como celebrar o festival de Sucot de outras maneiras. Um gentio chassídico (Ben Noach) seria, portanto, recomendado a fazê-lo agora, não apenas como preparação, mas também porque esse mandamento tem um significado espiritual único para não-judeus.
Porque nossa geração está moral e espiritualmente em um nível severamente baixo, as pessoas hoje são incapazes de sentir a grande santidade de uma sucá; consequentemente, muitos judeus agora seguem uma proibição temporária de dormir na sucá para não profaná-la involuntariamente, e isso também seria um bom conselho para os gentios. Mas comer todas as refeições e lanches durante o festival na sucá continua sendo importante.

Fontes que explicam a relevância para os gentios:

¶Rambam, Mishnê Torá, Sucá 5:9
A sucá feita por um gentio é válida, mesmo para judeus.


¶Talmud Bavli, Avodah Zarah 3a
Os gentios serão ordenados nesta mitsvá quando Mashiach vier.


¶Rashi, Zacarias 14:16-19
Na Era Messiânica, todos os gentios serão obrigados a viver em uma sucá, acenar as 4 espécies (aparentemente), e ir a Jerusalém para Sucot, ou então enfrentarão o castigo do Céu.


¶Mesmo Esdras, Zacarias 14:16-19
Na Era Messiânica, todos os gentios serão obrigados a ir a Jerusalém para Sucot, ou então enfrentarão o castigo do Céu.


¶Redak, Zacarias 14:16-19
Na Era Messiânica, todos os gentios serão obrigados a ir a Jerusalém todos os anos para celebrar (“lachog”) Sukkos, ou então enfrentarão o castigo do Céu.


¶Metzudas David, Zacarias 14:16-19
Na Era Messiânica, todos os gentios serão obrigados a ir a Jerusalém todos os anos para celebrar (“lachog”) Sucot – que significa trazer sacrifícios – ou então enfrentar o castigo do Céu.

Leitura Diária de 13 Tishrei 5783

Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 69-71

Salmo 69
Este Salmo é uma profecia sobre a situação difícil de Israel em seu longo e amargo exílio, e um pleito apaixonado por nossa pronta libertação.
Ao mestre do canto, sobre “Shoshanim”, um salmo de David.
Salva-me, ó Eterno, pois as águas que me cercam tanto subiram que alcançaram até a minha alma.
Fui tragado por um lamaçal profundo onde não consigo alcançar pé; um turbilhão me arrastou para as profundezas.
De tanto clamar por socorro, se ressecou minha garganta, se embaçaram meus olhos e se fatigou meu corpo, enquanto aguardo pela ajuda de meu Deus.
Mais numerosos que meus cabelos são os que sem motivo me odeiam, e, continuamente, multiplica-se o número dos que me querem destruir; a inimigos caluniadores terei que pagar o que alegam, sem que eu nunca os tivesse roubado.
Ó Eterno, bem conheces minhas fraquezas e de Ti não estão ocultas minhas culpas.
Entretanto, não permita que eu venha a ser a causa de humilhações para aqueles que têm fé em Ti, ó Eterno, Deus das Legiões. Que não sejam por mim envergonhados os que Te procuram, ó Deus de Israel!
Por amor a Ti suportei ultrajes e meu rosto, de vergonha, se toldou.
Perante meus irmãos pareci ser um estranho, um estrangeiro entre os filhos de minha mãe.
Consumiu-me o fervor que dedico à Tua casa, e sobre mim recaíram os vitupérios dos que Te insultam.
Com jejum e lágrimas afligi minha alma, e isto mais os afrontou.
Com uma mortalha me cobri e perante eles pareci burlesco.
Murmuram contra mim os que se reúnem nas portas da cidade, e tema de zombaria me tornei para as canções dos bêbados.
Que seja uma hora favorável aquela em que a Ti dirijo minha prece, ó Eterno. Escuta-me com a imensidão de Tua misericórdia e responde-me segundo a bondade de Tua salvação.
Resgata-me do lamaçal para que eu nele não pereça; salva-me de meus detratores e das profundezas das águas.
Que eu não seja arrastado por seu turbilhão, nem tragado pelo abismo, e que tampouco se feche sobre mim a boca do poço onde caí.
Responde-me, Eterno, pois incomensurável é Tua benevolência; volta-Te para mim com a grandeza de Tua magnanimidade
e não ocultes de Teu servo Tua Face; responde-me de pronto, pois estou muito angustiado
Faze com que de Ti se aproxime minha alma, redime-a e salva-me de meus inimigos,
pois sabes da vergonha e do infortúnio que me fazem passar.
Partiu-se meu coração ante tanta humilhação e me sinto gravemente enfermo. Procurei alguém que se compadecesse de mim e me confortasse, mas a ninguém encontrei.
Ao contrário, põem veneno em meu alimento e vinagre oferecem para mitigar minha sede.
Que, em retribuição, se transforme sua mesa em armadilha, sua paz em emboscada.
Que se turve sua vista e que trema sem alívio seu corpo.
Derrama sobre eles Tua indignação e que sejam acossados por Tua ira.
Que sejam destruídos seus palácios e que fiquem desertas suas tendas.
Pois a nação que Tu castigaste, se arrogaram o direito de perseguir e se gabaram como se fossem os autores do sofrimento que provocaste.
Agrega iniqüidade à sua iniqüidade e que não mereçam usufruir de Tua justiça.
Que tenham seus nomes apagados do Livro da Vida, e jamais sejam inscritos entre os justos.
Quanto a mim, estou aflito e dolorido agora, mas Tua salvação há de me elevar acima de qualquer sofrimento.
Em cânticos, então, louvarei o Nome do Eterno, e em meus agradecimentos O exaltarei.
Serei mais prazeroso para o Eterno que a mais perfeita oferenda de todo o passado.
Alegrar-se-ão os humildes e animar-se-ão os corações dos que buscam a Deus,
porque perceberão que o Eterno ouve os necessitados e não despreza os alquebrados.
Louvá-Lo-ão os céus e a terra, os mares e todos os seus habitantes,
porquanto o Eterno redimirá Tsión e reedificará as cidades de Judá. Nela habitará seu povo em tranquilidade e segurança, e a seus descendentes a entregarão por herança.
Sim! A semente dos servos do Eterno a herdarão e nela habitarão os que amam o Seu santo Nome.

Salmo 70
Um apelo a Deus para nos salvar de nossos inimigos.
Ao mestre do canto, de David, “Lehazkir”.
Apressa-Te, Ó Deus, em meu socorro! Traz-me Tua salvação, ó Eterno!
Que sejam frustrados e humilhados os que buscam me tirar a vida; que retrocedam fracassados os que me desejam mal,
e que recuem envergonhados os que me dirigem zombarias.
Mas, que se alegrem e regozijem todos os que Te buscam, e que sejas exaltado pelos que anseiam por Tua redenção.
Quanto a mim, sou desvalido e estou oprimido. Apressa-te então para mim, ó Eterno, pois só Tu és meu Protetor e minha Ajuda; apressa-Te, pois! Não Te demores.

Salmo 71
Para os que O procuram sincera e seriamente, Deus é como uma rocha inabalável protegendo-os das violentas tempestades que atingem suas vidas. Deus os protegerá mesmo quando mais idosos e os recursos normais para enfrentar as dificuldades forem menores.
Em Ti busquei refúgio, ó Eterno; não permitas pois, jamais, que se frustre minha confiança.
Salva-me e abriga-me por Tua benevolência, inclina para mim Teu ouvido e resgata-me.
Sê minha rocha, o refúgio ao qual eu possa sempre recorrer. Determina minha salvação, já que és meu rochedo, meu baluarte.
Livra-me, ó Deus, das mãos do perverso, das garras do iníquo e das tramas do malévolo.
Só em Ti repousa minha esperança desde minha mais tenra idade.
Em Ti tenho confiado antes ainda de meu nascimento, quando ainda me encontrava no ventre de minha mãe. Meu louvor está permanentemente dirigido a Ti.
Para muitos tornei-me um exemplo porque tens sido sempre meu abrigo protetor.
Que plena esteja minha boca com Teu louvor, cantando todos os dias a Tua glória.
Não me abandones na velhice; não me desampares quando se esvaírem minhas forças.
Pois diriam então meus inimigos, os que buscam destruir minha alma:
“Deus o abandonou. Persigam-no e prendam-no, pois não há quem o salve.”
Não Te afastes de mim, Eterno; apressa-Te, vem em meu auxílio!
Que se vejam frustrados e derrotados os que abominam minha alma, e que sejam humilhados os que anseiam por meu mal.
Quanto a mim, por Ti sempre esperarei, e cada vez Te louvarei com mais intensidade.
Minha boca cantará a cada dia Tua justiça e a grandeza de Tua redenção, pois são verdadeiramente incomensuráveis.
Lembrarei a cada momento Teus atos poderosos e Tua justiça inigualável.
Pois desde a juventude me fizeste conhecê-los, e por isto sempre cantarei exaltando a maravilha de Teus feitos.
Mesmo ao alcançar idade avançada, ó Eterno, não me abandones sem que eu possa proclamar a força de Teu poder às gerações seguintes, para que todos a reconheçam.
Aos céus alcança a Tua justiça; quem pode obrar tais maravilhas? Quem é como Tu?
Me fizeste experimentar males e aflições, mas agora devolve-me a vida plena; das profundezas da terra eleva-me a salvo.
Restaura minha grandeza e concede-me Teu consolo.
Com música de saltério entoarei agradecimentos por Tua lealdade, e com a harpa Te elevarei salmos, ó Santo de Israel.
Alegria haverá em meus lábios por cantarem para Ti, e minha alma exultará por Tua redenção.
Minha voz relatará todos os dias como, em Tua justiça, humilhaste e frustraste os intentos dos que me desejavam mal.


Leitura da Parashat

Leitura da Torá para Ha’azinu, 7ª Porção: (Deuteronômio 32:44-52)

Deuteronômio Capítulo 32:44 E Moisés veio e falou todas as palavras deste cântico aos ouvidos do povo, ele e Oséias, filho de Num.45 E Moisés acabou de falar todas estas palavras a todo o Israel.46 E ele lhes disse: “Fiquem seus corações em todas as palavras que eu testifico para vocês neste dia, para que vocês possam ordenar a seus filhos que observem todas as palavras desta Torá.47 Pois não é uma coisa vã para você, pois é a sua vida, e por meio dela você prolongará seus dias na terra para a qual está passando o Jordão, para possuí-la”.48 E o Senhor falou a Moisés naquele mesmo dia, dizendo:49 Suba este monte Avarim ao monte Nebo, que está na terra de Moabe, que está defronte de Jericó, e vede a terra de Canaã, que dou em possessão aos filhos de Israel,50 E morra no monte em que você está subindo e seja reunido ao seu povo, assim como seu irmão Arão morreu no monte Hor e foi reunido ao seu povo.51 Porque você me traiu no meio dos filhos de Israel nas águas de Merivath Kadesh, [no] deserto de Zim, [e] porque você não me santificou no meio dos filhos de Israel.52 Pois de longe você verá a terra, mas não chegará lá, à terra que dou aos filhos de Israel.

O Rebe ensina:

Depois que Moisés terminou de transmitir o Poema do Testemunho ao povo judeu, ele os encorajou a prestar atenção a todas as suas lições, bem como à Torá em geral.


כִּי לֹא דָבָר רֵק הוּא מִכֶּם כִּי הוּא חַיֵּיכֶם וגו’: (דברים לב:מז)

[Moisés disse ao povo judeu:] “Pois [a Torá] não é uma busca sem recompensa para vocês; em vez disso, é a sua própria vida.”Deuteronômio 32:47

A Torá contém todas as instruções e lições que todo indivíduo precisa para viver sua vida de acordo com as expectativas de D’us. É assim que deve ser, pois a Torá é o “projeto” que D’us usou quando criou o mundo. Se por algum motivo não tivermos certeza do que a Torá exige de nós em uma situação específica, somos solicitados a consultar estudiosos qualificados da Torá, que aprenderam com seus próprios professores como aplicar corretamente a sabedoria da Torá em nossas vidas.

Assim, o significado literal deste versículo é: “Pois não é uma coisa vazia de você”, que, os sábios do Talmud nos dizem, significa: “Se você encontrar uma situação na vida que parece vazia de – ou seja, falta – a direção da Torá, é por sua causa – ou seja, sua própria incapacidade de aplicar a sabedoria da Torá à sua vida.” Nesses casos, a Torá nos orienta a buscar sua aplicação de nossos professores e mentores.¹

NOTAS DE RODAPÉ

1. Sichot Kodesh 5739, vol. 1, pp. 129-131.

Traduzido e Adaptado por Moshe Wisnefsky

Chabad.org


Leitura Diária do Guia Bnei Noach

Segunda edição, página 77, 13.12

Pergunta: O que fazemos após as refeições?

Resposta: Após a refeição deve se agradecer a Deus pela comida e pelo Sustento, dizendo:

“Baruch El Holam She achalnu mi Shelo”¹⁶

“Bendito seja o Eterno, Criador do Mundo que comemos do que a Ele pertence”

Notas:

16- Midrash Raba Genesis, Porção de Lech Lechá 43, letra zain e porção de Vaieira 49, letra Dalet

Próxima Leitura: Segunda Edição, página 78, 13.13

Leitura Diária de 12 Tishrei 5783

Tehillim do Dia – Salmos

Capítulos 66-68

Salmo 66
O caráter milagroso da redenção de Israel, obra de Deus no passado, e a futura reunião dos dispersos, levará o mundo inteiro a reconhecer Seu domínio.
Ao mestre do canto, um cântico, um salmo. Aclame a Deus toda a terra.
Eleve cânticos à magnificência do Seu Nome, e que seja exaltada a Sua glória.
Proclama ao Eterno: “Quão extraordinárias são Tuas obras!” Por Teu imenso poder, a Ti se sujeitarão mesmo os Teus inimigos.
Ante Ti se prostrará toda a terra e erguerá a Ti suas canções, louvando o Teu Nome.
Vinde perceber os feitos do Eterno, que por sua grandeza despertam reverência nos homens.
Transformou o mar em terra seca, e por seu leito marcharam à pé; por isso, com Ele nos alegramos.
Com Seu poder governa o mundo; Seus olhos perscrutam as nações. Que não se vangloriem os rebeldes.
Bendizei nosso Deus, ó nações da terra, que seja ouvida a voz que canta em Seu louvor.
Por Ele nos foi concedida a vida, e impedido de resvalar nosso pé.
Pois nos submeteste à provação e nos purificaste como se refina o teor da prata.
Nos prendeste em uma rede; sobre nós derramaste angústia.
Ao jugo de homens perversos nos submeteste; nos fizeste passar por fogo e água, mas finalmente nos conduziste à abundância da felicidade.
Com oferendas virei à Tua Casa, e os votos
proferidos por meus lábios nos momentos de aflição, cumprirei.
Trarei a Teu altar oferendas – novilhos, carneiros e cabritos -, a serem queimadas com incenso.
Que venham todos os que temem a Deus e escutem, pois contarei o que Ele fez por minha alma.
Com meus lábios O invoquei e com a minha língua O exaltei.
Não me teria escutado o Eterno se iniqüidade percebesse em meu coração.
Mas ouviu-me o Eterno e aceitou minha oração.
Bendito seja, pois não rejeitou minha prece e não me negou Sua bondade.

Salmo 67
Esta é uma oração pela rápida chegada da era messiânica, quando a humanidade seguirá a liderança de Israel na adoração ao Eterno quando receberá as recompensas de Suas bênçãos.
Ao mestre do canto, sobre instrumentos de cordas, um salmo, um cântico.
Que o Eterno nos conceda Sua graça e nos abençoe, e que faça sobre nós resplandecer Seu rosto,
para que na terra seja conhecido Seu caminho, e entre todas as nações, Sua salvação.
Ergam-Te graças todos os povos. Que todos eles cantem em Teu louvor.
Alegrem-se e rejubilem todas as nações, porque com eqüidade as julgarás, e pelo caminho reto as conduzirás.
Ergam-Te graças todos os povos. Que todos eles cantem em Teu louvor.
Possa então a terra produzir em abundância seus frutos; possa o Eterno, nosso Deus, nos abençoar.
Sim, possa Ele nos abençoar e ser reverenciado e temido até os confins da terra.

Salmo 68
O triunfo de Israel e os mensageiros de Deus na Terra sobre os impérios mais poderosos, se repetem sempre ao longo da história em todos os sentidos. Com este fenômeno histórico como cenário, o salmista relata o triunfo da Grande Redenção, e Deus será adorado em todo mundo.
Ao mestre do canto, um salmo de David, um cântico.
Ao erguer-Se o Eterno, dispersam-se Seus inimigos, e da Sua Presença fogem os que Lhe são adversos.
Dissipa-os como a fumaça que se esvai; assim como no fogo se derrete a cera, que ante a Presença Divina pereçam os ímpios.
Os justos, porém, que se alegrem; que exultem perante o Eterno e se rejubilem com alegria.
Que ergam ao Eterno uma canção, que entoem salmos a Seu Nome, que louvem ao que habita nos céus e diante Dele se regozijem.
Pai para os órfãos e defensor para as viúvas é o Eterno, em Sua santa morada.
Ele faz reencontrar um lar aos abandonados; no tempo apropriado liberta os cativos; só os rebeldes deixa habitar em terra árida.
Quando saíste à frente de Teu povo, ó Eterno, e marchaste através do deserto,
a terra se abalava e até os céus se desfaziam em gotículas. Ante a Presença do Eterno, o Deus de Israel, tremeu o Sinai.
Chuva de dádivas derramaste e, ao se esgotar a terra de Tua possessão, Tu a restabeleceste.
Teu rebanho ali se assentou em Tua benignidade; a preparaste para abrigo do desamparado.
O Eterno profere uma ordem e múltiplos mensageiros transmitem Sua mensagem.
Os reis inimigos e seus exércitos se põem em fuga, deixando seus despojos aos habitantes das terras que haviam acossado.
Entre fronteiras seguras vos haveis de abrigar, enquanto sobre vós fulgem como prata as asas das pombas esvoaçantes e brilham como ouro suas penas.
Ao dispersar o Eterno os reis malévolos, os oprimidos que estavam envoltos em trevas viram clarear como a nevemais alva o monte Bashan.
Majestoso é o monte Bashan, a montanha de Deus.
Por que se agitam os picos mais altos, invejando-a? Pois esta é que é a montanha escolhida por Deus para Sua morada e nela habitará para sempre.
Miríades e miríades de carruagens com incontáveis anjos O acompanhavam, e entre elas, em santidade, vem o Eterno ao Sinai.
Subiste às alturas levando cativos e recebendo homenagens até mesmo dos que se rebelam contra Tua morada.
Bendito é o Eterno! Dia após dia nos sustenta, o Deus de nossa salvação.
Sim! Ele é para nós o Deus que nos liberta até mesmo dos grilhões da morte.
Ele esmagará a cabeça de Seu inimigo, o crânio do que caminha envolto em iniqüidade.
Deles disse o Eterno: “Eu os farei voltar de Bashan, fá-los-ei voltar mesmo das profundezas do mar,
para que pise teu pé sobre seu sangue, para que até a língua de teus cães tenha uma porção de Teus inimigos.”
Vêem os homens Teu caminho, ó Eterno, o caminho de meu Rei e meu Deus conduzindo ao santuário.
Cantores o precedem seguidos por músicos e donzelas tocando pandeiros.
Congregai-vos para abençoar o Eterno, ó vós que vindes da fonte de Israel.
Vêm com Benjamim, o caçula, a dirigi-los; os príncipes de Judá a comandá-los; os príncipes de Zebulun e Naftali.
Teu Deus estabeleceu teu poder, a força, ó Eterno, de que nos dotaste.
A Teu Templo, em Jerusalém, Te trarão oferendas os reis.
Reprimi as feras dos juncos, a manada de touros em estouro como os bezerros das nações, até que se curvem trazendo oferendas de prata; dispersa os povos que se deleitam em praticar as guerras.
Portadores de tributos virão do Egito, e Cush estenderá suas mãos ao Eterno.
Ó vós, impérios da terra, cantai ao Eterno, entoando Seu louvor!
Pois Ele desde antes do início dos tempos faz ressoar Sua voz poderosa comandando o mundo.
Reconhecei e honrai o poder do Eterno, cujo poder está na altura dos céus e cuja majestade se derrama sobre Israel, Seu povo.
De Seu santuário emana o temor do Eterno, o Deus de Israel, que concede força e grandeza a Seu povo. Bendito sejas, ó Deus!


Leitura Diária da Parashat

Leitura da Torá para Ha’azinu, 6ª Porção: (Deuteronômio 32:40-43)

Deuteronômio Capítulo 32:40 Pois levanto a minha mão para o céu e digo: ‘Como vivo para sempre’.41 Quando eu afiar a lâmina da minha espada e a minha mão agarrar o juízo, vingarei os meus adversários e retribuirei aos que me odeiam.42 Minhas flechas embriagarão com sangue, e minha espada consumirá carne, do sangue dos mortos e dos cativos, da primeira brecha do inimigo.’43 Cantem louvores, ó nações, ao Seu povo! Pois Ele vingará o sangue de Seus servos, vingará Seus adversários e apaziguará Sua terra [e] Seu povo.

O Rebe Explica:

D’us então disse a Moshê que informasse o povo judeu que eventualmente as nações não-judias iriam apreciá-los elogiá-los por permanecerem fiéis à sua aliança com D’us.



הַרְנִינוּ גוֹיִם עַמּוֹ וגו’: (דברים לב:מג)

[Moisés dirigiu-se aos não-judeus:] “Nações! Louvado seja [D’us] por Seu povo, [os judeus]!”
Deuteronômio 32:43

Quando a Redenção Messiânica ocorrer, a verdade não será mais tão facilmente confundida com a falsidade. Ficará claro para o mundo inteiro por que D’us escolheu os judeus para serem Seu povo. Nosso papel como sacerdotes e professores da humanidade será finalmente reconhecido universalmente, e nossas contribuições redentoras para a civilização humana serão plenamente apreciadas. As nações do mundo farão então o que puderem para ajudar os judeus em sua missão divina de levar o mundo ao seu potencial máximo.

Educar o mundo para apreciar não apenas D’us, mas também o povo de D’us é, portanto, parte integrante da preparação do mundo para a Redenção e acelerá-la.¹

NOTAS DE RODAPÉ

1. Hitva’aduyot 5748, vol. 1, pág. 41.

Traduzido e Adaptado por Moshe Wisnefsky

Chabad.org


Leitura Diária do Guia Bnei Noach

Segunda edição, página 77, 13.11

Pergunta: O que fazer após as Chalot?

Resposta: É apropriado realizar uma refeição com os familiares e amigos. E durante a refeição é contado histórias ou assuntos, com o intuito de fortalecermos nossa fé e confiança em Deus.

Próxima Leitura: Segunda Edição, Página 77, 13.12

Sucot (Festa das Cabanas)

15-21 Tishrei (7 dias)

Significado:

Com duração de sete dias de 15 a 21 de Tishrei, Sukkos é uma ocasião alegre e festiva após os feriados solenes de Rosh Hashaná e Yom Kippur. Embora seja uma data muito especial para toda humanidade, aplica-se de maneira diferente a judeus e gentios.

Muitas vezes chamado de “Festival das Barracas”, Sukkos é incomum, pois não comemora nenhum evento específico da história judaica. No entanto, D’us ordena sua observância em vários lugares ao longo da Torá. Várias passagens do Tanakh (Bíblia Hebraica) descrevem os mandamentos específicos, que a Torá Oral explica com mais detalhes.

Durante esses sete dias, os homens judeus são obrigados – e as mulheres muitas vezes se voluntariam – a viver em sukkos , barracas de construção frágil com paredes de tábuas de madeira e um “telhado” de vigas e galhos de palmeiras frouxamente espalhados. Essas acomodações desagradáveis podem se tornar ainda menos confortáveis pelo clima de outono em Israel, que em muitas áreas está se deteriorando rapidamente à medida que o inverno se aproxima. Os judeus, portanto, demonstram que cumprem esta mitsvá (mandamento) inteiramente porque é ordenada por D’us e não para qualquer prazer pessoal.

Morar em suckos lembra ao povo judeu os quarenta anos que passaram vagando no deserto do Sinai antes de entrar na Terra Santa. Durante este tempo eles viveram em cabanas muito parecidas com estas e sobreviveram apenas pela providência milagrosa de D’us, quando o pão caiu do céu e as “Nuvens de Glória” os cercaram. A força de sustentação de D’us era dramaticamente evidente, pois eles dependiam completamente dEle para sobreviver.

Muitas vezes podemos ser tentados a pensar que seus próprios esforços o sustentam e que ele é o mestre de seu próprio destino. No entanto, deixar a estabilidade de sua casa para morar na estrutura mal construída da sucá lembra a cada judeu do tempo no deserto do Sinai, quando D’us demonstrou explícita e milagrosamente que Sua mão é o que sustenta e provê a todos com Sua infinita bondade e bondade. misericórdia. Desenvolve um senso de consciência de que tudo o que ele tem pode ser tirado tão facilmente quanto foi dado a ele – que a materialidade não é tão estável quanto pode parecer.

Por esta razão, Sukkos é um momento de gratidão a D’us por tudo o que temos, não importa o quanto ou quão pouco. Uma vez que coincide com a colheita do outono, quando os produtos dos campos são colhidos, é especialmente importante em Sukkos reconhecer que tudo vem de D’us e agradecer por Seu sustento. Nós nos regozijamos porque sabemos que D’us nos fornecerá tudo o que precisamos para Seu serviço.

Em Rosh Hashaná somos julgados por nossas ações durante o ano anterior. D’us nos dá bênçãos de acordo com nosso comportamento. É através de nossa alegria e gratidão exuberante em Sukkos que criamos um receptáculo para as bênçãos, permitindo que elas entrem neste mundo e nos conectando com Sua beneficência.

Outro mandamento judaico associado a Sukkos é a “Mitzvá dos Quatro Tipos”. Os judeus seguram ramos de tamareira, salgueiro e murta, junto com um esrog (fruta cidreira). Enquanto agitam os galhos e frutas em todas as seis direções durante a oração, simbolizando o fato de que D’us está em toda parte, eles se conectam com a unidade e harmonia do universo.

Quando o Templo Sagrado existia em Jerusalém, os judeus ofereciam setenta sacrifícios durante a semana de Sukkos. Esses holocaustos foram dados em nome das setenta nações gentias do mundo, que se originaram da dispersão na Torre de Babel. As nações caíram na idolatria e abandonaram o único e verdadeiro D’us, então para que os sacrifícios das nações fossem dados no Templo durante Sukkos, os judeus tinham que fazer as oferendas eles mesmos. Desde a destruição do Templo, os judeus não podem mais fazer isso; em vez disso, eles lêem a parte do Tanakh que descreve as ofertas de sacrifício.

No entanto, o Tanakh explica que esta é apenas uma situação temporária. Zacarias (Capítulo 14) profetizou a guerra para acabar com todas as guerras, um conflito mundial envolvendo a Terra de Israel. A guerra termina quando Mashiach (o Messias) leva o povo de D’us à vitória. Embora esta guerra não tenha necessariamente que ocorrer – uma vez que depende de nossas ações – o que é certo é que neste momento o mundo inteiro reconhecerá que o D’us de Israel é o verdadeiro D’us e abandonará todas as suas falsas religiões.

Zacarias continua explicando que uma vez que o Templo seja reconstruído, as nações do mundo começarão a cumprir sua responsabilidade de observar Sukkos todos os anos, oferecendo os setenta sacrifícios. Não será mais necessário que os judeus permaneçam em seu lugar. D’us também tornará um mandamento para todos, judeus e gentios, habitar em Suco durante este tempo. Isso servirá como um teste para provarmos nosso desejo de servi-Lo.

Embora nossas bênçãos para o ano tenham sido determinadas em Rosh Hashaná, cabe a nós sacar essas bênçãos e torná-las realidade. Podemos fazer isso observando Sukkos da maneira correta, mostrando nossa humildade e gratidão a D’us por tudo o que Ele nos deu. Quando um número suficiente de nós estiver observando o feriado de Sukkos, demonstraremos nossa prontidão para tomar o lugar dos judeus ao oferecer os sacrifícios das nações. É, portanto, através da observância de Sukkos que nos conectamos ao Templo Sagrado e merecemos sua reconstrução com a vinda de Mashiach — a bênção suprema para nossas ações.

Atividades especiais:

Embora o Templo não esteja atualmente em Jerusalém, podemos cumprir da seguinte maneira os sacrifícios oferecendo orações. Essas orações devem ser feitas em humilde louvor a D’us, bem como regozijo e gratidão por Seu sustento de nossas vidas. Uma sugestão seria a prática de recitar os seguintes Salmos como um “halel “: 47, 67, 96, 98, 117, 148. Esses Salmos devem ser recitados além de quaisquer Salmos ou outras orações que um Ben Noach já recita todas as manhãs. Também podemos nos conectar com Sukkos durante todo o ano através de nossas orações, agradecendo a D’us por Sua providência. Isto é especialmente importante após as refeições.

Como parte da celebração de Sukkos, os Bnei Noach são incentivados a comer refeições especiais durante a semana. Ao comer essas refeições especialmente para Sukkos, honramos a D’us por meio de nossa atitude de alegria e gratidão. Esta festa atrai uma grande bênção dos Céus.

Uma vez que Mashiach for revelado e inaugurar a Redenção mundial, nós também habitaremos em Sukkos e poderemos levar sacrifícios ao Templo. Nesse momento, seremos capazes de cumprir nossa conexão completa com Sukkos, aproximando a nós mesmos e ao mundo ao nosso redor de nosso Criador. Que isso ocorra sem demora.

Extraído de: http://www.noahide.com/holidays.htm#sukkos