Leitura Diária – 16 Elul 5782

Salmo 79
As nações destruíram o Templo para blasfemar contra Deus e causaram uma dor a Israel que transcende a humilhação pessoal. Oramos a Deus para restaurar logo a honra de Israel – e, assim, a Sua própria – aos olhos de um mundo em dúvida.
Um salmo de Assaf. Ó Deus, os povos invadiram Tua possessão, profanaram o Teu sagrado santuário, converteram Jerusalém em montes de escombros.
Deixaram os cadáveres dos Teus servos para se tornarem alimento para as aves de rapina, e a carne dos Teus devotos para as feras da terra.
Seu sangue derramaram como água por toda Jerusalém e nem sequer havia quem os pudesse enterrar.
Nos tornamos objetos de escárnio para nossos vizinhos, zombaria e desprezo para os que nos rodeiam.
Até quando, Eterno, ficarás irado? Será eterna Tua cólera? Até quando Teu zelo queimará como fogo?
Derrama Tua ira sobre os povos que não Te reconhecem e sobre os reinos que não invocam o Teu Nome.
Porque destruíram Jacob e assolaram a sua morada.
Não Te recordes contra nós das iniqüidades do passado; apressa-Te em proporcionar-nos a Tua misericórdia, pois estamos muito enfraquecidos.
Socorre-nos, ó Deus da nossa salvação, pela glória do Teu Nome! Salva-nos e expia os nossos pecados pelo amor do Teu Nome!
Para que não indaguem as nações: “Onde está o seu Deus?” Que vejam as nações diante de nossos olhos a vingança do sangue derramado dos Teus servos.
Que Te alcance o gemido do encarcerado, e pela grandeza do Teu poder salva-o da morte.
Retribui a nossos vizinhos sete vezes mais desgraças que aquelas com que Te desonraram, ó Eterno!
Então, nós, Teu povo, o rebanho de Teu campo, louvar-Te-emos eternamente, e de geração em geração cantaremos Tua glória.

Salmo 80
Como sugerido pelo cabeçalho deste Salmo, é um testemunho sobre os exílios futuros de Israel. Ele recorda ao povo judeu sua gloriosa relação anterior com Deus, e garante que será restaurada. Os três apelos quase idênticos (versículos 4, 8 e 20) são as petições dos três principais exílios: o exílio das Dez Tribos, o exílio da Babilônia e o atual exílio romano.
Ao mestre do canto, com “Shoshanim”, “Edut”, um salmo de Assaf.
Dá ouvidos, ó Pastor de Israel, que conduzes José como a um rebanho; revela-Te ante nós, ó Tu, que habitas entre os querubins!
Apresenta-Te ante Efraim, Benjamim e Menashê, desperta Teu poder e vem salvar-nos.
Restaura-nos, ó Deus, e faze sobre nós resplandecer Tua face, e então seremos salvos.
Eterno, Deus dos Exércitos, até quando ignorarás as preces do Teu povo?
Deste-lhe lágrimas por pão e os fizeste beber copioso pranto.
Fizeste-nos lutar com nossos vizinhos, e nossos inimigos zombam de nós.
Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos! Faze sobre nós resplandecer Tua face, e então seremos salvos.
Uma vinha trouxeste do Egito, e expulsaste povos para plantá-la.
Lhe preparaste terreno, e ela fincou raízes e encheu a terra.
Sua sombra encobriu montanhas, e seus galhos se tornaram cedros vigorosos.
Até o mar estendeu seus ramos, e até o rio seus brotos.
Por que destruíste suas cercas e deste modo a despojam todos os transeuntes?
Devasta-a o javali da floresta, devoram-na todos que rastejam pelo campo.
Ó Eterno dos Exércitos, rogamos que retornes! Dos céus, observa o que se passa e tem consideração por esta vinha,
pela cepa plantada por Tua mão, pelo broto que para Ti fortaleceste.
Ela está queimada pelo fogo e cortada; ante Tua repreensão ela perece.
Concede Tua ajuda àquele que está à Tua Destra, ao filho do homem que para Ti fortaleceste.
Nós não nos apartaremos de Ti; preserva pois nossa vida, para que Teu Nome possamos invocar.
Restaura-nos, ó Eterno, Deus dos Exércitos, e faze sobre nós resplandecer Tua face, e então seremos salvos!

Salmo 81
Não importa o quanto uma pessoa submergiu: Deus sempre espera seu arrependimento e vire uma nova página. Assim como nos libertou da escravidão no Egito, Ele também está pronto para afrouxar os grilhões do pecado que nos prendem ao nosso estado inferior. Precisamos apenas começar e tomar a resolução de fazer a Sua vontade.
Ao mestre do canto, sobre “Guitit”, de Assaf.
Erguei canções de júbilo a Deus, que é a nossa fortaleza; fazei soar alegres vozes ao Deus de Jacob.
Entoai um salmo e fazei ressoar o pandeiro, a agradável harpa e o saltério.
Soprai o “Shofar” na lua nova, no tempo fixado como dia da nossa festa.
Pois este é um estatuto para Israel, um dia de juízo para o Deus de Jacob.
Ele o estabeleceu para José como testemunho, quando este saiu para governar na terra do Egito, onde ouviu uma língua que não conhecia.
Deus disse: “Livrei seu ombro da carga, e do caldeirão da servidão retirei suas mãos.
Na angústia clamaste e Eu te livrei; com voz de trovão te respondi e provei-te junto às águas de Merivá.
Ouve, povo Meu, Eu te advertirei, ó Israel, se Me escutares!
Não haverá deuses estranhos em teu meio nem adoração a ídolos.
Eu sou o Eterno, teu Deus, que te fez subir da terra do Egito; abre bem a tua boca, e te satisfarei.
Mas o Meu povo não escutou a Minha voz, e Israel não Me quis.
Assim, deixei-os seguir segundo a obstinação dos seus corações, para que atendessem seus próprios conselhos.
Ah, se Me escutasse o Meu povo, se Israel trilhasse Meus caminhos!
Num instante Eu abateria os seus inimigos, e contra os seus adversários alçaria Minha mão.”
Aos inimigos de Israel que odeiam o Eterno mas não o declaram abertamente, seu castigo será eterno,
enquanto a Israel Ele nutrirá com o melhor dos alimentos, e com o mel que emana da rocha o saciará.

Salmo 82
O tema deste Salmo – eqüidade e justiça – é um pré-requisito para a existência da terra. Esta mensagem não se limita aos tribunais. Na sua vida pessoal, cada ser humano deve se comportar como juíz de si próprio, pois suas opiniões e decisões sobre as pessoas podem afetar suas vidas.
Um salmo de Assáf. O Eterno está presente na assembléia Divina onde se profere a justiça; Ele, entre os juízes, promulga Sua sentença.
Vós, porém, ó juízes, até quando sentenciareis perversamente, favorecendo os malévolos?
Fazei justiça ao desfavorecido e ao órfão; procedei corretamente para com o aflito e o desamparado.
Libertai o oprimido e o indigente; salvai-os das mãos dos ímpios.
Eles, os juízes, porém, nada sabem e nada querem compreender; vagueiam pelas trevas da ignorância e da insensibilidade; abalam assim os fundamentos que sustentam a terra.
Eu disse: “Vós, ó juízes, sois como os anjos; todos vós sois filhos do Altíssimo!”
Porém, como todo ser humano, também haveis de morrer; e como qualquer príncipe haveis de sucumbir.
Levanta-Te, ó Eterno, e julga Tua terra, pois a Ti pertencem todas as nações!

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2ª Alyá (Deuteronômio 26:12-26:15)

12 Quando acabares de separar todos os dízimos de teu produto no terceiro ano, que é o ano em que se separa um só dízimo – o do levita –, o darás ao levita, e também darás um outro dízimo para o peregrino, para o órfão e para a viúva, a fim de que os comam e se fartem. 13 E dirás diante do Eterno, teu Deus: ‘Tirei o que é consagrado de minha casa, e também o dei ao levita, ao peregrino, ao órfão e à viúva, de acordo com todo o Teu mandamento, que me ordenaste; não mudei, e fiz como Teus preceitos, e não me esqueci de abençoar-Te. 14 Não comi do segundo dízimo durante meu luto intenso, e não comi dele em estado impuro, e não o troquei para fazer o sepultamento de um morto; ouvi a Tua voz, ó Eterno, meu Deus, fiz tudo o que me ordenaste. 15 Olha desde a habitação de Tua santidade, desde os céus, e abençoa Teu povo, Israel, e a terra que nos deste, como juraste a nossos pais, terra que emana leite e mel.’

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Leitura Diária do Guia Bnei Noach

Pag 65, 11.2 3° Item

Pergunta: Qual deve ser o objetivo final de todo ben Noach?

Resposta: Quando um judeu cumpre o assunto de que “A Torá foi dada para fazer a paz no mundo”, ou seja, que ele cumpre o veredito de Maimônides, de influenciar todos os povos do mundo, a cumprirem as suas sete leis, em todos os seus detalhes, ele pode pensar que é o suficiente se ocupar somente até o ponto em que um não judeu guarde na prática as suas leis. Porém além disto do (estudo destas leis) não é necessário mais nada.

E esta é a inovação de “expandir as fontes para todo fora” (levar os ensinamentos da Chassidut para fora). Não somente o veredito da Lei precisa atingir o “fora”, os povos do mundo.

Um exemplo disto, é de que Maimônides escreve sobre as atividades do Mashiach na era Messiânica sobre todos os povos, “Ele consertara todo o mundo… como está escrito: e transformará todos os povos… para servir juntos ao Eterno”

Esta atividade de Mashiach sobre os povos da terra, que irá acontecer após a construção do terceiro e a reunião de todos os exílios, não é uma influência somente sobre a conduta prática deles, mas sim algo mais profundo “servir juntos ao Eterno” um assunto de serviço Divino.

Uma outra prova disso, encontramos no versículo: “e andaram os povos em sua luz”, os povos andarão na luz de Israel, O que é a luz da Torá, que pertence somente ao povo judeu, como está escrito: “Torá que nos ordenou Moisés, é uma herança para comunidade de Jacó”, porém mesmo assim, está escrito na própria Torá a ordem “E andarão os povos na sua luz”.

E assim como na era Messiânica os povos receberão não somente o cumprimento das sete leis dos filhos de Noé na prática, mas sim algo mais elevado, da mesma forma devemos atuar também, nosso trabalho agora, para trazer as revelações da era Messiânica ³

Notas:
3.Rebe de Lubavitch, Itvaaduiot, 5744, pág 628

Extraído do Guia Bnei Noach de autoria do Rav Yacov Gerenstadt

Giluy Arayot : 4ª Ramificação – “Proibido ter união com a esposa de outro homem.”

Referência : “Não cometerá adultério*(adultério é se unir a esposa de outro homem) (Êxodo 20:13)”

Descrição:
Para um homem não ter relações sexuais com uma mulher casada. As Leis Noéicas proíbe uma mulher de ter vários maridos e, portanto, quaisquer relações entre uma mulher casada e outro homem são proibidas sob este mandamento. Ambos os adúlteros, o homem e a mulher, enfrentariam a pena capital.
Uma vez que um homem é permitido pela Lei básica da Torá ter várias esposas (a menos que seja proibido por leis governamentais adicionais), as relações extraconjugais entre uma mulher solteira e um homem casado não seriam adultério, e nenhuma das pessoas enfrentaria processo pelas Sete Leis ; no entanto, seria uma violação da proibição de relações fora do casamento e traria punição do céu. Atualmente existe um decreto do Rabbi Gershon que proíbe qualquer tipo de bigamia.


Fontes:
O que significa não adulterar?

“o adultério é apenas com a esposa de um homem”.
(Rashi, Êxodo 20:13)


Maimônides, Leis de Reis 9: 5
“Há seis relações sexuais ilícitas proibidas a um gentio:
a) sua mãe; b) a esposa de seu pai; c) uma mulher casada;
d) sua irmã materna; e) um homem; f) um animal.

Essas proibições são derivadas do versículo Gênesis 2:24 : Portanto, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e serão eles uma só carne.’

Sefer haChinuch 192
“Para não ter relações sexuais com a esposa de um homem, como está declarado ( Êx 20:13 ), “Você não cometerá adultério”. E a explicação vem que a expressão indiferenciada, “adultério”, indica com a esposa de um homem, pois eles, que sua memória seja abençoada, disseram ( Rashi em Êxodo 20:13 ), “o adultério é apenas com a esposa de um homem”. E este mandamento negativo é repetido na Ordem de Achrei Mot, pois lá está escrito explicitamente ( Lv 18:20 ), “E à esposa do seu próximo, etc.”

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Sobre Antonio Braga

Antonio Marcio Braga Silva é uma das vozes proeminentes do movimento Bnei Noach no Brasil, atuando com destaque na cidade de Barra dos Coqueiros, no estado de Sergipe. Educador, líder espiritual e entusiasta da ética universal, ele dedica sua vida à promoção dos valores do monoteísmo ético e da sabedoria milenar da Torá para os não judeus que buscam servir ao Criador segundo os princípios das Sete Leis de Noé. Como professor de Halachá Noachida, Antonio Marcio desenvolve um trabalho didático voltado para a formação de lideranças e o fortalecimento de comunidades alinhadas com os preceitos da Tradição de Israel, respeitando as particularidades e o papel espiritual dos justos entre as nações. Ele atua com firmeza e sensibilidade, trazendo clareza e profundidade aos temas que aborda, tornando acessível ao público leigo assuntos complexos da Lei e da espiritualidade judaica. Sua atuação vai além das aulas: Antonio Marcio tem contribuído significativamente para o crescimento da comunidade local, organizando encontros semanais, estudos bíblicos, ciclos de oração baseados no Sidur Bnei Noach, e incentivando a solidariedade e o senso de missão entre os participantes. Seu trabalho é pautado pela seriedade, comprometimento e por uma devoção sincera ao serviço a D’us. Em sua vida pessoal, Antonio Marcio é pai dedicado de dois filhos marido de Fabiane Ribeiro, com quem compartilha o propósito de construir uma família alicerçada nos valores eternos da Torá. Sua jornada é marcada por coragem, perseverança e pela fé inabalável na Providência Divina. Ao unir conhecimento, liderança e espiritualidade, Antonio Marcio Braga Silva se destaca como um dos pilares do movimento Bnei Noach em território brasileiro, inspirando outros a seguir o caminho da retidão, da justiça e do reconhecimento do Eterno como único Criador e Rei do Universo.

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