Pergunta: Como os Justos entre as Nações Honram o Shabat?

Resposta: O assunto de Zachor – “Lembrarás o dia de shabat”, sim é pertinente a um Ben Noach. Um Ben Noach deve lembrar no shabat de que Deus criou o mundo em 6 dias e descansou no sétimo, introspectando e fixando assim a ideia de que o Mundo foi criado por Deus nos Sete dias da Criação.

(Guia Bnei Noach Pág 75, 13.8)


Em Kli Yakar, Shemos 20: 8
Todos os povos são obrigados a lembrar do dia de Shabat, para fixar em seus corações a fé na criação do mundo.


Para distinguir o dia de shabat do resto da semana por meio de bênçãos. De acordo com este mandamento, os rabinos instituíram bênçãos especiais a serem recitadas com vinho na sexta-feira à noite, shabat durante o dia e no final do shabat à noite.

Embora os gentios não tenham permissão para evitar os 39 tipos de trabalhos durante o shabat como os judeus fazem, os gentios são encorajados, a cumprir este mandamento para honrar o dia de Shabat com refeições festivas especiais e bênçãos vinho (em parte semelhante às bênçãos recitadas pelos judeus). Isso é Santificar ou seja Separar o Shabat dos outros dias da semana como um dia especial da conclusão da Criação.

Quando você Honra o Shabat às bênçãos decorrentes desse ato recaiem para você e sua família.

Adam Hava e o Shabat

Embora Adám e Havá (Eva) tenham cometido um erro na tarde de sexta-feira, eles foram autorizados a desfrutar da Luz Divina original da Criação durante todo o Sétimo Dia. Em louvor desta bondade de D’us, Adám compôs o Salmo 92, transmitido de geração em geração até Moisés, que o registrou (e todos os Salmos 90-100). Extraído de Midrash Bereshit.

Os sábios nos dizem que Adam e Eva comeram o fruto proibido na tarde de sexta-feira. Devido à honra do Shabat, eles receberam uma suspensão do julgamento até o término do Shabat. Segundo muitas opiniões, o fruto proibido era uma uva. Retificamos o pecado quando fazemos uma bênção e usamos vinho de uva para uma mitsvá cerca da mesma hora em que o pecado ocorreu. (Tecnicamente, a pessoa aceita o Shabat na tarde de sexta-feira.)

Como Honrar Shabat

Através do acendimento das Velas e Kidush iniciamos a separação do Shabat.

Arruma-se uma bonita mesa, preferencialmente com toalhas brancas, coloca-se os elementos: velas (kasher ou que não seja consagrada a idolos), pães (chalá/ chalots) e vinho (cerveja ou suco de uva kasher).

Obs.: na falta de vinho ou suco kasher pode-se preparar o próprio suco com uvas onde as mesmas precisarão ser bem higienizadas e verificadas, onde no cacho se retire as uvas machucadas. Após isso bata as uvas no liquidificador com um pouco de água. Em seguida coloque todo o conteúdo sem coar em uma panela para cozinhar um pouco, depois é coado.

– Não deixe um idólatra ver esse processo pois desqualificaria o suco.


Quantas velas devo acender?

Acendendo duas velas (mesmo as solteiras).

A mulher casada acende uma para si e uma representando seu esposo.

Se tiver filhos, pode ou não acender para eles, mas fica a critério, não há uma obrigação sobre isso para as Bat Noach.

É bom consultar sempre o horário de início do Shabat no site do Bnei Noach Brasil de acordo com a cidade em que se mora, para o acendimento das velas.

O ideal é acender as velas observando este horário. Mas caso, se por algum motivo, a Bat Noach não consiga acender neste horário, isso não é imputado como transgressão, podendo acender após o horário previsto.

Muito importante – Não recitamos a benção “que nos ordenaste acender as velas de Shabat” , pois esta é uma ordenança ao povo judeu e o fazemos voluntariamente.

Não se deve criar outra frase ao acender as velas, apenas fale espontaneamente com o Criador, Aquele que conhece os corações.

A chama da vela deve apagar sozinha (naturalmente).

O fogo do fósforo também não deve ser apagado (coloca em um recipiente para que apague sozinho.



O pão deve ser especifico para a ocasião?

Faz- se ou compra-se dois pães (chalá/ chalots)

Coloca-os na mesa, uma do lado da outra, acima de uma “tábua” de vidro que representa o orvalho que ficava abaixo do maná quando caia no deserto.

E cobre os pães com uma toalha.


Depois disso o que fazemos?

Através do Sidur Bnei Noach de Shabat – elaborado pelo Rav Yacov Gerenstadt, realizamos o Kidush .(Lá mostra o passo a passo).

Caso você não tenha o Sidur solicite a um emissário.

Honramos O Shabat através da comida:

Deleitamo-nos no Shabat fazendo três refeições, quando as famílias podem se unir e ficar inspiradas. As duas primeiras – sexta-feira à noite e no almoço do Shabat – são preparadas, com comidas especiais e pratos refinados. A terceira, feita ao final do Shabat, geralmente é um repasto mais leve.

Caprichar nas refeições do Shabat é uma virtude. É uma mitsvá servir um bom vinho e carne macia. A tradicional refeição do Shabat tem muitos pratos, e inclui peixe, sopa, carne ou ave, e acompanhamentos. (Sirva peixe/carne/frango como pratos separados, em vasilhas separadas). Para o almoço, é costume comer “cholent”, um tipo de feijoada com diversos grãos e carne, originalmente do francês: cho – lent , fogo lento.

Da mesma forma que o Sidur tem 3 Serviços de Shabat, há 3 refeições festivas no Shabat, as refeições são precedidas pelos serviços de Shabat.


Honramos o Shabat através de canções e inspiração:

Aproveite o tempo precioso com a família. Permita-se entoar lindas e inspiradoras canções judaicas. A sensação especial e sagrada que elas trazem é indescritível. Compartilhe palavras de Torá, Parashat, 7 leis, ensinos sobre a era de Mashiach. Prepare um pensamento para discussão, talvez algo da leitura semanal da Torá. Atraia a atenção de seus filhos com uma história judaica.

Honramos o shabat – Vestindo com roupas especiais para a ocasião.

Honramos o Shabat aproveitando o tempo

Aqui estão algumas sugestões adicionais sobre as boas formas em que um noaíta pode marcar o Sétimo Dia, se assim o deseja:
– Dedique algum tempo extra ou mais de qualidade para aprender os temas apropriados da Torá, certificando-se de obter traduções de uma editora judaica observadora.

Sugestões de livros para aprender:
(1) Tanach

(2) Guia Bnei Noach; e obras de ensinamentos chassídicos da nossa lista de livros recomendados. Pode-se também ler perspectivas e insights baseadas na Torá sobre assuntos da natureza e da ciência, com o objetivo de aumentar sua apreciação da grandeza e dos milagres da Criação de D’us (mas não perca seu tempo com mitos modernos como o da evolução).

– Dedique algum tempo extra ou mais de qualidade para suas orações. (Nota: O Salmo 92 é especificamente para o Sétimo Dia, e os Salmos dos capítulos 120-150 estão especialmente designados como apropriados para recitar também nesse dia.)
– Pode-se passar um tempo extra de qualidade com a família, fortalecendo os laços de amor e fortalecendo a compreensão e o comprometimento da família com os valores noaíticos verdadeiros da Torá. (Nota: o tempo de “qualidade” em qualquer dia pressupõe que a TV estará desligada! Apoiamos o movimento por casas sem TV.)


O Segredo do Kidush

O Vinho de Mashiach

Honramos o Shabat como um testemunho de D’us ter criado o mundo em seis dias e ter “descansado” no sétimo. Naquela hora, Ele separou vinho especial para ser usado na refeição que celebrará a vinda de Mashiach. Assim como a semana de trabalho de seis dias culmina no Shabat, também os seis milênios de nosso trabalho para tornar o mundo uma morada para D’us culminam na era messiânica – “o dia que é o sagrado Shabat e tranquilidade, para toda a vida.”

Que seja brevemente em nossos dias!

》Durante o Shabat teremos o serviço da manhã encontrado em nosso Sidur, onde poderemos além das preces fazer a Leitura da Parashat, será sucedida pela 2° Refeição festiva de Shabat. E teremos o serviço da Tarde no sidur Bnei Noach sucedido pela terceira refeição festiva de Shabat.

Após isso vamos separar o Shabat novamente através da Havdalla.

Como fazer a Havdalá?

A Havdalá é realizada tradicionalmente com a família ou demais presentes reunindo-os ao redor da mesa e convidando a todos a participar.

É bom consultarmos sempre o horário de término do Shabat no site do Bnei Noach Brasil de acordo com a cidade em que se mora, para realização da Havdalá.

Os principais elementos são:

Vela com pavio duplo, tradicionalmente uma vela de cera retorcida especial para Havdalá. Duas velas mantidas juntas pelas chamas também serve;

Um copo de prata repleto de suco de uva, vinho kasher ou cerveja;

Cravos da índia em um caixinha ou recipiente que preserve o seu aroma e guardado para este fim.

Através do Sidur Bnei Noach de Shabat – elaborado pelo Rav Yacov Gerenstadt , realizamos a Havdalá. (Lá mostra o passo a passo).

Caso você não tenha o Sidur nos solicite a um emissário.

ENCERRADA A HAVDALÁ DIGA A TODOS: … SHAVUÁ TOV!

(Para entender mais sobre o significado do Kidush e da Havdalá, consulte o site chabad.org. Lembrando que as orientações lá presentes são para os judeus mas, podemos aprender sobre o sentido de cada elemento usado).
IMPORTANTE: BEN NOACH PODEM FAZER O NETILAT YADAYM, MAS NÃO PODEM RECITAR A BENÇÃO EM SEGUIDA, QUE DIZ:
BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊNU MÊLECH HAOLÁM ASHER KIDESHÁNU BEMITSVOTÁV VETSIVÁNU AL NETILAT YADAYIM.
Bendito és Tu, ó Senhor nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com os Seus mandamentos e nos ordenou sobre o lavar das mãos.
Assim como todas as bênçãos que contenham:
“VETSIVÁNU” = “NOS ORDENASTE”. Pois não foi ordenados a fazer e sim o fazer voluntariamente como ben Noach.


Assim Honramos O Shabat!


©️Introdução às 7 Leis de Noach|Bnei Noach|Todo conteúdo pode ser compartilhado desde que acrescente os Créditos

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Sobre Antonio Braga

Antonio Marcio Braga Silva é uma das vozes proeminentes do movimento Bnei Noach no Brasil, atuando com destaque na cidade de Barra dos Coqueiros, no estado de Sergipe. Educador, líder espiritual e entusiasta da ética universal, ele dedica sua vida à promoção dos valores do monoteísmo ético e da sabedoria milenar da Torá para os não judeus que buscam servir ao Criador segundo os princípios das Sete Leis de Noé. Como professor de Halachá Noachida, Antonio Marcio desenvolve um trabalho didático voltado para a formação de lideranças e o fortalecimento de comunidades alinhadas com os preceitos da Tradição de Israel, respeitando as particularidades e o papel espiritual dos justos entre as nações. Ele atua com firmeza e sensibilidade, trazendo clareza e profundidade aos temas que aborda, tornando acessível ao público leigo assuntos complexos da Lei e da espiritualidade judaica. Sua atuação vai além das aulas: Antonio Marcio tem contribuído significativamente para o crescimento da comunidade local, organizando encontros semanais, estudos bíblicos, ciclos de oração baseados no Sidur Bnei Noach, e incentivando a solidariedade e o senso de missão entre os participantes. Seu trabalho é pautado pela seriedade, comprometimento e por uma devoção sincera ao serviço a D’us. Em sua vida pessoal, Antonio Marcio é pai dedicado de dois filhos marido de Fabiane Ribeiro, com quem compartilha o propósito de construir uma família alicerçada nos valores eternos da Torá. Sua jornada é marcada por coragem, perseverança e pela fé inabalável na Providência Divina. Ao unir conhecimento, liderança e espiritualidade, Antonio Marcio Braga Silva se destaca como um dos pilares do movimento Bnei Noach em território brasileiro, inspirando outros a seguir o caminho da retidão, da justiça e do reconhecimento do Eterno como único Criador e Rei do Universo.

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